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Ilka Brunhilde Laurito – Poesia terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Janelas Ilka Brunhilde Laurito Passos sem pegadas na magra madrugada. A mesma luz fraca de todo dia, amém, também se apaga. Afago, gelado, o escuro do quarto apagado. Noturno travado, tranca e nunca esquece de conferir se realmente trancou a porta. Triste rindo cumpre sua quota. Convive em silêncio cúmplice com suas meias na sacada penduradas. Freiras de flanela rasgada. Frieiras na carne arrastada pela quase finda vontade. O que eu valho (que bom) não vale nada. Compartilhe a informação:

Pedro Homem de Mello – Poesia segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Encontro Pedro Homem de Mello Felicidade, agarrei-te Como um cão, pelo cachaço! E, contigo, em mar de azeite Afoguei-me, passo a passo… Dei à minha alma a preguiça Que o meu corpo não tivera. E foi, assim, que, submissa, Vi chegar a Primavera… Quem a colher que a arrecade (Há, nela, um segredo lento…) Ó frágil felicidade! — Palavra que leva o vento, E, depois, como se a ideia De, nos dedos, a ter tido Bastasse, por fim, larguei-a, Sem…

Priscila Merizzio – Poesia domingo, 13 de janeiro de 2019

Roleta Russa Priscila Merizzio o poema que sangra não tem script de novela mexicana é assassino por encomenda com suas maquinações, Rasputin degola o títere com um machado mongol desaparece nas tabernas sombrías massageia nádegas no pufe cor-de-urucum derrama vodka em grandes lábios sodomiza a duquesa ao longe soa o uivo lúgubre dos cães de Pavlov outra orgia urge nas saunas imperiais os versos necrosados na língua do czar na manhã seguinte a vítima é capa de tablóide – não…

Luciana Mendonça – Poesia sábado, 12 de janeiro de 2019

Aumenta um ponto Luciana Mendonça Os dias inventando estrelas Os sonhos alcançando a manhã A nuvem passando mansa dispersando vento e fumaça Os olhos soprando a fúria As mãos despindo os desejos O corpo calado sobre o divã e a cabeça solta descobrindo caminhos A vida buscando vida Os anos somando os anos Os dias sonhando noites Compartilhe a informação:

Helena Verdugo Afonso – Poesia sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Insatisfeita Helena Verdugo Afonso Enfim, posso morrer! Já te beijei a linda boca perfumada e quente, num beijo longo, divinal, fremente, um beijo aonde toda me entreguei.. Não me conheço agora. Já nem sei se fiz bem, se fiz mal. Minha alma ardente sofria por um bem que tinha ausente, e morro na ventura em que fiquei… É assim, o meu amor: eu, que vivera, na crença de esperança já perdida, tenho de ti o bem que apetecera! Por esse…

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