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Cora Coralina – Poesia sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Aninha e suas pedras Cora Coralina Não te deixes destruir… Ajuntando novas pedras e construindo novos poemas. Recria tua vida, sempre, sempre. Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça. Faz de tua vida mesquinha um poema. E viverás no coração dos jovens e na memória das gerações que hão de vir. Esta fonte é para uso de todos os sedentos. Toma a tua parte. Vem a estas páginas e não entraves seu uso aos que têm sede.

Ezra Pound – Poesia quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Canto XLV Com Usura – Ezra Pound Com usura homem algum terá casa de boa pedra cada bloco talhado em polidez e bem ajustado para que o esboço envolva suas faces, com usura homem algum terá paraíso pintado na parede de sua igreja harpes et luz ou onde a virgem receba a mensagem e um halo projeta-se do inciso, com usura homem algum vê Gonzaga seus herdeiros e concubinas pintura alguma é feita pra ficar nem pra com ela conviver só é…

Elizabeth Bishop – Poesia terça-feira, 13 de novembro de 2018

Uma certa arte Elizabeth Bishop A arte da perda é fácil de estudar: a perda, a tantas coisas, é latente que perdê-las nem chega a ser azar. Perde algo a cada dia. Deixa estar: percam-se a chave, o tempo inutilmente. A arte da perda é fácil de abarcar. Perde-se mais e melhor. Nome ou lugar, destino que talvez tinhas em mente para a viagem. Nem isto é mesmo azar. Perdi o relógio de mamãe. E um lar dos três que tive,…

Ana Hatherly – Poesia segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Esta Gente / Essa Gente Ana Hatherly O que é preciso é gente gente com dente gente que tenha dente que mostre o dente Gente que não seja decente nem docente nem docemente nem delicodocemente Gente com mente com sã mente que sinta que não mente que sinta o dente são e a mente Gente que enterre o dente que fira de unha e dente e mostre o dente potente ao prepotente O que é preciso é gente que atire…

Saúl Dias – A Minha Hora – Poesia domingo, 11 de novembro de 2018

A Minha Hora Saúl Dias Que horas são? O meu relógio está parado, Há quanto tempo!… Que pena o meu relógio estar parado E eu não poder marcar esta hora extraordinária! Hora em que o sonho ascende, lento, muito lento, Hora som de violino a expirar… Hora vária, Hora sombra alongada de convento… Hora feita de nostalgia Dos degredados… Hora dos abandonados E dos que o tédio abate sem cessar… Hora dos que nunca tiveram alegria, Hora dos que cismam…

Max Ehrmann – Desiderata – Poesia sábado, 10 de novembro de 2018

Desiderata Max Ehrmann Siga tranquilamente entre a pressa e a inquietude, lembrando-se que há sempre paz no silêncio. Tanto quanto possível, sem se humilhar, mantenha boas relações com todas as pessoas. Fale a sua verdade mansa e claramente e ouça a dos outros, mesmo a dos insensatos e ignorantes, pois eles também têm sua própria história. Evite as pessoas escandalosas e agressivas. Elas afligem o nosso espírito. Se você se comparar com os outros, tornar-se-á presunçoso e magoado, pois haverá…

Não culpes ninguém – Poesia sexta-feira, 9 de novembro de 2018

‘Não culpes ninguém’ ou ‘Tu és o resultado de ti mesmo’ Autor desconhecido¹ Não te culpes por nada, nunca te queixes de nada, nem de ninguém, porque fundamentalmente tu tens feito tua vida. Aceita a responsabilidade de edificar a ti mesmo e o valor de acusar-te no fracasso para voltar a começar; corrigindo-te, o triunfo do verdadeiro homem emerge das cinzas do erro. Nunca te queixes do meio ou dos que te rodeiam, há em teu meio, aqueles que souberam…

Literatura: Jorge Luis Borges e a teoria dos mundos paralelos sexta-feira, 9 de novembro de 2018

O escritor Jorge Luis Borges ALICIA DAMICO Em ‘O Jardim dos Caminhos que se Bifurcam’, Borges antecipa a incerteza do entorno combinando literatura com a forma mais prestigiosa de conhecimento, isto é, a ciência. – por Montero Glez/ El País Brasil** Jorge Luis Borges lidou com a capacidade antecipatória da literatura com a maestria própria de um homem de ciência. Por essa razão, é o autor favorito dos cientistas. Um dos exemplos mais notáveis de seu espírito profético, no que…

Kim McMillen – Quando me amei de verdade – Poesia quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Quando me amei de verdade Kim McMillen¹ Quando me amei de verdade pude compreender que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa. Então pude relaxar. Quando me amei de verdade pude perceber que o sofrimento emocional é um sinal de que estou indo contra a minha verdade. Quando me amei de verdade parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento. Quando…

Camões quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Onde Há Inveja, não Há Amizade Grande trabalho é querer fazer alegre rosto quando o coração está triste: pano é que não toma nunca bem esta tinta; que a Lua recebe a claridade do Sol, e o rosto, do coração. Nada dá quem não dá honra no que dá: não tem que agradecer quem, no que recebe, a não recebe; porque bem comprado vai o que com ela se compra. Nada se dá de graça o que se pede muito….

Rudyard Kipling – Poesia quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Se Rudyard Kipling Se és capaz de manter a tua calma quando Todo o mundo ao teu redor já a perdeu e te culpa; De crer em ti quando estão todos duvidando, E para esses no entanto achar uma desculpa; Se és capaz de esperar sem te desesperares, Ou, enganado, não mentir ao mentiroso, Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares, E não parecer bom demais, nem pretensioso; Se és capaz de pensar –sem que a isso só te…

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