Arquitetura – Casa sustentável

Projeto brasileiro cria casa sustentável, 25% mais barata e que fica pronta em 6 dias!

O futuro chegou! Quando você iria imaginar que uma casa pudesse ser construída em apenas 6 dias e com a ajuda de apenas 4 pessoas? Pois isso é possível e o projeto é brasileiro! Definida como padrão europeu, essa casa é 25% mais barata do que uma casa comum e a construção é 100% baseada na nanotecnologia, isto é, sem desperdício nenhum!

Essa casa do futuro foi construída em Campo Grande – MS em parceria entre um espanhol, Eugen Fudulu e um brasileiro, Kleber Karru, junto com um laboratório europeu, chamado Open MS. As paredes possuem isolamento térmico e acústico, com espuma e fios de vidro por dentro e por fora, mantendo uma temperatura agradável dentro da casa tanto no frio quanto no calor. O material é resistente a fogo, água e cupim e a estrutura pode ter acabamento de acordo com a preferência do morador.

A casa ainda vem com um purificador instalado que é capaz de filtrar a água antes que ela chegue na torneira da residência, além de estrutura para teto solar e aparelho de ar, que retira todas as bactérias do ambiente.

Mas as novidades não param por aí, já que ela é capaz de resistir a tremores de 9 graus na escala Richter e a ventos de até 300 km/h!

Agora, o desafio é firmar uma parceria com o Governo Estadual para que o projeto chegue às áreas pouco favorecidas e à população de baixa renda. Além de resolver um problema de moradia, ainda geraria empregos, pois quanto mais funcionários, mais rápido será a construção. Não é maravilhoso?

Com informações de Eco Guia
Fotos: Valdenir Rezende

Poluição: A vida por trás de máscaras na China

Restrição do uso de carvão para aquecer casas ajudou a melhorar qualidade do ar em parte do país.

Homem com menina usando máscaras na ChinaEm Pequim, usar máscaras respiratórias é tão comum quanto usar óculos

Mas em cidades como Pequim, poluição segue alarmante, e máscaras respiratórias devem continuar fazendo parte do cotidiano.

Pela primeira vez em muito tempo, os moradores das províncias do nordeste da China estão olhando para céus azuis. Desde o ano passado está em vigor uma legislação que restringe o uso de carvão para a calefação em Pequim e em outras 27 cidades de grande porte da região.

De acordo com o Greenpeace na Ásia Oriental, no último ano, a concentração de partículas finas tóxicas no ar caiu 33% nas cidades do nordeste chinês em 2017 em relação ao ano anterior. Também conhecidas como PM2,5, tais micropartículas são inaláveis e podem se instalar nos pulmões, provocando danos à saúde. 

Apesar da melhora, os moradores de grandes metrópoles chinesas ainda não vão deixar de usar suas máscaras contra poluição. Na verdade, apenas parte da queda na concentração de partículas atmosféricas finas na região se deve à proibição da queima de carvão para o aquecimento doméstico. Outra causa, segundo análise do Greenpeace, foram as condições climáticas favoráveis, como fortes ventos vindos do norte.

Na China como um todo, a porcentagem das micropartículas PM2,5 na atmosfera caiu apenas 4,5% no ano passado, valor bem menor que a taxa de 33% verificada nas cidades do nordeste.

Essa foi a menor queda registrada no país desde 2013, quando a China declarou “guerra à poluição”. Ainda assim, devido a essa melhora modesta, cerca de 160 mil mortes prematuras foram evitadas na China em 2017, segundo estimativas do Greenpeace.

Contudo, em muitas províncias industriais, a poluição atmosférica piorou. Isso porque a nem todas as cidades chinesas se aplica uma regulação rigorosa como a do nordeste do país. Um exemplo é a província de Heilongjiang, na qual as emissões de indústrias como a siderúrgica contribuíram para um aumento de 10% nos níveis de partículas tóxicas na atmosfera.

Para Huang Wei, especialista em clima e energia do Greenpeace na Ásia Oriental, o governo não deve focar apenas no aquecimento doméstico e tomar medidas em relação às emissões industriais. “Políticas que favorecem o carvão e a indústria pesada estão impedindo o progresso”, afirma.

Até nas cidades do nordeste, que apresentaram resultados melhores, houve dias em 2017 em que o smog estava tão denso como de costume. Segundo o Índice de Qualidade do Ar de Pequim, em 28 de dezembro por exemplo, boa parte da capital estava sob níveis de poluição “muito prejudiciais à saúde”. O ministro do Meio Ambiente admitiu no início de janeiro que a partir do fim do mês a situação deve piorar novamente.

Mulher de máscara e homem de óculos na ChinaChen e o marido sempre viveram em Pequim. Para ela, a máscara se tornou um acessório cotidiano

Máscaras não vão sair de moda tão cedo

Para Chen, moradora de Pequim, “a poluição já faz parte do cotidiano”. “Procuro usar minha máscara o máximo possível quando estou na rua, mas em locais fechados, geralmente fico sem ela. A máscara se tornou um acessório cotidiano para mim, assim como óculos”, disse.

Wang Wei, vendedor ambulante do distrito de Chaoyangmen em Pequim, vê a máscara como item essencial para o trabalho na rua. “No inverno, após um dia de trabalho no nevoeiro de poluição, estou acostumado a ter muita tosse e problemas respiratórios”, contou à DW.

Com a péssima qualidade do ar como uma realidade cotidiana para a maioria dos chineses, o governo tem sido cada vez mais pressionado a agir. Essa pressão se intensificou nos últimos anos com o maior peso que questões ambientais e de sustentabilidade passaram a ter na agenda política.

“O foco na redução da poluição está alinhado a prioridades maiores do governo chinês, cujos objetivos são abordar outros problemas internos na China”, afirmou à DW o pesquisador Duncan Freeman, do Centro de Pesquisa União Europeia-China do Colégio da Europa, na Bélgica.

“A opinião pública está cada vez mais manifestando suas preocupações quanto aos impactos da poluição na saúde. Ao mesmo tempo, os impactos ambientais ameaçam a sustentabilidade do modelo econômico chinês, o que é um problema fundamental para o desenvolvimento futuro do país.”

Transição energética

Desde o início da “guerra à poluição” em 2013, a concentração de partículas PM2,5 no ar caiu 33% em 74 cidades chinesas, conforme mostram dados dos últimos cinco anos do Ministério do Meio Ambiente.

A maior parte da redução na emissão de poluentes se deve à transição de uma matriz energética dominada pelo carvão para uma matriz cada vez mais baseada no uso do gás natural. Freeman alerta, no entanto, que essa transição ainda está longe de chegar ao fim.

“O carvão não pode ser rapidamente removido da matriz energética da China sem causar transtornos. Ele continuará sendo uma das maiores fontes de energia da China por muitos anos”, diz o pesquisador.

Para Peter Singer, conselheiro sobre energias renováveis da Agência Internacional de Energia (IEA) e do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), os recentes índices de poluição atmosférica da China mostram que a adoção de uma infraestrutura energética mais limpa está tendo impacto em algumas províncias.

Contudo, segundo Singer, no âmbito internacional, a relação da China com carvão de altos índices de carbono indica que o país ainda tem que mudar a própria conduta. “Não podemos esquecer o grande investimento em carvão que a China ainda representa”, destaca.
DW

Zeitgeist: Glifosato, transgênicos e a ascensão da Monsanto

Empresa americana faturou bilhões de dólares com fabricação do herbicida mais usado no mundo e venda de sementes geneticamente modificadas para serem resistentes a ele. Mas ganhou também um problema de imagem.

Planta de soja geneticamente modificadaPlanta de soja geneticamente modificada

Nenhuma empresa desperta mais a ira de ambientalistas de todo o mundo do que a americana Monsanto, a fabricante do herbicida Roundup e de sementes modificadas geneticamente para serem resistentes a ele – principalmente de milho, algodão e soja.

O princípio ativo do Roundup é o glifosato, um organofosforado sintetizado pela primeira vez nos anos 1950 por um químico suíço. Em 1970, pesquisadores da Monsanto redescobriram o glifosato, desta vez como herbicida. A descoberta foi patenteada e, em 1974, ela foi lançada no mercado americano com o nome de Roundup.
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O poderoso efeito secante do herbicida fez com que ele logo passasse a ser usado na agricultura para “limpar o solo” antes do plantio. Ele obviamente não podia ser novamente usado depois do plantio, para eliminar ervas daninhas, pois aí também mataria a própria planta cultivada.

Essa situação mudou em 1996, quando os cientistas da Monsanto isolaram o gene que tornava uma bactéria resistente ao glifosato e o introduziram em sementes de soja – surgiam, assim, as primeiras plantas transgênicas resistentes ao glifosato. Para a Monsanto, uma descoberta que valeu ouro: a venda combinada do herbicida com as sementes resistentes a ele gerou bilhões de dólares para os cofres da empresa.

Agricultores de todo o mundo adotaram a novidade, argumentando que o plantio de sementes transgênicas, combinado com o uso do glifosato, diminuía os custos de produção. Nos Estados Unidos, por exemplo, praticamente não se planta mais soja, milho e algodão que não seja transgênico. Também no Brasil e na Argentina quase toda a soja cultivada é geneticamente modificada.

Assim, o uso do glifosato, tanto para limpar o solo como para matar as ervas daninhas, espalhou-se pelo mundo, a ponto de ele se tornar o herbicida mais usado no planeta. Na Alemanha, o glifosato é utilizado em cerca de 30% a 40% das lavouras.

Desconfiança e ceticismo

Mas, junto com a ascensão dos transgênicos e do uso do glifosato, cresceu também a desconfiança e o ceticismo em relação a esses dois produtos, principalmente em países de forte tradição agrícola e consciência ambiental, como a Alemanha e a França. E os críticos logo encontraram o seu vilão: a Monsanto.

Quando, em julho de 2015, a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer, pertencente à Organização Mundial da Saúde (OMS), afirmou que o glifosato provavelmente é cancerígeno, esses críticos viram suas posições confirmadas.

Porém, poucos meses depois, a Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar, que é uma agência da União Europeia, considerou improvável que o glifosato seja cancerígeno. Já a Monsanto afirma que os herbicidas à base de glifosato são os mais exaustivamente estudados do mundo, e que nunca foi comprovado que eles provocam câncer.

Essas posições pouco devem mudar a péssima imagem do glifosato, dos transgênicos e da Monsanto entre boa parte dos consumidores, principalmente na Europa. A Bayer, ao comprar a empresa americana, adquiriu também esse problema. Mas já há sinais de que a empresa alemã poderá simplesmente acabar com a marca Monsanto, que, além do glifosato, é associada também a outros produtos polêmicos, como o agente laranja, usado na Guerra do Vietnã.

A coluna Zeitgeist oferece informações de fundo com o objetivo de contextualizar temas da atualidade, permitindo ao leitor uma compreensão mais aprofundada das notícias que ele recebe no dia a dia.

Tópicos do dia – 23/01/2012

08:47:27
Lamento, mas você foi enganado. A verdade sobre a saúde é outra.
A inverdade do dia na Saúde
por Paulo Moreira Leite ¹

A noticia do dia é que o brasileiro gasta mais com saúde do que o governo. Falso.
Os dados do IBGE informam que se o Estado tem um dispêndio de R$ 645,27 por pessoa, as famílias gastam R$ 835,65 com cada um de seus membros.
Cada centavo que o brasileiro gasta com saúde pode ser deduzido do imposto de renda. Isso vale para plano de saúde, consulta fora do convenio e até remédios. A condição é ter comprovantes para incluir na declaração. Isso quer dizer o seguinte: você gasta hoje e deduz a despesa a amanhã. Quanto mais você gasta, mais diminui seu imposto.

Se você ficar internado num hospital cinco estrelas de São Paulo, assina a cheque na hora de ir embora e deduz na próxima declaração de renda. Idem para o médico fora do convenio que cobra R$ 900 por consulta.
É um sistema que beneficia quem tem mais e pode pagar na frente.
Também prejudica aqueles assalariados que vivem na informalidade e não têm como justificar rendimentos.
A turma de cima que vive no Caixa 2 também não pode abater o que nunca paga mas dessa gente não é preciso sentir pena.

Outra distorção: você paga o médico privado e deduz a receita no IR. Mas sua cirurgia — quando grave e complicada — é feita pelo SUS. Resultado: você deduz o plano no IR e ainda recebe o serviço do Estado.
Na pura contabilidade, é como se tivesse recebido dinheiro para ser operado.
Quem paga a conta?
O Estado brasileiro, que fica sem recursos para investir em escolas, em infraestrutura e na própria saúde pública.
Isso quer dizer que o dinheiro que falta no posto de saúde do seu bairro pode ter voltado, antes, para o bolso de quem ficou internado num hospital muitas estrelas.
¹ Jornalista desde os 17 anos, foi diretor de redação de ÉPOCA e do Diário de S. Paulo. Foi redator chefe da Veja, correspondente em Paris e em Washington.

08:57:36
Nepotismo irrigado. Ministro da integração integra a fazenda da família.
Canal exclusivo leva água até fazenda de irmão do ministro da Integração.
Duas placas, uma apontando a concessão de incentivos fiscais do Ministério da Integração Nacional, e outra, com o nome da empresa UPA – Umbuzeiro Produções Agrícolas Ltda., marcam a entrada da fazenda de propriedade de Caio Coelho, irmão do ministro Fernando Bezerra Coelho, no Perímetro de Irrigação Nilo Coelho. Segundo reportagem do jornal O Estado de S.Paulo, um canal exclusivo de irrigação serve a fazenda de Caio Coelho no local. A propriedade da UPA guarda também uma das 39 estações de bombeamento do maior projeto de irrigação do País, o Nilo Coelho – nome de um tio do ministro da Integração Nacional. O investimento é comandado pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf), presidida interinamente pelo irmão Clementino Coelho até 12 dias atrás, e subordinada a outro irmão, o ministro.

09:21:44
Ufa!!! Nem tudo é notícia ruim.
Somos uns sortudos! Olhem só que notícia reconfortante:
“A Câmara dos Deputados vai gastar menos com reformas este ano: R$135 milhões. A ONG Contas Abertas apurou que só a ampliação do Anexo IV poderá custar R$95 milhões. O Tribunal de Contas da União reservou R$14 milhões para reformar sua sede em Brasília.”
Perceberam: MENOS R$135 MILHÕES. Ainda bem. Né não?

09:32:02
Areia no Ventilador. Grande oportunidade para fabricantes de lamparinas!
A Justiça do Ceará paralisou a construção da Central Eólica Trairi, sob pena de multa de R$ 500 mil diários, por prejudicar o “pôr do sol” nas dunas da praia de Flecheiras.


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Sowetização à paulista

Zé Alagão (leia-se José Serra – o Nosferatu do Cone Sul) pensou que tinha sowetizado a pobreza. A chuva jogou a pobreza na cara da elite

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Conversa com um amigo navegante ilustre:

– Por que só agora, com a chuva, o pobre de São Paulo apareceu ?

– Porque o pobre de São Paulo foi sowetizado.

– Como assim ?

– A elite se fechou para dentro e jogou a favela na periferia, num conjunto de sowetos: Heliópolis, Paraisópolis, Jardim Romano, São Miguel Paulista.

– Mas isso sempre existiu.

– Existiu, mas a elite não via.

– Por que não via ?

– Porque era possível você trabalhar na Faria Lima e morar no Morumbi e passar 20 anos sem ver um pobre. Não é como na Zona Sul do Rio, em que a favela entra pela tua janela adentro.

– O resultado disso ?

– Você acaba como os quatrocentões, que pensam que moram em Nova York, Milão, Veneza. Ou numa combinação das três..

– E por que isso acabou com a chuva ?

– Porque a chuva expulsou os pobres para as ruas, para a tela da tevê.

– Não tinha como evitar que os pobres fossem expulsos para as telas da tevê ?

– Não, porque há 15 anos os tucanos governam como se as sowetos de São Paulo não existissem. Um dia o copo tinha que derramar.

– Mas, e os tucanos, não fizeram nada pelos pobres ?

– Praticamente nada. Não há um único programa social dos tucanos, de assistência maciça aos pobres de São Paulo. Os tucanos fazem de conta que São Paulo é uma cidade do Primeiro Mundo, porque os pobres ficam escondidos nos sowetos.

– Qual vai ser a consequência política dessa chuva, em 2010 ?

– Os moradores dos sowetos são na maioria nordestinos e a maioria não vota em São Paulo. E, por isso, os tucanos não ligam para eles. Mas, como dizem os teus internautas, o Serra pode até “não ter noção”. Mas muito paulista e muito brasileiro passou a “ter noção” de que São Paulo tem pobre e é mal tratado.

Paulo Henrique Amorim
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ONU: o peso do Brasil nas questões mundiais

Em entrevista para a Folha de São Paulo, o Secretário Geral da ONU, Ban Ki-moon, avalia a importância do Brasil nas questões internacionais.

O novo peso do Brasil

Com novo peso global, Brasil tem mais responsabilidades

Por Marcelo Ninio – Enviado especial a Doha

Para dirigente da ONU, Obama é fonte de “mudança climática” nas relações internacionais

EM JANEIRO , Ban Ki-moon completa dois anos no cargo de secretário-geral da Organização das Nações Unidas em meio à mais grave crise financeira mundial desde a fundação da entidade, em 1945. Para o diplomata sul-coreano, é o momento de a ONU assumir papel de liderança para permitir uma resposta coordenada à crise, que inclua a reforma das instituições multilaterais e a maior participação de países emergentes, como o Brasil. Ban aposta em avanços no projeto de ampliar o Conselho de Segurança da ONU, no qual o Brasil aspira a um assento permanente.

FOLHA – Esta é a maior crise financeira desde a criação da ONU. Qual a relevância da organização neste momento?
BAN KI-MOON – As Nações Unidas são o único órgão intergovernamental com capacidade de assumir um papel universal no combate à crise. Cada país pode implementar medidas domésticas. Mas, se elas não forem coordenadas internacionalmente, o impacto será reduzido. A ONU pode dar um valor agregado a essas medidas, sobretudo diminuindo os efeitos nos países em desenvolvimento. Se os problemas sociais e econômicos criados pela crise financeira não forem atacados, a estabilidade política e a paz estarão sob ameaça.

(…) FOLHA – Para muitos, a crise é o prenúncio de uma nova ordem mundial. Que lugar devem ter os países emergentes?
BAN – O discurso do presidente Lula em Washington foi eloqüente e apaixonado e deixou todos impressionados. Reforçou o forte chamado atual por reformas das instituições de Bretton Woods e o fortalecimento das regras que monitoram os sistemas bancário e financeiro. Antes de mais nada, cada país precisa apagar o seu incêndio, para que ele não se espalhe para os vizinhos. Mas creio que são necessárias modalidades inclusivas e multilaterais, uma visão mais abrangente. Não há uma fórmula fechada: começaram com G7, depois expandiram para G8. Agora, considerando que a maior parte do crescimento econômico vem dos emergentes, expandiram para G20. Esses países representam 90% do PIB (Produto Interno Bruto) mundial e da população, então tecnicamente é um formato justo. Mas não há um corte exato.

FOLHA – E o Brasil?

BAN – Por qualquer critério, o Brasil é hoje um dos países mais importantes do mundo e está no centro das discussões sobre os maiores desafios, como as mudanças climáticas e a crise financeira. Tem um papel-chave no G20. Com isso, também terá que ter um maior senso de responsabilidade.

Arquitetura – Milão Casas Design

Uma exposição em Milão apresenta protótipos de casas que podem servir para enfrentar o déficit habitacional no planeta.

Clique na imagem para ampliar
Casa Iglu

O objetivo da mostra Casa para Todos é chamar a atenção dos arquitetos para a demanda de casas populares.

Os projetos foram montados nos jardins do prédio do palácio Triennale. Todos eles têm em comum a simplicidade, o baixo custo, pouco impacto ambiental e velocidade de execução.

As casas custam entre US$ 1 mil e US$ 10 mil (entre R$ 1,6 e R$ 16 mil) e podem ser realizadas em poucas horas ou dias.

Os materiais vão desde ripas de madeira, passando por plástico, guarda-chuvas, aço inoxidável e concreto armado. As formas são tão diferentes quanto as possibilidades da geometria.

Entre os dez arquitetos com obras expostas na mostra estão o italiano Massilimiano Fuksas, o japonês Kengo Kuma e o chileno Alejandro Aravena.