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Quando a solidão vira rotina

Solidão em tempos modernos Aplicativos de namoro como o Tinder são cada vez mais populares Pular de encontro para encontro com ajuda de um app, optar pela vida “single”, casar consigo mesmo. A solidão faz parte da vida moderna e, se for passageira, pode até fazer bem. O problema começa quando ela vira rotina.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”] Verena* está se arrumando para mais um encontro. Após 19 primeiros encontros, ela parte para o 20º candidato. A advogada, que vive em São Paulo, tem 34 anos e está solteira há seis. Ela marcou o encontro num parque da cidade e saiu do escritório a tempo de ver o pôr do sol com seu match. Sim, ela o conheceu num aplicativo de namoro. Sugeriu o parque porque os outros 19 encontros aconteceram em barzinhos ou em restaurantes. Queria algo diferente. “Quem sabe ajuda?”, pensou. A advogada tem um bom círculo de amigos, eventualmente sai para dançar, vê a família regularmente nos almoços de domingo, mas, no fundo, está triste. Uma tia já perguntou se ela é lésbica. “Qual o seu problema, menina?”, questionou. Ela mesma se pergunta se é feia, se é muito exigente, o que pode fazer para melhorar. Ela tem medo de morrer sozinha, de ficar “para titia”. Psicólogos da Universidade de Chicago estudaram o que acontece com pessoas que se sentem sozinhas de forma permanente. John Cacciopo, professor do Centro de Neurociências Cognitivas e Sociais, e mais dois colegas examinaram 230 pessoas ao longo de onze anos. No início do estudo, essas pessoas tinham entre 50 e 68 anos de idade e, ao fim, entre 61 e 79 anos. No estudo, publicado na revista especializada Personality and Social Psychology Bulletin, ficou comprovado que as pessoas se tornaram egocêntricas por permanecerem sozinhas durante tantos anos. Quem se sente solitário e tem poucos relacionamentos gratificantes acaba por se concentrar em si mesmo. Os psicólogos também descobriram que, ao contrário, aqueles que já no início do estudo eram mais egocêntricos do que os outros, se sentiam frequentemente ainda mais sozinhos anos depois. “Quem se concentra muito em si corre o risco de ficar preso no sentimento de solidão no longo prazo. E o solitário tende a girar mais e mais em torno de si com o passar do tempo. É um círculo vicioso”, concluíram os pesquisadores. Os psicólogos deixaram claro que, em princípio, a solidão não é algo negativo, desde que não dure muito tempo. Do ponto de vista evolutivo é até bom se sentir sozinho. Assim como a dor física sinaliza que a pessoa deve cuidar do seu corpo, o sentimento de solidão alerta que a pessoa precisa cuidar de suas relações sociais. O problema começa quando a solidão se estabelece na vida da pessoa. Em seus estudos em diferentes países, Cacciopo descobriu que, em média, cerca de 30% a 40% das pessoas se sentem sozinhas. A população de solteiros nos Estados Unidos é hoje 30% maior do que em 1980. No Brasil, o número de pessoas morando sozinhas não é tão alto, mas também cresceu. Segundo dados do IBGE, em 2005 cerca de 10% dos lares brasileiros abrigavam pessoas vivendo sozinhas. Em 2015, esse número saltou para 14,6%. A região metropolitana com maior proporção de pessoas morando sozinhas em 2015 era Porto Alegre, com 19,3% dos lares. Em seguida, vinha a região metropolitana do Rio de Janeiro, com 19%. São Paulo aparece com 14,9%. Subir ao altar sozinha Em meio a esse contexto, vem ganhando força a chamada sologamia, o casamento consigo mesmo. O número de mulheres que vêm dizendo “sim” a si mesmas está aumentando consideravelmente nos EUA e no Japão. Nos Estados Unidos, a moda de jurar amor eterno por si mesmo já existe há alguns anos, mas vem se intensificando. No país asiático, mulheres solteiras ainda não são consideradas membros plenos da sociedade. Até por isso, muitas pagam o equivalente a 7 mil reais para casar consigo mesmas. Em geral, mulheres que se dedicaram aos estudos e à profissão, mas que sonhavam em um dia se casar, se vestem de branco, sobem ao altar de braço dado com o pai e, finalmente, colocam uma aliança na mão esquerda. Mas, em tempos de inflação de dates pelo Tinder, não há um noivo ao lado delas. O solo wedding ainda não é reconhecido nem pela igreja nem pelo cartório, mas, para mulheres que vivem com o estigma de não terem sido “escolhidas”, esta é uma maneira de lutar contra o patriarcado e as convenções sociais. “As pessoas estão medrosas e cansadas” O filósofo Luiz Felipe Pondé afirma que a sociedade sempre inventa uma moda para dar um título a um comportamento. “À dificuldade de partilhar a vida com uma pessoa, agora se dá o nome de single. Não é mais solteiro ou sozinho, é single”, aponta. “Para viver com alguém, você tem de fazer concessões, precisa ser corajoso, tem de investir na pessoa com todos os riscos que o ‘investimento’ traz. E as pessoas estão medrosas e cansadas.” Quanto ao casamento consigo mesmo, Pondé é taxativo: “Chegamos ao cúmulo da entropia afetiva da humanidade.” O filósofo vê nessa ritualística algo muito pior do que alguém exigir o direito de casar com seu cachorro. “Porque pelo menos o cachorro é outro ser vivo. Casar consigo mesmo é mais ou menos o direito de me declarar klingon, raça de alienígenas da série Star Trek”, critica. “Hoje, as pessoas querem dizer que escolhem o sexo, a raça, assim como escolhem o desodorante. Tem gente que diz que é de outro planeta. Eles estão em missão na Terra e querem ser reconhecidos como tal. É o transgênero, o transracial e o transplanetário. Agora existe a pessoa que exige o direito de casar consigo mesmo”,diz. Verena ainda não pensa no autocasamento. Ela ficou animada após seu mais recente encontro amoroso. A conversa fluiu, os dois riram bastante. Ele era bonito, eles se beijaram, e o beijo foi bom. Mas ele não escreveu depois. Ela, então, mandou um whatsapp: “Gostei muito de te conhecer.” E ele respondeu um dia depois: “Eu também, muito obrigada pela tarde

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Smartphones – Aplicativos

Como organizar os ícones do celular para economizar tempo Essas estratégias nos permitem acessar aplicativos de forma mais rápida Ícones de aplicativos organizados da melhor maneira para ganhar tempo Quantas vezes um usuário consulta o celular ao longo do dia? Um estudo revelou esse dado e o número é realmente impactante: se estima que uma pessoa toque a tela de seu smartphone em média 2.716 por dia.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”] A cifra pode parecer desmedida, mas nos dá uma ideia da importância do dispositivo em nosso dia a dia, e devido à intensidade do uso, uma mudança de hábitos pode ter muitíssimo impacto com relação ao tempo que dedicamos ao aparelho. Sem dúvidas, a maioria dos usuários perde muito tempo procurando e abrindo aplicativos: ler uma mensagem no Facebook, dar uma olhada em sites, e ligar para alguém… Nesse baile de apps muitos segundos são desperdiçados, a não ser que tenhamos tudo muito bem organizado. Os fabricantes de celulares e de seus sistemas operacionais conhecem bem essa problemática e se esforçam ao máximo para oferecer soluções e interfaces simples para o usuário. Enquanto realizam pesquisas para continuar avançando em outros sistemas de relação com o usuário (como os assistentes de voz, por exemplo), a melhor alternativa parece ser a que Apple propôs em seu iPhone original: uma série de ícones repartidos pela tela que o usuário pode organizar como preferir. No entanto, essa liberdade pode resultar em uma economia ou perda de tempo considerável. Então, como devemos organizar os aplicativos na tela do celular? A organização perfeita da tela inicial A maneira como os ícones dos aplicativos estão distribuídos pode nos fazer perder muito tempo. Quem nunca se viu meio perdido deslizando os dedos sobre a tela para encontrar determinado aplicativo? Quantas vezes recorremos ao botão de pesquisar disponível no menu para achá-lo? Nesse terreno, a liberdade para o usuário é total, e a pior parte é que não existe uma receita que seja útil para todas as pessoas. No entanto, há critérios que cada usuário pode aplicar de acordo com o uso que faça do celular. A tela principal e a dock Independentemente do critério utilizado para organizar os ícones, na tela principal e na dock (barra de ícones inferior) deveriam estar, sempre, aqueles aplicativos utilizados com mais frequência, por uma questão de pura lógica. O acesso à home e à dock é imediato, e cada segundo conta. Organização por categorias Quando lançaram as lojas de aplicativos, o catálogo de apps disponíveis era muito limitado, mas, agora, com a expansão das mesmas, o número parece interminável, o que representa um problema na hora de organizá-los. Para facilitar as coisas, os sistemas operativos passaram a oferecer a possibilidade de criar pastas, que podem agrupar ícones de acordo com determinados temas: esse sistema propõe reunir os aplicativos por conteúdo (música, bancos, jogos, etc.), sempre respeitando a regra anterior de manter os mais usados na tela principal. O maior inconveniente desse sistema é a necessidade de ser muito disciplinado na hora de organizar as pastas e ter boa memória para saber onde buscar cada aplicativo depois. É possível organizar os ícones por temas, agrupando os aplicativos de acordo com o conteúdo (música, bancos, jogos) Organização por frequência de uso Outra possibilidade pela qual optam muitos proprietários é distribuir os apps de acordo com a frequência de uso: os mais próximos à home são os mais utilizados, relegando os demais às telas posteriores. A grande desvantagem desse critério é que, cedo ou tarde, nosso celular acaba se transformando na casa da mãe Joana, e, ao final, nos vemos obrigados a usar o sistema de buscas 90% das vezes. Organização por cores Embora pareça mentira, organizar os aplicativos pela cor de seus ícones pode ser extremamente eficaz se o usuário for minuciosamente disciplinado e tiver memória fotográfica (ou, melhor dizendo, cromática). Para colocar esse sistema em prática basta agrupar os apps de acordo com a cor de seus ícones (Facebook e Twitter, por exemplo, seriam colocados na mesma pasta). Assim, se torna mais fácil acessá-los, se sabemos bem a cor de cada um. Deixar espaços livres e manter uma limpeza a nível visual Embora não se trate exatamente de um método de organização, manter espaços vazios nas sucessivas telas, e não ter medo de acrescentar mais, pode ajudar a acelerar a velocidade de acesso aos aplicativos. Uma interface limpa faz com que seja muito mais fácil encontrá-los.

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Como se tornar invisível no WhatsApp e outros truques ‘nível especialista’

Se não dá pra sumir, saiba como evitar que vejam o horário da sua última conexão, a sua foto de perfil… O WhastApp é o aplicativo mais usado no Brasil: 9 em cada 10 brasileiros conectados à internet usam a ferramenta de comunicação, segundo recente pesquisa do Conecta, do Instituto Ibope. O aplicativo se tornou um meio de comunicação empregado por boa parte do mundo. É tanta gente que às vezes isso pode causar problemas: a quantidade de mensagens (especialmente geradas em grupos), assim como a informação pessoal que o aplicativo oferece sobre o usuário — como a hora de última conexão ou o temido duplo tique azul —, eventualmente faz do WhatsApp mais um problema do que uma solução. Para aquelas ocasiões em que você preferia não estar no aplicativo, ou pelo menos ser incomodado o mínimo possível, existem alguns truques para se tornar quase invisível ou, que remédio, não ficar tão exposto ao bombardeio de mensagens. E, para quem por alguma razão não puder parar de usá-lo, outra rodada de dicas para não acabar puxando os cabelos. Truques para ficar ‘invisível’ no WhatsApp 1. Elimine o horário da sua última conexão Para que ninguém possa fofocar sobre quando foi a última vez que você olhou o aplicativo antes de ir para a cama, siga os seguintes passos tanto no Android como no iOS para iPhone: entre no menu do WhatsApp, selecione ajuste>conta>privacidade>visto por último. Nesse menu você pode escolher quem consegue ver a hora da conexão — se todo mundo (inclusive pessoas que não estiverem na sua agenda, mas tiverem o seu número de telefone), só os seus contatos ou ninguém. Ao escolher ninguém, você tampouco poderá ver a hora de conexão dos seus contatos. 2. Elimine o duplo tique azul Tanto no Android como no iOS, na parte inferior do mesmo menu “privacidade” onde você modifica o item “visto por último”, há uma marcação ativada chamada “confirmações de leitura”. Se desativá-la, seus contatos deixarão de ver o duplo tique azul quando você ler as mensagens, mas você tampouco receberá essa confirmação quando os outros lerem as suas. 3. Torne a sua foto de perfil visível apenas para os seus contatos Para evitar que pessoas alheias aos seus contatos possam ver sua foto de perfil, selecione “meus contatos” no item “foto de perfil”, no menu “privacidade”. Se preferir que nem os seus contatos possam vê-la, marque a opção “ninguém”. 4. Interrompa o aplicativo Um truque muito útil quando você quer evitar receber mensagens e deseja que seus contatos vejam apenas o primeiro tique cinza de “enviado”, mas não o segundo, de “recebido”, sem a necessidade de desinstalar o aplicativo ou desligar o celular, é forçar uma pausa no aplicativo. Para isso, no Android é preciso ir aos ajustes do próprio celular, chegar ao “administrador de aplicativos” e procurar o WhatsApp. Uma vez ali, apertar o botão de “forçar paralisação”. Você não receberá mensagens nem notificações enquanto não entrar no aplicativo outra vez. No iOS, é preciso um duplo clique rápido sobre o botão circular do iPhone. Aparecerão todos os aplicativos abertos em segundo plano; selecione WhatsApp e deslize o dedo de baixo para cima. 5. Aplicativo para ficar invisível Quem quiser fazer fofoca sobre o horário da última conexão e receber os tiques azuis das suas conversas sem a necessidade de expor os próprios pode usar aplicativos que permitem ler as mensagens sem a necessidade de entrar no aplicativo, do modo que nem a hora de conexão nem o tique azul mudarão. Um dos mais populares é o Stealth App, embora a versão sem publicidade custe mais do que o próprio WhatsApp. Truques para não enlouquecer 1. Responda do computador Se você precisa estar atento ao WhatsApp e não pode ficar com um olho no celular e outro no computador, é possível abrir sua conta do aplicativo pelo site whatsapp.com. 2. Marcar mensagens como não lidas As últimas versões do WhatsApp se inspiraram no e-mail para incorporar uma nova utilidade: a de marcar mensagens como não lidas. Se você já tiver lido uma mensagem, mas quiser revê-la depois, mantenha o dedo sobre uma conversa para abrir um minimenu do Android. Nele, selecione “marcar como não lido”. Atenção: selecionar “não lido” não implica que a pessoa que escreveu a mensagem não verá o tique azul correspondente. Ocorre o mesmo ao eliminar uma conversa: ela será apagada do seu celular, mas não do aparelho da pessoa com quem você estiver conversando. No caso do iOS, deslize o dedo da esquerda para a direita sobre a conversa já lida e ative a opção de marcá-la como não lida. 3. Evite que os arquivos sejam baixados automaticamente Sim, as mil felicitações natalinas que você recebeu foram muito divertidas, mas talvez você não ache tanta graça quando receber a conta do celular: por default, o WhatsApp baixa todas as imagens enviadas quando você está conectado à rede de dados da telefonia móvel, mas isso pode ser evitado. No menu de ajustes do Android, selecione chat e chamadas>download automático>conectado a dados móveis, e desative o item “imagens”. No iOS, o acesso pode ser feito a partir dos “ajustes” do aplicativo, e então “uso de dados”. Surgirá o menu “dowload automático de mídia”. Nele é possível desativar os itens “imagens”, “áudio” e “vídeo”. Pablo Cantó/ElPais

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Tecnologia: WhatsApp ganha suporte para o envio de documentos

WhatsApp: app ganhou suporte ao envio de arquvios em PDF O aplicativo de mensagens WhatsAppganhou suporte para o envio de documentos em sua última atualização. Agora, é possível mandar arquivos no formato PDF para os amigos. Textos do Word, planilhas do Excel ou apresentações do PowerPoint ainda não podem ser compartilhadas no aplicativo. A novidade foi anunciada há algum tempo, mas começa a chegar aos usuários nesta semana. O recurso pode ser útil para usuários corporativos – e WhatsApp já declarou seu interesse em ser usado em empresas, mediante assinatura do serviço.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”] Para enviar um documento no WhatsApp, basta clicar no ícone de anexos, ao lado do botão de chamadas de voz. Lá, você verá que ainda existem seis opções e a primeira é chamada Documentos. Os ícones para envio de foto e vídeo foram unificados na galeria. Outra mudança no aplicativo do WhatsApp com essa atualização é o visual da página perfil de um contato ou grupo. O status e o número de telefone passam a aparecer juntos. Para ver o status de alguém, é preciso selecionar o item – deixando assim menos visível o recurso que deu vida ao WhatsApp. Quem quiser usar os novos recursos do app em um smartphone com sistema Android pode se inscrever gratuitamente no programa de testes da empresa. As novidades devem chegar a todos os usuários nas próximas semanas. Lucas Agrela/EXAME.com 

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Jonah Peretti: “No Facebook, as pessoas te leem no meio das piadas”

Fundador do BuzzFeed, aposta nos conteúdos de vídeos e nos ‘apps’ Em 2011, ele deixou o The Huffington Post, que havia ajudado a criar, quando a AOL o comprou por 315 milhões de dólares (1,25 bilhão de reais), mas logo criou o BuzzFeed, que cresceu até se tornar o maior portal de conteúdos virais do mundo.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”] Jonah Peretti (Nova York, 1974) visitou o Mobile World Congress de Barcelona para apresentar o novo app de seu portal, falar da pujança do vídeo e fazer ressalvas à crescente percepção de que os jovens estão abandonando o Facebook e o Twitter. MAIS INFORMAÇÕES Gigantes da tecnologia investem em leitor de notícias ‘NYT’, ‘Guardian’ e BBC começam a publicar diretamente no Facebook “O Facebook e o Google conhecem nossos leitores melhor do que nós” Pergunta. Neste Mobile tem se falado muito de realidade virtual, mas a única realidade que no momento parece estar se consolidando é a do vídeo na Internet. Concorda? Resposta. Sim. Isso me surpreende muito porque o que sempre me interessou é o conteúdo das redes sociais, saber como fazer com que as pessoas compartilhem com seus amigos um conteúdo que tenha um impacto significativo na vida de alguém. E o vídeo sempre foi uma coisa difícil de compartilhar porque era lento. O que se passou é que os celulares já são muito rápidos para mostrá-los e o vídeo se tornou um elemento-chave para a experiência nas redes sociais. P. Então, o único motivo para não terem triunfado até agora era somente técnico? R. Sim, a demora para baixar. A internet para celular nunca foi grande coisa na visualização de vídeos. O que se passou é que cada vez mais o consumo de informação foi sendo deslocado para os apps, que facilitam a visualização do conteúdo de vídeos. Uma vez que o problema técnico foi solucionado, as pessoas começaram a criar conteúdos. P. O BuzzFeed é especialista em conteúdo viral. Você enxerga uma data de validade para os eternos vídeos de gatinhos? R. Houve uma época em que os animais fofos se conectavam facilmente com os sentimentos das pessoas, você os compartilhava e te diziam “ohhhh, que lindo”. Era suficiente uma imagem simples, de resolução muito baixa…, mas agora vemos que, embora as pessoas continuem se encantando com os animais e até assinem ‘newsletters’ especializadas, os gostos se ampliaram e as pessoas querem ver notícias e entretenimento. P. Você tem a impressão de que nos tornamos mais seletivos com o tipo de vídeo que consumimos? R. Bom, eu diria que sim. Por exemplo, os vídeos de receitas de comida estão crescendo porque são práticos. Estamos gravando de modo profissional vídeos virais em nossos estúdios de Los Angeles porque as pessoas não querem simplesmente um conteúdo que pareça levado da televisão para os celulares, mas que o que contemos seja mais curto, mais fácil de compartilhar e esteja vinculado com sua intimidade. Embora as pessoas continuem se encantando com os animais e até assinem ‘newsletters’ especializadas, os gostos se ampliaram, e as pessoas querem ver notícias e entretenimento” P. Acha que os conteúdos vinculados com a intimidade são importantes numa época de exposição pública nas redes sociais? R. Sim, o celular é um dispositivo muito pessoal. E as redes sociais giram em torno da identidade, de quem você é. Quando você pensa em divulgar na televisão ou na mídia impressa, é diferente: você tem em mente algo que será destinado a uma infinidade de pessoas. P. O criador e líder do Facebook, Mark Zuckerberg, demonstrou ser um grande entusiasta da realidade virtual ao longo deste MWC. Considera ser essa uma aposta segura? R. Já experimentamos produzir material na realidade virtual [algumas reportagens sobre os incêndios da Califórnia] e usando drones. É algo muito interessante, mas está em um estágio no qual a tecnologia, embora tenha interesse, não desfruta ainda de uma boa distribuição. Por isso, para os criadores de conteúdo ainda não é uma boa plataforma. Falávamos antes dos vídeos, que há um par de anos eram algo promissor, e aí estão o Facebook e outras redes acolhendo-os. Mas isso ainda não era algo factível para os criadores de conteúdo. Comprovamos que enquanto uma tecnologia não funciona bem e se expande de verdade, não interessa realmente aos criadores de conteúdo. P. E neste caso, considera que haverá uma explosão ou será um fenômeno gradual? R. É algo genial, e claro que as pessoas dizem “uau, isto é algo diferente e muito legal”, mas, bem, as pessoas também diziam o mesmo do Segway [andador elétrico que é comumente usado por seguranças privados no Brasil], e veja só. Enfim, parece que a [a realidade virtual] é algo maior do que se esperava. O caso do Segway dá o que pensar, de todo modo: era uma tecnologia genial, mas as pessoas se sentiam ridículas usando-a. A questão era: como você consegue criar um dispositivo de realidade virtual que as pessoas se sintam orgulhosas de usar? P. Falávamos de formatos muito populares. Qual sua opinião sobre os listicles, os artigos que incluem uma lista de recomendações, esses títulos do tipo “10 lugares do mundo que você não pode perder”? Ainda têm caminho pela frente? R. As listas são um fenômeno muito duradouro na mídia: você tem aí Os Dez Mandamentos (ri). A Bíblia está cheia de listas, está em nossa cultura. Recordemos a imprensa feminina e suas reportagens do tipo “ cinco conselhos para…”, muito tempo antes que a internet existisse. Acho que a lista é um meio útil de escanear informação, mas é preciso engendrá-las para renovar o formato e não cair na preguiça. Com os questionários e os testes acontece algo parecido. P. Mas não acredita que estejam em decadência? R. Não são tão potentes como foram em certa época, quando toda uma geração as descobria ao mesmo tempo que a Internet. É curioso porque em seguida o mesmo se passou com a primeira geração que usou pela primeira vez o Facebook. Mas é preciso que seja uma boa

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Uber prepara sua frota de helicópteros nos Estados Unidos

Empresa concorrente dos táxis se alia à Airbus para oferecer transporte aéreo Travis Kalanick, fundador e executivo-chefe do Uber. REUTERS MAIS INFORMAÇÕES General Motors investe na Lyft, concorrente do Uber Sem chefe e sem garantia: assim será nosso trabalho no futuro Haddad propõe cobrar Uber com a venda inédita de ‘créditos em quilômetros’ Colômbia, o laboratório do Uber na América Latina O Uber não quer mais se limitar à terra firme. O ar é o seu próximo objetivo. O aplicativo de transporte sob demanda quer ter uma frota própria de helicópteros, e para isso fechou um acordo com o fabricante europeu Airbus para que forneça e gerencie os aparelhos. Os Uberchoppers, como são chamados pela empresa (fusão do nome Uber com a palavra inglesa choppers, helicópteros), já foram oferecidos durante a última edição da feira tecnológica CS, em Las Vegas. Por 99 dólares, era possível sobrevoar a Vegas Strip, principal avenida da cidade.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”] O primeiro teste, porém, havia sido feito antes, durante o festival musical Coachella de 2014. A diferença com o serviço comum do Uber é que Travis Kalanick, fundador da start-up de San Francisco, não quer terceirizar o serviço a empresas locais, geralmente dedicadas a voos turísticos. No próximo fim de semana, durante o festival de cinema de Sundance, o Uber voltará a oferecer esse transporte que evita congestionamentos, num trajeto fixo entre o aeroporto de Salt Lake City e Park City, onde o evento acontece. Segundo o Uber, o deslocamento irá durar 15 minutos e custará 200 dólares se for de dia, e 300 à noite (813 e 1.219 reais, respectivamente). Como cortesia, a empresa oferecerá um veículo 4 x 4 para o trecho entre o heliporto e o hotel ou outro destino desejado. É uma tarifa muito mais acessível do que na primeira vez em que o Uber tentou decolar. Foi numa viagem de Nova York à sofisticada região litorânea dos Hamptons, no feriado norte-americano de 4 de julho de 2013. Na época, a viagem custou 3.000 dólares, com a possibilidade de levar até cinco passageiros. O novo movimento marca uma mudança de estratégia da companhia, avaliada em mais de 50 bilhões de dólares. Com os carros, muito mais econômicos, ela compartilha a tarifa com os motoristas, que são donos dos veículos; no ar, a divisão será com o fabricante. A Airbus, por sua vez, pretende alavancar sua imagem nos Estados Unidos, onde a indústria aeronáutica se considera mais ligada ao setor armamentista do que à produção comercial de aeronaves. O Uber não oferece apenas uma alternativa ao táxi, embora esse seja o seu produto mais popular. A empresa começa a prestar serviços de entregas – é comum, durante as manhãs, ver seus carros distribuindo compras feitas on-line. Na hora do almoço, em vários bairros de San Francisco a empresa oferece um menu com poucas opções, mas com preços fixos e entrega quase imediata. Periodicamente, o Uber também oferece gatos para adoção ou sorvete para acompanhar um filme. Durante a feira ArtBasel, de Miami, o aplicativo foi adaptado para disponibilizar lanchas, algo que acontece também na Turquia. Na Índia, ele inclui os famosos riquixás, além de bicitáxis. Na Colômbia, sua base de operações para a América Latina, oferece um leque de serviços que transformou Bogotá em seu laboratório. Rosa Ximenes/El País

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Sem chefe e sem garantia: assim será nosso trabalho no futuro

Cada vez mais empresas estão se adaptando à cultura do Vale do Silício. Descrever Jesús Elorza, community manager do Google, sem os anglicismos que ele usa com frequência é um desafio. Seu aspecto – barba, camisa abotoada até o último botão – é de hipster. Sua fascinação pelas redes sociais, pelos gadgets (tem um smartwatchconectado ao smartphone) e seus apps o transformam em um techie. Seu emprego o transforma em protagonista da mudança da atual geração que está com 30 anos e tem uma nova forma de entender o trabalho.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”] Em parte é porque Jesús, 27 anos, que trabalha há quatro na sede da Google em Dublin, passa o dia fazendo videoconferências, com o outro olho na tela do seu celular, onde se misturam vida pessoal e profissional até se confundirem. E, em parte são todas as comodidades que desfruta, e que fazem com que os escritórios da Google sejam qualquer coisa menos aquele espaço espartano no qual trabalhavam as gerações anteriores à dele. Temos muita flexibilidade no trabalho, vários restaurantes com comida de graça e, claro, muito boa, formação contínua, ginásio e piscina dentro do edifício, massagem, centro médico, salão de jogos…”, vai enumerando, recitando o modelo que Laszlo Bock, chefe de RH da Google (lá eles chamam de “gestão de pessoas”), descreve em seu livro Um Novo Jeito de Trabalhar: “Eu chamaria de um projeto de alta liberdade no qual os funcionários gozam de capacidade de tomada de decisão. Os líderes que criam o ambiente adequado vão se transformar em ímãs para as pessoas com mais talento do planeta”, explicou Bock no livro. Mas muito mais importante do que tudo isso é a maneira que Jesús pode projetar no trabalho parte de sua personalidade. Ele ainda tem a caderneta na qual, há quatro anos, escreveu “trabalhar na Google” como um dos seus objetivos. Ele não presta um serviço. Contribui com sua personalidade para o projeto. É um trabalhador do futuro. As grandes empresas tecnológicas e as start-ups mudaram o mercado. Agora estamos lutando todos pelo mesmo talento em um mercado sem barreiras. Procuramos pessoas que querem algo mais que uma carreira para toda a vida. Margarita Álvarez, diretora de comunicação e marketing da Adecco Espanha Primeira Parte: o que faz um empregado como você em um lugar como este? “A tecnologia trouxe mudanças drásticas no mundo do trabalho. Podemos resumi-las na hiperconectividade”, anuncia Juan Martínez-Barea, embaixador na Espanha da Singularity University, instituição acadêmica impulsionada pela NASA e localizada no Vale do Silício. Ele é autor do livro El mundo que viene (O mundo que virá). O telefone acelerou o ritmo de um mundo que deixou de depender do correio físico, mas as novas tecnologias provocaram algo muito mais drástico: tornaram prescindíveis os horários e os espaços comuns, aumentaram a disponibilidade e encorajaram a promiscuidade entre trabalhadores e empregadores. Há empresas muito tradicionais na Espanha que já estão mudando para espaços de trabalho não nominativos, ou seja, que ninguém tem um lugar permanente. Não há papel, não há armários para ninguém. São colocadas em paralelo grandes mesas para incentivar a interatividade   Margarita Álvarez Este último é essencial para começar a entender a mudança. Em um ambiente no qual qualquer um pode expor seus talentos para todos, seja como um portfólio em forma de conta do Instagram ou com currículo no LinkedIn, as empresas têm um acesso exponencialmente mais fácil aos possíveis empregados. São elas, portanto, que precisam ser atrativas para os trabalhadores, e não vice-versa, como até agora. “O fardo agora é da empresa” confirma Margarita Álvarez, diretora de comunicação e marketing da Adecco Espanha, o maior fornecedor mundial de recursos humanos: “As grandes empresas tecnológicas e as start-ups mudaram o mercado. Agora lutamos todos, grandes e pequenos, pelo mesmo talento em um mercado sem barreiras. Procuramos pessoas que querem algo mais que uma carreira para toda a vida, que querem rapidez, propostas constantes de projetos interessantes, flexibilidade, bons companheiros…”. Jesús recebe da Google uma atitude que seria considerada marciana em décadas passadas. “Você controla seu tempo, os objetivos, o que quer aprender, no que quer trabalhar… E acima de tudo, o bom ambiente que existe entre os colegas”, diz ele. Também ressalta a regra dos 20%: “Corresponde à parte do seu tempo que pode dedicar a um projeto ou conceito a ser desenvolvido que esteja ligado à empresa”. Ele tem espaço para fornecer ideias mesmo fora do seu setor. Outras empresas como Adobe ou Deloitte também usam ideias ousadas como licenças sabáticas remuneradas. Gore-Tex eliminou a cadeia de comando e as funções dos trabalhadores, permitindo que os chefes dos projetos sejam divididos e escolhidos por voto. Vai generalizar um tipo de trabalhador autônomo, ou parecido ao autônomo, que trabalhe dentro, graças à tecnologia que é oferecida hoje, de equipes que duram até a conclusão do projeto. Margarita Álvarez Os locais de trabalho também estão se adaptando a estes novos parâmetros. Atribuir áreas específicas do escritório como uma recompensa (uma sala a um trabalhador leal que foi promovido) ou como forma de promover a dinâmica acaba sendo menos produtivo. “Há empresas muito tradicionais já estão mudando para espaços de trabalho não nominativos, ou seja, que ninguém tem um lugar permanente. Não há papel, não há armários para ninguém. São dispostas grandes mesas de forma paralela para incentivar a interatividade”, diz Margarita Alvarez. Identifica-se um projeto, reúne-se uma equipe, trabalha-se o justo e necessário para completar a tarefa e a equipe separa-se. É o modelo com o que agora se constroem pontes, desenham aplicações ou abrem restaurantes. Adam Davidson, colunista econômico do The New York Times Segunda Parte: A ameaça de Hollywood Num ponto extremo, esta promiscuidade nos levará, segundo previsão de Adam Davidson, colunista econômico do The New York Times, ao modelo Hollywood, que aplica a lógica de uma filmagem a todas as áreas de trabalho. “Um projeto é identificado, a equipe se reúne, trabalha apenas suficiente para completar a tarefa e se separa “, explica Davidson. “É o modelo com o

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Veja quatro truques para tirar mais proveito do seu celular

Os smartphones, como são conhecidos os celulares modernos, estão se tornando companhias inseparáveis do ser humano e precisam de cuidados e medidas para evitar problemas. Cada vez mais inseparáveis do ser humano, smartphones requerem medidas para aperfeiçoar uso – Image copyrightGetty Para aproveitar ao máximo esses acessórios tão importantes no mundo moderno, a BBC preparou um rápido guia com truques para ajudar a resolver quatro problemas típicos dos celulares: rompimento de cabos, baterias que se esgotam rápido demais, falta de espaço para memória e consumo exagerado dos planos de dados. 1. Cabos Usuários de iPhone costumam queixar-se da vulnerabilidade dos cabos de carregamento de seus telefones, que parecem quebrar, romper e rachar com certa frequência. Os truques para lidar com o problema, no entanto, podem ser úteis para usuários de outras marcas e aparelhos. Não há muito o que fazer: reforçar o cabo é a única solução. Entre os truques estão colocar a mola do mecanismo de acionamento de uma caneta para fazer o cabo algo mais maleável. Instalando-a próxima ao plug que se conecta ao telefone, evita-se dobras que possam quebrar a fiação. Um canudinho também pode ajudar, ou mesmo papel e fita adesiva. Também pode-se comprar um cabo já reforçado. Mola de caneta pode proteger fiação – Image copyrightThinkstock Além disso, guardar o cabo de forma correta e não esticá-lo demais devem evitar problemas maiores – ao menos por um tempo. 2. Baterias Mesmo com tantos avanços, as fabricantes de celulares não conseguiram resolver um antigo problema: a duração das baterias, sobretudo as dos smartphones. Truques ajudam a tirar melhor proveito e resolver problemas mais comuns com celulares modernos – Image copyrightThinkstock Há modelos cujas baterias rendem mais do que as dos outros, mas cedo ou tarde todas pedem para ser recarregadas. Leia também: 5 aplicativos para aprender idiomas pelo celular Mas alguns truques podem fazer com que as baterias durem mais. Entre eles está ajustar o brilho da tela. Para isso, vá em Configurações ou ajustes >> Tela ou brilho, dependendo do tipo de celular que você tem. Você também pode desativar a opção “brilho automático”, já que ela pode estar otimizada para ficar em um nível bem alto de brilho Outras dicas são desligar o alerta de vibração ao receber mensagens e ligações, reduzir o tempo de bloqueio da tela, e desligar as conexões WiFi e Bluetooth, para que o aparelho não permaneça procurando por elas. Também é importante desativar a função de localização constante por GPS, desativar o maior número possível de notificações, e evitar que aplicativos permaneçam funcionando em “segundo plano”, o que consome bateria mesmo que eles não estejam sendo utilizados. Leia também: Nove truques para fazer a bateria do celular durar mais 3. Memória Usuários de smartphones sabem que é difícil resistir à tentação de levar tudo nos aparelhos: fotos, mensagens, documentos, cópias de informações úteis, vídeos, jogos, etc. Isto, no entanto, invariavelmente leva à frustração de receber a mensagem de que não se pode mais bater fotos ou baixar aplicativos devido à falta de espaço de memória disponível. Leia também: Da cama ao banheiro: pesquisa revela hábitos do brasileiro ao celular Uma das principais dicas é priorizar. O que não é tão necessário deve entrar no topo da lista do que pode ser deletado, seguido de aplicativos que não são utilizados com frequência, filmes e vídeos que já não são assistidos e livros que não são lidos. Uso de smartphones cresce ao redor do mundo; dicas truqes ajudam a lidar com problemas – Image copyrightAFP Entre as dicas está habilitar um sistema automático para deletar vídeos recebidos por mensagens e determinar um período máximo de dias em que alguns podem ser salvos no aparelho. Outro truque é não salvar cópias de fotos se você utiliza a função HDR para maior qualidade, controlar quanto espaço da memória é destinado a aplicativos, e utilizar o sistema de “nuvens” para armazenar arquivos, fotos e vídeos. 4. Planos de dados Para fazer com que seu plano de dados dure mais tempo e não se esgote rapidamente no mês, uma das primeiras dicas é vigiar os downloads automáticos. As fotos e vídeos que são baixados em seu smartphone sem sua autorização são alguns dos principais vilões para esgotar seus dados. Para impedir que isso aconteça, basta desativar os downloads e reproduções automáticos em aplicativos como WhatsApp e redes sociais como o Facebook. Além disso, pode-se ter uma economia da franquia mensal de dados ao desativar o maior número possível de notificações desnecessárias e assinalar a opção “reduzir uso de dados” em navegadores como o Chrome ou Safari. Se o objetivo é economizar uso de dados, no entanto, o maior truque, de longe, é jamais atualizar qualquer aplicativo ou baixar atualizações de softwares fora de uma rede WiFi, e impedir que isso aconteça de forma automática. Fonte:BBC

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Tecnologia: App de pornografia fotografa usuários secretamente para chantagem

Uma empresa de segurança americana descobriu um aplicativo malicioso de pornografia que tira fotos secretamente e faz chantagem com os usuários. Aplicativo malicioso teria a capacidade de tirar fotos de vítimas secretamente O app Adult Player funciona em sistemas Android e aparenta oferecer pornografia, segundo a empresa de segurança Zscaler. Ele teria capacidade para tirar fotos frontais do usuário com a câmera do celular e bloquear o aparelho. Para desbloquear o telefone, seus operadores pedem um “resgate” de US$ 500 (R$ 2.000). Leia mais: Como se proteger da avalanche de vírus em celulares Ransomware Esse tipo de crime cibernético, conhecido como ransomware, está se tornado cada vez mais comum e lucrativo.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”] Em sua maioria, é praticado com o uso de aplicativos que exigem dinheiro de vítimas ameaçando divulgar informações privadas ou apagar arquivos. Em agosto, a empresa Intel Security afirmou que os casos de ransomwares aumentaram 127% desde 2014 – afetando principalmente laptops e desktops. Serviço ilegal de rackers pode ser terceirizado, segundo especialistas “Uma das razões para o aumento é que eles são fáceis de fazer”, disse Raj Samani, chefe de tecnologia da Intel Security na Europa. “Há pessoas que são pagas para fazer o trabalho, e isso é muito bem pago. Um grupo que rastreamos ganhou US$ 75 mil em dez semanas”. “Aplicativos como este se baseiam no fator do constrangimento. Se você não paga, sua reputação pode ser afetada”. O Adult Player foi o segundo app do gênero descoberto pela Zscaler. Leia mais: 5 apps simples que ajudam a superar problemas cotidianos Leia mais: O vírus mutante e quase perfeito desativado pelo FBI e pela UE Ele não era disponibilizado em lojas virtuais conhecidas, como o Google Play, mas podia ser instalado diretamente de uma página da internet. Segundo a Zscaler, o aplicativo mantém uma mensagem fixa na tela do aparelho atacado com o pedido de resgate. Ela continua lá mesmo se o telefone é desligado e religado. Senso comum “Os ransomwares são mais comuns em computadores do que telefones, mas esse pode ser o início de uma tendência”, disse Samani. Ransomwares são mais comuns em laptops e desktops; eles ameaçam apagar arquivos “Você pode se proteger usando o senso comum básico. Alguns ransomwares ameaçam apagar suas fotos, vídeos e documentos. Por isso faça cópias de seus dados. Se você for atingido pode apagar todos os dados do sistema e reiniciá-lo”. “Faça downloads apenas de lojas como a Google Play e, se receber um link para baixar aplicativos, não clique nele”. A Zscaler afirmou que todos que baixaram o Adult Player devem reiniciar seus aparelhos em “modo de segurança (safe mode)”. O procedimento varia de acordo com cada fabricante. Dessa forma o sistema operacional é operado sem que aplicativos sejam ligados – o que permite que softwares maliciosos sejam deletados. BBC

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Google apresenta nova versão do Cardboard, seus óculos de realidade virtual

‘Nosso objetivo com o Cardboard era tornar a realidade virtual acessível a todos’, disse Clay Bavor, do Google Cardboard, durante I/O Durante seu evento para desenvolvedores Google I/O, o Google apresentou a nova versão de seus óculos de realidade virtual, o Cardboard. O novo headset possui um design que suporta telefones com telas de 6 polegadas e é mais fácil de montar – em apenas 3 passos. Clay Bavor, do Google Cardboard, disse durante a apresentação que muitos apps compatíveis com ele foram lançados no Play Store. “Nosso objetivo com o Cardboard era tornar a realidade virtual acessível a todos”. Outra novidade anunciada foi o Expedition, um kit com Cardboards para escolas que permite que os professores levem os alunos a viagens para todos os lugares. As imagens são controladas pelo docente em um tablet. “E ainda é só um pedaço de papelão”, disse ele. O kit de desenvolvimento dos óculos terá suporte para Android e iOS.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”] Além disso, o Google também anunciou o Jump, produto composto de um conjunto com dezesseis câmeras pequenas, organizadas em um formato próprio, para filmar conteúdo para realidade virtual. O Jump foi projetado com dezesseis câmeras organizadas em um formato próprio para filmar conteúdo para realidade virtual “Se você quer capturar algo assim, há apenas algumas poucas câmeras disponíveis no mercado capazes de fazer isso, e elas são limitadas”, disse Bavor. Para isso, o Google fez uma parceria com a GoPro, que venderá um conjunto de 16 câmeras “Jump-Ready”. Sobre a montagem do kit, Bavor disse que o Google utiliza o material bruto da câmera, que tem a iluminação e o contraste ajustados, e seus algoritmos fazem o alinhamento tridimensional, no caso de imagens embaçadas. Segundo ele, todos poderão montar um conjunto Jump, pois as instruções estarão disponíveis ainda no verão norte-americano (inverno por aqui). Para assistir a isso tudo, o YouTube ganhará suporte ao Jump. Será possível assistir a conteúdo de realidade virtual na boa e velha plataforma de vídeos. “Estou muito animado para saber o que vocês criarão”, disse Bavor. Fonte:Karen Carneti/INFO Online

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