Réquiem para um governo de sacripantas, parvos, malandrões e nulidades

Enfim, caíram todas as máscaras e revelou-se por inteiro a soberba mediocridade de um governo formado na base da mentira e da hipocrisia, em nome do combate à corrupção (dos outros) e da defesa do “livre mercado” (só para eles).

De onde saiu tanto lixo humano para montar um time de mentecaptos e bandoleiros civis e militares que tomaram o país de assalto dispostos a não deixar pedra sobre pedra?

Em torno de um capitão defenestrado pelo Exército por indisciplina, parlamentar do baixo clero por três décadas, incapaz de dirigir uma bodega na Barra da Tijuca, uniram-se o grande capital e o lumpesinato da classe média ressentida, a escória que voltou às ruas neste final de semana enrolada em bandeiras verde-amarelas como se fosse um exército de ocupação.

Como se fosse pouco, querem agora fechar o Supremo e o Congresso para entronizar o “Mito” como imperador absoluto, com plenos poderes para concluir o processo de destruição das instituições e implantar uma ditadura sem disfarces.

No princípio, havia dois “superministros” para avalizar o governo do capitão, lembram-se?

Primeiro, veio o Posto Ipiranga, codinome do megalomaníaco economista pinochetista Paulo Guedes, um especulador da Bolsa, que chamou Sergio Moro, juiz provinciano deslumbrado com as glórias midiáticas da Lava Jato, para cuidar da Justiça e Segurança Pública.

Guedes assumiu com ares de primeiro-ministro e até hoje acha que, se ele sair, o governo acaba, mas com o tempo foi murchando, sem entregar nada do que prometeu, vendo seu ministério se desfazer.

Moro sonhava com uma cadeira no STF, depois achou que poderia se candidatar a presidente da República, bateu de frente com o capitão e hoje ganha a vida como consultor de uma empresa americana.

Dá até pena ver o choro de viúvas de Guedes e Moro na mídia, como se fossem freiras que, de repente, se viram no meio de um lupanar e descobriram quem eram seus ídolos.

Só se enganou com eles quem quis, porque sempre foram umas bestas fundamentais, que se achavam os reis da cocada preta, no meio de um bando de mediocridades do anti-ministério: anti-educação, anti-meio ambiente, anti-saúde, anti-direitos humanos, anti tudo.

O capitão, o economista e o juiz são os três personagens mais patéticos deste enredo de horror que nos desgoverna em meio a uma terrível pandemia.

Este governo pode acabar antes de ter começado, preocupado agora apenas em se safar da CPI do Genocídio.

A marca que a todos une é a absoluta incompetência para estar nos cargos que ocupam, a inapetência para o trabalho e a realidade paralela em que vivem, acreditando nas próprias mentiras.

São todos uns enganadores, e eles sabem disso, já nem disfarçam mais. Mas o gado gosta deles assim mesmo, tanto que sai às ruas em seus carrões para defendê-los com unhas e dentes, muitos dentes arreganhados.

Basta ver as imagens dos manifestantes em defesa do governo: parecem todos saídos do mesmo ninho, olhos arregalados, gritando contra o “comunismo” e que o Brasil nunca será uma Venezuela. Pois já é, lamento informar. O que faltaria ainda?

Só falta oficializar as milícias verde-amarelas e as muitas máfias que se organizaram em torno desse poder, que já foi circo, depois virou hospício e agora é um grande velório a céu aberto.

Era uma vez um país chamado Brasil, que tinha um grande futuro. Viramos isso aí.

Ricardo Kotscho
Colunista do UOL

O bolsonarismo não é politica, é seita religiosa perigosa.

“O bolsonarismo tornou-se uma seita perigosa. Ele disse adeus à realidade e vive em um universo onde o presidente é um semideus. Ele pode fazer o que quiser, ele está sempre certo. E qualquer um que o critique vira inimigo.”

“Acabou a Paciência”
“Não há mais sentido em discutir com bolsonaristas. A seita partiu para um universo paralelo onde 2 + 2 não é 4, mas qualquer número que seja oportuno para a narrativa deles, escreve Philip Lichterbeck.

No início, quando o bolsonarismo ainda era jovem, eu achava difícil ter paciência. Para mim, parecia absurdo, uma insanidade, que houvesse realmente brasileiros que quisessem tornar seu presidente um homem com tal biografia – sem méritos políticos, mas com muito barulho, que expressava publicamente fantasias violentas e tinha uma estranha propensão a falar constantemente de homossexuais.

Depois de quase 58 milhões de brasileiros terem discordado de mim, mudei minha postura. Eu queria entender o que havia acontecido. E comecei a ouvir bolsonaristas, acompanhando seus grupos e conversando com eles, sem sair imediatamente de mim quando eles apresentavam suas opiniões radicais e teorias grosseiras.

Essa fase, agora, acabou de vez. Quem pensa democrática e humanisticamente e leva a ciência mais a sério do que a religião; quem considera a solidariedade mais importante do que o egoísmo; quem acredita que a Floresta Amazônica vale mais a longo prazo do que as pastagens de gado e os campos de soja; quem não quer que o Brasil se torne um país cheio de gente armada; quem quer um Brasil que seja levado a sério internacionalmente; quem é contra a corrupção e as milícias; quem acredita que o Brasil deve tirar as consequências do desastre do coronavírus, que este governo causou e custou ao país quase meio milhão de vidas; quem, simplesmente, quer a civilização e o progresso em vez da barbárie e da regressão, não pode mais ter a mínima compreensão por esse movimento.

O bolsonarismo tornou-se uma seita perigosa. Ele disse adeus à realidade e vive em um universo onde o presidente é um semideus. Ele pode fazer o que quiser, ele está sempre certo. E qualquer um que o critique vira inimigo.

O deputado Eduardo Bolsonaro, um dos filhos do presidente, deixou claro o caminho que está sendo seguido: em direção à América Central. Ele elogiou Nayib Bukele, o homem forte de El Salvador, que já enviou soldados à Assembleia Legislativa para ameaçar os parlamentares. Bukele conseguiu a destituição de juízes da Suprema Corte e do procurador-geral da República por obstruir sua agenda.

Eduardo Bolsonaro retuitou um post de Bukele que dizia: “Estamos limpiando nuestra casa”. Não importa que Bukele tenha mandado depor os juízes para impor um duro lockdown contra a pandemia (Eduardo, é claro, esconde esse fato). Mais uma vez, o pensamento autoritário e antidemocrático do bolsonarismo foi revelado como o núcleo deste movimento.

O bolsonarista já não é capaz de ver o mundo objetivamente. 2 + 2 não é 4 para ele, mas qualquer número que encaixe na narrativa bolsonarista. Se o ídolo afirma que o governo levou a pandemia a sério desde cedo e se esforçou para obter vacinas, acredita-se.

Quando se apresenta citações e fatos que provam o contrário, se é ignorado. O semideus está sempre certo, não importa quão errado ele esteja. Não há mais nenhuma base para negociação com essas pessoas porque não há mais nada para negociar.

São pessoas que ainda afirmam que essa pandemia que parou o mundo inteiro foi inventada para prejudicar o semideus deles; que as mais de 400 mil mortes foram inventadas pela mídia. Portanto, se acham no direito de destruir as cruzes que foram erguidas para lembrar os mortos. Andam de metrô e em shoppings sem máscara, e se você chamar a atenção deles, se tornam violentos ou fazem piadas.

O potencial de violência inerente a este culto não deve ser subestimado. É possível supor que os caras que sacam armas para ameaçar outros no trânsito, por exemplo, votaram em Bolsonaro. Os guarda-costas de Bolsonaro tentam intimidar jornalistas com suas armas. Também não acho que seja meramente uma coincidência que o suspeito de matar o menino Henry Borel, o vereador Dr. Jairinho, seja bolsonarista. Ele foi eleito na onda bolsonarista, apesar de ser acusado de diversos crimes violentos que vão desde agressões contra mulheres e crianças até envolvimento com milícia e tortura de jornalistas. Quem votou nele aprovou essa violência.

No início, eu pensava que o bolsonarismo era uma reação radical, mas de alguma forma compreensível, aos enormes escândalos de corrupção que vieram à tona nos últimos anos e causaram indignação. Hoje é claro que o bolsonarismo nunca foi uma questão de combate à corrupção.

O bolsonarismo surgiu das entranhas da história brasileira, na qual os mais fortes sempre enriqueceram pela força e defendem esse status até hoje – também pela força, se necessário. E não é mais uma ameaça abstrata. Aqueles que acompanham os grupos bolsonaristas sabem que eles não aceitarão resultado que não seja a vitória bolsonarista nas eleições de 2022. É certeza para eles que a vitória de outro candidato só pode acontecer por meio de fraude eleitoral. A suposta prova: não há voto impresso. A narrativa já está definida antes da eleição e fornece a justificativa para uma possível explosão de obstruções e violência.

Quem ainda não se afastou do “mito” após dois anos e meio, com todos os absurdos e delírios diários, a destruição das instituições estatais e da Floresta Amazônica, o irracionalismo radical, a corrupção dentro da família B., e mais de 400 mil mortes por coronavírus, não pode mais ser ajudado. É uma perda de tempo dialogar com pessoas que justificam o injustificável.

queria abrir um novo capítulo em sua vida quando se mudou de Berlim para o Rio, em 2012. Desde então, ele colabora com reportagens sobre o Brasil e demais países da América Latina para jornais na Alemanha, Suíça e Áustria. Ele viaja frequentemente entre Alemanha, Brasil e outros países do continente americano.

A pior direita: Bolsonaro quer ser Piñera, mas é um Hugo Chávez de sinal trocado

Cópia à direita de Chávez, presidente flerta com a repressão no único polo de extrema direita da região e faz o Brasil perder a liderança no continente.

GOVERNOS LIBERAIS DE DIREITA estão na moda na América Latina. Mesmo com a onda conservadora, Jair Bolsonaro ocupa uma posição singular. O fator de espanto é o radicalismo do governo Bolsonaro, único polo de extrema direita da região desde o final do ciclo de ditaduras militares, na década de 1980.

Após os anos de domínio da esquerda durante a “onda rosa” da virada do milênio, que chegou como alternativa ao neoliberalismo dos anos 1990, a região virou o volante radicalmente. Hoje, do cone sul à América do Norte, com exceção do recém-chegado López Obrador no México, a maioria dos governos se encaixa no espaço que ocupa o novo PSDB – bem mais para João Doria do que para Fernando Henrique Cardoso. No entanto, o partido do atual presidente, o PSL, não tem nada dessa centro-direita, que até virou exemplo de moderação no Brasil diante dos meses de barbárie em 2019.

O nível baixo de política praticado por Bolsonaro fez até o autoritário e desprestigiado presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, trazer uma análise pertinente. Em uma rara entrevista a um veículo brasileiro, o líder chavista, acostumado a refutar fatos e críticas, disse à Folha de S.Paulo, que seu desafeto brasileiro é um “extremista ideológico”.

Maduro não compareceu à posse de Bolsonaro em janeiro, a pedido da própria cúpula de governo. O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, chegou a dizer que o chavista não havia sido convidado para a cerimônia “em respeito ao povo venezuelano”, mas acabou desmentido pelo próprio Itamaraty e pela chancelaria em Caracas. O Ministério confirmou que, na realidade, os convites existiram, mas foram retirados a pedido da nova equipe.

Só mesmo o radicalismo de Bolsonaro seria classificado como extremista por um político que é justamente guiado por uma pauta ideológica agressiva, ainda que com sinal trocado. Maduro disse ainda que seu equivalente brasileiro não é um político “com ‘p’ maiúsculo”. Em uma gestão com discurso falocêntrico, a declaração pode até acabar sendo entendida pelo governo de outra forma.

Bolsonaro não está sozinho em contar com o rechaço de Maduro e, à primeira vista, talvez pudesse parecer que ele seguiria o script da vizinhança: um longevo governo de esquerda perde credibilidade e se vê envolvido em acusações de corrupção; a economia desaba; a população se entorpece de indignação; e um projeto desconhecido de oposição começa a se anunciar como antídoto. Bolsonaro e suas pitorescas figuras-satélite surfaram nessa mesma onda, com uma diferença crucial: cruzaram a linha do absurdo antes mesmo de tomar posse.

Só mesmo o radicalismo de Bolsonaro seria classificado como extremista por um político como Maduro, também guiado por uma pauta ideológica agressiva.

Neoliberal de pai e mãe, o presidente argentino Mauricio Macri foi o primeiro a fazer contato com o capitão recém-eleito. Logo em 16 de janeiro, três semanas depois da posse, o empresário milionário desembarcou em Brasília para falar do Mercosul (apesar de o ministro da Economia, Paulo Guedes, ter dito que o tema não seria prioridade), da Venezuela e das parcerias a serem feitas com os também liberais Chile, Colômbia, Equador, Peru e Paraguai.

Para o argentino, a ida ao Brasil também foi um pedido de ajuda. Vendo seu país com quase 50% de inflação acumulada, desemprego em alta e aumento da pobreza, Macri já começava a juntar os cacos para as eleições presidenciais de outubro. Mas a estratégia não resistiu à toxicidade de Bolsonaro. Mesmo com o triunfo da Argentina nas negociações que culminaram na primeira etapa de acordo entre o Mercosul e a União Europeia, o presidente foi massacrado nas eleições primárias. Na Argentina, as primárias ocorrem meses antes do primeiro turno – que será em 27 de outubro – para eliminar chapas com menos de 1,5% nas intenções de votos. Em 2019, a chapa de Alberto Fernández e Cristina Kirchner somou 47% dos votos, frente a 33% da chapa de Macri.

Bolsonaro se sentiu intimidado pelo possível retorno da esquerda no país vizinho, estudando rever o acordo com o Mercosul. Na reta final de agosto, suas falas sepultaram o esforço do bloco. Desprezando a crise ambiental mais grave dos últimos anos, entrou em desavença com Emmanuel Macron. O mandatário francês, que já torcia o nariz para o acordo entre europeus e sul-americanos, afirmou que na “situação atual”, o pacto não sai.

Chavismo à brasileira

O embrião do bolsonarismo começou na esquerda. Durante a campanha – cheia de memes toscos, montagens chamativas e informações falsas –, era comum ver imagens dos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff ao lado dos finados Hugo Chávez e Fidel Castro. As mensagens viralizaram nas redes sociais acompanhadas de textos conspiratórios com presságios de uma aliança globalista liderada pelo PT e o Foro de São Paulo.

As mentiras criavam uma falsa ideia de “unidade opositora”, facilitando o trabalho de desprestigiar, numa tacada só, tudo o que não fosse próximo do delírio bolsonarista. A partir desse ponto, tudo estava “à esquerda”. Os críticos, os dados, a ONU, a revista The Economist, o Papa, o jornalista Reinaldo Azevedo e até mesmo os preceitos liberais dos novos presidentes que Jair Bolsonaro viria a bajular.

Mas, ainda que jamais vá admitir, Bolsonaro é uma cópia desajeitada, liberalesca e à direita de uma figura de esquerda: Hugo Chávez. São militares, ex-paraquedistas, anti-imprensa, anticiência, autoritários, homofóbicos, misóginos, populistas, nacionalistas. Apresentaram-se como alternativas antissistema, são contra o multilateralismo, devotos de causas religiosas, pautados por conspirações, apelam a um “perigo estrangeiro”, invocam pautas ideológicas e referem-se aos EUA o tempo todo.

Hoje um dos alvos mais frequentes de críticas de Bolsonaro e de seus seguidores, o líder venezuelano já chegou a ser aplaudido pelo capitão reformado em uma entrevista em 1999 à Folha de S.Paulo. Ele afirmou que o bolivariano era “uma esperança para a América Latina”, comparando-o aos militares que governaram o Brasil de 1964 a 1985. Sem poupar elogios, o então deputado disse que, assim como o “admirável” Chávez, não era anticomunista. “Gostaria que essa filosofia [militarista] chegasse ao Brasil. Acho ele [Chávez] ímpar”.

Maduro, hoje o substituto sem carisma de Chávez, disse na reportagem divulgada na segunda-feira, 16 de setembro, que Bolsonaro “não conhece a história da América Latina nem da Venezuela”. Ao que parece, o capitão reformado parece dar razão aos líderes controversos através do tempo.

Na época de sua campanha à presidência, Bolsonaro já havia subvertido o discurso – não sem antes dizer que a antiga reportagem era mentirosa. Nem mesmo o que separava o bolsonarismo do discurso chavista, o “temor imperialista” durou. Com o que o governo chamou de “ataques” de lideranças europeias, o apelo à soberania brasileira foi muito usado, principalmente em redes sociais.

Com o argumento de que a Amazônia está sob ameaça e de que deve ser um assunto exclusivo do Brasil, houve até quem questionasse os dados da Nasa. Tudo em nome de blindar o governo e suas mentiras.

É fácil ver a hipocrisia. Os mesmos trolls – robóticos ou não – que desmerecem a ajuda da Europa pedindo em, caixa alta, que a Venezuela seja invadida. Arma no quintal dos outros é refresco.

Bolsonaro repete Chávez

Em 2009, a juíza venezuelana María Lourdes Afiuni foi detida minutos após conceder liberdade ao empresário Eligio Cedeño, em prisão preventiva há três anos por uma acusação de corrupção. A medida desagradou Chávez. No dia seguinte, ele falou ao público que deveriam prender Afiuni “por 30 anos” e que, segundo a filosofia de Simón Bolívar, “os que tomam um só centavo do tesouro público deveriam ser fuzilados e os juízes que não condenam esses casos, também”. A juíza ficou presa em regime fechado, sem qualquer julgamento, por quatro anos, e segue sendo alvos de processos.

Comentários favoráveis à detenção de quem julga como oposição também saíram da boca de Bolsonaro. Ao sugerir que o jornalista Glenn Greenwald poderia pegar “uma cana” no Brasil por conta das reportagens sobre a Lava Jato, o presidente brasileiro age como Chávez. É o que pensa o relator especial para a liberdade de expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, Edson Lanza.

Em entrevista à BBC News, o jurista afirmou que Bolsonaro abandona “rapidamente” a defesa da liberdade de imprensa quando incomodado. E tem sido assim desde os primeiros meses: se o governo não gosta, a culpa é do jornalista, cuja reputação nenhum membro do governo tem vergonha de tentar arruinar.

No caso de Chávez, toda a culpa recaía sobre os EUA. Já para Bolsonaro, a culpa é da esquerda global. E assim o discurso vai.

A luta contra a razão tampouco é pioneira. Chávez também atacou a educação, cercando universidades autônomas com o aparelhamento do acesso ao ensino e seu conteúdo. Já sob Maduro, quando a repressão se intensificou, a situação de luta pela liberdade de ensino e formação independente foi reunida em um relatório denso, publicado pela Coalizão de Cátedras e Centros de Direitos Humanos. Como consequência da crise que afeta o ensino e a ciência, a migração venezuelana, que já supera os 3 milhões, acarreta em uma fuga de cérebros.

Diferentemente de Chávez, que governou de 1999 a 2013, quando morreu vítima de um câncer, Bolsonaro e seu desastre têm menos de um ano de vida – tempo suficiente para que um ministro da Educação já tenha caído, o Enem tenha sido posto em xeque, o MEC esteja sob o comando de um tenente brigadeiro e tenhamos uma intensa fuga de cérebros para chamar de nossa. À la Chávez, Bolsonaro também interferiu em uma decisão democrática em âmbito acadêmico. Ignorando os resultados das consultas e votações internas, indicou reitores e interventores de sua preferência em pelo menos oito universidades e colégios federais.

O ativista da oposição venezuelana, Edgar Baptista, conta que os governos só são diferentes no plano econômico e nas bases eleitorais. Hoje vivendo em Santiago por conta da repressão em Caracas, Baptista diz que sobram semelhanças. “Nos dois governos, as alas ideológica e militar convivem, ainda que não se gostem. Os dois discursos atacam a corrupção, vendendo uma ideia de antipolítica. E os dois, por meio da política, buscam seus próprios privilégios.”

O líder social também cita o início parecido na política externa dos dois. “Bolsonaro anunciou a saída da Unasul e logo em seguida se juntou aos liberais de região para criar o Prosul. Lembra muito o que Chávez fez em 2006, quando saiu da Comunidade Andina de Nações, atacando o livre-comércio. Os dois têm dificuldade de trabalhar com o que já existe e de manter a institucionalidade”.

No caso de Hugo Chávez, toda a culpa recai sobre os Estados Unidos. Já para Bolsonaro, a culpa é da esquerda global. E assim o discurso vai.

O Brasil não lhe dará o direito ao esquecimento, Bolsonaro

Por: Mariana Tegon

É curioso nos darmos conta de que antes da internet não pensávamos muito em ter o direito de esquecer algo, pois, no passado, se não queríamos lembrar-nos de algo, bastava restringir o que contávamos aos outros.
Presidente exibe caixa de cloroquina, o ‘tratamento precoce’ para Covid-19, para a ema no Palácio da Alvorada.

Com a internet, perdemos algum tipo de controle de como as pessoas podem influenciar nossas vidas privadas. Qualquer pessoa pode puxar um conteúdo seu, em qualquer época, sem o seu conhecimento, você nem imagina em quantos níveis uma publicação pode afetar outra pessoa e o quão isso já é o bastante para que peguem algo, fora de contexto, e usem em uma situação desfavorável a você.

Desde os primórdios ocorriam fofocas e vazamentos com gente famosa, políticos e celebridades que eram perseguidas (por paparazzi ou imprensa). Porém são pessoas que geralmente estão preparadas para lidar com o julgamento público, são psicologicamente estruturadas e têm uma vida pública por opção. Hoje, com as redes sociais, é quase impossível distinguir o público do privado.

Quando postamos uma foto, texto, vídeo ou frase, estamos, automaticamente, à mercê de julgamentos que com certeza sairão do controle, seja porque o conteúdo bombou negativamente ou porque alguém vazou alguma intimidade do seu perfil privado. Junto a isso vem um reconhecimento às avessas.

Casos vão de B.Os que vazam, antes de mesmo de um profissional qualificado (escrivão ou juiz) ouvir qualquer fato ou versão, até conversas banais de WhatsApp.

Processos por calúnia e difamação são, cada vez mais, abertos por pessoas que sequer conheciam algum advogado até precisar agir para proteger sua integridade física, moral e intelectual. E, quando a história corre e tudo vira uma avalanche, somos obrigados a lidar com tudo — não em silêncio, mas criando mais e mais conteúdos na tentativa de soterrar a bomba que explodiu anteriormente.

Mas os sites de buscas armazenam tudo, os sites arquivam tudo e todos podem ficar voltando anos da sua vida apenas pelo prazer de torturar uma pessoa que só quer encontrar paz, silêncio e amizades sinceras após uma turbulência.

Em casos de fatos históricos e vida política/pública, o direito ao esquecimento ganha outro contexto, pois o que seria de nós, e das futuras gerações, se “o direito ao esquecimento do Holocausto” fosse dado, por exemplo? Sim, um exemplo extremo, mas temos vivido tempos estranhos.

O que acontecerá com Bolsonaro se o direito ao esquecimento for aprovado pelo STF? Quais serão os impactos in memoriam das vítimas, e de seus parentes, do genocida-negacionista, que a pandemia do coronavírus criou?
Que impacto histórico está embutido nesta decisão que poderá mudar o futuro do Brasil? Estamos numa Era onde tudo pode ser editado após a publicação. Fatos são distorcidos, negados ou até mesmo desmentidos.
Para exemplificar basta lembrar de entrevistas onde o ex-presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, falava uma coisa e semanas depois desmentia que havia dito. Mas estava gravado.

Aqui no Brasil, Bolsonaro deu os mesmos passos do ídolo político e, mesmo com material gravado em vídeo e áudio voltava atrás em declarações alegando que “nunca havia dito” algo sobre determinado assunto (geralmente sobre a pandemia), como é o caso do “tratamento precoce com cloroquina”, que agora a esfera federal desmente que tenha ajudado a difundir na área da saúde e para a população.

Esquecer é muito grave.
Fere a história do país.
Fere a história de pessoas que lutam pela vida enquanto estão entubadas em leitos de UTI.
Fere a história de famílias que precisam enterrar seus entes com velório para 10 pessoas e caixão lacrado.
Fere a história de cientistas que estão debruçados dia e noite à procura de uma vacina eficaz que freie, em massa, o pandemônio em que vivemos.
Fere a história dos profissionais da saúde que, exaustos, deixam de cuidar de sua própria vida e família para cuidar dos outros, para exercer um ofício de internar e conseguir providenciar oxigênio para quem está acamado e até mesmo em coma.

Bolsonaro precisa entrar para a história como o pior presidente que o Brasil já teve. Mesmo porque ele costumava dizer, publicamente no parlamento, que “a ditadura no Brasil matou pouco”, para compensar, ele deixou que mais de 260 mil brasileiros tivessem uma morte completamente indigna. Não satisfeito, exigiu sigilo de 100 anos para sua carteira de vacinação. Uma vergonha.
Até onde o “direito ao esquecimento” dará anistia a quem comete crimes, recorre e pede para que a nação esqueça?

A falta do que fazer que assola o governo

O Governo da República só tem uma ocupação: servir à estupidez, à vaidade e aos planos de perpetuação de Jair Bolsonaro no poder.

Sua principal atividade, hoje, é ir à praia aglomerar, confraternizar com seus eleitores no “cercadinho” do Alvorada, comer um cachorro quente no “Dogão da Ponte” JK, catar qualquer convite de festas de formatura de oficiais, suboficiais, sargentos, cabos e soldados, dar tchauzinho a motoristas em postos da Polícia Rodoviária Federal.

Ah, sim: há também a tarefa de fazer propaganda antivacina, a missão de arranjar encrenca com Joe Biden, elogiando Trump e o baderneiros do Capitólio, cuidar de liberar mais armas, de criar um arcabouço legal para tirar autoridade dos governadores sobre a PM e esperar a instalação do caos sanitário e social antes de tratar de algum suporte aos milhões que estão em dificuldades e ficarão em desespero.

É preciso não esquecer de alguns telefonemas: ao almirante da Anvisa para garantir que a provação da Coronavac se arraste e ao Ministro da Justiça para gastar tempo com uma “investigação” sobre os dois jornalistas que sugeriram que o presidente se suicidasse, logo ele que sugeriu que se matassem “uns 30 mil”…

E assim, sob a ínclita nulidade presidencial, sob a modorra do STF e no desengonçado balançar da “neo-oposição” legislativa, vamos tocando o país ao precipício, completamente inerte diante de uma tragédia, de uma fatalidade que, afinal, não é culpa senão da imprensa e do vírus.

Bolsonaro, depois de Temer, vai comprovando aquela frase triste, a de que nada está tão ruim que não se possa piorar.

Fernando Brito

América Latina reage à alta da covid-19, mas Brasil segue inerte

Janeiro trouxe uma escalada de novos casos de covid-19 na América Latina.

Ainda não está claro se este é o início de uma segunda onda ou um agravamento da primeira após algumas semanas de trégua. Enquanto a região espera a chegada das primeiras doses da vacina —só Argentina, México, Chile e Costa Rica iniciaram campanhas de imunização—, a solução à disposição continua sendo a quarentena.

Os Governos, no entanto, terão que enfrentar a resistência social a novos confinamentos. Federico Rivas Molina e Sonia Corona contam como Buenos Aires estuda um “toque de recolher sanitário” e a Cidade do México fechou atividades não essenciais diante do aumento do número de leitos de UTI ocupados, mas nada fez o Brasil. Apesar dos números em alta e do atraso na vacinação, a maioria das autoridades brasileiras segue inerte.

Nos Estados Unidos, a jornada desta quarta-feira se adivinha wagneriana. Um grupo de senadores e congressistas republicanos planeja torpedear a certificação do democrata Joe Biden como vencedor das eleições presidenciais, prevista para ocorrer em uma sessão bicameral no Capitólio. A investida não tem perspectiva de se traduzir em nada mais do que uma manifestação da polarização.

Trump manteve o clima de tensão no ar, desta vez mirando seu número dois, o vice-presidente Mike Pence, que deve presidir a cerimônia. O nova-iorquino pediu que Pence use seu posto para impedir a confirmação de Biden, algo que não pode fazer.

Enquanto Trump se dedica a manobras sem efeito, o Estado da Geórgia define a margem de manobra que Biden terá sobre o Senado. O democrata já avançou com a vitória de Raphael Warnock em uma das duas vagas — o pastor evangélico fez história ao se tornar o primeiro senador negro a ser eleito neste Estado sulista. Se o outro candidato democrata vencer, o Senado ficará formado por 50 republicanos e 50 democratas (incluindo dois independentes), mas a próxima vice-presidenta, Kamala Harris, exercerá o voto decisivo nos casos de empate.

Em Brasília, o único tema é a sucessão no comando do Congresso, especialmente na Câmara dos Deputados. Com o objetivo de conter Jair Bolsonaro, a esquerda se aliou ao candidato do atual presidente, Rodrigo Maia, o deputado Baleia Rossi, um dos articuladores do impeachment de Dilma em 2016, contra o candidato do Planalto, Arhur Lira, explica Afonso Benites. Baleia Rossi formaliza nesta quarta sua candidatura. Para o cientista político Cláudio Couto, o apoio representa a tentativa de manter os Poderes independentes. “É uma aliança visando estabelecer a independência do Legislativo, ainda mais diante dos arroubos autoritários do Bolsonaro. Se ele se comportou até aqui dessa forma tendo o Congresso independente, imagina se não o tivesse”, avalia.

E a Rússia deu adeus a George Blake ao som do hino nacional e com as salvas da guarda nacional de honra. O legendário espião britânico, que trabalhou para a União Soviética na época culminante da Guerra Fria, antes de ser descoberto, condenado e de protagonizar uma fuga cinematográfica em 1966, recebeu na quarta-feira uma despedida notável. De Moscou, María R. Sahuquillo escreve sobre a morte do mítico agente duplo marca o ocaso de uma época de espionagem em que o fator humano era decisivo.

Arthur Lira usou verba de gabinete para pagar dívidas em AL, diz Receita

Candidato à presidência da Câmara dos DeputadosArthur Lira (PP-AL) se valeu de parte da verba de seu gabinete na Assembleia Legislativa de Alagoas, quando era deputado estadual, para quitar empréstimos bancários entre os anos de 2005 e 2008.

As informações estão em um processo da Receita Federal, que afirma que o valor teria como origem o salário de funcionários fantasmas e laranjas em seu gabinete, o que configuraria uma “rachadinha”.

A acusação foi feita pela Receita Federal em um processo movido contra o então deputado estadual em 2009. O caso foi julgado uma vez por uma turma do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) em 2014, e ainda não foi novamente apreciado. O valor da cobrança, em 2009, era de R$ 1,9 milhão – e hoje este montante seria mais alto, se Lira não tivesse aderido a um programa de parcelamento de débitos. Veja o processo:

O argumento do Fisco contra o então deputado estadual tinha como base os relatórios da Operação Taturana, deflagrada pela Polícia Federal em dezembro de 2007 e que apontou desvios de cerca de R$ 300 milhões nos cofres do Legislativo alagoano. Lira é acusado de usar a verba de gabinete sem apontar a destinação dos recursos, o que, segundo a Receita, seria um caso de “acréscimo patrimonial”, passível de tributação no Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF).

O valor, ainda de acordo com a Receita, foi utilizado para quitar empréstimos em dois bancos – o Bradesco e o Rural. A defesa de Arthur Lira argumentou ao Carf que as verbas de gabinete têm caráter indenizatório e que, não implicando acréscimo patrimonial, estão fora da incidência do Imposto de Renda.

O argumento não convenceu a turma de seis conselheiros do Carf, órgão ligado ao Ministério da Economia, que, por unanimidade, deram razão ao Fisco. Segundo o relator, Rubens Maurício Carvalho, o tribunal reconhece que o Imposto de Renda não incide sobre as verbas recebidas regularmente por parlamentares a título de auxílio de gabinete e hospedagem, mas que tal previsão perde a validade “quando a fiscalização apurar a utilização dos recursos em benefício próprio não relacionado à atividade legislativa.”

A assessoria de Arthur Lira confirmou que o deputado ingressou em um dos Programas Especiais de Regularização Tributária (Pert) da Receita Federal e disse que ele está em dia com o parcelamento dos débitos. Como o ingresso no programa só ocorre com a impossibilidade de recorrer na Justiça, na prática, Arthur Lira aceita a denúncia feita contra ele pela Receita.

Há ainda três outros processos envolvendo o nome de Arthur Lira no tribunal administrativo aguardando julgamento. Não há menção, na base de dados do Carf, sobre o motivo e o valor da cobrança. Sabe-se apenas que são cobranças relativas ao Imposto de Renda do parlamentar.

Fatos & Fotos – 10/012/2020

Da série 15 razões para preferir jogar golfe


As ilustrações luminosas de
Tang Yau Hoong


O que desabou sobre os infelicitados habitantes de Southern Banânia, faz um estrago que nem o meteoro conseguiria. O brasileiro está impedido de entrar em vários países devido ao Covid. O  dólar explodiu encarecendo as viagens internacionais. E Alexandre Gracinha, ops!,Garcia, sustenta que a mudança do turismo, do mercado externo para o interno, foi fruto do trabalho do presidente da Embratur. O da sanfona.

O bolsonarismo redescobriu que, no Brasil, de nada adianta o racionalismo na política. Sua base está fincada nos instintos arcaicos encontrados nas sociedades de sapiens primitivos. Suas palavras chave são medo & ódio.


Pintura de Marc Chagall
L’écuyère en blanc,1941


O caso de Bolsonaro não é caso de impeachment, mas de insuficiência mental. Já houve precedência na história da Repúclica


A arte e a arte de Artur Bispo do Rosário


Design – Estantes


O plano de Bolsonaro para a vacinação contra a Covid nunca existiu. O Governo(?) primeiro mentiu e depois admitiu que não tem plano contra efeitos econômicos e sanitários do coronavírus.

O plano de Bolsonaro para a vacinação nunca existiu


Seul Coreia – Residência
Apartamento – Lab Architects



Foto do dia – Ballet – Tumblr
Agripina Yakovlevna Vaganova


Esse senhor que nos (des)governa, não é apenas asqueroso, porque asquerosas também são as hienas, mas elas não são antropófagas e cumprem seu papel no meio ambiente. Este senhor é repulsivo e repugnante, representa o que há de mais ojerizante na humanidade. Nem Hitler riu de suas vítimas publicamente.


Pintura de Isaac Levitan
Work through 1892 – Óleo s/cartão,12 x17cm


“O pior canalha que este país já produziu.”

João Ximenes Braga

Como juiz federal, Sérgio Fernando Moro, o mais célebre cidadão maringaense, destruiu a indústria da construção civil no Brasil, além da cadeia de óleo e gás. Levou à falência, numa tacada, as principais multinacionais brasileiras, entre elas a Odebrecht, que atuava em diversos países da América Latina e da África. Nisso, ele destruiu a economia do Rio de Janeiro. Muito se fala de Cabral. Nada, Cabral roubou. Quem destruiu os pilares da Economia do Rio de Janeiro foi Moro.

Os moradores de rua que transformaram o Centro da cidade num grande campo de concentração de desvalidos? Na conta do Moro.
E o que faz o Sérgio Fernando agora? Vai se alimentar da carniça do animal abatido. Foi contratado por uma empresa americana de consultoria, Alvarez & Marsal, que cuida, vejam bem vocês, que administra a falência… da Odebrecht!

Não é lindo isso? Não dá vontade de fazer cuti cuti na bochecha do Merval?
Depois de dar de bandeja a presidência ao sacolé de pus e virar seu ministro, agora ele vai ganhar um troco sugando as tripas da multinacional que ele mesmo destruiu, enquanto sua patroa promove um livro que destaca na capa “Moro X Lula”.

Não tem pra Lacerda. Não tem pra Toninho Malvadeza. Não tem pra Temer. Não tem pra Collor. Não tem nem pra Bolsonaro.
Sérgio Fernando Moro é o pior canalha que este país já produziu.


A pintura de Edvard Munch

Young Woman on the Beach,1896

Edvard Munch
Mother and Daughter,1897

Paesaggio marino,1918


Fatos & Fotos – 07/12/2020

Onde o Corvo do Mal nos enfiou.

O Bolsonarismo nos quer na mesma fossa onde se lambuzam. Para se ter uma noção do tamanho da fossa:
Enquanto outros países se organizam e até começam a vacinação em massa, o Brasil Bolsonarista discute se o vírus é comunista, continua defendendo a Cloroquina, não usa máscara, apóia aglomeração e nega tudo! Chutamos a Cruz. Só pode.


Edouard-Vuillard
The Flowered Dress,1891


Doria diz que vacinação começará dia 25 de janeiro em São Paulo; Anvisa ainda não liberou vacina.

O governador de São Paulo anunciou em coletiva de imprensa nesta tarde que a primeira fase de vacinação no estado está programada para começar no dia 25 de janeiro. Segundo ele, a primeira etapa contará com 10 milhões de doses e serão imunizados profissionais de saúde, indígenas e quilombolas. Idosos acima de 75 anos serão imunizados a partir de 8 de fevereiro. Doria anunciou ainda que 4 milhões de doses serão enviadas a outros estado. A CoronaVac já está sendo produzida pelo Instituto Butantan, mas ainda não foi autorizada pela Anvisa.

Design – Chuveiro


VolksWagen – Hotrods


Esculturas de Mikhail Gubin


Que “especialista” é este que não consegue resolver a questão das seringas?
covid.



Artes Plásticas – Grafiti


A Argentina tem 5 prêmios Nobel, 2 Oscars, 6 vacinas contra covid, 1 Maradona, 1 Papa e agora imposto sobre grandes fortunas.


O escolhido/protetor de Jair Bolsonaro no STF, Kassio Nunes, votou contra a reeleição de Rodrigo Maia, mas votou a favor da reeleição de Davi Alcolumbre? Qual lógica justifica isso? Ordens do patrão?

Ps.E nenhum beócio me venha com o trololó que o caso de Alcolumbre é por conta de outra legislatura devido o mandato de senador ser de oito anos. Tomem-me por imbecil, mas não tanto!
Estamos em pleno Armagedom jurídico; cinco dos seis ministros do STF julgaram que a Constituição é Inconstitucional. Que estupidez inacreditável!
“Violar um princípio é muito mais grave que transgredir uma norma qualquer. A desatenção ao princípio implica ofensa não apenas a um específico mandamento obrigatório mas a todo o sistema de comandos. É a mais grave forma de ilegalidade ou inconstitucionalidade, conforme o escalão do princípio atingido, porque representa insurgência contra todo o sistema, subversão de seus valores fundamentais, contumélia irremissível a seu arcabouço lógico e corrosão de sua estrutura mestra.”
Bandeira de Mello – Jurista Brasileiro



Foto do dia – Marc Riboud
India, 1956


Acompanhemos o psicopata da violência, façamos dancinhas, façamos arminhas com as mãos, e depois hipocritamente choremos pelas crianças que vão morrer a tiros de fuzil como Emily e Rebeca.

É como se tudo estivesse previsto em um roteiro que todos temos que seguir. Primeiro a tragédia: as primas Emily, de 4 anos, e Rebeca, de 7 anos, são assassinadas em uma comunidade de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, a tiros de fuzil. A partir desse flagelo, já sabemos tudo o que vai acontecer – e tudo o que não vai acontecer. O crime ocorreu na noite de sexta-feira. Lídia Santos, avó de Rebeca, conta que voltava do trabalho e iria ao encontro das meninas, que a esperavam na calçada para cumprir a promessa de comprar um lanche.


Negar a realidade deliberadamente, insistentemente, teimosamente, parece indicar duas possibilidades: alguma patologia de ordem mental ou desonestidade em alto grau.

De uma forma ou de outra, o negacionismo atropela princípios. Ou banimos essa chaga ou a sociedade se esfarela.


Desenho de Nutsivan Shishkin


VolksWagen – Hotrods Kombi


Pintura de Fedor Kazharov
“In May” 1965

Bolsonaro diz ter Plano B para Câmara, mas é conversa fiada, ele quer mesmo Arthur Lira

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) começou a discutir um plano B diante das dificuldades de o líder do PP, Arthur Lira (AL), se viabilizar para o comando da Câmara dos Deputados.

A tentativa do mandatário é encontrar uma alternativa para derrotar o grupo do atual presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sem a necessidade de fazer concessões no primeiro escalão da Esplanada dos Ministérios.

O principal receio de Bolsonaro é que Maia decida disputar a reeleição, caso o STF (Supremo Tribunal Federal) permita a sua candidatura. Mais do que eleger seu candidato, o objetivo do presidente é impedir que o deputado seja reconduzido. ​

PLACAR DE 5 A 3 – O julgamento está 5 a 3 pela reeleição, com a ressalva de Kassio Nunes ter defendido a possibilidade de recondução só de Alcolumbre.

Em conversas na semana passada com assessores palacianos, o Bolsonaro avaliou nomes, inclusive da equipe ministerial, que poderiam agregar mais apoios na disputa legislativa na Câmara. Segundo relatos feitos à Folha, foram defendidos ao presidente os nomes dos ministros Fábio Faria (Comunicações) e Tereza Cristina (Agricultura). Os dois têm mandato parlamentar e estão licenciados: o primeiro pelo PSD e a segunda, pelo DEM.

Além deles, auxiliares palacianos citam um eventual apoio ao presidente nacional do MDB, deputado federal Baleia Rossi (SP) —hoje no grupo de Maia. O parlamentar tem uma boa relação com o ministro Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo).

HÁ CONTROVÉRSIA – A execução de um plano B, no entanto, enfrenta dificuldades. Faria já avisou a Bolsonaro que não tem interesse neste momento em disputar a presidência da Câmara. Entusiastas do nome do ministro, porém, disseram acreditar que ele ainda pode mudar de ideia caso seu nome se mostre viável.

A discussão de uma alternativa para o embate legislativo, marcado para fevereiro, teve início após Bolsonaro ter manifestado incômodo com a postura de Lira. Segundo relatos de integrantes do Executivo e do Legislativo, o deputado tem cobrado maior empenho do presidente à sua candidatura.

Em conversa recente, relatada à Folha, Lira sugeriu que, se o governo não entrasse de cabeça em sua candidatura, ele teria de buscar votos junto a partidos de oposição. E, em busca de alianças, incluir pontos defendidos por legendas de esquerda em sua campanha.

TROCA DE MINISTROS – Caso o cenário sem Maia se concretize, o que é avaliado como o mais provável, ministros consideram que não será necessário entregar dedos e anéis para eleger o candidato do governo. Assim, para evitar pressão do centrão, Bolsonaro pode antecipar a reforma ministerial.

Inicialmente, o presidente cogitava fazer uma troca de cadeiras após a eleição na Câmara, como forma de acomodar o grupo que sair vencedor da disputa. Irritado com as cobranças por espaço, porém, considera realizá-la agora em janeiro, podendo fazer nova mudança após a eleição.

As trocas devem envolver inclusive pastas da chamada cozinha do Planalto, ou seja, que despacham na sede administrativa do Executivo. Uma mudança avaliada como bastante provável é no comando da Secretaria de Governo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Julia Chaib e Gustavo Uribe, excelentes jornalistas, deixaram claro que não acreditam nessas informações. A todo momento fazem a ressalva de que foram passadas por assessores do Planalto – e “em off”, como se diz. Na realidade, Bolsonaro joga todas as fichas no rachadista Arthur Lira. O resta é matéria plantada pelo Planalto.

Tanto Fábio Faria quanto Teresa Cristina são políticos bem-sucedidas e de currriculo limpo, Bolsonaro jamais conseguirá mandar neles e manipulá-los, como irá fazer com Arthur Lira, que será seu serviçal, exatamente como Davi Alcolumbre procede. O que Bolsonaro busca é mandar nos três Poderes, escapar do impeachment e garantir a impunidade da família. Apenas isso, o país que se exploda, como dizia Justo Veríssimo, o genial personagem de Chico Anysio. (C.N.)