Literatura,Poesia,Cultura,Filosofia,Frases,Blog do Mesquita 00 B

Claude Lévi-Strauss – Literatura

O que impressiona o homem no espetáculo dos outros homens são os pontos em que se assemelham.Duas Caras,Falsidade,Blog do Mesquita,Foto

Historiadores, arqueólogos, filósofos, moralistas, literatos pediram primeiro aos povos recém-descobertos uma confirmação de suas próprias crenças sobre o passado da humanidade. Isso explica porque, durante os grandes descobrimentos do Renascimento, os relatos dos primeiros viajantes não tenham causado surpresa: acreditava-se menos em descobrir novos mundos que encontrar o passado do mundo antigo.

Os gêneros de vida dos povos selvagens demonstravam que a Bíblia, os autores gregos e latinos diziam a verdade ao descrever o jardim do Éden, a Idade de Ouro, a Fonte da Juventude, a Atlântida ou as Ilhas Afortunadas…

Admiração entre os homens, de Claude Lévi-Strauss

Claude Lévi-Strauss

Poesia,BlogdoMesquita 02

Áureo de Mello – Como se eu fosse um cantador

Como se eu fosse um cantador
Áureo de MelloBlog do Mesquita,Fotografia

O homem ou crê ou fica louco. A vida
É mistério, tão bárbaro e medonho,
Que o sujeito ou se pendura no sonho
Ou numa áspera corda bem comprida.

Que venha a fé, mesmo estando vestida
De estranhos balandraus ou que tristonho
Seja o rosto de Paulo, ou Possidônio,
Expressando uma lágrima contida.

Um momento há que faz rendermos loa
Àquilo que nos céus finge que voa
Ou ao da besta urrar no abismo fundo.

Tem de haver algo que não crer na morte
Nos faça é acreditar que um poder forte
Fará de amor o amálgama do mundo.

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Artur da Tavola – Quem é amigo?

Quem é amigo?Arte,Fotografia,Foto Ilse Bing, 1939,Blog do Mesquita

Amigo é quem, conhecido ou não, vivo ou morto, nos faz pensar, agir ou se comportar no melhor de nós mesmos. É quem potencializa esse material. Não digo que laboremos sempre no pior de nós mesmos (algumas pessoas, sim) mas nem sempre podemos ser integrais para operar no melhor de nós. Há que contar com algum elemento propiciador, uma afinidade, empatia, amor, um pouco de tudo isso. E sempre que agimos no melhor de nós mesmos, melhoramos, é a mais terapêutica das atitudes, a mais catártica e a mais recompensadora. Esta é a verdadeira amizade, a que transcende os encontros, os conhecimentos, o passado em comum, aventuras da juventude vividas junto. Um escritor ou compositor morto há mais de cem anos pode ser o seu maior amigo.

Esse conceito de amizade, transcende aquele outro mais comum: a de que amigo é alguém com quem temos afinidade, alguma forma de amor não sexual, alguém com quem podemos contar no infortúnio, na tristeza, pobreza, doença ou desconsolo. Claro que isso é também amizade, mas o sentido profundo desse sentimento desafiador chamado amizade é proveniente de pessoas, conhecidas ou não, distantes ou próximas, que nos levam ao melhor de nós. E o que é o melhor de nós? É algo que todos temos, em estado latente ou patente, desenvolvido ou atrofiado. Mas temos. E certas pessoas conseguem o milagre de potencializar esse melhor. Sentimo-nos, então, fundamente gratos e de certa maneira orgulhosos (no bom sentido da palavra) por poder exercitar o que temos de melhor. Este melhor de nós contém sentimentos, palavras, talentos guardados, bondades exercidas ou não.

Amar, ao contrário do que se pensa, não perturba a visão que se tem do outro. Ao contrário, aguça-a, aprofunda-a, aprimora-a. Faz-nos ver melhor. Também assim é a amizade, forma de especial de amor, capaz de ampliar a lucidez e os modos generosos e compreensivos de ver, sentir, perceber o outro e sobretudo -se possível- potencializar os seus melhores ângulos e sentimentos.
Somos todos seres carentes de ser vistos e considerados pelo melhor de nós. A trivialidade, a superficialidade, as disputas inconscientes, a inveja, a onipotência, a doença da auto-referência faz a maioria das pessoas transformar-se em vítimas do próprio olhar restritivo. E o olhar restritivo é sempre fruto da projeção que fazem (fazemos) nos demais, de problemas e partes que são nossas e não queremos ver. E quantas vezes isso acontece entre pessoas que se dizem amigas. Essas pessoas (que se dizem amigas), ignoram certas descobertas do velho Dr. Freud e através de chistes passam o tempo a gozar o “amigo”, alardeando intimidade (onde às vezes há inveja) como prova de amizade. O que não é. Mesmo quando é…

Se se quiser medir o tamanho de uma amizade, meça-se a capacidade de perceber, sentir e potencializar o melhor do outro, porque somente essa atitude fará dele uma pessoa cada vez melhor e por isso merecedora da amizade que se lhe dedica.

Artur da Tavola

Filosofia,Literatura,Blog do Mesquita 03

Espinosa: Deus e natureza, dualismo ou unidade?

Ou não existe nada ou um ente absolutamente infinito também existe necessariamente” – Espinosa, Ética I, prop. 11, dem alt.

Houve uma época em que espinosismo era sinônimo de ateísmo, mas em vão acusaremos Espinosa de ateu (veja aqui). Sua principal obra, Ética, dedica toda a primeira parte  na definição do que é Deus e qual sua essência. Contudo, a natureza divina para Espinosa é muito particular e difere absolutamente das definições judaico-cristãs de seu tempo.

Deus é causa imanente, e não transitiva, de todas as coisas” – Espinosa, Ética I, prop. 18

Deus não está separado do mundo como um grande legislador. Não existe uma entidade criadora do mundo que agora o observa à distância, julgando-o e decidindo seu destino final. Até hoje não conseguimos definir a natureza de Deus porque sempre o confundimos com um ser à nossa imagem e semelhança. Os teólogos, claro, mas também os filósofos. Não surpreende pois o objetivo dos teólogos sempre foi a obediência. A escritura é mandamento. A tradição descreve Deus como se fosse um homem, um rei, um déspota: com vontades, sentimentos, objetivos, e atributos corporais.

Esta visão é exageradamente antropomórfica e confessa uma ingenuidade para entender a essência das coisas. Por uma visão utilitarista, somos levados a crer que a natureza, e nós mesmos, temos um objetivo a ser cumprido, e concluímos que fomos criados com um destino a se cumprir. Sendo assim, achamos que um ser que nos criou à sua imagem e semelhança tem certo desígnios para nós. Mas Espinosa argumenta que se fosse dada a um triângulo a chance de definir Deus, este o faria dizendo que Ele possui três lados e a soma de seus ângulos internos resultam em 180 graus. E assim o homem, por ignorar as causas de seu conhecimento, o faz: Deus vê tudo, ouve tudo, sabe tudo, pode tudo e nos deu mandamentos que não podem ser quebrados.

Isto está de todo errado. Deus é o mundo, Deus é a Natureza. São dois nomes para uma única e mesma coisa. É preciso conhecer a natureza, o máximo que pudermos, se quisermos conhecer Deus. Ele não é exterior, ele é a causa interior de tudo que existe. A causa da essência e da existência de tudo, a causa imanente, não transitiva, ou seja, agindo em nós. Deus não gera o mundo por livre vontade, ele é o mundo por pura necessidade de sua essência. “Deus não produz porque quer, mas porque é” (Deleuze, Espinosa e o Problema da Expressão, p. 69).

Por causa de si entendo aquilo cuja essência envolve a existência” – Espinosa, Ética I, Def 1

Esta é a definição formal de Deus, ou nada existe ou existe um ser necessariamente infinito e nada mais. O ser, a existência, é puro ato de sua afirmação. O infinito, em todas as suas modalidades é o que constitui sua essência. A causa incausada, origem de si mesmo. Deus é o único que existe em virtude de seu próprio ser, é o único que existe necessariamente numa relação intrínseca com sua essência. Tudo devém de Deus, tudo está em Deus, nós também. Ele não criou o mundo, ele existe por sua própria natureza que envolve a capacidade de existir. E de Deus se seguem infinitas coisas. Como a substância é infinitamente infinita, isso significa ela possui infinitos atributos, que em si mesmo são infinitos. Os atributos são expressões, não apenas uma coisa passiva, muito pelo contrário, o atributo é atribuidor; como verbos, a essência é exprimida. Esta substância infinita manifesta-se de várias formas, mas conhecemos duas delas apenas: extensão e pensamento.

Nathalie Maquet

Como Deus é infinito, nada pode existir fora dele. Portanto fazemos parte de sua natureza. Somos modos da substância divina, limitados por extensão e tempo. Nos atributos encontramos os modos, que são uma parcela dos atributos, uma modificação deste. Um modo depende do seu atributo correspondente para existir. Uma pedra depende do atributo extensão, mas a extensão, conjunto de corpos moventes, não depende da pedra para existir. Nós também somos modos, mas em uma complexidade muito maior que a pedra. A essência é um grau de potência, ela também é atuante, ou seja, produz efeitos decorrentes de sua própria essência. Assim como uma ponte que se sustenta por si mesma, achamos que existimos por conta própria; mas Deus é o conjunto de leis e a própria matéria que nos sustenta.

Parte da potência divina se afirma em mim. Eu afirmo o infinito através de minha finitude. Não como marionetes que são conduzidos por cordas divinas ligadas ao céu, isso seria uma visão simplista. Um ‘mestre de marionetes’ dirige fantoches de fora e é assim a ‘causa exterior’. Jostein Gaarder, no Mundo de Sofia, nos compara como “dedos de Deus”, ou seja, parte ativa dele, no cerne do finito e há uma continuidade do finito no infinito.

Tudo o que existe, existe em Deus, e sem Deus, nada pode existir nem ser concebido” – Espinosa, Ética I, prop. 15

Nossos atos individuais não são nada mais que a expressão em ato da potência da substância divina. As coisas existem exclusivamente por causa de Deus, ele é a potência do ser, ele é a própria essência de nossa capacidade de pensar e agir. Não se trata de um comandante, um general, mas sim a potência de criação e manutenção do universo. A própria visão da criação divina como obra de um arquiteto é ingênua: Deus não pode escolher a seu bel prazer entre esta ou aquela disposição, ele age necessariamente e de apenas uma maneira que reflete sua perfeição.

Deus age exclusivamente pelas leis de sua natureza e sem ser coagido por ninguém” – Espinosa, Ética I, prop. 17

A beleza deste pensamento, entre tantas implicações, está em novamente inocentar o mundo e a nós mesmos. Somos perfeitos porque um ser sumamente perfeito faria a si mesmo da melhor maneira possível (e também porque não há outros critérios de comparação). ela simplesmente é, pura afirmação de si. Desta natureza naturante seguem-se os efeitos necessários, a natureza naturada.

Estamos mergulhados na natureza divina, nadando naquilo que necessariamente é e não poderia ser de outro modo. Não falta nada ao mundo, nem ele está buscando perfeição. Isso vale para nós: não há pecados nem imperfeições, bem nem mal, pecado nem mérito; cabe então, dentro de nossa natureza finita, encontrar outras naturezas que  se ajustem, se harmonizem com a nossa, aumentado nossa potência.

Guardador de Rebanhos

Fernando Pessoa

se Deus é as flores e as árvores
E os montes e sol e o luar,
Então acredito nele,
Então acredito nele a toda a hora,
E a minha vida é toda uma oração e uma missa,
E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos.
Mas se Deus é as árvores e as flores
E os montes e o luar e o sol,
Para que lhe chamo eu Deus?
Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar;
Porque, se ele se fez, para eu o ver,
Sol e luar e flores e árvores e montes,
Se ele me aparece como sendo árvores e montes
E luar e sol e flores,
É que ele quer que eu o conheça
Como árvores e montes e flores e luar e sol.
E por isso eu obedeço-lhe

Espinosa quer entender Deus, sua definição real, para dele poder concluir o que se exprime diretamente dele porque tudo decorre de sua essência. Com sua definição de Deus, Espinosa conquista um objetivo de grande relevância para a filosofia, pôr fim ao Deus transcendente, em larga medida imitação barata do homem, imaginação causada pela ignorância, e abre espaço para um Deus verdadeiramente imanente. Vivemos, agimos e pensamos em Deus. Ele é a condição e o horizonte de uma afirmação ontológica.

Vivendo de acordo com a potência em nós, agimos de acordo com as leis de Deus. Somos parte da causa ativa de uma entidade divina, esta afirmação é Seu ato criador. Daí vê-se a incoerência de acusar Espinosa de ateísmo (entre outras coisas). Seu panteísmo expande Deus a todos os cantos. Sua perfeição pode ser encontrada em toda parte. Apenas um inimigo do livre-pensamento cometeria tal injustiça, distorcendo suas ideias. Apenas uma visão ignorante da correta natureza de Deus descartaria tal explicação por uma antropomórfica.

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Eduardo Galeano – Celebração da amizade

Celebração da amizadeArtes Plásticas,Desenho,Pomba,Pablo Picasso,Blog do Mesquita

Juan Gelman me contou que uma senhora brigou a guarda-chuvadas, numa avenida de Paris, contra uma brigada inteira de funcionários municipais. Os funcionários estavam caçando pombos quando ela emergiu de um incrível Ford bigode, um carro de museu, daqueles que funcionavam a manivela; e brandindo seu guarda-chuva, lançou-se ao ataque.
Agitando os braços abriu caminho, e seu guarda-chuva justiceiro arrebentou as redes onde os pombos tinham sido aprisionados. Então, enquanto os pombos fugiam em alvoroço branco, a senhora avançou a guarda-chuvadas contra os funcionários.
Os funcionários só atinaram em se proteger, como puderam, com os braços, e balbuciavam protestos que ela não ouvia: mais respeito, minha senhora, faça-me o favor, estamos trabalhando, são ordens superiores, senhora, por que não vai bater no prefeito?, senhora, que bicho picou a senhora?, esta mulher endoidou…
Quando a indignada senhora cansou o braço, e apoiou-se numa parede para tomar fôlego, os funcionários exigiram uma explicação.
Depois de um longo silencio, ela disse:
— Meu filho morreu.
Os funcionários disseram que lamentavam muito, mas que eles não tinham culpa. Também disseram que naquela manhã tinham muito o que fazer, a senhora compreende…
— Meu filho morreu — repetiu ela.
E os funcionários: sim, claro, mas que eles estavam ganhando a vida, que existem milhões de pombos soltos por Paris, que os pombos são a ruína desta cidade…
— Cretinos — fulminou a senhora.
E longe dos funcionários, longe de tudo, disse:
— Meu filho morreu e se transformou em pombo.
Os funcionários calaram e ficaram pensando um tempão. Finalmente, apontando os pombos que andavam pelos céus e telhados e calcadas, propuseram:
— Senhora: por que não leva seu filho embora e deixa a gente trabalhar?
Ela ajeitou o chapéu preto:
— Ah! Não! De jeito nenhum!
Olhou através dos funcionários, como se fossem de vidro, e disse muito serena:
— Eu não sei qual dos pombos é meu filho. E se soubesse, também não ia levá-lo embora. Que direito tenho eu de separá-lo de seus amigos?

Eduardo Galeano

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Semyon Kirsanov – O novo coração

O novo coração
Semyon KirsanovSculptor Matthew Simmonds Carves Realistic Interiors Into Marble and Stone _ Yatzer, Blog do Mesquita

Ando ocupado!
Ando a construir
um modelo de um coração
inteiramente
novo!

Um coração
para o futuro: com o qual sinta
e ame. Um coração
com o qual compreenda os homens:

E que me diga também quem
devo livremente
cumprimentar com a minha mão –

e a quem
nunca deverei
estendê-la.

Escultura de Matthew Simmonds

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Espinoza – O Preço da Honra

O Preço da HonraPoder,Blog do Mesquita
As coisas que mais ocorrem na vida e são tidas pelos homens como o supremo bem resumem-se, ao que se pode depreender das suas obras, nestas três: as riquezas, as honras e a concupiscência.
Por elas a mente se vê tão distraída que de modo algum poderá pensar em qualquer outro bem. Realmente, no que tange à concupiscência, o espírito fica por ela de tal maneira possuído como se repousasse num bem, tornando-se de todo impossibilitado de pensar em outra coisa; mas, após a sua fruição, segue-se a maior das tristezas, a qual, se não suspende a mente, pelo menos a perturba e a embota.
Também procurando as honras e a riqueza, não pouco a mente se distrai, mormente quando são buscadas apenas por si mesmas, porque então serão tidas como o sumo bem. Pela honra, porém, muito mais ainda fica distraída a mente, pois sempre se supõe ser um bem por si e como que o fim último, ao qual tudo se dirige.
Além do mais, nestas últimas coisas não aparece, como na concupiscência, o arrependimento.
Pelo contrário, quanto mais qualquer delas se possuir, mais aumentará a alegria e consequentemente sempre mais somos incitados a aumentá-las. Se, porém, nos virmos frustrados alguma vez nessa esperança, surge uma extrema tristeza.
Por último, a honra representa um grande impedimento pelo fato de precisarmos, para consegui-la, de adaptar a nossa vida à opinião dos outros, a saber, fugindo do que os homens em geral fogem e buscando o que vulgarmente procuram.
Baruch Espinoza, in ‘Tratado da Correção do Intelecto’
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Antoine de Saint-Exupèry – As pessoas têm estrelas

As pessoas têm estrelas que não são as mesmas. Para uns, que viajam, as estrelas são guias. Para outros, elas não passam de pequenas luzes. Para outros, os sábios, são problemas. Para o meu negociante, eram ouro. Mas todas essas estrelas se calam. Tu porém, terás estrelas como ninguém…

Marc Chagall,Pinturas,ArtesPlásticas,Blog dop MesquitaQuero dizer: quando olhares o céu de noite, (porque habitarei uma delas e estarei rindo), então será como se todas as estrelas te rissem! E tu terás estrelas que sabem sorrir! Assim, tu te sentirás contente por me teres conhecido. Tu serás sempre meu amigo (basta olhar para o céu e estarei lá). Terás vontade de rir comigo. E abrirá, às vezes, a janela à toa, por gosto… e teus amigos ficarão espantados de ouvir-te rir olhando o céu. Sim, as estrelas, elas sempre me fazem rir!

Antoine de Saint-Exupèry

Pintura de Marc Chagall