TSE usará hackers para teste nas urnas eletrônicas

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Rá, rá, rá! O hacker pode tentar impedir ataques externos. Lembrai-vos do painel do senado! O ataque foi interno e não de hackers.

Agora, o TSE faz tantas exigências para que o hacker possa participar do “desafio” que inviabiliza a ação, pois determina até que programas — somente os homologados pelo tribunal — podem ser usados para tentar “quebrar” a segurança das urnas. Para surtir efeito, o hacker teria que ser deixado completamente livre e, caso usasse algum software proibido, não sofresse sanções posteriores.

Os sistemas são invadidos em todo o mundo com o uso de software não “homologados”. Simples assim!

Para invadir sistemas é necessário a utilização de “equipamentos” que não estão disponíveis no comércio regular. Com as restrições definidas pelo TSE o hacker que assim proceder poderá ser preso.

Outra coisa. Como perguntar não ofende, fica a pergunta para os adeptos de teorias conspiratórias: alguém aí acha que um hacker que achar um “furo” na segurança das urnas irá dizer ou irá ficar calado e tentar vender a informação pra terceiros?

A urna eletrônica não é “nem de perto”, “nem de longe”, 100% segura. O mais elementar programador, com acesso, pode programá-la para “eleger” qualquer candidato. Seja vereador ou presidente da república.

Será que somente os Tupiniquins são suficientemente inteligentes para criar um sistema informatizado imune a ataques internos?

Os países desenvolvidos, com muito maior domínio de tecnologia, não a usam porque não sabem como fabricar uma engenhoca igual? Pensem nisso!

A urna utiliza programas “fechados” cujas linhas de comando de programação não permitem qualquer tipo de fiscalização, na programação, seja pela auditoria dos partidos, seja por auditoria externa.

Existe uma máxima em tecnologia da informação: “Sistema sem fiscalização é sistema inseguro”. Existirá um mínimo de confiabilidade na urna eletrônica, quando o eleitor puder, individualmente, conferir o registro do próprio voto.

A ser digitado o número do título de eleitor pelo mesário, é aberto um banco de dados no interior da urna que coloca, no mesmo “armário” interno da urna, informações do eleitor e a quem ele destinou os votos.

O fundamental princípio do sigilo e da inviolabilidade do voto, fundamentais para o exercício da plena democracia, foi pro espaço.

O editor


O Tribunal Superior Eleitoral informou nesta segunda (26) que todas as inscrições de interessados em participar dos testes públicos de segurança do sistema das urnas eletrônicas, para as eleições de 2010, foram aceitas pela Comissão Disciplinadora do tribunal. Segundo o TSE, os 26 inscritos são profissionais de diversas áreas – ciência da computação, engenharia eletrônica, análise de sistemas e até profissionais em auditoria.

O objetivo é desafiar os hackers e cidadãos a encontrarem falhas na segurança das urnas eletrônicas. Os candidatos propuseram formas diferentes de tentar desviar os votos ou quebrar o sigilo do voto. Os testes são uma experiência única, inédita em termos mundiais, em que a administração pública abre seus sistemas para os cidadãos, inclusive aos hackers, para que façam os testes que entendam necessários.

coluna Claudio Humerto

José Mesquita

José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e "designer". Bacharel em administração e bacharel em Direito. Pós-graduado em Direito Constitucional. Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior. Criador e primeiro curador do Prêmio CDL de Artes Plásticas da Câmara de Dirigentes Lojista de Fortaleza e do Parque das Esculturas em Fortaleza. Foi membro da comissão de seleção e premiação do Salão Norman Rockwell de Desenho e Gravura do Ibeu Art Gallery em Fortaleza, membro da comissão de seleção e premiação do Salão Zé Pinto de Esculturas da Fundação Cultural de Fortaleza, membro da comissão e seleção do Salão de Abril em Fortaleza. É verbete no Dicionário Brasileiro de Artes Plásticas e no Dicionário Oboé de Artes Plásticas do Ceará. Possui obras em coleções particulares e espaços públicos no Brasil e no exterior. É diretor de criação da Creativemida, empresa cearense desenvolvedora de portais para a internet e computação gráfica multimídia. Foi piloto comercial, diretor técnico e instrutor de vôo do Aero Clube do Ceará. É membro da National American Photoshop Professional Association, Usa. É membro honorário da Academia Fortalezense de Letras.

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José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e “designer”.

Bacharel em administração e bacharelando em Direito.

Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior.

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