Trânsito, feriadão, tragédias e cocaína

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É mais que provável que amanhã, segunda feira, estejamos horrorizados, novamente, ante os números tétricos das vítimas dos acidentes de trânsito.

Esses “feriadões” parecem ser o campo ideal para os ‘kamikazes’ psicopatas do volante. É desproporcional e disseminada a imprudência ao volante nos quatro quadrantes dessa infelicitada nação, exposta à sanha dos motoristas irresponsáveis, que não têm a menor preocupação com a vida dos outros motoristas e também dos pedestres.

Cada vez é mais significativo o percentual dos motoristas brasileiros que não respeita às leis de trânsito, às leis da física, às leis da fisiologia do corpo humano (quando dirigem cansados ou sob efeito de drogas diversas) e tampouco ao próximo. Assim as consequências não poderiam ser outras: mais e mais colisões, com lesões graves e mutilações, e também óbitos.

José Mesquita – Editor


A real premonição da tragédia dos acidentes automobilísticos nos feriadões

Na próxima segunda-feira, 10 de setembro, será divulgada a estatística (macabra) do número de mortos e feridos, neste feriadão. Preciosas vidas terão sido perdidas e graves lesões adquiridas, em razão de acidentes em rodovias e vias urbanas, fruto da imprudência e da irresponsabilidade ao volante. Uma real e inevitável premonição que não haverá como se evitar.

Rotina macabra

Boa parte de nossos motoristas, infelizmente, têm o perfil de imprudência, hiperagressividade, deseducação e comportamento estressado no trânsito e não há disciplina consciente ao volante de um carro. Nem amam a vida própria, nem a dos demais usuários das vias públicas.

Os dados do seguro DPVAT, sobre indenizações pagas no primeiro semestre deste ano, por óbitos, lesões e incapacidades definitivas é suficiente para comprovar a barbárie e a carnificina no trânsito brasileiro.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Um quadro de guerra sem fim. Foram 216 mil indenizações pagas, contra 165 mil no mesmo período do ano de 2011. Os dirigentes do seguro obrigatório DPVAT observaram que o crescimento dos acidentes envolvendo motocicletas – a frota de motos cresceu enormemente na última década – é a principal causa do impressionante aumento de cerca de 75% no pagamento das indenizações.

Apostando Corrida

Se observarmos, num período recente, o relato de graves acidentes com inestimáveis perdas humanas, dá para comprovar o tamanho da imprudência e da violência sem fim. No domingo passado, na rodovia RJ 116 (Itaboraí, Friburgo), uma corrida (pega ou racha), entre dois motoristas sem carteira de habilitação, causou a morte de cinco pessoas, quatro delas da mesma família. O fato está sob apuração.

A mãe de um dos mortos revelou que o filho disputava um racha naquela estrada. Pai, mãe e duas crianças de 5 anos e de 3 meses morreram depois que o carro em que se encontravam bateu de frente com um dos veículos que estariam disputando o racha. Tragédia perfeitamente evitável. Toda uma família extinta pela irresponsabilidade de terceiros. Quádruplo homicídio doloso. Cena própria de um filme de terror.

Se associarmos as tragédias dos acidentes de trânsito a uma recente pesquisa da Universidade Federal de São Paulo, em que concluiu que o Brasil é o 2º maior consumidor de cocaína e seus derivados no mundo, chegamos á conclusão que é cada vez mais real e inevitável a permanência de um quadro assustador de violência no trânsito, porque muitos usuários de drogas -sem falar na mistura álcool/energéticos- também assumem a direção de um veículo após o consumo.

Criminosos em potencial à solta, onde o uso de drogas ao volante ainda não é alvo de fiscalização em vias de trânsito. Os pesquisadores dizem, ainda, que é difícil chegar a um número aproximado de usuários de drogas, e que ele deve ser bem maior. Imaginem se a permissiva proposta de legalização de drogas for realmente aprovada no Brasil.
Milton Corrêa da Costa/Tribuna da imprensa

José Mesquita

José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e "designer". Bacharel em administração e bacharel em Direito. Pós-graduado em Direito Constitucional. Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior. Criador e primeiro curador do Prêmio CDL de Artes Plásticas da Câmara de Dirigentes Lojista de Fortaleza e do Parque das Esculturas em Fortaleza. Foi membro da comissão de seleção e premiação do Salão Norman Rockwell de Desenho e Gravura do Ibeu Art Gallery em Fortaleza, membro da comissão de seleção e premiação do Salão Zé Pinto de Esculturas da Fundação Cultural de Fortaleza, membro da comissão e seleção do Salão de Abril em Fortaleza. É verbete no Dicionário Brasileiro de Artes Plásticas e no Dicionário Oboé de Artes Plásticas do Ceará. Possui obras em coleções particulares e espaços públicos no Brasil e no exterior. É diretor de criação da Creativemida, empresa cearense desenvolvedora de portais para a internet e computação gráfica multimídia. Foi piloto comercial, diretor técnico e instrutor de vôo do Aero Clube do Ceará. É membro da National American Photoshop Professional Association, Usa. É membro honorário da Academia Fortalezense de Letras.

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José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e “designer”.

Bacharel em administração e bacharelando em Direito.

Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior.

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