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Terrorismo. As mulheres bombas

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A volta das camicases chamadas de viúvas-negras.
Blog Walter Maierovitch

O segundo da hierarquia alqaedista, o egípcio Al Zarkawi, recomendou, dois anos atrás, que as mulheres se preocupassem com os combatentes e os filhos.

Pelo jeito, tudo mudou e as mulheres, da Palestina ao Curdisdão, da Chechênia ao Sri Lanka, estão sendo, cada vez mais, empregadas como camicases.

Ontem, no Iraque, a Al Qaeda empregou cinco mulheres camicases em ataques, a causar 57 mortes: três ataques em Bagdá e um em Kirkuk (norte).

Cobertas da cabeça aos pés com panos negros, as camicases conseguiram escapar da vigilância que atua na identificação de suspeitas do sexo feminino.

Desta vez, a Al Qaeda mirou em xiitas e curdos, a mostrar o quanto era falso o discurso de Al Zawahiri ao conclamar a união de todos os islâmicos. Lógico, sob a liderança e ordens da Al Qaeda.

No momento, a Al Qaeda, pela perda de espaço aos xiitas e curdos no Iraque, aposta num conflito inter- étnico de grande dimensão.

Na capital Bagdá, o ataque camicase, a envolver três mulheres, ocorreu quando os xiitas estavam em peregrinação ao mausoléu de Moussa al Kadhimi. Ocorreram 30 mortes, incluídos vítimas idosas e crianças, e uma centena de feridos.

Em Kirkuk, norte do Iraque, uma mulher-bomba explodiu quando estava sendo realizada uma manifestação promovida pelos curdos: 25 mortos e 180 feridos.

Especialistas em terrorismo tentam uma explicação para o envolvimento das mulheres, que substituem os camicases do sexo masculino. A explicação dos 007 da CIA é parcial e propagandista, no sentido de que os combatentes homens são bem vigiados e se afastam dessas operações.

A melhor e a mais isenta análise conclui pela vingança (“revenge”) das mulheres, que, depois de perderam filhos, maridos e familiares, partem para o confronto.

O certo é que as mulheres usadas como camicases têm entre 15 e 35 anos, provém de áreas pobres e já tiveram familiares jihadistas mortos.

PANO RÁPIDO. Relatório enviado na semana passada à Casa Branca dá conta que, em 2007, foram oito atentados com camicases em todo o Oriente Médio. Esse número já triplicou no primeiro semestre de 2008.

José Mesquita

José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e "designer". Bacharel em administração e bacharelando em Direito. Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior. Criador e primeiro curador do Prêmio CDL de Artes Plásticas da Câmara de Dirigentes Lojista de Fortaleza e do Parque das Esculturas em Fortaleza. Foi membro da comissão de seleção e premiação do Salão Norman Rockwell de Desenho e Gravura do Ibeu Art Gallery em Fortaleza, membro da comissão de seleção e premiação do Salão Zé Pinto de Esculturas da Fundação Cultural de Fortaleza, membro da comissão e seleção do Salão de Abril em Fortaleza. É verbete no Dicionário Brasileiro de Artes Plásticas e no Dicionário Oboé de Artes Plásticas do Ceará. Possui obras em coleções particulares e espaços públicos no Brasil e no exterior. É diretor de criação da Creativemida, empresa cearense desenvolvedora de portais para a internet e computação gráfica multimídia. Foi piloto comercial, diretor técnico e instrutor de vôo do Aero Clube do Ceará. É membro da National American Photoshop Professional Association, Usa. É membro honorário da Academia Fortalezense de Letras.

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