Eleições 2010: a farsa das convenções partidárias

Faltou na análise da jornalista incluir os “atos falhos” do Serra, como quando o tucano meses atras disse que “a gripe suína só se pega se ficar perto da porquinha quando ela espirra”.

A jornalista também comete erro crasso, pois a convenção do PSDB não foi em Brasília e sim em Salvador.

O Editor


Convenções partidárias – um festival de gafes e artificialismo

Nos últimos dias acompanhei três grandes convenções partidárias que aconteceram em Brasília: a do PV, a do PMDB e a do PT. Em cada uma delas, há algo que salta aos olhos, para além da festa que se pretende fazer em torno do candidato: o artificialismo marqueteiro, que esvazia o significado político do evento.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

O palhaço que apavorou os verdes – O PV de Marina Silva, para ser política e ecologicamente correto, tentou dar um ar de “grande família” à convenção. O palco principal era composto de uma arquibancada de vários degraus, onde se acomodaram desde o pai da candidata, a representantes de minorias de todo tipo.

Marina só se destacou na multidão pela blusa amarela e pelo assento relativamente próximo ao microfone.

Tanta igualdade não resistiu ao improviso de um palhaço, que, sem aviso prévio, saltou no palco para um performance não-autorizada. E passou a interpretar um texto cômico ironizando os políticos que arrancou risos da plateia.

Foi tolerado até o momento em que o alvo foi José Sarney: “tão bonzinho aquele senador, dá emprego para todo mundo!”, disse o palhaço, assistido da primeira fila dos graduados pelo filho do senador, o deputado Zequinha Sarney, apoiador de Marina.

O artificialismo marqueteiro não resistiu ao inesperado palhaço, que foi retirado do palco por seguranças, sob protestos do público, e confinado numa sala, de onde só saiu depois de causar outro inconveniente: virar o foco de atenção de toda a imprensa.

Os balões que atazanaram Dilma – No PMDB, outro incidente. Justiça seja feita, o partido fez o encontro mais civilizado – para seus padrões – das últimas décadas.

Deu a impressão de que já vão longe os tempos em que era preciso convocar a Polícia Militar para pôr ordem na casa, de cenas como a depredação do plenário da Câmara, ou da truculência contra adversários, como a humilhação a Itamar Franco em pleno governo Fernando Henrique.

Desta vez, o rebelde-quase-solitário Roberto Requião pôde discursar e espinafrar quem quisesse. E depois do show, sair de cena, é claro, para não testemunhar a própria derrota.

Foi quando decidiu dar um toque americano na convenção que o PMDB escorregou. Mandou soltar dezenas de balões sobre as cabeças dos vencedores, que, no instante seguinte, viraram arma de sabotagem do discurso de uma nervosa Dilma Rousseff.

Enquanto a petista discursava, a plateia se divertia em estourar os balões, ininterruptamente. O nervosismo de Dilma foi se transformando em irritação, e o constrangimento irrecuperável tomou conta dos organizadores da festa. O veneno do artificialismo marqueteiro quase azeda o grã-finale da união Dilma-Temer.

O show petista que ninguém viu – Na convenção do PT não foi diferente. A mega-festa concebida pelo publicitário João Santana terminou espremida num clube pequeno demais para a grandiosidade que se pretendia para o evento.

Faltou pouco para inviabilizar por completo o trabalho dos responsáveis por registrar as imagens e as notícias da convenção.

O espaço previsto para a imprensa não comportou um quinto do batalhão de jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas credenciados previamente pelos próprios organizadores. Era preciso subir nas cadeiras para ver o que se passava, não no palco, mas nos telões.

O palco baixo demais provocou a incessante reclamação da própria plateia, que não conseguia ver nada se alguém se levantasse.

O caos se completou quando, ao final da convenção, foram distribuídas grandes bandeiras do PT na cor lilás – em homenagem às mulheres.

A partir de então, com as bandeiras tremulando em toda a plateia, ninguém viu, nem filmou, nem fotografou mais nada, muito menos a cena mais importante do evento, tão cara ao publicitário: Dilma abraçada a meninas portando a faixa presidencial.

Foram eventos mornos, sem a efervescência verdadeira da construção de um projeto político. Jogos de cartas marcadas que o marqueting eleitoral tenta enfeitar. E às vezes se equivoca.

blog Christina Lemos

Eleições 2010: Marina Silva, o Partido Verde e Sarney

Olhem só.

A Senadora Marina Silva, caso se mude para o Partido Verde para poder ser candidata à presidência da república, vai encontrar a maior pedreira.

Além de ter que apoiada pela esquadrilha da fumaça, Gabeira e Carlos Minc, vai ter que se envolver com a “famiglia” do bigodudo.

Aliás, a amazônica senadora está nos devendo, aos Tupiniquins, uma palavrinha que seja sobre o  Zé Sarney. Né não?

O editor

O empreiteiro amigo dos Sarney e o PV do Maranhão

Vai abaixo a nota de abertura da coluna “Painel”, editada pela repórter Renata Lo Prete e veiculada na Folha. É leitura obrigatória para Marina Silva:

– O fiador: “Dono da empreiteira que bancou apartamentos usados pela família Sarney em São Paulo, o empresário Rogério Frota de Araújo é o braço financeiro do PV do Maranhão. Filiado ao partido, já ensaiou voos na política via município de Imperatriz, base eleitoral do deputado verde e amigo Zequinha Sarney.

As candidaturas, entretanto, não emplacaram porque dividiriam votos com outros aliados do clã. Depois das eleições de 2004, quando adiou mais uma vez o sonho de entrar para a política, Frota aproximou-se de Fernando, o outro filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Em quatro anos, ganhou leilões e multiplicou contratos no setor elétrico”.

blog Josias de Souza

Sarney tem apartamentos pagos por empreiteiras.

Não tem jeito. Vire e mexe aparece empreiteira em maracutais com políticos. Pagam tudo. De pensão pro “gato” do Renan Boiadeiro aos ap’s do Zé Sarney. Lembrem-se: não existe corrupto sem corruptor. A corja senatorial parece ter uma estratégia para nos vencer no cansaço. Ou por afogamento cotidiano de escândalos. Praticam-nos dia a dia, em tal monta que acabam banalizados.

E os Tupiniquins, nas ocas.

O editor

Há três décadas, a família Sarney tem como endereço cativo em São Paulo o edifício Solar de Vila América, situado na alameda Franca, nos Jardins.

Até 2006, era um apartamento apenas. Hoje, além do apartamento número 82, comprado em 1979, a família tem à sua disposição outras duas unidades.

Os apartamentos 22 e 32 foram comprados há três anos. São usados pelos Sarney, mas estão registrados em nome de uma empreiteira, que cuidou da negociação e pagou os imóveis.

A empreiteira é a Aracati Construções, Assessoria e Consultoria Ltda, cujo dono é o empresário Rogério Frota de Araújo, amigo dos filhos do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

De acordo com os registros da empresa na Receita Federal, a Aracati – cuja razão social foi formalmente alterada para Holdenn Construções, Assessoria e Consultoria – tem hoje como principal nicho de negócio o setor elétrico, conhecido feudo dos Sarney no governo federal.

Há dois anos, a empresa começou a atuar em projetos de construção de usinas termelétricas. Apesar de pequena e desconhecida, é um caso de sucesso em seus negócios no ramo de energia.

Num dos apartamentos, o 22, mora um neto do presidente do Senado, Gabriel José Cordeiro Sarney, filho do deputado Zequinha Sarney (PV-MA).

O outro apartamento, o 32, costuma abrigar assessores e convidados dos Sarney, mas também hospeda a família.

Em junho passado, por exemplo, foi utilizado pelo próprio senador José Sarney, em viagem a São Paulo para acompanhar a recuperação da filha, Roseana, operada para correção um aneurisma cerebral.

De Rodrigo Rangel – Estadão