Tremsalão do PSDB: Suiça condena implicado no escândalo da Alstom

LupaAgCNJ

Caso Alstom: Suíça condena um ex-executivo que serviu aos governos do PSDB 

A cúpula do PSDB reagiu às prisões do mensalão com um silêncio estrepitoso. Natural. Em matéria de escândalos, a sigla se tornou uma logomarca de vidro.

Afora o mensalão do tucanato de Minas, pendente de julgamento no STF, o partido é acossado em São Paulo, seu berço político, por um par de investigações. Numa, apura-se o cartel da Siemens. Noutra, as propinas da Alstom.

Nesta sexta (15), mesmo dia em que os mensaleiros começaram a ser presos, veio à luz uma novidade: a Justiça da Suíça condenou por lavagem de dinheiro o ex-diretor da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), José Roberto Zaniboni.

Acusam-no de receber da multinacional francesa Alstom, numa conta bancária aberta num banco suíço, US$ 836 mil (R$ 1,84 milhão). Ele nega que seja propina. Alega que Zaniboni atuou em todos os governos tucanos em São Paulo.

Trabalhou sob Mario Covas, José Serra e Geraldo Alckmin.

Suprema ironia: o advogado do ex-executivo da CPTM se chama Luiz Fernando Pacheco —o mesmo que assina a defesa do petista José Genoino. Aqui, você encontra mais detalhes.


[ad#Retangulo – Anuncios – Duplo]

Tópicos do dia – 23/08/2012

07:58:36
Mesmo sem ter sido anunciado, iPhone 5 já começa a ganhar acessórios

Empresa Spigen já possui em seu catálogo alguns produtos criados especialmente para o novo smartphone da Apple.
Por  em 20 de Agosto de 2012

 Se todos os rumores se confirmarem, em menos de um mês teremos o anúncio oficial dos novos smartphones da Apple. Mas mesmo sem qualquer confirmação, algumas empresas já começaram a produzir os acessórios especiais para o iPhone 5. O exemplo mais forte que temos até agora é a Spigen SGP, que está prometendo películas para o novo modelo.

No site da empresa, há inclusive algumas imagens que mostram o novo aparelho – não há confirmação, mas a probabilidade é de que se tratam de conceitos criados especialmente para os anúncios. Além de estarem no site oficial da Sigen SGP, os acessórios também estão disponíveis na loja virtual Amazon. Tentamos encontrar dicas que comprovassem os rumores das telas de 4 polegadas, mas as especificações do produto não colaboraram para isso.
Renan Hamann/TecMundo

08:50:57
Afinal, qual é o problema de Cezar Peluso antecipar seus votos?

Os advogados de defesa dos mensaleiros, liderados pelo ex-ministro Márcio Thomaz Bastos, fazem um escarcéu com o fato de o ministro Cezar Peluso ter de aposentar dia 3 de setembro e participar do julgamento do mensalão pela última vez dia 31 de agosto, que cai numa sexta-feira. A se acreditar nos ilustres causídicos, haveria até inconstitucionalidade se o ministro deixasse de votar as últimas fatias do caso do mensalão.

Afinal, por que o ministro Cezar Peluso não poderá antecipar suas últimos votos. Em que dispositivo do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal está determinada esta proibição?

É tudo uma grande conversa fiada, que faz parte do jus sperniandi de advogados insatisfeitos e sem argumentação válida para apresentar. Justamente por isso, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ayres Britto, já afirmou que “fica a critério” do ministro Cezar Peluso decidir se vai pedir para antecipar o seu voto sobre o mensalão.
Carlos Newton/Tribuna da Imprensa

11:37:53
 Meu sais! Ou como dizia um cantor que não lembro o nome, lá nos anos 70: Parem o mundo que eu quero descer!

Paulo Preto, aquele personagem sombrio do ainda não explicado “rolo” de doações a partido político, oriundo dos contratos do RodoAnel de S.Paulo, da lavra de Serra e Alckimin, declara que agora que “sonha em aparecer em programas do PT”. E mais:
“…Acha que seu depoimento do dia 29, na CPI do Cachoeira, oferecerá farto material aos petistas. Diz que não fará acusações, mas explicará aos parlamentares que nada fez, na direção da estatal Dersa e arrecadando fundos para o PSDB, senão “seguir a ética do Serra”.


[ad#Retangulo – Anuncios – Duplo]

Eleições 2010. PSDB e PT unidos contra os aposentados

No Absurdistão, os Tupiniquins contemplam a ‘firme’ posição ideológica dos seus (deles) parlamentares. PT e PSDB, além de siameses — só são gato e rato, não necessariamente nessa ordem, ou rato e rato?  — para a platéia, e continuam farinha do mesmo saco. Intramuros, no escondidinho dos gabinetes, “fazemos qualquer negócio”.
A oposição concorda com o governo quando deveria, no mínimo, discutir a questão ou apresentar outra proposta.
Esses exóticos membros da elite parlamentar do “Vaselinastão”, não tem bandeira nem ideologia. Argh!

Nas tabas já se ouvem Tupiniquins brandindo a borduna e bradando: “ou Marina ou voto nulo”!

O Editor


Por Serra, PSDB se une a PT no Congresso

Com medo de herdar Previdência ainda mais deficitária, tucanos tentam evitar votação de projeto que reajusta aposentadorias

Estratégia de DEM e PPS é votar proposta que estende reajuste do salário mínimo a todas as pensões do INSS e deixar ônus de veto para Lula

Objeto de preocupação do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), a proposta de reajuste de aposentadorias produziu uma aliança tácita entre PSDB e PT no Congresso e rachou a oposição.

Com medo de herdar um profundo deficit da Previdência num eventual governo Serra, o PSDB trabalha, discretamente, para evitar a votação da proposta que aplica a todas as faixas de aposentadoria do INSS o mesmo índice de reajuste do salário mínimo.

Numa reunião em São Paulo, os líderes na Câmara do PSDB, José Aníbal, e do PT, Cândido Vaccarezza, e o presidente da Casa, Michel Temer, traçaram um acordo para evitar que projeto fosse levado à votação.

Aliados do PSDB, PPS e DEM pregam, no entanto, voto em favor do projeto -de autoria do senador petista Paulo Paim (RS)-, para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assuma o ônus do veto.

O presidente do PPS, Roberto Freire, admite que “Serra está preocupado” com o impacto da medida. “Serra tem espírito público. Ele vê reflexos também no seu governo. Está preocupado com o futuro do país”, diz Freire. Mas avisa que o PPS votará a favor do projeto.

“Se o governo não tem racionalidade administrativa, cria cargos para abrigar apaniguados, por que o aposentado será punido? O PSDB ajuda o governo e sempre leva porrada.”

De Catia Seabra/Folha de S.Paulo

Eleições 2010. Zé Serra também tem uma Dilma braba

Contra governo Lula, Serra aciona sua própria Dilma

Personalidades Dilma Pena Zé SerraChama-se Dilma Pena a secretária de Saneamento e Energia do governo de São Paulo (foto). Tornou-se uma crítica feroz do governo federal.

Em matéria de geração e produção de energia, a Dilma de Serra tem opiniões diversas das expostas pela Dilma de Lula.

Para a chefe da Casa Civil, presidenciável do PT, o colapso energético que retirou da tomada 18 Estados brasileiros é um “caso encerrado”.

Para a secretária de Serra, o presidenciável do PSDB, não é bem assim. Ela endereçou a Brasília ofício cobrando 14 investimentos “emergenciais”.

Coisa destinada a atenuar o risco de São Paulo voltar a ficar às escuras. A lista da secretária inclui a aquisição de um transformador…

…A construção de um banco de reatores e 12 obras projetadas para expandir a rede de transmissão de energia que corta São Paulo.

Para a Dilma de Lula, o sistema elétrico brasileiro é “robusto”. Para a Dilma de Serra, nem tanto:

“A operação e a manutenção desse sistema precisam de mais eficiência, de modo a trazer mais confiabilidade…”

“O resultado da gestão desse sistema está aí [no apagão da noite de terça-feira]. O sistema elétrico precisa de um planejamento, uma previsibilidade”.

As deficiências gerenciais se manifestam, segundo a secretária do governo paulista, em todo o sistema: na geração, na distribuição e na transmissão de energia.

Na opinião da Dilma de Brasília, o Brasil dispõe, hoje, do “melhor sistema [elétrico] dos últimos tempos”.

E a Dilma de São Paulo: “Do ponto de vista da geração, a qualidade da energia é inferior, embora a quantidade tenha aumentado…”

“…Ingressaram no sistema brasileiro 10 mil megawatts de energia térmica poluente […]”.

De resto, Dilma Pena descrê da versão segundo a qual raios causaram o apagão de terça. Uma explicação que Dilma Rousseff encampou.

As opiniões das duas Dilmas só coincidem num ponto: ambas acreditam que o país não está livre de ficar novamente no breu.

Blecautes, disse Dilma Rousseff na quinta-feira, “ninguém pode prometer que não vai ocorrer”. Dilma Pena concorda: “O sistema mostrou uma grande vulnerabilidade”.

– Em tempo: As opiniões de Dilma Pena foram expostas em texto levado à web na página da Secretaria de Saneamento e Energia de SP.

blog Josias de Souza

Eleições 2010. Zé Serra ‘prega’ na missa em Aparecida

Eu não falei que a caravana ‘roliude’ estava na estrada das eleições, e que começariam as cenas inacreditáveis de candidatos em busca de votos?

A dona Dilma Rousseff já tomou banho de água de cheiro na Igreja do Senhor do Bonfim, em Salvador, foi ‘segurar’ a corda no Círio de Belém. O Zé Serra ocupou o púlpito da Basílica de Aparecida pra fazer uma ‘fezinha’ entre os fieis da padroeira do Brasil.

Os neobeatos Tupiniquins deveriam usar o mote: “Yes we cremos!”

Ô raça, né?

O editor


Serra injeta política em missa ‘dedicada’ à padroeira
Serra Missa em Aparecida 2009

Foto: Gilberto Marques

Não há quem desconheça a passagem bíblica em que Jesus, em rara erupção de fúria, põe para correr os vendilhões do templo.

Está no Novo Testamento. Tome-se o relato do apóstolo Mateus (capítulo 21, versículos 12 e 13).

Ele conta que Jesus ”expulsou todos os que vendiam e compravam no templo…”

“E derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas”. Em seguida, Jesus vociferou:

”Está escrito: a minha casa é casa de oração; mas vós fizestes dela covil de salteadores”.

Se tornasse hoje à Terra, Jesus não precisaria ser levado à cruz. Morreria antes, de desgosto.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Tombaria ao notar o modo como o templo vem sendo varejado pelos vendilhões da política.

Nesta segunda (12), por exemplo, o governador José Serra (PSDB) foi à Basílica de Aparecida do Norte (SP).

O presidenciável tucano participou da missa em comemoração ao dia da padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida.

Celebrou-a o arcebispo de Salvador, Dom Geraldo Magela Agnelo. Presentes algo em torno de 40 mil fiéis.

A alturas tantas, Dom Geraldo apresentou Serra aos devotos. Cedeu o microfone ao governador.

“O Brasil precisa de governantes que sejam íntegros, que sirvam ao povo, em vez de se servirem do povo”, Serra discursou.

Governantes “que tenham como preocupação central abrir oportunidades a nossas famílias…”

“…Oportunidades de trabalho, de cultura, em um ambiente de espiritualidade fraterna […]”.

Em abril do ano passado, Dom Geraldo dera declarações que levantaram a suspeita de que esconde sob a batina uma plumagem tucana.

Fervilhava nas manchetes o caso dossiê em que a Casa Civil, sob Dilma Rousseff, detalhara gastos sigilosos da presidência de FHC.

Questionado a respeito, o acerbepisto de Salvador soara inclemente: “Se for verdade, a gente fica perplexo…”

“…Não está comprovado, mas Deus queira que não haja tanta maldade assim no mundo…”

“…Tudo serve na época de eleições para os interesses que estão em jogo, sobretudo a mentira e a fraude…”

“…Tudo isso serve para alguém que queira se eleger a qualquer custo, não tem escrúpulos e não tem fundamentos éticos”.

Ao permitir que Serra injetasse política no templo de Nossa Senhora, o prelado demonstrou que, de fato, “tudo serve na época de eleições”.

A assessoria de Serra apressou-se em levar ao portal do governo de São Paulo a “notícia” de que o governador dera as caras em Aparecida.

“Serra saudou os peregrinos de todo o Brasil, que participaram das celebrações no Santuário”, informou o texto.

Em entrevista, o governador declarou-se “devoto” de Nossa Senhora. Algo até então insuspeitado.

No sábado (10), Dilma Rousseff, a rival petista de Serra, estivera na Igreja de Nosso Senhor do Bonfim, em Salvador (BA).

No domingo (11), a ex-materialista Dilma, agora uma dedicada beata, desfilara sua candidatura na procissão do Círio de Nazaré, em Belém (PA).

Mantido esse ritmo, até o dia da eleição mesmo o mais jucundo dos incréus vai acabar acreditando em Deus. Ficou difícil acreditar em qualquer outra coisa.

blog Josias de Souza

Dilma Rousseff, Barbara Gancia e chuchú requentado

Estimo melhoras
blog da Barbara Gancia

Foi péssima, em todos os sentidos, a notícia da internação de Dilma Rousseff nesta semana. Não se quer ver ninguém doente -e, justo quando a gente imaginava que, no caso da ministra-chefe da Casa Civil, as informações acerca de seu estado de saúde estavam sendo tratadas com a máxima transparência, ela é internada às pressas e começa um corre-corre dos diabos que faz vir à tona os mesmos fantasmas e a mesma boataria da época das enfermidades do presidente eleito Tancredo Neves e do todo-poderoso do governo FHC, Sérgio Motta.

Confesso que tenho uma certa simpatia pela ministra Dilma. Agrada-me a ideia de que o seu pior momento, o de Calamity Dilma, que queria resolver a parada na base do chumbo grosso nos fundilhos do inimigo, tenha ficado no passado. Gosto também, e muito, do fato de ela ser uma mulher culta e sensível.

Na mais recente visita que o presidente Lula realizou a Roma, Dilma fazia parte da comitiva e foi convidada para um tour particular à Galleria Borghese. Pois, além de conhecer a vida de todos os pintores renascentistas, ela se deteve diante de cada quadro e discorreu sobre um por um com uma intimidade que deixou a italianada de queixo caído.

A maneira séria e equilibrada como Dilma se tem conduzido no cargo também a coloca a anos-luz de outros nomes dentro de seu partido como postulante ao cargo de candidata a candidata. Alguém consegue imaginar Jacques Wagner, Marta, Ricardo Berzoini ou, valha-me Deus, um Mercadante ou um Tarso como páreo para a ministra?

Mas é aí que entra o maldito do linfoma. E, logo de cara, somos obrigados a confrontar a primeira mentira oficial. Câncer linfático não é uma “doença localizada” como foi dito. Trata-se de um mal que se dissemina pelo corpo. Se fosse suficiente remover o gânglio afetado, não seriam necessárias tantas e tão traumáticas sessões de quimioterapia.

O fato é que a ministra vai precisar de vários meses, no mínimo quatro ou cinco, para se recuperar. Graças a Deus, ela tem mesmo quase 100% de chances de ficar completamente curada. Mas, enquanto estiver sendo submetida às sessões de químio, estará sujeita a transtornos na forma de dores, enjoos e cansaço; sua resistência ficará comprometida e ela correrá o risco de contrair infecções.

Além do que, ao contrário do que vem afirmando publicamente, Dilma terá, sim, de diminuir seu ritmo de trabalho. Com a ministra ausente por quatro ou mais meses do cenário político tapuia, é de perguntar o que pode acontecer. Eu torço para que a Dilma, que é dura na queda, aguente firme e volte o quanto antes.

E que encontre forças para espantar a conversa do terceiro mandato e os esganados (alô, Ciro! Alô, Heloísa Helena!) que podem aproveitar a oportunidade para criar um fato novo.

Enquanto isso, na oposição temos o mesmo José Serra de sempre, que promete chegar pela segunda vez consecutiva a uma eleição presidencial com o seu partido arrebentado. Está tão esfacelado o PSDB, que Serra já sinalizou que escolherá para o governo de São Paulo, pasme, servir um chuchu requentado.
Ninguém merece.

Eleições 2010. Serra, Dilma e Aécio iniciam a farra com a nossa grana

Brasil: da série “O tamanho do buraco”!
A desfaçatez dos políticos com o seu, o meu, o nosso sofrido dinheirinho, não tem limites. Em busca da rampa do Palácio do Planalto, Zé Serra e Aécio Neves, continuam às barbas da Justiça Eleitoral, fazendo campanha política fora do prazo legal.

O que os municípios de Manaquiri, no Amazonas, Erval Seco, no Rio Grande do Sul, e Apuiarés, aqui no Ceará, têm a ver com o sistema de tratamento d´água do Estado de São Paulo? Rigorosamente nada.
Mas para a turma do governador José Serra (PSDB), isso é mero detalhe. Há alguns dias, todo o território nacional passou a ser inundado por uma campanha da Sabesp, a estatal controlada pelo governo tucano. Mais recentemente, Aécio Neves adotou algo semelhante. A pretexto de divulgar Minas Gerais na alta estação, o Palácio da Liberdade comprou generosos espaços na mídia nacional e, desde então, convida os brasileiros a conhecerem o Estado.

Mais do que vender a gestão em saneamento ou o jeito mineiro de receber turista, a parelha Serra-Aécio tem algo muito maior em vista: projetar-se nacionalmente, na perspectiva da disputa presidencial de 2010. Os nomes dos dois estão no subtexto das mensagens das maiores redes de televisão e nas páginas e mais páginas das revistas semanais. A iniciativa dos tucanos – que vivem um clima de paz armada por conta da indicação de um dos dois para concorrer ao Palácio do Planalto -, não chega a ser ilegal. Mas também não é nenhum primor de correção.

Na medida em que Serra e Aécio metem a mão nos cofres públicos para pagar fortunas em comerciais e informes publicitários, estão fazendo a tal da promoção pessoal – algo que é vedado pela legislação que cuida da propaganda oficial.

PARA DILMA, BANHO DE LOJA E DE MÍDIA
O Governo Lula não fica atrás na estratégia de, propositalmente, confundir o que é prestar informações à população – objetivo primeiro da publicidade governamental -, com fazer projeção de seus preferidos. No PT, é cada vez mais forte a movimentação pró-Dilma Rousseff, para que a hoje chefe da Casa Civil vire chefe de todo o Governo Federal a partir de 2011. Desde o início do segundo governo petista, a “mãe do PAC” é presença garantida nos principais eventos promovidos pelo Palácio do Planalto.

Sabe-se que o PAC é a principal aposta para viabilizar Dilma. Associá-la ao plano, e vice-versa, seria razoável, não fosse a forma exagerada como o plano é promovido País afora. Isso não acontece à toa. Em março, uma pesquisa do Palácio constatou que o PAC era pouco conhecido da população. Por ser um emaranhado de projetos em parceria com outras esferas de governo, a maioria dos brasileiros confundia a autoria das obras, não sabendo se o investimento era feito pelo Governo Federal, por Estados ou gestões locais. Ou seja, mesmo com visual repaginado – penteado novo, cirurgia plástica e lentes de contato – o PT sabe que Dilma também precisa de um banho de mídia.

do O Povo – Erivaldo Carvalho

Lula e Serra. As únicas lideranças.

Tá na revista Veja que circula neste fim de semana.
Trecho de entrevista do ministro Gedel Vieira Lima, da Integração Nacional, a Felipe Patury:

O presidente Lula pode confiar no PMDB?

Pode. O PMDB não vai apunhalá-lo. Mas também é ilusão achar que vai apoiar um petista para presidente em 2010, 2014, 2018 e assim por diante. Só não haveria dificuldade se o candidato fosse o presidente Lula. Há setores do PMDB que não querem manter a aliança com o PT, mas eu defenderei o apoio ao candidato de Lula.

Disputaremos com eles de que lado a legenda estará: se do governo ou da oposição. A verdade, porém, é que os partidos costumam fazer alianças por um tempo determinado. O PMDB não é o PT. É legítimo, portanto, que em dado momento possa tomar uma atitude diferente. A aliança com o PT, a meu ver, é mais coerente, mas eu seguirei a decisão do partido. Nunca vesti outra camisa nem agitei outra bandeira que não a do PMDB. Não pretendo mudar.

O PMDB tem o maior número de prefeitos, deputados e senadores. Por que não disputa a Presidência com um candidato próprio?

O partido não tem quadros à altura para essa disputa. Entre as novas lideranças, há o governador (do Rio de Janeiro) Sérgio Cabral, que merece destaque. Mas não o vislumbro concorrendo à presidência. Ele se voltou integralmente para o Rio e não adotou no cenário nacional posturas que o credenciem como candidato a presidente.

Faltam lideranças nacionais no cenário político. Hoje, as únicas lideranças do país são Lula e o governador de São Paulo, José Serra. Há um quadro novo surgindo, mas ainda não testado nas urnas, que é (o governador de Minas Gerais) Aécio Neves. Fora esses nomes, a vida pública nacional é só aridez.

Eleições 2010. Serra lidera pesquisa, Ciro cai e Dilma sobe.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Pesquisa do Datafolha aponta o favoritismo de Zé Serra para as eleições presidenciais de 2010.

Dilma Roussef ganha músculos e Ciro Gomes, mesmo com a boca fechada perde pontos.

A pesquisa simulou diversos cenários. Confira.

Cenário 1: Escolha entre Zé Serra, Ciro, Dilma e Heloísa Helena:

– Serra (PSDB): sobe de 38% para 41%;

– Ciro Gomes: despenca de 20% para 15%;

– Heloísa Helena: mantém os mesmos 14% da pesquisa anterior;

– Dilma: subiu de 3% para 8%.

Cenário 2: Aqui se o representante do PSDB for Aécio Neves:

– Ciro Gomes: 25%;

– Heloísa Helena: 25%;

– Aécio: oscila de 15% para 17%, e empata com Heloísa Helena.

Cenário 3: Sem Ciro Gomes. Serra aumenta a diferença. E Dilma Roussef alcança a marca dos dois dígitos:

– Serra: 47%;

– Heloísa Helena: 17%

– Dilma: 10%

Cenário 4: Ciro Gomes não disputa e com Aécio no lugar de Serra. Dilma alcança a sua melhor marca. Bem atrás, contudo, de Heloísa Helena, que lidera deixando Aécio em segundo:

– Heloísa Helena: 27%

– Aécio: 23%

– Dilma: 12%

Cenário 5: Com Aécio disputando por outro partido:

– Serra: 36%

– Ciro Gomes: 14%

– Heloísa Helena: 13%

– Aécio: 12%

– Dilma: 7%

Na pesquisa espontânea, quando o eleitor é convidado a mencionar o seu preferido sem que o pesquisador exiba uma lista de nomes:

– Lula: 25%

– Serra: 6%

– Aécio: 4%

– Dilma: 2%

– Ciro Gomes, Heloísa Helena e (argh!) FHC: 1% cada um.

Pela pesquisa, mesmo sem ser candidato, pelo menos até agora, o nome do apedeuta é o primeiro lembrado pelos Tupiniquins. Com isso, os lulistas chavistas ficam todos animados.