Prêmio Nobel da Paz está virando Oscar

O Premio Nobel, pelo menos o da Paz(?) está cada vez mais avacalhado.Espanto Blog do Mesquita

Vai superar em banalidade o Oscar. Senão vejamos:

Já foram contemplados entre outros pacifistas

Kissinger e Le Duc Tho (Vietnã), que o rejeitou.

Al Gore (Bore para os mais implicantes)

Yitzhak Rabin, Shimon Peres e Yasser Arafat. Que trio!!!

Anuar el Sadat e Menahem Begin. Que dupla!!!

Obama??? (fez o que pra receber o premio quando tinha somente um ou dois anos no cargo?)

Mohamed ElBaradei – declarou apoio ao golpe fratricida militar no Egito.


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Lula é premiado pela Unesco

Lulinha paz e amor
do blog da Barbara Gancia

Da Agência France Presse:

Unesco escolhe Lula para receber prêmio de incentivo à paz

“A Organização das Nações Unidas para a Ciência, Educação e Cultura (Unesco) concedeu ao presidente Luis Inácio Lula da Silva o Prêmio de Fomento da Paz Félix Houphouët-Boigny 2008, informou o organismo nesta quarta-feira através de um comunicado.

O júri do prêmio escolheu o presidente brasileiro “por seu trabalho em prol da paz, do diálogo, da democracia, da justiça social e da igualdade de direitos, assim como por sua inestimável contribuição para a erradicação da pobreza e a proteção dos direitos da minoria”, declarou o ex presidente de Portugal, Mario Soares.

A cerimônia de entrega do prêmio acontecerá em junho.

Criado em 1989 e outorgado anualmente pela Unesco, o Prêmio de Fomento da Paz Félix Houphouët-Boigny tem como objeto homenagear pessoas, instituições e organizações que contribuíram significativamente para fomentar, buscar, proteger e manter a paz, levando em conta os princípios da Carta das Nações Unidas e a Constituição da Unesco.

O prêmio já foi entregue a líderes como Nelson Mandela, Yitzhak Rabin, Shimon Peres, Yasser Arafat, Jimmy Carter e o rei Juan Carlos I da Espanha”.

EU:

Está certo. Quem tem fome tem pressa e Lula sinalizou essa urgência desde o primeiro dia de seu primeiro mandato.

A sua também é uma administração que defende os homossexuais e o direito da mulher de decidir sobre o seu corpo (leia-se o direito de abortar um feto não planejado) com uma firmeza que a gente não via no governo FHC.

Lula é atuante em relação às minorias e merece ser homenageado, sim.

Só não inventem de premiar o presidente por exigir um padrão moral na conduta dos homens públicos do país…

O fim moral da política israelense

por Mario Vargas Llosa – O Estado de São Paulo

Haverá alguma possibilidade de a invasão militar de Israel na Faixa de Gaza “destroçar a infraestrutura terrorista” do Hamas – objetivo oficial da operação – e pôr fim ao disparo de foguetes artesanais dos integristas palestinos de Gaza contra as cidades israelenses da fronteira? Acho que nenhuma. Ao contrário, essa operação militar, que até este exato momento deixou milhares de feridos e já matou quase 900 palestinos, entre eles um grande número de crianças e de civis, terá o efeito de um massacre de parte da comunidade palestina, da qual o Hamas sairá fortalecido, e o setor moderado, ou seja, a Autoridade Nacional Palestina (ANP), liderada por Mahmud Abbas, será diminuída.

Para que o argumento usado por Ehud Olmert e seus ministros como justificativa do ataque tivesse uma aparência de realidade, Israel deveria voltar a ocupar Gaza com uma enorme força militar permanente ou perpetrar um genocídio que nem mesmo os mais fanáticos de seus falcões se atreveriam a assumir, e nem, esperamos, o resto do mundo toleraria, embora a opinião pública internacional tenha demonstrado – mais uma vez – uma total indiferença pelo destino dos palestinos.

A verdade dos fatos é que, por mais feroz que tenha sido o castigo infligido pelo Exército de Israel a Gaza, e precisamente em razão do sentimento de impotência e ódio pelo ocorrido com o 1,5 milhão de palestinos que vivem esfomeados e quase asfixiados nessa ratoeira, é provável que, uma vez que o Exército se retire da Faixa e a “paz” seja restabelecida, as ações terroristas se renovem com mais brio e um desejo de vingança alimentado pelos sofrimentos destes dias.

Os defensores dos bombardeios e da invasão respondem a seus críticos com a pergunta: “Até quando um país pode suportar que suas cidades sejam vítimas de foguetes terroristas disparados em suas fronteiras, durante dias, meses, por uma organização como o Hamas, que não reconhece a existência de Israel nem esconde seu propósito de acabar com o país?”A pergunta é muito pertinente e ninguém que não seja fanático ou terrorista pode justificar o assédio criminoso constante do Hamas contra as populações civis de Israel.

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