Eleições 2010: em matéria de quebra de sigilo, a corja é uma só

Vejam só, Tupiniquins. Não escapa um. Fica-se numa situação de não mais se saber quem mente mais. Em busca dos podres poderes que se diz vítima aqui, comete o mesmíssimo ilícito ali. Entre mortos e feridos, estão todos putrefados pelo descaramento e o cinismo explicito. Embora a expressão seja chula, outra não me resta: não tem virgem na zona.
O Editor
PS 1. Pergunta ainda não respondida: se Serra sabia do fato nhavia noito meses, conforme ele mesmo declarou, por que somente agora btrouxe o assunto ao picadeiro do circo eleitoral?

PS 2. Pelo que se comenta, a boca miúda na sarjeta da campanha eleitoral, ao invés de pizza, o sigiloso “imbroglio” pode terminar em pão de queijo temperado com plumas tucanas.


Promotor confirma que dados do PT eram acessados.

Sargento Cesar Rodrigues de Carvalho espionou dados do diretório do Partido dos Trabalhadores.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

O promotor de Justiça Amilcar Macedo confirmou neste sábado que dados de diretórios do Partido dos Trabalhadores (PT) eram acessados pelo sargento Cesar Rodrigues de Carvalho, que trabalhava no setor de inteligência da Casa Militar do governo do Rio Grande do Sul até o final de agosto e na Secretaria de Segurança do Estado desde então.

O militar também espionou informações de um ex-ministro do governo Luiz Inácio Lula da Silva e de um senador, de diferentes partidos. Os nomes não foram revelados, mas possivelmente sejam os de Tarso Genro (PT) e Sérgio Zambiasi (PTB). A finalidade de acesso aos dados ainda não foi esclarecida.

Carvalho foi preso preventivamente na sexta-feira por suposta participação em esquema de extorsão de exploradores de caça-níqueis mediante repasse de informações antecipadas sobre ações de fiscalização.

A investigação apontou que entre as informações do Sistema de Consultas Integradas do Estado que o sargento acessava também estavam dados de um partido e de diversos políticos.

Em nota divulgada na sexta-feira, a Casa Militar informou que vai requisitar informações ao Ministério Público e Polícia Civil para análise e possível instauração de inquérito policial-militar.

O secretário de Segurança Pública, general Edson Goularte, admitiu que o sistema “às vezes é mal usado por pessoas que têm a senha autorizada” e afirmou que haverá sanções “àqueles que porventura tenham feito uso inadequado” da ferramenta. A governadora Yeda Crusius e o PT ainda não comentaram o caso.

Elder Ogliari/O Estado de S. Paulo

Mensalão, Panetone carnaval e cinzas

Panetone, o enredo do Pacotão para 2010

O Mensalão Candango é mais um que se junta ao condomínio de episódios abomináveis da política nacional.

As justificativas apresentadas oscilam entre o ridículo e o trágico. Mesmo assim, não há garantia de que seu desfecho seja aquele que muitos esperam.

O escândalo de Brasília pode ter desdobramentos em três esferas: legislativa, judicial e partidária.

A esfera legislativa está localizada na Câmara Distrital, onde muitos se beneficiaram do Mensalão Candango.

Daí restar improvável que tal organismo, que se diz representar o povo de Brasília, tenha bolas para inaugurar um processo de impeachment.

Seria um suicídio coletivo com o governador Arruda no papel de uma espécie de Jim Jones do Cerrado.

No campo judicial, Arruda se preparou com bons advogados.

Lamentavelmente, para ele, escolheram uma explicação alegórica como destino dos recursos amealhados: panetones.

Imagino o Pacotão desfilando com um imenso panetone à frente dos foliões.

Defender verbas para panetones vai ser um espetáculo judicial. No tapetão, Arruda terá tempo suficiente para impetrar recursos e embargos que vão empurrar as investigações para as calendas.

Salvo uma condenação relâmpago, ele escaparia da inelegibilidade. Assim, passando superbonder na cadeira e usando a herança processualística franco-ibérica que nos flagela, com tempo ganha tempo e prepara uma saída.

Na âmbito partidário é que reside o problema. Caso seja afastado do DEM, o governador ficará sem partido para disputar as próximas eleições.

E mesmo levando a decisão para a justiça, sua situação seria frágil o que, no mínimo, comprometeria sua campanha. Até o dia 10, o DEM irá decidir o que fazer com Arruda.

Uns dizem que ele será expulso. Outros dizem que não. Serão dias de intensa articulação e elevada voltagem.

Cheio de amigos no partido – inclusive aqueles que trabalharam para evitar que Paulo Octávio fosse o candidato, Arruda está sangrando. Pior, o DEM também.

Sem uma decisão claramente defensável, a própria existência do partido corre risco. Para o PSDB, que já carrega o peso do mensalinho mineiro e das peripécias dos governos Cunha Lima (PB) e Yeda Crusius (RS), incluir na mochila o Mensalão Candango será uma carga adicional – e insuportável.

Serra e Aécio olham a questão com cuidado.

Como em Brasília se aplica o axioma Roriz – “Acompanha-se o aliado político até o precipício, mas não se pula junto com ele” –, Arruda está entregue à própria sorte e poderá ser abandonado, tal qual os soldados em filmes de guerra.

Especialmente, em duas circunstâncias. A primeira se o ritmo de denúncias continuar avassalador; a segunda se o interesse eleitoral presidencial do DEM e do PSDB prevalecer.

Paradoxalmente (ou não, como diria um Caetano de programa humorístico), para Serra ou Aécio, o prejuízo de conviver com o escândalo é gigantesco em termos nacionais e relativo em termos locais.

Como em física e em política tudo é relativo, o certo mesmo é aguardar o Pacotão.

Murillo de Aragão é cientista político

PSDB recorre no RS a tática que condena em Brasília

Quer dizer então que tropa de choque pra blindar a “cunpanierada” não é patrimônio somente da petralhada não?

Esse bando de enganadores, seja em Brasília, no Rio Grande do Sul ou em Xorroxó, há muito tempo protagoniza a tragédia brasileira.

Fique claro que quando eles fazem denúncias, é porque o interesse de alguém foi contrariado. Nada é feito pra realmente punir quem mete a mão no bolso dos Tupiniquins, esses, considerados tão somente eleitores babacas.

Aguardemos, afinal acreditamos em suas (deles) vestais indignações, as manifestações apopléticas do Arthur Virgílio e demais emplumados tucanos, condenando “mais essa manobra de varrer pra debaixo do tapete….”, bem com a mais uma pregação franciscana de Pedro Simon.

Com esses comportamentos siameses, PSDB e PT demonstram que o fundo do poço é apenas um estágio.

O editor


Bancada pró-Yeda conturba CPI aberta contra governadora

PT e PSDB desempenham, no Rio Grande do Sul, papéis inversos aos que costumam encenar em Brasília.

No plano federal, o tucanato é “vítima” das manobras da tropa de elite do governo.

Expedientes protelatórios, que travam apurações em CPIs como a da Petrobras e a das ONGs.

Na esfera estadual, o PSDB ergue barricadas na CPI constituída sob o patrocínio do petismo para investigar a gestão tucana da governadora Yeda Crusius.

Aberta no mês passado, a comissão gaúcha reuniu-se nesta terça (8) pela segunda vez.

Em tese, deveria dar início às investigações. Na prática, perdeu-se em bate-boca.

No centro da polêmica, estão a presidente da CPI, Stela Farias (PT); e o relator, Coffy Rodrigues (PSDB).

A presidente Stela compareceu à sessão munida de uma caixa de documentos. Eram papéis requisitados à juíza Simone Barbisan Fortes, de Santa Maria (RS).

Trata-se da magistrada que conduz a ação de improbidade administrativa proposta pelo Ministério Público contra Yeda e auxiliares dela.

O relator Coffy queixa-se do modo como a colega obteve os documentos. Deu-se por meio de um requerimento que não foi votado na CPI.

A deputada petista informou que, até esta quinta (10), franquearia aos colegas, à luz do Sol, o acesso ao papelório que não está protegido por sigilo judicial à luz do dia.

Quanto ao pedaço sigiloso do inquérito, seria destrinchado em sessões seretas da CPI.

O relator tucano estrilou: “Essas informações só poderão vir a público se for votado pelo plenário. Elas não vieram oficialmente”.

O deputado Ronaldo Zülke, outro representante do PT na CPI, ironizou: “O relator não quer ter acesso às provas”.

Lero vai, lero vem, a altercação verbal levou ao desperdício de uma hora e 55 minutos de sessão.

Afora o debate sobre os papéis, boa parte do tempo foi consumida numa insolúvel discussão sobre o plano de trabalho da CPI.

Para evitar que fossem votados requerimentos de convocação de 11 pessoas, entre testemunhas e réus, a bancada pró-Yeda, uma tropa de oito soldados, retirou-se do plenário.

Coisa parecida com o que fizeram, em Brasília, os aliados de Lula na fase inicial da CPI da Petrobras. Para postergar a instalação, negava-se o quorum.

O tucanato e seus sequazes gaúchos oferecem à gestão Yeda o mesmo escudo protetor que Renan Calheiros e Cia. fornecem à administração Lula.

Em comum, apenas uma coincidência: o PMDB segura o escudo nas duas praças. Em Brasília, protege Lula. No Rio Grande do Sul, ajuda a socorrer Yeda.

Eis a moral amoral dessa história: quem com realpolitik fere com realpolitik será ferido.

blog do Josias de Souza

Eleições 2010 – PSDB X DEM

Vejamos até que ponto o bloco “unidos na oposição”, não atravessa o samba do crioulo doido da política brasileira.

Crise na aliança PSDB-DEM atrapalha projeto para 2010

Além de disputas regionais, legendas agora brigam até no plano nacional

Nove entre dez tucanos e democratas que falam sobre a aliança dos dois maiores partidos de oposição comparam a situação de PSDB e DEM a um casamento de muito tempo. O casal enfrenta crises, mas continua unido porque tem um projeto para o futuro – no caso, derrotar o PT e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha de 2010. Aos muitos altos e baixos dos últimos meses, somam-se agora dois elementos de risco: as eleições estaduais e a tentativa do PSDB de conquistar a maior fatia possível do PMDB, em fase de tensão extrema com o governo.

Em pelo menos 8 dos 27 Estados há dificuldades no relacionamento das duas legendas da oposição. Os líderes do PSDB e do DEM garantem que a maior parte dos problemas será resolvida, com exceção do Rio Grande do Sul, onde o confronto só se agrava, especialmente depois que dois deputados do DEM assinaram o pedido de abertura de uma CPI para investigar a governadora tucana Yeda Crusius.

No Distrito Federal, os aliados do único governador do DEM, José Roberto Arruda, acompanham com apreensão os movimentos do PSDB em direção ao ex-governador Joaquim Roriz, do PMDB. E, na Bahia, a briga histórica de democratas e tucanos está em fase de trégua, mas ainda é cedo para marcar a data do casamento.

Luciana Nunes Leal – O Estado de São Paulo

PSDB e o caixa 2 de Yeda Crusius

Os emplumados tucanos, senhores da verdade e vestais da moralidade das campanhas políticas, quando são flagrados com a mão, quer dizer, o bico em falcatruas, permanecem na comodidade do poleiro.

No caso do inventor do valerioduto mineiro, o atual senador Eduardo Azeredo, os tucanos o apearam da presidência do partido, e “não se fala mais nisso”. Só quem faz mensalão e utiliza “recursos não contabilizados” são os ladravazes do PT.
PT saudações!

Novamente aparecendo com sujeiras nas penas, no caso da Governadora Yeda Crusius do Rio Grande do Sul, os cardeais do PSDB optaram pela escapista solução do “toma que o filho é teu”!

A governadora é abandonada e vaga pelo planalto buscando apoio até, acreditem, com a ministra Dilma Roussef. Para completar o advogado da governadora é o mesmo que defendeu o boiadeiro senado Renan Calheiros.

Uáu!

Abaixo um resumo do “imbroglio”, bem como um exemplo de com que desfaçatez o Presidente tucano, senador Sérgio Guerra, tira o braço da seringa.

Só faltou o inefável “eu não sabia de nada”!

A petralha penhoradamente agradece, senador!

O editor

Sérgio Guerra: “Defesa sobre acusações é de Yeda”

Para presidente tucano, “PSDB no RS é um e nacional outro”

Às voltas com denúncias de caixa dois, a governador gaúcha Yeda Crusius (PSDB) encontra-se nesta quarta (13), com líderes do tucanato nacional.

Yeda veio a Brasília à procura de apoio. Porém…

Porém, a julgar pelas manifestações do presidente da legenda, Sérgio Guerra, encontrará, no máximo, “solidariedade”.

O senador esforça-se para circunscrever a encrenca que ronda a governadora à seara gaúcha. Eis o que disse Sérgio Guerra:

“A operação nacional é uma; a operação local é outra. O partido no RS é um; o partido nacional é outro…”

“…Nós temos solidariedade, temos reconhecimento pelo trabalho da governadora e temos confiança nela…”

“…Mas a tarefa da defesa sobre as acusações que são feitas é da governadora e de seus auxiliares. Nós apostamos que essa defesa será bem feita”.

O mandachuva do PSDB acha que “não faria o menor sentido” que o diretório nacional se ocupasse da defesa de Yeda. Por quê?

“Nós não estamos sendo acusados. A gente não está sendo vitimado por nenhum tipo de denúncia…”

“…O fato é que essas denúncias são contra a governadora, nós acreditamos nela e temos certeza de que ela vai se defender”.

Nesta terça (12), Yeda tentara falar, pelo telefone, com a chefe da Casa Civil de Lula, Dilma Rousseff. Não conseguiu.

Dilma viajara com Lula para São Paulo. Na passagem por Brasília, Yeda pretende visitar a ministra.

A governadora planeja encontrar-se também com parlamentares da bancada gaúcha e com o advogado Eduardo Ferrão.

É o mesmo que defendeu Renan Calheiros (PMDB-AL) nos malogrados processos processos de cassação que ele arrostou no Senado.

De resto, deputados tucanos tentam intermediar um encontro de Yeda com o colega do DF, José Roberto Arruda (DEM).

Ela vai pedir a Arruda que apresse a conclusão do inquérito que apura a morte de seu ex-assessor Marcelo Cavalcante.

O corpo dele foi encontrado boiando nas águas do Lago Paranoá, em fevereiro passado. A investigação, a cargo da polícia civil de Brasília, aponta para suicídio.

Na Assembléia Legislativa gaúcha, o petismo amealhou, no primeiro dia de coleta, apenas dez assinaturas de apoio ao pedido de CPI contra Yeda. Precisa de 19.

Subemetida hierarquicamente ao ministro gaúcho Tarso Genro, um dos pré-candidatos do PT à sucessão de Yeda, a Polícia Federal cogita abrir uma investigação contra a governadora.

Aguarda um pronunciamento do STJ, o foro em que são processados e julgados os governadores de Estado.

De antemão, o superintendente da PF no Rio Grande do Sul, delegado Ildo Gasparetto, disse ao diário Zero Hora o seguinte:

“Os indícios nos mostram que as investigações têm de ser aprofundadas…”

“…Toda investigação tem de ter começo e fim, com autorização do poder competente para evitar nulidade”.

blog do Josias de Souza

Yeda Crusius. Um tucano com o bico no caixa dois

Pelo visto a prática iniciada por outro tucano, o senador do PSDB Eduardo Azeredo, continua fazendo escola. O que é de causar espanto, é o silêncio das vestais tucanas – Artur Virgílio, Sérgio Guerra e cia. que não sobem a tribuna para denunciar a governadora Yeda Crusius.

Assim como fizeram em relação aos mensaleiros, aloprados e cuequeiros petralhas, é de se esperar que a mesma indignação seja manifestada pelos alvares membros do PSDB.

A grande mídia, também, não estampa nenhum tucano na capa e nas manchetes de jornais e revistas, com a tarja de “chefe de quadrilha”.

Por certo, aparecerá algum cardeal emplumado alegando que, delubianamente, foi somente uma questão de “despesas não contabilizadas”!

O que Se espera é que pelo menos a governadora venha a se explicar. A não ser que adote também a tática do “tô me lixando pra opinião pública”!

O editor

Gravações contêm indícios de caixa dois de Yeda

Desde que tomou posse, em janeiro de 2007, a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), é assediada por denúncias. Uma delas, a existência de uma máfia que desviava verbas do Detran gaúcho, resultou em denúncia do Ministério Público. Corre na Justiça.

Outra, a de que a governadora adquirira uma mansão com verbas de má origem, foi investigada e desceu ao arquivo. De resto, a governadora tucana convive com a suspeita de ter escondido um caixa dois sob as arcas de sua campanha.

O repórter Igor Paulin escutou gravações que tonificam a suspeição relacionada ao caixa clandestino. Contou, nas páginas de “Veja“, o que ouviu.

Soam nas gravações as vozes de dois personagens que privaram da intimidade do tucanato gaúcho: o empresário Lair Ferst e o ex-servidor Marcelo Cavalcante.

Lair é um dos acusados de desviar verbas do Detran gaúcho. Marcelo foi assessor de Yeda entre 2002 e 2006. Coordenou a campanha dela.

Até fevereiro passado, Marcelo chefiava o escritório de representação do governo gaúcho em Brasília. Seu corpo foi encontrado boiando no Lago Paranoá.

A investigação policial aponta para o suicídio. Súbito, a voz do morto vem à tona nas gravações. Foram feitas por Lair Ferst. Registram 10 horas de conversa.

O repórter ouviu apenas um pedaço: 1h30. Recolheu desse trecho as seguintes revelações:

Marcelo Cavalcante diz a Lair Farst que Yeda recebeu dinheiro no caixa dois depois que a eleição terminou.

Relata que, terminado o segundo turno do pleito de 2006, ele próprio recolheu R$ 400 mil de dois fabricantes de cigarros.

R$ 200 mil vieram da Alliance One. Outros R$ 200 mil da CTA-Continental. Conta que entregou o numerário ao marido de Yeda, Carlos Crusius.

Ouvidos, executivos da Alliance One negaram a contribuição paralela. Exibiram um recibo que atesta a transferência de R$ 200 mil ao diretório gaúcho do PSDB.

A CTA-Continental diz que não doou nem no oficial nem no paralelo. Eis o que disse Allan Kardec Bichinho, presidente da empresa:

“Se me perguntar se me pediram dinheiro, direi que sim. Mas não levaram”.

O repórter tivera acesso às gravações faz 40 dias. Tardou em divulgá-las porque buscava um depoimento que as corroborasse. Obteve.

Chegou a uma pessoa chamada Magda Koegnikan. Vem a ser a ex-companheira de Marcelo, o colaborador de Yeda que feneceu nas águas do Paranoá.

Magda conversou com o repórter de “Veja” por cinco horas e meia. Contou que Marcelo soube da existência das gravações em novembro de 2007.

“Lair [Ferst] lhe mostrou as gravações e disse que as entregaria às autoridades para provar que os responsáveis pelos desvios no Detran eram integrantes do governo Yeda, e não ele”.

Segundo Magda, o companheiro caiu “em “depressão e passou a beber”. A revista reproduz, na forma de pergunta e resposta, parte do depoimento dela.

Vão a seguir alguns trechos:

Continue lendo

Lula socorre outro governador do PSDB

Lula manda ajudar outro governo tucano

O governo federal decidiu apoiar a renegociação da dívida de US$ 7 bilhões que asfixia Alagoas. Parte (US$ 1 bilhão) será “vendida” ao BID, que cobra juros menores que os do Tesouro Nacional, sobrando algum para investir.

Mas isso só saiu porque o governador tucano Teotônio Vilela caiu nas graças do presidente Lula.

O governo gaúcho da tucana Yeda Crusius também teve a vida facilitada por decisão dele.

PSDB. Lá também o chefe não sabia de nada

Brasil: da série “cuméquié?”

Quer dizer que a Governadora Yeda Crusius, a exemplo do apedeuta do planalto central, declara que também não sabia de nada?

Não tem saída. O “imbroglio”, que ninguém chama de corrupção, caixa 2, ou qualquer outro delubiano eufemismo, em que se meteu a Governadora Yeda Crusius, serve para mostrar que o “faça o que eu digo mas não faça o que eu faço”, é “práxis” na politicalha brasileira.

Do blog do Campello

Vingou a tese que parecia absurda ao PSDB e ao PFL: a de que o chefe não sabia de nada!

Não estou falando do “mensalão” denunciado por Roberto Jefferson para atingir o Presidente da República, pois o Procurador-Geral já havia reconhecido quando pronunciou todos os envolvidos no episódio sem mencionar o presidente.

PSDB e PFL só agora, tantos anos depois, estão seguros da tese do Procurador, e endossam que fatos dessa natureza: corrupção, assalto e rapinagem podem ser tramados e praticados ao lado do governante sem que ele tome conhecimento.

Essa mudança de ponto de vista e de atitude desses dois Partidos aconteceu porque a Governadora tucana do Rio Grande do Sul também afirmou que desconhecia tudo o que se passava na sua ante-sala (e que foi devidamente registrado em gravação), entre seu Chefe de Gabinete e, acreditem, o Vice-Governador pefelista do Estado. Era um assalto a empresas e órgãos da administração do Estado

A tese é boa. E a jurisprudência está firmada.

Resta Bibo-filho, Heráclito Fortes e Zé – não tenho medo de tortura – Agripino Maia dizerem alguma coisa sobre a Taça Libertadores da América.

Ou sobre a novela das 8. Todos eles são bons de papo. Mas não falam dos crimes de sua gente.

Yeda Crusius. PSOL entra com pedido de impeachment

É povo. Essa safadeza de caixa 2, mensalão, recursos não contabilizados, ou seja lá que nome se queira dar à essa roubalheira praticada pelos políticos brasileiros, vem de longe. O rastro começa lá no hoje Senador Eduardo Azeredo, que faz jús a silêncio tumular da tucanalha, passa pela petralhada aloprada e agora  emporcalha o poleiro tucano  no Rio Grande do Sul.

Confira abaixo matéria do blog do Josias de Souza.

PSOL protocola o pedido de impeachment de Yeda.

‘Não posso aceitar práticas mafiosas’, diz o vice gaúcho. Paulo Feijó revela que aindadispõe de novas gravações. Ele admite divulgá-las, mas só o fará no ‘tempo devido’. Governadora reconhece que gerencia uma ‘crise ética’. Ônix age para tentar evitar a expulsão de Feijó do DEM.

Reunida nesta segunda-feira (9), em Porto Alegre, a Executiva do PSOl no Rio Grande do Sul decidiu protocolar na Assembléia legislatica um pedido de impeachment da governadora gaúcha Yeda Crusius (PSDB).

É, por ora, a conseqüencia mais extremada da crise que rói as entranhas da administração tucana. A decisão do PSOL foi comunicada pela deputada federal Luciana Genro (PSOL-RS) ao vice-governador gaúcho Paulo Feijó (DEM), adversário de Yeda.

Filha do ministro da Justiça, o também gaúcho Tarso Genro (PT), Luciana explicou a Feijó que a idéia do PSOL é a de provocar uma nova eleição. O que dependeria da renúncia do vice-governador.

Mais tarde, em entrevista, Feijó não se deu por achado. Disse que sua intenção não é a de prejudicar a governadora (?!?!). Reconheceu que a gravação que fez com o ex-chefe-do Gabinete Civil Cezar Busatto tem 1h 20min de duração.

Disse que só divulgou cerca de 20 minutos da conversa porque julgou que esse é o trecho que tem “interesse público”. De resto, não demostrou arrependimento:

Feijó lançou no ar uma pergunta: “De que outra forma esse submundo seria posto às claras?” Para dessassego de Yeda Crusius, insunou que dispõe de novas gravações.

A exemplo do diálogo que manteve com Busatto, captou as outras conversas sem o conhecimento dos interlocutores. Admite divulgá-las. Mas só “No devido tempo.”

Presidente do diretório estadual gaúcho do DEM, o deputado federal Ônix Lorenzoni tenta evitar que seu partido expulse Feijó de seus quadros.

À noite, em entrevista, Yeda Crusius confirmou ter solicitado a renúncia coletiva de seu secretariado. Vai nomear um “gabinete de transição”. Reconheceu que a crise tem contornos éticos.

“Pode chamar [o gabinete de transição de gabinete de crise. Nós estamos vivendo uma crise de ética”, disse ela.

Yeda acrescentou: “Este gabinete de transição tem até 15 dias para desenhar um contrato, uma carta de compromisso ético…”

“…Certamente, este novo contrato vai implicar ampla modificação nas indicações partidárias para cargos em comissão…”

“…Só podemos diminuir cargos em comissão se conseguirmos reformular as carreiras de Estado…”

Depende dessa reformulação e da recomposição da base de suporte legislativo da governadora a chance de êxito do pedido de impeachment a ser formulado pelo PSOL.

Yeda Crusius pode sofrer Impeachment

Ao que parece, os métodos, “não republicanos”, adotados no governo da Governadora tucana do Rio Grande do Sul, podem desaguar em seu (dela) impeachment.

Alvo de denúncias “cabeludas” de “delubianos métodos de despesas não contabilizadas” –  no popular, atolada até o gogó em roubalheiras –  o governo de Yeda Crusius (PSDB) vai enfrentar processo de perda de mandato por improbidade administrativa e mais um corolário de enquadramentos previstos no Código Penal.