Senado: O Sanatório Geral

Vá lendo devagarinho, quando tiver tempo e paciência, cada uma das brilhantes observações abaixo. Ao final, se ainda tiver alguma energia, vote na enquete para a escolha do Homem Sem Visão do mês de agosto, onde o nome do Senador Paulo Duque, agora eleito o modelo da campanha educativa: “Cafajestagem não tem idade”, parece tomar um novo impulso, chegando mesmo a ameaçar ao Senador Collor de Mello, até então lider inconteste. Paulo Duque festeja promoção a velhote-propaganda e recomenda: “Fiquem de olho no Cabeleira”

Rapunzel de Bordel
20 de agosto de 2009
“A imprensa está enganando todo mundo”.

Wellington Salgado, o Rapunzel de Bordel, que nunca me enganou.

Voluntário remunerado
19 de agosto de 2009
“A crise é alimentada pela disputa política relacionada às eleições de 2010. Oriento os senadores do PT que votem pela manutenção do arquivamento das representações como forma de repelir essa tática política da oposição, que deseja estabelecer um ambiente de conflito e confusão política”.

Ricardo Berzoini, presidente do PT, na nota oficial que recomenda à companheirada vender o voto, a alma e a mãe, para garantir a governabilidade do país, a vitória de Dilma Rousseff em 2010 e a prosperidade de toda a turma da base alugada.

A canja esquentou
19 de agosto de 2009
“Considero uma prática de jornalista da imprensa marrom publicar comentários ofensivos à minha pessoa escritos por leitores que deturpam o significado de palavras ditas por mim à senhora Lina Vieira. Eu apenas quis dizer que o Senado vem sendo prejudicado pela exposição exagerada no noticiário”.

Ideli Salvatti, em mensagem à coluna, queixando-se do que vocês andam dizendo da frase internada nesta terça-feira no Sanatório Geral: “Nós ivemos aqui no Senado, já faz tempo, o cotidiano da unha do pé da galinha virar canja”.

Língua estranha
19 de agosto de 2009
“A função de cassar mandatos devia ser reservada à Justiça, até porque quase sempre a isenção política não pode ser presente em questões que importam questões de Justiça”.

José Sarney, presidindo a sessão desta terça-feira, dizendo alguma coisa que parece muito importante, mas que a coluna só vai comentar depois de receber de volta, com legendas em português, a fita gravada enviada ao serviço de tradução de línguas estranhas da Organização das Nações Unidas.

Oposição a favor
18 de agosto de 2009
“Nunca na minha vida cassei o mandato de ninguém. Acho que o Senado não é para isso, que a Câmara não é para isso, que o Parlamento não é para isso. Se for para cassar mandato, prefiro não ser senador”.

Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB, ao explicar na sessão desta terça-feira por que se opõe ao afastamento de José Sarney, esquecendo de avisar que, coerentemente, fez um acerto com Severino Cavalcanti para tentar reeleger-se em Pernambuco.

Bom de serviço
18 de agosto de 2009
“O importante é que não houve pressão. É perfeitamente possível que a Lina esteja falando a verdade e a Dilma simplesmente não se lembre do encontro”.

Renato Casagrande (base alugada, guichê do Espírito Santo), permitindo ao país descobrir que ficou magoado com a perda da presidência do Conselho de Ética do Senado não por querer fazer um trabalho sério, mas por se achar melhor que Paulo Duque naquele tipo de serviço.

Classe é classe
18 de agosto de 2009
“Nós vivemos aqui no Senado, já faz tempo, o cotidiano da unha do pé da galinha virar canja”.

Ideli Salvatti, enquanto interrogava Lina Vieira, mostrando que uma senadora mantém a classe mesmo quando não sabe o que dizer.

Velhinhos da fuzarca
17 de agosto de 2009
“O Estado de S. Paulo transformou-se num jornal, que na verdade, passou a ser em vez de um jornal lido, respeitado, passou a ser um tablóide londrino daqueles que busca escândalo para vender. Minha impressão é de que vejo um velho de fraque e de brincos”.

José Sarney, decidido a mostrar que um imortal da Academia sabe espancar o idioma com a mesma ferocidade de um Lula, no trecho do improviso (reproduzido sem correções) que permitiu ao leitor Celso Arnaldo descobrir que os maranhenses idosos acham que fraque combina com brinco.

Pecador sem juízo
17 de agosto de 2009
“Sabe Deus o que tenho sofrido”.

José Sarney, em discurso no Senado nesta segunda-feira, sem se dar conta de que, se Deus sabe de tudo, não tem a menor chance de aprovação no dia do Juízo Final.

Almoçou e dirigiu
17 de agosto de 2009
“Sinceramente, acho que o país tem coisa mais séria para discutir. O Brasil tem conversas mais sérias que gostaria de fazer, tem coisas tão mais importantes que acho uma pobreza muito grande um assunto como esse estar na pauta da política brasileira”.

Lula, depois do almoço desta segunda-feira, ao comentar a última da Dilma, repetindo o mesmo falatório usado para absolver liminarmente José Sarney, José Dirceu, José Genoíno, Antonio Palocci, Luiz Gushiken, João Paulo Cunha, Mathilde Ribeiro, Benedita da Silva, Renan Calheiros, todos os mensaleiros, todos os sanguessugas, todos os aloprados, a quadrilha da farra aérea, a turma do cartão corporativo, o bando dos atos secretos e demais companheiros criminosos.

Augusto Nunes

Wellington Salgado. O cabeludo nefelibata diz que ‘Jesus Cristo também é suplente’

Pasmem Tupiniquins!

O suplente de senador Wellington Salgado, nenhum votinho teve pra conspuscar o plenário que um dia já abrigou Ruy Barbosa, em declaração à Folha de S.Paulo, defendendo o atual sistema de escolha de substitutos no Senado:
– Jesus Cristo também é suplente. O Espírito Santo é segundo suplente. Deus é o titular.

Argh! Argh! e Argh!

Senado: 70% do Conselho de Ética tem ficha com problemas

Ao menos 21 membros são alvo de inquérito, réus em ação ou têm ligação com nepotismo e atos secretos

A esperada benevolência do Conselho de Ética com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), pode ser explicada, entre outras coisas, pela biografia de seus integrantes. Pelo menos 70% dos membros do conselho são alvos de inquéritos autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), réus em ações penais e/ou envolvimento com nepotismo e atos secretos nos últimos anos. Caberá a esses senadores decidir na próxima terça-feira o destino dos pedidos de abertura de processo de cassação de Sarney.

Pressionado a renunciar, o peemedebista é acusado de ligação com boletins administrativos sigilosos, nomeação de parentes e afilhados, além de desvio de recursos da Petrobrás pela Fundação José Sarney. A fundação vive hoje a perspectiva de intervenção por parte do Ministério Público do Maranhão, por causa do desvio de cerca de R$ 500 mil de uma verba de patrocínio de R$ 1,34 milhão concedida pela estatal do petróleo.

O Estado cruzou a lista de integrantes titulares e suplentes do Conselho de Ética com escândalos recentes semelhantes aos que alcançaram Sarney. Poucos escapam. Dos 30 titulares e suplentes, ao menos 21 estão nessa malha fina.

A tropa de choque do PMDB, por exemplo, marcha unida nesse quesito. Os quatro titulares – Wellington Salgado (MG), Gilvan Borges (AP), Paulo Duque (RJ) e Almeida Lima (SE) – têm algum tipo de ligação com nepotismo, ato secreto ou investigação externa.

Outros quatro titulares aliados de Sarney também fazem parte desse grupo: Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), Gim Argello (PTB-DF), João Durval (PDT-BA) e Romeu Tuma (PTB-SP). Juntos com João Pedro (PT-AM) e Inácio Arruda (PC do B-CE), eles somam votos suficientes – entre os 16 titulares – para barrar as cinco representações que já foram protocoladas contra Sarney.

Porta-voz do presidente do Senado em plenário, Wellington Salgado é alvo de três inquéritos no Supremo por sonegação fiscal e crimes contra a Previdência. É suspeito ainda de empregar funcionários fantasmas em seu gabinete. Anteontem o Estado revelou que o presidente do Conselho de Ética, Paulo Duque, emprega um assessor fantasma no próprio órgão desde novembro.

Leandro Colon – Folha de São Paulo

Senado desce à sargeta. Mais ainda!

Brasil: da série “Acorda Brasil”!

Esqueletos saem do armário e sujeiras inacreditáveis emergem dos tapetes.

Tudo o que está narrado abaixo, era desconhecido de suas (deles) ex-celências. Acredite, o ínclito Senador Jarbas Vasconcelos e seus (deles) paladinos da ética, com dezenas de anos no exercício de mandatos parlamentares e militância política, não “sabiam” de nadica de nada disso e, pasmem, mostram-se televisivamente espantados com tanta corrupção.

Ah é, é?

Essa turma nos faz sentir saudades dos “descuidos” – gíria policial para caracterizar pequenos furtos de meliantes insignificantes – de Maluf, Quércia, Severino Cavalcante, anões do orçamento,…

Como costuma dizer o jornalista Neno no programa TVNeno na TV Diário:
“mar minino!”


Há no Senado 131 direitores (!?!?!).

Nesta quarta (18), depois de uma reunião com os senadores que integram a Mesa diretora do Senado, Sarney anunciará um lote de providências saneadoras.

Decidiu, por exemplo, encomendar ao TCU uma análise de todos os contratos de fornecimento de mão de obra terceirizada do Senado.

Deve encomendar à FGV (Fundação Getúlio Vargas) uma avaliação dos métodos de gestão do Senado.

Sarney se move sob o assédio de uma onda de denúncias. Começaram depois que ele virou presidente, em 2 de fevereiro. E não pararam mais. Vieram à luz, por exemplo:

1. A mansão não declarada de R$ 5 milhões do diretor-geral Agaciel Maia, já afastado;

2. A existência de 36 servidores fantasmas no setor de comunicação do Senado;

3. O uso irregular de apartamento funcional pelo filho de diretor do Senado;

4. O pagamento de R$ 6,2 milhões em horas extras em pleno recesso parlamentar;

5. A burla à proibição do nepotismo. Parentes de senadores e funcionários do Senado foram contratados por meio de empresas provedoras de mão-de-obra terceirizada.

6. A suspeita de que Roseana Sarney (PMDB-MA) usou passagens aéreas pagas pelo Sendo para trazer amigos e parentes a Brasília. Alguns deles hospedaram-se na residência oficial da presidência do Senado.

A saraivada de denúncias envenou a sessão plenária desta terça (17). Derrotado por Sarney na disputa pela presidência do Senado, Tião Viana (PT-AC) foi ao microfone.

Repeliu as insinuações, encontradiças nos corredores do Senado, de que estaria por trás das acusações que sacodem a administração do Senado.

“Meia dúzia de fofoqueiros estão fazendo insinuações com o meu nome. Não mostram a identidade, o DNA, o rosto. Plantam notinhas nos jornais…”

“…Como homem da Amazônia, aprendi a não ter medo de medo de onças. Também não temo os patifes e os canalhas”.

O líder tucano Arthur Virgílio (PSDB-AM) disse que Tião não deveria se preocupar com as insinuações. “Mazelas não devem ser jogadas pra baixo do tapete…”

“…Se souber de alguma irregularidade, vou denunciar. Não estou aqui pra isso. Eu me elegi senador, quero trabalhar. Isso aqui não é um clube…”

“…Estou de saco cheio desse clima de inércia e desmoralização a que está submetido o senado nesse momento…

“Não estou aqui para decidir se a próxima festa do Havaí será de sarongue ou de sunga. Quero trabalhar. Precisamos cuidar da crise”.

Wellington Salgado (PMDB-MG), membro destado da guarda pretoriana de Renan Calheiros (PMDB_AL), saiu em defesa de Sarney.

Disse que “o presidente tem agido prontamente, tomou atitudes imediatas sempre que surgiram denúncias”.

Criticou a imprensa. Disse que os repórteres denunciam o Senado, mas se esquivam de informar sobre as mazelas do Poder Judiciário.

“Denúncias verdadeiras, tudo bem. Mas precisamos ter mecanismos para processar judicialmente aqueles que fazem denúncias mentirosas”.

Salgado não especificou quais seriam as falsidades que enxerga as manchetes que trovejam notícias azedas sobre o Sendo.

Em meio ao lufalufa, o vice-presidente do Senado, Marconi Perillo (PSDB-GO), que presidia a sessão, informou aos colegas acerca da decisão de Sarney.

Declarou que o presidente acabara de determinar que os diretores da Casa pedissem exoneração.

O líder ‘demo’ José Agripino Maia (DEM-RN) saudou a decisão: “A decisão chega em boa hora…”

“…O presidente Sarney vai recomeçar. Com a competência que tem, estou certo de que vai pôr ordem na Casa, para que essa onda de denuncismo não salpique as pessoas que não têm contas ajustar”.