Aquecimento Global; Um verão desastroso no Ártico

Na Sibéria, no final de maio, o degelo do permafrost causou o colapso de um tanque de armazenamento de petróleo, levando ao maior derramamento de óleo já ocorrido no Ártico russo.

A remota cidade siberiana de Verkhoyansk, a cinco mil quilômetros a leste de Moscou e a seis milhas ao norte do Círculo Polar Ártico, há muito mantém o recorde, com outra cidade siberiana, do lugar mais frio e habitado do mundo. O recorde foi estabelecido em 1892, quando a temperatura caiu para noventa abaixo de zero Fahrenheit, embora atualmente as temperaturas do inverno sejam notavelmente mais amenas, pairando em torno de cinquenta abaixo. No último sábado, Verkhoyansk reivindicou um novo recorde: a temperatura mais quente já registrada no Ártico, com uma observação de 100,4 graus Fahrenheit – a mesma temperatura foi registrada naquele dia em Las Vegas. Miami só atingiu cem graus uma vez desde 1896. “Esta é uma primavera incomumente quente na Sibéria”, disse Randy Cerveny, relator de clima e extremos climáticos da Organização Mundial de Meteorologia. “A coincidência falta de neve subjacente na região, combinada com o aumento global da temperatura global, sem dúvida ajudou a desempenhar um papel crítico na causa desse extremo”. A Sibéria, em outras palavras, está no meio de uma onda de calor surpreendente e histórica.

A mudança climática antropogênica está fazendo com que o Ártico aqueça duas vezes mais rápido que o resto do planeta. Os modelos climáticos previram esse fenômeno, conhecido como amplificação no Ártico, mas não previram a rapidez com que o aquecimento ocorreria. Embora Verkhoyansk tenha visto temperaturas quentes no passado, o recorde de 100,4 graus de sábado segue um ano muito quente em toda a região. Desde dezembro, as temperaturas no oeste da Sibéria estão dezoito graus acima do normal. Desde janeiro, a temperatura média na Sibéria é de pelo menos 5,4 graus Fahrenheit acima da média de longo prazo. Como relatou o meteorologista Jeff Berardelli para a CBS, o calor que caiu na Rússia em 2020 “é tão notável que coincide com o que é projetado para ser normal até o ano 2100, se as tendências atuais nas emissões de carbono capturadoras de calor continuarem”. Em abril, devido ao calor, os incêndios florestais na região eram maiores e mais numerosos do que na mesma época do ano passado, quando o governo russo finalmente teve que enviar aviões militares para combater grandes incêndios. A escala dos atuais incêndios florestais – com altas nuvens de fumaça visíveis por milhares de quilômetros em imagens de satélite – sugere que este verão poderia ser pior. Por causa da pandemia de coronavírus, eles também serão mais complicados de combater.

No final de maio, quando o sol parou de cair no horizonte, o calor continuou. Na cidade de Khatanga, ao norte do Círculo Polar Ártico, a temperatura atingiu setenta e oito graus Fahrenheit, ou quarenta e seis graus acima do normal, superando o recorde anterior em vinte e quatro graus. O calor e os incêndios também estão acelerando a dissolução do permafrost da Sibéria, terra eternamente congelada que, quando descongelada, libera mais gases de efeito estufa e desestabiliza dramaticamente a terra, com graves conseqüências. Em 29 de maio, fora de Norilsk, a cidade mais setentrional do mundo, o degelo se deteriorou, causando um colapso do tanque de armazenamento de petróleo e vomitando mais de cento e cinquenta mil barris, ou vinte e um mil toneladas de diesel. Rio Ambarnaya. O derramamento foi o maior que já ocorreu no Ártico russo.

Norilsk, que foi construído na década de 1930 pelos prisioneiros de um campo Gulag nas proximidades, Norillag, já era um dos lugares mais poluídos do mundo. A maioria dos seus cento e setenta e sete mil residentes trabalha na Norilsk Nickel, a empresa proprietária do tanque de óleo em colapso. Somente seu complexo maciço de mineração e metalurgia vale dois por cento do PIB da Rússia. A cidade contribui com um quinto do suprimento global de níquel e quase metade do paládio do mundo, um metal usado na fabricação de conversores catalíticos. As fábricas ondulam incessantemente nuvens de dióxido de enxofre, e a chuva ácida resultante transformou a cidade e seus arredores em um terreno baldio industrial, sem espaços verdes ou parques, apenas terra e árvores mortas. A expectativa de vida em Norilsk é vinte anos mais curta do que nos Estados Unidos. A última vez que a cidade divulgou as notícias, antes do derramamento de óleo, foi há exatamente um ano, quando um urso polar emaciado, refugiado de sua casa em decomposição, foi fotografado vasculhando o depósito de lixo da cidade.

Os executivos da Norilsk Nickel tentaram contornar a responsabilidade pelo derramamento de óleo, culpando o degelo permafrost – ou, como um comunicado à imprensa afirmou, “um afundamento repentino dos pilares do tanque de armazenamento, que funcionou sem acidentes por mais de trinta anos”. Mas o degelo não aconteceu inesperadamente, do nada. Os edifícios em Norilsk entraram em colapso por causa do terreno caído. Especialistas russos e internacionais estão cientes dos riscos que o degelo rápido do permafrost representa há mais de uma década. Um relatório de 2017 de um grupo de trabalho do Conselho do Ártico disse que “as comunidades e a infraestrutura construídas em solos congelados são significativamente afetadas pelo degelo do permafrost, um dos impactos mais econômicos das mudanças climáticas no Ártico”. Eles descobriram que o degelo do permafrost pode contaminar a água doce, quando os resíduos industriais e municipais congelados anteriormente são liberados, e que a capacidade de sustentação das fundações das construções diminuiu de quarenta a cinquenta por cento em alguns assentamentos siberianos desde os anos noventa e sessenta. Eles também observaram que “o vasto campo de gás de Bovanenkovo ​​no oeste da Sibéria registrou um aumento recente de deslizamentos de terra relacionados ao degelo do permafrost”. Os autores de um artigo de 2018, publicado na Nature Communications, descobriram que “45% dos campos de extração de hidrocarbonetos no Ártico russo estão em regiões onde a instabilidade do solo relacionada ao degelo pode causar danos graves ao ambiente construído”. O documento continuou: “De maneira alarmante, esses números não são reduzidos substancialmente, mesmo que os objetivos de mudança climática do Acordo de Paris sejam alcançados”

No início de junho, o presidente Vladimir Putin declarou uma emergência nacional e censurou as autoridades locais por sua lenta resposta ao derramamento. O Kremlin supostamente descobriu o vazamento dois dias após o fato, a partir de fotos de um rio vermelho postado nas mídias sociais. Embora o Ministério Público russo tenha concordado, em uma conclusão preliminar, que o degelo permafrost foi um fator que contribuiu para o derramamento, os investigadores também disseram que o tanque de armazenamento de combustível precisava de reparos desde 2018. Eles prenderam quatro funcionários da usina sob acusações violar os regulamentos ambientais. Norilsk Nickel negou as acusações, mas disse que a empresa está cooperando com as agências policiais e lançou “uma investigação completa e completa”. “Aceitamos totalmente nossa responsabilidade pelo evento”, disse a empresa em comunicado ao Guardian.

Vladimir Potanin, presidente da Norilsk Nickel e o homem mais rico da Rússia, disse que a empresa pagará o custo total do desastre, que ele calculou em dez bilhões de rublos, ou cento e quarenta e seis milhões de dólares. (Um órgão ambiental russo, Rosprirodnadzor, pagou o custo em cerca de um bilhão e meio de dólares.) Putin, enquanto isso, criticou publicamente Potanin pelo desastre, enfatizando que foi a negligência de sua empresa que levou ao derramamento. “Se você os substituísse a tempo”, disse Putin, em uma vídeo chamada no início de junho, referindo-se ao tanque de armazenamento de petróleo em envelhecimento, “não haveria danos ao meio ambiente e sua empresa não precisaria carregar esses custos “.

Os esforços de resposta inicial da empresa – barreiras flutuantes para conter o vazamento – falharam amplamente. Em 9 de junho, o petróleo havia entrado no lago Pyasino, com 68 quilômetros de extensão, que faz fronteira com uma reserva natural e deságua no rio Pyasino. “Uma vez que entra no sistema fluvial, ele não pode mais ser parado”, disse Rob Huebert, especialista do Ártico da Universidade de Calgary. “O petróleo poderia então chegar ao Oceano Ártico.” Em 11 de junho, o comitê de investigação da Rússia acusou o prefeito de Norilsk de negligência criminal por sua resposta frustrada ao desastre. Na sexta-feira passada, em outra vídeo chamada, o ministro de emergências de Putin relatou que as equipes de resposta coletaram 3,6 milhões de pés cúbicos de solo poluído e 1,1 milhão de pés cúbicos de água contaminada. A empresa construirá um oleoduto para bombear a lama contaminada para locais de descarte não especificados. Mas a região continuará sendo tóxica. O óleo diesel penetra nas margens do rio. Mesmo se o óleo estiver contido no lago, a contaminação nunca poderá ser totalmente removida. Algumas delas passarão pela cadeia alimentar. A vida selvagem – peixes, pássaros, renas – pode sofrer por décadas. “Você nunca pode realmente limpar um vazamento”, disse Huebert. Putin, na chamada, enfatizou que o trabalho deve continuar até que o dano seja sanado. “Obviamente, o desastre trouxe conseqüências terríveis para o meio ambiente e impactou severamente a biodiversidade nos corpos d’água”, disse ele. “Vai levar

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Putin possuía identidade da Stasi, a polícia secreta da Alemanha Oriental.

Mas o que isso significa?Vladimir Putin,Rússia,Stasi,Blog do Mesquita

ESTILO DE VIDA 13 DE DEZEMBRO DE 2018 NIKOLAI CHEVTCHENKO – Getty Images

O que indica a descoberta? Por que há um carimbo faltando? E por qual motivo o atual presidente estava desviando o olhar da câmera? Confira estas e outras respostas sobre o documento recém-achado em Dresden, no leste da Alemanha.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, possuía uma carteira de identidade emitida pela Stasi, a polícia secreta da Alemanha Oriental. A revelação foi feita por um arquivista de Dresden, onde Putin atuava como agente do serviço secreto soviético KGB. O documento, que até então era desconhecido, foi emitido no ano de 1985 e renovado por diversas vezes até a queda do Muro de Berlim, em 1989.

Confira abaixo 6 questões sobre a recente descoberta:

O que é a Stasi?

Vladimir Putin,Rússia,Stasi,Blog do MesquitaEdifício da antiga Stasi em Dresden – Sebastian Kahnert/dpa/Global Look Press

Stasi é a abreviatura para Staatssicherheitsdienst, ou Ministério para a Segurança do Estado, que era a principal organização de polícia secreta e inteligência da República Democrática Alemã (Alemanha Oriental).

O serviço era conhecido por sua extensa rede de informantes e vigilância da população do país. Embora a Stasi fosse baseada na KGB e imitasse práticas de trabalho da polícia secreta soviética, tratava-se de uma organização independente, com sua própria estrutura interna.

A identidade significa que Putin trabalhava para a Stasi?Vladimir Putin,Rússia,Stasi,Blog do Mesquita 2

Putin em meio a grupo de oficiais soviéticos, bem como oficiais militares e de segurança alemães do escritório regional da Stasi em Dresden – Robert Michael/AFP

Não. Embora a carteira de identidade com a foto de Vladimir Putin e o que parece ser sua assinatura tenha sido emitida pela Stasi, isso não significa que ele estivesse em sua estrutura. Todos os oficiais de ligação da KGB baseados na Alemanha Oriental enquanto a organização existiu recebiam automaticamente a carteira de identidade da Stasi, concedendo-lhes acesso à sede local do órgão, a seus informantes e informações.

O atual presidente russo atuou em Dresden, na Alemanha, como oficial da KGB de 1985 ao início da década de 1990. A carteira de identidade pode indicar que as tarefas de Putin como agente da KGB em Dresden poderiam incluir a comunicação ou a coordenação entre sua organização-matriz e a Stasi.

Por que o jovem Putin desvia o olhar da câmera?Vladimir Putin,Rússia,Stasi,Blog do Mesquita

Putin vestido com uniforme da KGB, em meados dos anos 1980 – ZUMA Press/Global Look Press

A foto do agente da KGB, que possuía então 33 anos, parece incomum a algumas pessoas: Putin deliberadamente desvia o olhar da câmera, com a cabeça pouco

Fotos disponíveis de carteiras de identidade emitidas pela KGB antes de 1990 mostram que essa técnica era usada com frequência. Esse ângulo dá impressão de uma visão um pouco melhor da aparência da pessoa, demonstrando a frente e a lateral do rosto em uma única fotografia. Ao desviar o olhar, Putin deve ter simplesmente seguido as instruções do fotógrafo.

O que são esses carimbos no verso da carteira?Vladimir Putin,Rússia,Stasi,Blog do Mesquita

Esses são carimbos de validação necessários para garantir que a carteira não esteja desatualizada e evitar uma possível violação de segurança. A carteira era validada uma vez a cada trimestre.

Percebe-se, porém, que o carimbo de validação do último trimestre de 1986 não está presente. Isso pode ter sido mera negligência por parte da Stasi ou que Putin não precisou de seu acesso aos recursos da Stasi durante esse período. O motivo exato para a ausência desse carimbo é desconhecido.

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Bezirksverwaltung refere-se ao distrito onde a carteira foi emitida. No caso de Putin, foi em Dresden, cidade na qual estava baseado quando era oficial da KGB.

Qual foi a reação de Putin à descoberta?Vladirmir Putin,Stasi,Blog do Mesquita

Dmitry Golubovich/Global Look Press

O presidente da Rússia não comentou sobre a descoberta da carteira de identidade da Stasi. Entretanto, o porta-voz do Kremlin, Dmítri Peskov, assumiu que, uma vez que a KGB e a Stasi mantinham uma cooperação, pode ter havido a possibilidade de esse tipo de carteira ser emitida ou trocada.

Usina Nuclear de Angra dos Reis: Putin quer meter a colher

Mas nem que a vaca voe do lado de abaixo do equador, a turma “arriba” do Rio Grande irá permitir.José Mesquita – Editor


Putin pleiteia aumentar papel russo no complexo nuclear de Angra dos Reis

Em Moscou, Temer promete esforço para acordo do Mercosul com bloco que inclui Rússia

O presidente russo, Vladimir Putin, apoiou nesta quarta-feira os projetos das grandes estatais russas no Brasil, nos setores de transporte, energia e exploração espacial, após se reunir no Kremlin com seu homólogo Michel Temer.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

Uma declaração conjunta – em que ambos os líderes manifestaram a intenção de “reforçar o diálogo estratégico” em política internacional – e quatro documentos de colaboração interagências foram o resultado da visita do presidente brasileiro à Rússia no âmbito de uma viagem à Europa cujo próximo destino é a Noruega. Temer foi recebido também pelo chefe de Governo Dmitri Medvedev, ao qual ressaltou a importância de aumentar os investimentos russos no país, que atualmente equivalem a um valor acumulado de 1,5 bilhão de dólares (cerca de cinco bilhões de reais).

Putin e Temer analisaram a colaboração entre os dois países, com especial atenção, segundo o presidente russo, aos “problemas de natureza econômica”. O volume comercial bilateral caiu 11% em 2016, mas aumentou 30% no primeiro trimestre deste ano, segundo Putin (de acordo com Temer, houve um aumento de 40% nos primeiros cinco meses).

Em 2012, a Rússia e o Brasil haviam concordado em incrementar seu comércio bilateral para 10 bilhões de dólares (33 bilhões de reais), mas a meta não foi alcançada. O intercâmbio não chegou a superar os 6,5 bilhões de dólares e baixou para 4,3 bilhões em 2016, segundo o jornal russo Nezavísimaia Gazeta.

A Rússia e o Brasil colaboram no âmbito do grupo de países Brics, formado também pela Índia, China e África do Sul, mas o tema não foi especialmente exaltado. Putin e Temer “decidiram reforçar o diálogo estratégico entre os dois países em temas de política exterior, no âmbito da ONU, Brics, G20 e outros fóruns internacionais”, diz o comunicado conjunto.

Em matéria energética, o líder do Kremlin declarou que existem “projetos com perspectivas no campo da energia atômica” e lembrou que o Rosatom (consórcio de energia nuclear com autoridade de ministério) venceu, no início deste ano, a concorrência internacional aberta pelas Indústrias Nucleares do Brasil (INB) para o fornecimento de urânio.

A Rosatom “está disposta e gostaria também de receber a tarefa de construir um depósito do combustível nuclear utilizado na usina nuclear de Angra dos Reis”, disse Putin. Por sua vez, a empresa de construção de máquinas Silovie Mashini instalou cinco novas usinas hidrelétricas e tem a intenção de produzir peças turbinas de gás no Brasil.

O presidente russo também disse que as empresas de transporte russas “estão dispostas a participar da realização do novo programa do Brasil para modernizar a infraestrutura nacional”, lembrando que uma empresa de transporte ferroviário russa já iniciou as conversas para a construção e exploração de um setor da Ferrovia Norte-Sul.

Atualmente, já trabalham no Brasil as petroleiras Gasprom e Rosneft, ambas controladas pelo Estado russo. A primeira tem interesse em fornecer gás liquefeito de petróleo ao Brasil e importar equipamentos para a obtenção de gás na plataforma continental, assim como para a construção de depósitos de armazenamento subterrâneos para esse combustível, segundo a informação difundida pelo Governo russo por ocasião da visita de Temer. A Rosneft realiza explorações na bacia do rio Solimões, na Amazônia.

No campo da exploração do espaço, Putin mencionou o telescópio russo para detecção de lixo espacial inaugurado no Brasil. Recordou que aqui funcionam quatro estações terrestres do Glonass, o sistema russo de navegação global por satélite, e disse que há estudos sobre a possibilidade de realizar lançamentos conjuntos em base brasileira, além da produção de foguetes portadores de classes leve e média. Putin se mostrou otimista quanto à manutenção das alianças tecnológicas existentes e à criação de outras, mencionando a colaboração entre o centro de inovação russo Skólkovo e o brasileiro Tecnopac.

Conselho de Segurança da ONU

Na nota conjunta, os dois presidentes enfatizam sua idêntica posição sobre a reforma do Conselho de Segurança da ONU e sua disposição em reforçar a cooperação técnico-militar. A Rússia ressalta o desejo de desenvolver suas relações multilaterais com os países da América Latina e do Caribe, enquanto o Brasil expressa a disposição de colaborar com esse objetivo russo.

Em suas intervenções no início e no final da reunião do Kremlin, Putin e Temer adotaram posições simétricas – no caso do Brasil, em relação à América Latina e, no caso da Rússia, em relação à União Econômica Euroasiática (UEE, formada por Rússia, Belarus, Cazaquistão, Quirguistão e Armênia).

A Rússia e o Brasil expressaram sua intenção de trabalhar pela rápida assinatura de um memorando de cooperação comercial e econômica entre a UEE e os Governos dos países do Mercosul. No próximo semestre, quando ocupar a presidência do bloco sul-americano, o Brasil fará todo o possível para que a Rússia assine um acordo de colaboração com a UEE, afirmou Temer.

Entre os quatro documentos firmados, há um memorando de colaboração econômica e investimento, um plano de consultas entre os Ministérios das Relações Exteriores e um memorando entre a Receita Federal do Brasil e o Serviço Federal Alfandegário da Rússia (SFA) para a troca de informações sobre o transporte de mercadorias, além de um protocolo para troca de informações e ajuda mútua no âmbito do sistema de tarifas da UEE.
ElPais

Wikileaks: O verdadeiro Assange

Ao divulgar e-mails do Partido Democrata em um momento crucial para Hillary Clinton, WikiLeaks mostra que interesse público não é prioridade.

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Em abril de 2010, o WikiLeaks surgiu para o mundo.

A entidade, que divulga documentos governamentais e de empresas recebidos anonimamente, publicou um vídeo que mostrava pilotos americanos matando dois jornalistas da agência Reuters. Confundiram câmeras com armas.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Foi o início de inúmeros vazamentos que documentaram abusos de poder americano no Iraque. A entidade ficou, desde então, num espaço ambíguo entre o jornalismo e o ativismo, representado por seu misterioso fundador, Julian Assange. Esta semana, a ambiguidade se foi.

O Wikileaks não é uma entidade jornalística.

Embora a organização de Assange só tenha se tornado conhecida em 2010, sua fundação ocorreu em 2006. O objetivo, desde o início, era construir uma plataforma tecnológica segura para que pessoas pudessem vazar documentos de forma anônima.

Lentamente, foi trazendo informações à tona. Dados sobre a fortuna de um ditador africano aqui, um escândalo político peruano ali.

Nem todo documento vazado é de interesse público. Às vezes, o vazamento pode pôr em risco a vida de pessoas. Ou propiciar o rompimento diplomático de países. Pesar interesse público e consequências é, muitas vezes, um duro dilema ético enfrentado por redações em todo o mundo.

Num momento inicial, o WikiLeaks construiu laços com empresas jornalísticas como “Guardian” e “New York Times”. Ao invés de tornar público o grande lote, abriu para que repórteres e editores pudessem escolher o que fazia sentido publicar.

Sempre houve desconforto com Julian Assange. Um hacker australiano que vive no Reino Unido há anos, se, por um lado, recebeu prêmios importantes como o de Mídia da Anistia Internacional, por outro, pesam contra ele fortes acusações.

Entre elas a do abuso sexual de duas mulheres, na Suécia. Ele nega culpa. Mas porque seria extraditado para o julgamento, em agosto de 2012 meteu-se na embaixada do Equador em Londres e, de lá, nunca mais saiu.

O grupo de Prisões Arbitrárias da ONU acusa Suécia e Reino Unido de violarem seus direitos ao não permitirem que ele deixe o país.

No último fim de semana, o WikiLeaks trouxe à tona inúmeros documentos que mostram as trocas de mensagens entre pessoas da cúpula do Partido Democrata. Provam, sem sombra de dúvidas, que o comando partidário trabalhou pela campanha de Hillary Clinton contra a de Bernie Sanders.

Não é ilegal, mas é antiético. O partido deveria ter ficado neutro. Pela primeira vez, o WikiLeaks fez a divulgação sem parceiros da imprensa tradicional. E, neste ponto, não há qualquer problema.

O problema é outro: embora já tivesse os documentos há semanas, Assange escolheu o momento em que poderia causar mais dano a Hillary. Justamente o ponto em que ela precisava consolidar o apoio de Sanders para a disputa nacional, contra Donald Trump.

O critério jornalístico é simples: se é de interesse público, publica-se. Escolher a data para causar impacto positivo ou negativo a uma candidatura não é jornalismo. É política partidária.

Piora. Os documentos, segundo uma empresa de segurança contratada pelo Partido Democrata, foram obtidos por hábeis hackers russos.

Em geral, quando hackers russos fazem ataques a grupos políticos ou governos, o fazem por ordem do Kremlin. Do presidente Vladimir Putin. Não é possível afirmar que os hackers estivessem a mando de Putin. Mas é bastante provável.

Trump tem laços de negócios com Putin. E, na quarta-feira, inacreditavelmente pediu publicamente que Putin lançasse seus hackers contra Hillary.

Assange não gosta de Hillary. Ela era secretária de Estado quando ele vazou os documentos sobre o Iraque. Ela pediu sua prisão. Calha de seus interesses, os de Putin e os de Trump serem os mesmos. E calha de ele ter feito uma escolha.

A prioridade do WikiLeaks não é o interesse público.
Por Pedro Dória

Eleições USA: O que Silvio Berlusconi ensina sobre Donald Trump

As semelhanças entre os dois magnatas falastrões que ascenderam na política são impressionantes.

O que Silvio Berlusconi ensina sobre Donald Trump
Os EUA estão aptos a eleger Trump, assim como a Itália estava pronta para abraçar Berlusconi em 1990 (Foto: Reprodução)
Ninguém que acompanhou a trajetória do ex-premier italiano Silvio Berlusconi pode deixar de ficar impressionado com as semelhanças entre ele e o pré-candidato republicano à presidência Donald Trump.
Não é apenas a trajetória profissional em comum — do mercado imobiliário à televisão –, nem a admiração que compartilham por Vladimir Putin. Também não se resume à fama de playboy ou de falastrão, ou à obsessão com a própria virilidade e o preconceito. Não é a fortuna, nem o conhecimento de mídia que lhes ensinaram que ninguém perde quando aposta na estupidez humana. Não é nada disso.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Os EUA estão “maduros” para Trump, assim como a Itália estava pronta para abraçar Berlusconi na década de 1990. Como o italiano, Trump representa uma reação ao velho sistema político em uma sociedade onde a frustração econômica com empregos exportados para a China é alta.

Ele surge depois de duas guerras perdidas, e no momento em que o poder e a influência americana estão em declínio no mundo, enquanto outros governos assumem o palco global.

Ele chega num cenário de paralisia política partidária, em um sistema corrompido pelo dinheiro. Ao contrário do estilo contido de Barack Obama, Trump propõe uma política de ressurreição dos EUA enquanto superpotência. Sua resposta à racionalidade é a raiva.

Da mesma forma, Berlusconi emergiu quando a Itália deixava de ser um pivô da Guerra Fria, quando o alinhamento político democrata-cristão do pós-guerra implodia no país.

Tudo estava em fluxo quando a investigação “Mãos Limpas” foi iniciada por procuradores de Milão, em 1992, e expôs o que todos já sabiam: que a corrupção era pedra angular da política italiana.

Não importava que Berlusconi também foi alvo da investigação: ele era diferente, ele não media a fala, ele iria invocar algo novo!

Tanto Trump como Berlusconi entraram para a política como autodenominados “antipolíticos”, empresários de sucesso que se opunham à apatia de políticos profissionais que nunca viram uma folha de pagamento.

Mas, se Trump for eleito presidente, terá o dedo sobre o botão nuclear. Berlusconi não tinha. Trump será o líder do mundo livre.

Berlusconi governou de uma cidade, Roma, cuja lição é que os dias de glória de uma superpotência não duram para sempre.

O que Berlusconi ensina é que Trump pode chegar à Casa Branca em uma nação sedenta de uma nova política.

Berlusconi acabou condenado por fraude fiscal e por fazer sexo com uma prostituta menor de idade — mas levou 17 anos de escândalos intermitentes e incompetência, de 1994 a 2011, para a Itália esfregar a poeira estelar de seus olhos e enxergar a verdade.

Tome nota, EUA, antes que a sorte seja lançada.

Fontes:
Opinião&Notícia

The New York Times – The Trump-Berlusconi Syndrome

Vladimir Putin – O avião do camarada Presidente

Olha aí a “dureza” que sofre para viajar, o camarada Vladimir Putin, ex-chefe da KGB da extinta União Soviética, e atual Presidente da Rússia.

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Carta-aberta de Putin ao povo norte-americano, publicada no New York Times

Os recentes acontecimentos relacionados à Síria levam-me a dirigir-me diretamente ao povo norte-americano e aos seus líderes políticos.

É importante que o faça, num momento em que não há suficiente comunicação entre nossas sociedades.

Nossas relações passaram por diferentes etapas.

Enfrentamo-nos durante a Guerra Fria, mas também fomos aliados uma vez e juntos derrotamos juntos os nazistas.

Criou-se então a Organização das Nações Unidas, para evitar voltasse a acontecer tal devastação.

Os fundadores das Nações Unidas perceberam que as decisões que afetam a guerra e a paz devem ser tomadas sempre por consenso e, com a anuência dos Estados Unidos, o direito de veto dos membros permanentes do Conselho de Segurança está consagrado na Carta das Nações Unidas.

A profunda sabedoria que se condensa nesse dispositivo tem servido de base, há décadas, para a estabilidade das relações internacionais.

Ninguém deseja para a ONU o destino que teve a Liga das Nações, que entrou em colapso porque não tinha influência real. Mas é o que pode acontecer, se os países influentes ignorarem a ONU e decidirem por ação militar sem autorização do Conselho de Segurança.

O potencial ataque dos EUA contra a Síria, apesar da forte oposição de muitos países e dos principais líderes políticos e religiosos, incluindo o Papa, fará ainda mais vítimas inocentes e levará a uma escalada do conflito, que se espalhará para além das fronteiras da Síria.

Esse tipo de ataque pode aumentar a violência e desencadear uma nova onda de terrorismo. Pode minar os esforços multilaterais para resolver a questão nuclear iraniana e o conflito entre israelenses e palestinos e desestabilizar ainda mais o Oriente Médio e Norte da África. Pode quebrar o equilíbrio do sistema da lei e da ordem internacional.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

CONFLITO ARMADO

O que a Síria vive hoje não é batalha por democracia, mas conflito armado entre o estado e grupos opositores, em país multirreligioso. Na Síria há poucos defensores de alguma democracia. Mas, sim, há em muito maior número milícias da Qaeda e extremistas de todas as falanges, que combatem contra o estado. Os EUA classificaram como organizações terroristas a Frente Al-Nusra e o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que lutam com a oposição, contra o estado sírio. Esse conflito externo, alimentado por armas que estrangeiros fornecem à oposição, é dos mais sangrentos do mundo.

Ali lutam mercenários vindos de países árabes e centenas de milicianos de países ocidentais, inclusive da Rússia, o que muito nos preocupa. E se voltarem para nossos países, com a experiência adquirida na Síria. Já se sabe que, depois de agirem na Líbia, muitos extremistas mudaram-se para o Mali. Tudo isso é ameaça contra todos nós.

Desde o início, a Rússia advogou a favor de diálogo pacífico que capacitasse os sírios a desenvolver um plano para seu próprio futuro. Não estamos protegendo o governo ou o estado sírio, mas a lei internacional. Precisamos usar o Conselho de Segurança da ONU e acreditamos que preservar a lei e a ordem no mundo complexo e turbulento em que vivemos é um dos poucos modos que há para impedir que as relações internacionais deslizem para o caos. A lei é a lei, e temos de segui-la, gostemos ou não.

Nos termos da lei internacional vigente, permite-se o uso da força só para autodefesa ou por decisão do Conselho de Segurança. Qualquer outra coisa é inaceitável nos termos da Carta da ONU e constitui ato de agressão.

Não há dúvidas de que foi usado gás venenoso na Síria. Mas tudo faz crer que não foi usado pelo Exército Sírio, mas por forças da oposição, para provocar uma intervenção conduzida pelos seus poderosos patrões estrangeiros, os quais, assim, estariam em aliança com os fundamentalistas. Relatos de que milícias preparam outro ataque – dessa vez contra Israel – não podem ser ignorados.

Causa alarme em todo o mundo que a intervenção em conflitos internos em países estrangeiros tenha-se convertido em ação corriqueira para os EUA. Isso atende aos interesses norte-americanos de longo prazo? Duvido. Milhões em todo o mundo cada vez mais passam a ver os EUA não como modelo de democracia, mas como nação que só se serve da força bruta e que depende de coalizões mal costuradas sob o slogan “ou estão conosco ou estão contra nós”.

VIOLÊNCIA SEM SENTIDO

Mas a violência já se provou inefetiva e sem sentido. O Afeganistão gira em falso e ninguém pode prever o que acontecerá depois da retirada das forças internacional. A Líbia está dividida em tribos e clãs. No Iraque, prossegue a guerra civil, com dúzias de mortos todos os dias. Nos EUA, já há quem trace uma analogia entre Iraque e Síria e já se pergunte por que seu próprio governo desejaria repetir erros recentes.

Não importa o quanto os ataques sejam focados, nem o quão sofisticado sejam as armas, as baixas civis são inevitáveis, inclusive idosos e crianças, os mesmos que os ataques visariam a proteger.

O mundo reage. Se ninguém mais puder confiar na lei internacional, nesse caso passa a ser indispensável encontrar outros meios para garantir a autossegurança. Por isso, um número crescente de países busca comprar armas de destruição em massa. É lógico: se se tem a bomba, ninguém toca em você. E resta a urgência para reforçar a não proliferação a qual, na realidade, está sendo erodida.

Temos de parar de usar a linguagem da força. Temos de retomar o caminho da discussão diplomática e política civilizada.

Nos últimos dias, emergiu uma nova oportunidade para evitar ação militar. EUA, Rússia e todos os membros da comunidade internacional devem aproveitar a disposição do governo sírio, que aceitou pôr seu arsenal químico sob controle internacional para depois ser destruído. A julgar pelas declarações do presidente Obama, os EUA veem aí uma alternativa à ação militar.

Acolho como bem-vindo o interesse do presidente em continuar o diálogo com a Rússia, sobre a Síria. Temos de trabalhar juntos para manter viva essa esperança, como concordamos fazer, em junho, na reunião do G-8 em Lough Erne na Irlanda do Norte. E trazer a discussão de volta na direção de mais negociações.

Se pudermos evitar o uso da força contra a Síria, melhorará a atmosfera nos assuntos internacionais e se fortalecerá a confiança mútua. Será sucesso partilhado, que abrirá as portas para a cooperação em outras questões críticas.

CONFIANÇA CRESCENTE

Minhas relações pessoais e de trabalho com o presidente Obama são marcadas por confiança crescente. Gosto disso.

Examinei atentamente a fala do presidente à nação, na 3ª-feira. E tenho de discordar da defesa do excepcionalismo norte-americano. O presidente disse que a política dos EUA é o que “faz diferentes os EUA, o que nos faz excepcionais.” É extremamente perigoso estimular as pessoas a que se vejam, elas mesmas, como diferentes, seja qual for a motivação.

Há países grandes e países pequenos, ricos e pobres, os que têm longas tradições democráticas e os que ainda têm de encontrar as próprias vias até a democracia. As respectivas políticas também diferem. Todos somos diferentes. Mas quando pedimos que Deus nos abençôe, ninguém pode esquecer que Deus nos criou, todos, iguais.

Tópicos do dia – 05/03/2012

10:43:53
MPF investiga acusações ao Banco do Nordeste
Revoltada com os “lucros irrisórios” do Banco do Nordeste do Brasil em 2011, ao contrário dos congêneres, sua associação de funcionários fez duras críticas à má-gestão da entidade e defendeu que os “culpados por essa sangria” respondam judicial, administrativa e criminalmente. Segundo Rita Josina, que preside a entidade, o Ministério Público Federal investiga “operações de crédito suspeitas de fraude” no BNB.

14:40:24
Putin e eleições na Rússia.
Admirados com suspeitada de fraude na re-reeleição do Cháves Siberiano?
Não esqueçam que a gélida figura pertenceu à KGB.


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Cháves, Venezuela e rearmamento

O maluquete das Caraíbas ataca outra vez!
O Editor


Chávez chama os norte-americanos de “estúpidos”

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, chamou hoje os norte-americanos de “estúpidos”, ao reagir às declarações de uma autoridade dos Estados Unidos, que expressou preocupação com as recentes aquisições de armas pelo governo venezuelano. As informações são da BBC Brasil.

“Estão preocupados nos Estados Unidos porque a Venezuela está comprando não sei quantas armas e está se armando para agredir não sei quem. Não sejam estúpidos, ianques”, disse Chávez. “O que resta para lhes dizer é isso. Ou será que acham que nós somos estúpidos”?

O subsecretário norte-americano de Estado para a América Latina, Arturo Valenzuela, sinalizou durante visita à Colômbia que estaria preocupado com as aquisições venezuelanas e com uma suposta corrida armamentista na região.

Segundo Chávez, os Estados Unidos “não têm moral” para questionar o reaparelhamento militar de seu país. “Quem nos acusa de armamentismo? Se somamos o gasto militar de todos os países do mundo ainda ficaria abaixo do gasto militar dos Estados Unidos e eles vêm com que moral dizer que estão preocupados porque a Venezuela está se equipando”?

O venezuelano afirmou ainda que seu governo continuará equipando seu sistema de defesa até deixá-lo em um “nível operacional”.

A reação dos Estados Unidos, seguida da dos governos da Colômbia e Peru, ocorre depois de o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, ter afirmado, na última segunda-feira (5), que a Rússia teria vendido mais de US$ 5 bilhões (cerca de R$ 8,8 bi) em armas para a Venezuela.

Durante o encontro entre Chávez e Putin, na semana passada, no entanto, não foi anunciada nenhuma nova aquisição militar equivalente a este total. Desde o ano passado, o governo venezuelano conta com uma linha de crédito de US$2,2 bilhões no governo russo para compras militares.

A Rússia passou a ser o maior fornecedor de armamentos para a Venezuela quando os Estados Unidos impuseram um bloqueio proibindo a venda de armas ao país, impedindo, inclusive, a venda de 24 aviões Supertucanos da Embraer para as Forças Armadas venezuelanas.

Desde 2004, a Venezuela investiu mais de US$ 4 bilhões na compra de armamentos russos. A aliança, considerada estratégica pelo governo de Caracas, permitiu a compra de 24 aviões de combate Sukhoi-30, 53 helicópteros de transporte e ataque e 100 mil fuzis de assalto.

A defasagem dos equipamentos de defesa e o medo de uma agressão externa são os argumentos do governo da Venezuela, quinto maior exportador mundial de petróleo, para aumentar seus gastos militares.

Ag. Brasil/BBC Brasil

Vladimir Putin. O Cháves das estepes

O russo conseguiu o que o doidivanas do Caribe não consegue.

Rússia: o golpe do czar Vladimir Putin

A câmara alta do Parlamento russo (Conselho da Federação) aprovou ontem, por unanimidade, a emenda constitucional que amplia o mandato presidencial de 4 para 6 anos. A entrada em vigor da medida -nas próximas eleições, previstas para 2012- agora depende apenas de uma protocolar sanção do presidente Dmitri Medvedev, autor da proposta.
O texto, apresentado no começo de novembro, já havia sido aprovado pela Duma (câmara baixa) em três leituras, pela câmara alta em uma primeira votação e pelo mínimo de dois terços dos Legislativos dos 83 territórios e regiões que compõem a Federação Russa. Todos essas instâncias são, em sua larga maioria, pró-Kremlin.

A medida -primeira emenda à Constituição de 1993- é considerada por críticos e analistas parte de uma manobra que beneficiaria o ex-presidente e atual premiê Vladimir Putin em um eventual retorno ao poder. Eleito em 2000 e 2004, Putin deixou a Presidência em maio, quando expirou seu segundo mandato, e conseguiu eleger o aliado Medvedev.

Segundo essa versão, o atual presidente renunciaria ainda em 2009, provocando a antecipação do pleito, no qual Putin estaria desimpedido de concorrer devido ao interregno de meses entre o segundo e o terceiro termo. Confirmada uma provável vitória, o premiê assumiria com potenciais 12 anos de mandato, com término em 2021.

Em um programa anual de televisão, realizado no começo do mês, Putin não descartou voltar à Presidência, mas só em 2012. Na ocasião, o premiê elogiou a extensão do mandato. “Seis anos para o presidente em um país tão complicado é plenamente justificável”, afirmou.

Medvedev, porém, não negou nem admitiu a possibilidade quando indagado por jornalistas, no mês passado, sobre uma eventual renúncia. A emenda prevê também a ampliação do mandato dos parlamentares de 4 para 5 anos.

Mas os planos de Putin e Medvedev vêm enfrentando um revés com a precipitação da crise econômica global. Nos últimos dias, protestos têm sido registrados em várias cidades no leste do país devido ao anúncio de um aumento de tarifas de importação de carros, que visa preservar a indústria nacional.

da Folha Online