Vittoria Colonna – Versos na tarde – 17/08/2013

Quando me oprime…
Vittoria Colonna¹

Quando me oprime o peso do pecado,
Confusa, o olhar não ergo ao Criador;
Levanto o coração fiel, Senhor,
A Vós, por nosso amor crucificado.

Escudo em Vossas chagas tenho achado
Contra a ira divina e seu rigor;
Segura estou em Vós de que o temor
Em esperança e paz será mudado.

Em Vossa última noite suplicastes:
“Une, ó Pai, lá nos céus, quem em mim crê”.
Foi por nós Vossa prece derradeira.

Sem medo, pois, e (glória a Vós) com fé
Minh’ alma louva o zelo em que abrasastes
Com Vossa vida, minha culpa inteira.

¹Vittoria Colonna
* Nápoles, Itália – Abril de 1490 a.C
+ Itália – 25 de Fevereiro de 1547 a.C

Marquesa de Pescara, filha de Fabrízio, condestável do reino de Nápoles. Poetisa excelente e inteligência marcante do século XVI. Em 1509, casou-se com Fernando d’Avalos, marquês de Pescara, morto em combate, em 1525. Era uma apaixonada pelo marido, cuja morte chorou em poemas considerados admiráveis. Tem um lugar de destaque no quadro da poesia feminina da Itália.

Grande amiga de Miguel Ângelo, mas as relações, entre ambos, não ultrapassaram as raias do amor platônico. Ela definiu assim os seus contatos com o grande artista: “amizade estável e firmíssimo afeto”.

Escreveu 352 sonetos.


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Vittoria Colonna – Versos na tarde – 11/07/2013

“Quando o Grão Lume surge do Oriente…”
Vittoria Colonna¹

Quando o Grão Lume surge do Oriente
e o negro manto desta noite afasta,
quando na terra o gelo se desgasta,
dissolvido ao calor de um raio ardente,

a minha dor, que o sono suavemente
anestesiara, acorda mais nefasta.
E, quando aos outros o prazer se gasta,
é que revive o meu, mais docemente.

Assim me impele uma inimiga sorte:
procuro a escuridão, fugindo à luz,
odeio a vida, desejando a morte.

O que ensombra outro olhar no meu reluz.
Se fecho os olhos, abre-se, num corte,
a dor profunda que a meu sol conduz.
Tradução de Delson Tarlé

¹Vittoria Colonna
* Nápoles, Itália – 1492 d.C
+ Nápoles, Itália – 1547 d.C

Poetisa marcante do século XVI.
Marquesa de Pescara, filha de Fabrízio, nobre do reino de Nápoles.

Em 1509, casou-se com Fernando d’Avalos, marquês de Pescara, morto em combate, em 1525. Apaixonada pelo marido, escreveu poemas memoráveis nos quais chora a morte do amado.

Grande amiga de Michelangelo, mas as relações, entre ambos, não ultrapassaram as raias do amor platônico. Definia sua relação com o gênio renascentista como uma “amizade estável e firmíssimo afeto”. Escreveu 352 sonetos.


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