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Walt Whitman – Poesia sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Às vezes com a pessoa a quem amo Walt Whitman ¹ Às vezes com a pessoa a quem amo Fico cheio de raiva Por medo de estar só eu dando amor Sem ser retribuído; Agora eu penso que não pode haver amor Sem retribuição, que a paga é certa De uma forma ou de outra. (Amei certa pessoa ardentemente e meu amor não foi correspondido, mas foi daí que tirei estes cantos.) As coisas mais importantes. Compartilhe a informação:

Saramar Mendes – Versos na tarde domingo, 30 de setembro de 2018

Amores vãos Saramar Mendes¹ Bebo o meu vinho entre sombras brindando à cidade e seus argênteos fantasmas. Não renego a agonia das noites dentro dos meus olhos baços, mas tranco a alma na gaveta de baixo e assisto a passagem espectral da madrugada barganhando com outros desesperados a taça, o frio e os açoites do vento ou da dor. Escapo da ausência das flores admirando néons escondida num canto de alguma rua. Esqueço meu nome antes mesmo da morte, à…

J.G de Araújo Jorge – Versos na tarde – 30/08/2018 quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Quando chegares J.G de Araújo Jorge¹ Não sei se voltarás sei que te espero. Chegues quando chegares, ainda estarei de pé, mesmo sem dia, mesmo que seja noite, ainda estarei de pé. A gente sempre fica acordado nessa agonia, à espera de um amor que acabou sendo fé… Chegues quando chegares, se houver tempo, colheremos ainda frutos, como ontem, a sós; se for tarde demais, nos deitaremos à sombra e perguntaremos por nós… Compartilhe a informação:

Almandrade – Versos na tarde quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Ponto de fuga Almandrade ¹ Que indagação faz o umbigo feminino quando aparece entre uma peça e outra da veste? Intimidade sensualidade. Nem mesmo a musicalidade dos pêlos é maior que o apelo da cicatriz do nascimento. ¹ Antônio Luiz M. Andrade * Salvador,BA. É arquiteto, poeta e artista plástico baiano. Como artista plástico já participou de quatro bienais internacionais em São Paulo, além de várias outras exposições no país e no exterior. Editou em 74 a revista “Semiótica” e,…

Heriqueta Lisboa – Versos na tarde segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Os lírios Henriqueta Lisboa¹ Certa madrugada fria irei de cabelos soltos ver como crescem os lírios. Quero saber como crescem simples e belos – perfeitos! – ao abandono dos campos. Antes que o sol apareça neblina rompe neblina com vestes brancas, irei. Irei no maior sigilo para que ninguém perceba contendo a respiração. Sobre a terra muito fria dobrando meus frios joelhos farei pergunta à terra. Depois de ouvir-lhe o segredo deitada entre lírios adormecerei tranquila. ¹Henriqueta Lisboa * Lambari,…

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