Lula a Alckmin: Seria mais proveitoso explicar desvios no metrô e na merenda

Alckmin declarou que ” Lula é o retrato do PT, partido envolvido em corrupção”

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva respondeu às críticas do governador de São Paulo (PSDB), Geraldo Alckmin, neste sábado (30).

O tucano havia destacado mais cedo que “Lula é o retrato do PT, partido envolvido em corrupção”.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

“Seria mais proveitoso para a população de São Paulo se a imprensa perguntasse e o governador explicasse os desvios nas obras do metrô e na merenda escolar, a violência contra os estudantes e os números maquiados de homicídios no estado, ao invés de tentar desviar a atenção para um apartamento que não é e nunca foi de Lula”, disse a assessoria de imprensa do Instituto Lula por meio de nota.

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, também criticou a declaração de Alckmin, e sugeriu que em vez de atacar Lula Alckmin cuide do seu governo, “que está tirando comida da boca das crianças”.

Alckmin declarou em entrevista que ” Lula é o retrato do PT, partido envolvido em corrupção, sem compromisso com as questões de natureza ética, sem limites”.

O governador ainda se disse “triste” com as recentes denúncias que tentam envolver o nome do ex-presidente Lula.

“É muito triste o que nós estamos vendo, e o que a sociedade espera é que seja apurado com rigor e que se faça justiça”, disse o tucano.
JB

Qual o maior escândalo financeiro do Brasil? E no mundo? Seria o Petrolão

Cartum,Humor,Escândalos,Corrupção,Blog do MesquitaO papo rolou na academia de ginástica que frequento. Só ouvi, não dei pitaco na hora, mas me estimulou o tema sobre o qual escrevo. Primeiro temos que saber se esse escândalo foi investigado ou não.

Não sou historiador, mas me arrisco a falar dos escândalos no Brasil e no mundo contemporâneo.

Na academia foi citado o Petrolão como o maior do mundo. Creio que essa conclusão seja por conta da mídia brasileira, que foca na corrupção na Petrobrás a todo instante.

Mas como os números não mentem jamais, não tenho dúvida de que o maior escândalo de corrupção do mundo foi a quebradeira americana em 2008, conhecido como a “Bolha imobiliária”, que fez o governo americano injetar cerca de U$ 7 trilhões de dinheiro público em empresas privadas.

Os EUA jogaram no lixo aqueles manuais que pregam ao mundo que mercado se basta e resolve todos os problemas e foram lá salvar as empresas privadas com dinheiro do contribuinte. E ainda continua, nos EUA, um silêncio total sobre o escândalos. Ninguém sabe ninguém viu! Com certeza para preservar a imagem das empresas, salvar os empregos e recuperar o mais breve a economia.

No Brasil, pelo contrário, a mídia e a oposição tentam enlamear, o tempo todo, a imagem da Petrobrás, inclusive a prisão dos executivos das empresas é transmitida ao vivo.

Vale lembrar que nenhuma empresa americana, GM, Citybank por exemplo, tem a importância para o país como a Petrobrás tem para o Brasil.

A Petrobrás além de abastecer o país há 62 anos de derivados de petróleo, financia, sozinha, com os impostos que paga, 80% das principais obras do país contidas no PAC. E o Brasil é o 2º parque de obras do mundo só perdendo para a China. Talvez por isso a oposição irresponsável queira paralisar a empresa!

Os EUA em 2008, aplicaram os contratos de Leniência que eles mesmos criaram para manter as empresas envolvidas nos escândalos de corrupção funcionando, preservando assim os empregos e não prejudicando a economia do país.

Aqui, nossos “paladinos da moral e da honestidade”, capitaneados pelo chefe da operação Lava Jato, juiz Sérgio Moro, que inclusive estudou nos EUA, contradizem-se sobre os contratos de Leniência. Moro se diz a favor e a Força Tarefa que compõe a operação é contra. Resultado: a Petrobrás está parando!

Obras paralisadas como as duas refinarias do nordeste (Maranhão e Ceará) que nos dariam a autossuficiência no refino de petróleo; o Comperj, o setor mais lucrativo do setor petróleo, com projeto reduzido excluindo justamente o petroquímico; estaleiros fechando, fornecedores suspendendo a produção voltada para a indústria de petróleo e milhares de trabalhadores perdendo seus empregos.

Se a economia brasileira está ladeira abaixo, as finanças da família de Sérgio Moro vão bem obrigado, esse juiz, federal de 1ª instância, recebe 77 mil de salário, o dobro do que recebe um ministro do STF; além disso, não sabemos quanto recebe, e não deve ser pouco, sua mulher; que advoga para o PSDB e para empresas petroleiras estrangeiras concorrentes diretas da Petrobrás.

Mas voltando à história dos escândalos: creio que o maior escândalo de corrupção no Brasil que não foi investigada foi a “Privataria Tucana”, inclusive virou livro. Empresas como a Vale do Rio Doce, Usiminas, CSN, a Embratel e o monopólio estatal do petróleo, da cabotagem entre outros, tudo isso foi doado a empresários nacionais e internacionais e houve até ações entre amigos nessas privatizações.

Há outros escândalos muito maiores que o Petrolão cujas punições vão ficar só no imaginário, pois ou não são investigados ou correm em sigilo de justiça, como o Zelotes, Swissileaks, Trensalão, Fifa e a sonegação da Globo no Imposto de Renda da transmissão da Copa do Mundo de 2002.

Esses entreguistas enganam o povo afirmando que a corrupção na Petrobrás é grande, na verdade eles só querem mesmo é desmoralizar a empresa e enfraquecer o governo federal, viabilizando assim a entrega de nosso pré-sal aos gringos, inclusive tramita agora no senado a PL 131, do senador do PSDB, José Serra, passando para a mão dos estrangeiros nosso ouro negro.

*Emanuel Cancella é coordenador do Sindicato dos Petroleiros do Estado do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP).

Dona Dilma precisa da lanterna de Diógenes para indicar Ministros de Estado

Diógenes,Política,Dilma Rousseff,Joaquim Barbosa,Blog do MesquitaOuço noticiário no qual se informa que a Presidente Dilma teve dificuldades para escolher os novos ministros antes que o rolo do “Petrolão” diga quem é quem no lamaçal.

Dona Dilma não tem assessoria jurídica – vocês não estão achando que o ministro da justiça entende de leis né? Sabem de nada inocentes! – ela disse que, pasmem!, irá consultar o Ministério Público. Então ensino eu: Alô Dona Dilma: o MP é órgão independente, não é órgão de assessoria!

Como comentou aos jornais o ex-Ministr0 Joaquim Barbosa:
“Que degradação institucional! Nossa presidente vai consultar órgão de persecução criminal antes de nomear um membro do seu governo!!!”.

E mais: “Há sinais claros de que a chefe do Estado brasileiro não dispõe de pessoas minimamente lúcidas para aconselhá-la em situações de crise”, acrescentou o ex-presidente do STF.

Encerrou com uma expressão em francês: “Du jamais vu!”. Significa “coisa jamais vista”.
Uma variação esnobe do bordão preferido de Lula: “nunca antes na história desse país”.

Concluo:
1 – No popular: a Taba dos Tapuias “tá pebada”.
2- Impressionante! Nossa – o nossa aí é de espanto, e não pronome – a presidente está com medo de escolher um bandido para ministro. Parece que não sobrou ninguém honesto na base aliada.
3 – A cada trapalhada mais me convenço que D. Dilma não sabe nem onde fica o interruptor de luz da sua sala. Imaginem se ela vai saber quem é pilantra e quem não é.
4 – Aproveitando a marreta: O que estaria regurgitando a mídia amestrada, se a falta de água em SP, e o “tremsalão” ocorressem em um Estado Governado pelo PT, ao invés de ser um do PSDB?
5 – Dona Dilma navega na ausência – ou conivência! Ou conveniência! Ou esperteza –  da e de oposição. Considerar oposição padrão Álvaro Dias? Esqueça. Aliás como anda sumido o senador dantes tão midiático! Por que será?


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Tremsalão do PSDB: Secretário de Alckmin e senador Aloysio Nunes Ferreira citados por ex-diretor da Siemens

Ex-diretor da Siemens aponta caixa 2 de PSDB e DEM e cita propina a deputadosGeraldo Alckmin Humor Coriza Aroeira Metrô Blog do Mesquita

Segundo executivo que participou de acordo de leniência com o Cade, lobista de esquema de setor metroferroviário disse a ele que Edson Aparecido, hoje homem forte do governo Alckmin, e Arnaldo Jardim eram beneficiários de comissões; eles negam

Em relatório entregue no dia 17 de abril ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), o ex-diretor da Siemens Everton Rheinheimer afirma dispor de “documentos que provam a existência de um forte esquema de corrupção no Estado de São Paulo durante os governos (Mário) Covas, (Geraldo) Alckmin e (José) Serra, e que tinha como objetivo principal o abastecimento do caixa 2 do PSDB e do DEM“.

Veja também:
link Denunciante foi orientado por petista e até pediu emprego
link Tucano afirma conhecer lobista, mas nega ilegalidade
link Ex-diretores da CPTM e lobista são indiciados

O ex-diretor da empresa alemã diz também que o hoje secretário da Casa Civil do governo Geraldo Alckmin (PSDB), deputado licenciado Edson Aparecido (PSDB), foi apontado pelo lobista Arthur Teixeira como recebedor de propina das multinacionais suspeitas de participar do cartel dos trens em São Paulo entre os anos de 1998 e 2008.

O ex-executivo, que é um dos seis lenientes que assinaram no mês seguinte um acordo com o Cade em que a empresa alemã revela as ações do cartel de trens, também cita o deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP), aliado dos tucanos, como outro beneficiário.

Trata-se do primeiro documento oficial que vem a público que faz referência a supostas propinas pagas a políticos ligados a governos tucanos. Até agora, o Ministério Público e a Polícia Federal apontavam suspeitas de corrupção que envolviam apenas ex-diretores de estatais como a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

As acusações do ex-diretor foram enviadas pelo Cade à Polícia Federal e anexadas ao inquérito que investiga o cartel em São Paulo e no Distrito Federal.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

No texto, Rheinheimer escreve que o cartel “é um esquema de corrupção de grandes proporções, porque envolve as maiores empresas multinacionais do ramo ferroviário como Alstom, Bombardier, Siemens e Caterpillar e os governos do Estado de São Paulo e do Distrito Federal”.

Proximidade. Outros quatro políticos são citados pelo ex-diretor da Siemens como “envolvidos com a Procint”. A Procint Projetos e Consultoria Internacional, do lobista Arthur Teixeira, segundo o Ministério Público e a Polícia Federal, é suspeita de intermediar propina a agentes públicos.

O documento faz menção ao senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), e aos secretários estaduais José Aníbal (Energia), Jurandir Fernandes (Transportes Metropolitanos) e Rodrigo Garcia (Desenvolvimento Econômico).

Rheinheimer foi diretor da divisão de Transportes da Siemens, onde trabalhou por 22 anos, até março de 2007.

Ele e outro leniente prestaram depoimento à Polícia Federal em regime de colaboração premiada – em troca de eventual redução de pena ou até mesmo perdão judicial, decidiram contar o que sabem do cartel. Esses depoimentos estão sob sigilo.

Menções.

Sobre Aparecido e Jardim, Rheinheimer sustenta em seu texto que “seus nomes foram mencionados pelo diretor-presidente da Procint, Arthur Teixeira, como sendo os destinatários de parte da comissão paga pelas empresas de sistemas (Alstom, Bombardier, Siemens, CAF, MGE, T’Trans, Temoinsa e Tejofran) à Procint”.

De Aloysio, Jurandir e Garcia, diz ter tido “a oportunidade de presenciar o estreito relacionamento do diretor-presidente da Procint, Arthur Teixeira, com estes políticos”.

Sobre Aníbal, anotou: “Tratava diretamente com seu assessor, vice-prefeito de Mairiporã, Silvio Ranciaro”.

Ele ainda apontou o vice-governador do Distrito Federal, Tadeu Filippelli (PMDB), e o ex-governador do DF José Roberto Arruda como “políticos envolvidos com a MGE Transportes (Caterpillar)”. A MGE é apontada pelo Ministério Público e pela Polícia Federal como a outra rota da propina, via subcontratações – a empresa era fornecedora da Siemens e de outras companhias do cartel.

Rheinheimer diz ser o autor da carta anônima que deflagrou a investigação do cartel dos trens, enviada em 2008 ao ombudsman da Siemens. Ele relata ter feito as denúncias para se “defender de rumores sobre seu envolvimento neste escândalo”. O executivo assevera que, apesar de suas denúncias, a Siemens optou por “abafar o caso”.

Ameaça.

No texto, ele se diz disposto a contar o que sabe, mas sugere receber em contrapartida sua nomeação para um alto cargo na mineradora Vale. (mais informações ao lado)

Rheinheimer afirma que queria induzir a Siemens a fazer uma autodenúncia ao Cade para facilitar a obtenção de autorização judicial para execução dos mandados de busca e apreensão nas outras empresas.

Segundo ele, isso resolveria “o maior problema do Ministério Público de São Paulo, que é o acesso às provas para poder levar adiante suas investigações sobre corrupção ativa”. “Além de envolver muitos projetos e dezenas de pessoas, o esquema de corrupção se estende por um longo período”, escreveu.
Fernando Gallo, Ricardo Chapola e Fausto Macedo/O Estado de S.Paulo