Desligue a TV e leia um livro

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Li num recente artigo do jornalista e escritor sueco Erik Wijk para uma publicação deste país nórdico, chamada Flamman, “Sobre a necessidade humana de simplificar” (tradução livre do sueco para o português de “Om ett mänskligt behov av att förenkla”), que estamos habituados a receber interpretações mastigadas.

Para Wijk, na crítica ao modo simplista de informar e receber informações, “não há necessidade de palavras extravagantes”, pois “a simplificação é pedagogia, eficaz e indispensável na propaganda”.
Relaciono isso ao modo alvinegro de comunicar, amplamente utilizado pela velha imprensa brasileira, concentrada nas mãos de poucas famílias, que molda aquela típica mentalidade em preto e branco do seu público e que está convicta de que isso já é mais do que o suficiente para que seja mantido o exército de analfabetos políticos. Exército este que baba ódio contra o desconhecido e transforma manchetes desta mesma imprensa/elite em teses de mestrado.
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A máquina de alienação, aqui carinhosamente chamada de PIG – Partido da Imprensa Golpista, sabe que o silêncio ou poucas palavras cumprem melhor o papel do “finjo que informo e você finge que é bem informado”. Para o PIG, o não informar é mais valioso, pois como diz o jornalista Fernando Brito: “a política sem polêmica é a arma das elites”.
Até mesmo o insuspeito ACM ratificou a existência desta estratégia quando certa vez afirmou que “Se o Jornal Nacional não deu, não aconteceu”. Graças a isso, figuras nefastas como José Serra, FHC e tantas outras blindadas pela imprensa/elite, ainda existem na vida pública brasileira e até falam sobre ética e deontologia.
Nesses tempos em que no Brasil a opinião sintética de qualquer subcelebridade ganha uma importância inversamente proporcional ao valor da mensagem proferida, o valor da leitura de livros ganha parâmetros jamais imaginados em outros tempos. Parece paradoxal que em tempos de internet, onde a produção diária de conteúdos informativos é maior do que toda a produção anterior ao surgimento desta rede, as pessoas estejam mais alienadas.
O êxito do PIG ao “gerar debates” com as frases que destilam ódio e preconceito, amplamente divulgadas e compartilhadas nas redes sociais, é justificado diante da necessidade de se criar uma cortina de fumaça que possa ser utilizada para encobrir os absurdos praticados na política e justiça do Brasil.
Ocorre que o simplificar não pode ser uma prática comum aos que devem, por obrigação, comunicar com isenção e imparcialidade. É preciso ampliar o leque de possibilidades para que toda e qualquer pessoa, nas diferentes classes sociais, possa desempenhar um papel superior àquele possível a um papagaio.
A ignorância política da maioria dos brasileiros ainda é usada como instrumento de manutenção de privilégios pela imprensa/elite, mas isso é arriscado para todos, inclusive para aqueles que vivem a surfar nas ondas do censo comum.
A estratégia da imprensa/elite de reduzir em manchetes a discussão que merecia ser ampla, inclusive aquelas em torno do papel da comunicação social na construção da sociedade, só não resistirá ao resgate da leitura de livros. Talvez os dois primeiros passos sejam desligar a TV e ler mais livros.
Se isso ainda soa como algo utópico, faço-o para tentar dizer aos robotizados que é necessário sair da caixa, pensar a partir das próprias percepções e até necessidades pessoais. “Não pense que a cabeça aguenta se você parar”, já nos disse o imortal Raúl Seixas.
Por WELLINGTON CALASANS – Via O Cafezinho

Manipulação: A TV como fator de desinformação

Televisão e Manipulação Informativa
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Por Francisco Julio Xavier*

Estamos vivendo a era do desespero. Gritam por socorro os noticiários, desesperados – essa é a palavra, estão a sombra do desastre – por sucumbirem depois de uma era em que os meios tradicionais de comunicação reinaram no cenário midiático. Pode parecer uma teoria negativista, mas não é; seria positivista – creiamos.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Tem se tornado um constante drama para meios hegemônicos a queda em receita vindo da publicidade, causa maior, devido ao seu enfraquecimento em audiência e alcance de público, que agora não tem apenas o controle remoto, mas a vastidão das redes sociais e da internet como toda.

Algo que podemos constatar é a luta diária travada pelos meios em reverter essa situação de distanciamento do público para a internet. Uns se preparam para esse novo cenário e tentam a convergência, mesmo que tímida. Outros abrem espaço amplo para as pautas oriundas da rede – em massa, das mídias sociais.

Dada a carência de audiência, cada vez mais visível, a hora de reverter a nova onda está se deslanchando em desespero nítido e ridículo. A televisão tenta, a todo custo, destruir a nossa inteligência, já que não consegue combater a nossa migração para a rede mundial de computadores.

Vem sendo postas em prática, diariamente, formas de barrar o nosso distanciamento do meio hegemônico de décadas, a televisão. Querem que coloquemos novamente em destaque na nossa sala, aquele aparelho receptor que escabrosamente consentíamos doses cavalares de manipulação diária em nossas residências.

Barrando a concorrência

Para maior desespero, não foi somente o público que migrou, mas também os anunciantes, para os quais existe a expectativa de investimento em publicidade nos meios eletrônicos, ainda nesta década, de US$ 500 bilhões por ano – como afirma relatório da WFA (World Federation of Advertisers), publicado no Financial Times.

Em reportagem, O Globo deu destaque para as fraudes do Google, pelo qual, em anúncios feitos na grande rede mundial, empresas poderiam perder em média 10% para os fraudadores de visualizações. Com esse enfoque na reportagem, a artimanha tenta desestimular os empresários em anunciar em concorrentes indiretos da TV, o YouTube e similares.

Mas de igual forma, indícios de falcatrua também são apontadas para empresas que avaliam a audiência na TV, deixando margem e passividade para fraudes. Além do mais, está cada vez improvável saber se o público-alvo está sendo impactado com a propaganda veiculada em televisão, tendo em vista que os telespectadores não estão sendo empolgados a continuar assistindo aos intervalos comerciais. Com a multiplicidade de telas (celulares, tablets e desktops), o telespectador tende a fugir, nos reclames da TV, para atividades que acha ser mais interessante e menos maçante – como ver postagens em redes sociais – do que ver anúncios e publicidade na velha mídia.

Recentemente quiseram jogar a contragosto da população a lei que autoriza o limite de uso de internet no país. Para a Rede Globo de Televisão foi uma oportunidade de defesa – não da população e dos seus diretos, mas dos empresários, ou melhor, dos anunciantes.

Em reportagem do dia 24 de abril, o Fantástico desenhou que estamos mesmo à mercê da manipulação e dos grandes interesses empresariais e políticos. O programa dominical vendeu na reportagem que, nós, consumidores de internet, estamos abusando no uso, ou seja, gerando desperdício. Faltou nas entrelinhas o informe que a reportagem era encomenda em acordo de livre comércio pelas empresas de telecomunicações do país. Insistimos que faltou informar esse detalhe na matéria veiculada.

Não se dá crédito à crise política

A população virou ré na questão, por assistir vídeos demais; ver postagens demais em redes sociais. Como sempre, defendeu o lado dos anunciantes. Pelo título já dava para saber: “Internet fixa ilimitada pode estar com os dias contados no Brasil”. Com isso, o maior grupo de comunicação do país passou a informação curta e grossa: estamos do lado dos lucros e contando os dias para que isso aconteça de fato, e deu o veredito: corte a internet, ganharemos ambos com isso. Com essa tática, a Globo ganharia de duas formas: anunciantes voltariam a atuar na TV – por cair o acesso em horas diárias dos consumidores na internet; e da volta dos internautas para a frente da TV – ganharia mais horas de público assistindo o grotesco da programação.

O que constatamos nessa reportagem é que a mídia não está preocupada em garantir direitos, mas em retirá-los – quando isso ameaça seus interesses mesquinhos: o lucro desenfreado e abusivo. Sentimos reféns de uma jogatina em prol da receita particular.

Não houve na reportagem um detalhamento de como o consumo de dados impactaria a receita das empresas de telecomunicações. Apenas repassaram a culpa para os usuários e a conta também. Em nenhum momento se preocuparam em informar que o acesso à internet é um direito básico nos dias de hoje, tendo em vista que a comunicação flui mais descentralizada e que foi garantida pelo Marco Civil da internet. O poder da rede causa desespero nos empresários e políticos. Chegaram a defender a restrição a filmes e séries através de plataformas, como é o caso da Netflix.

O péssimo serviço prestado pelas operadoras (entre os 10 piores do mundo) não é relatado, nem levado em consideração, mas os lucros são lembrados sem demora para o raciocínio do grande público. Apenas basta a fala: somos nós, os usuários, os culpados.

Não é só essa questão que é distorcida nesse jogo de cartas marcadas. Para demostrar que não estamos no caminho certo, que a economia está em profundo desastre, não se dá os devidos créditos a outra crise, a política, que tem feito arruaça no país.

Uma nota brevíssima e a desculpa

Mas, bem antes, quando o rumo era destruir um governo, fez-se em seus noticiários o Brasil idealizado como uma “nova Grécia”, prestes a dar o calote e a se afundar no rio de amarguras da economia. Muitas notícias bombas eram jogadas nos jornais, e de mesmo modo eram escondidos os reais motivos de outras bombas estarem em curso no congresso, as pautas do desastre econômico, que os nobres representantes do povo não hesitaram em votar.

Disso também notamos o descarado financiamento político à imprensa. Com a alta queda de anunciantes, não se dá por vencida e procura outros meios de receita. Escancarou o partidarismo em tendenciosas reportagens, onde se destaca o favorecimento de grupos políticos, em repressão a outros. Nota-se o descaramento do: Pagando bem, que mal tem em defender políticos comprovadamente corruptos e gerar receita valiosa com isso?

Para senadores e deputados envolvidos em escândalos é dado, sem cerimônia, espaço demasiado de defesa em telejornais. Bem sabemos que em TV, três minutos de construção de uma defesa pode demostrar muitos acordos ilícitos. Não somos ingênuos em pensar que meios dariam o valioso tempo de programação em defesa de corruptos, por simplesmente estarem contribuindo com a ética jornalística. Não! Definitivamente não acreditamos nisso. Interesses escusos existem nessa tática sórdida e desleal. No dia 15 de março de 2016, a Globo deu ao senador Aécio Neves – citado em delação premiada na Lava Jato – tempo amplo de defesa em seus noticiários.

Enquanto para alguns políticos é dada a premissa de defesa pela oralidade televisionada e com reportagem tendenciosa a converter o culpado em vítima, para outros é dada uma nota brevíssima e para os demais, apenas a desculpa: “Nossa equipe não conseguiu entrar em contato com o acusado”.

Encontros a portas fechadas

Não se cansaram em levar a nação ao calabouço, desenharam o Brasil como uma Grécia, fadada ao fracasso e logo depois, a uma Venezuela, progressista e ditatorial. Porém não relatam em alto e bom som, que foi ela, a rede Globo, que recepcionou com muita satisfação a ditatura militar. Moniz Sodré destaca em seu livro Antropológica do Espelho a fala do ditador Médici em 1972. “Sinto-me feliz todas as noites quando assisto TV porque no noticiário da Globo o mundo está um caos, mas o Brasil está em paz… É como tomar um calmante após um dia de trabalho.”

Depois de ter ajudado o golpe militar de 1964, a Globo tenta passar uma borracha no passado promíscuo 50 anos depois, após ter lucrado com a idade das trevas no país. Em editorial por ocasião da inauguração do site Memória da Instituição Globo, destacou que foi um erro apoiar a ditadura. Pelo que parece, não passa de uma grande farsa, tendo em vista que foi uma das medidas para conter a onda de protestos pelo país que demostrava grande insatisfação, por onde se ouviam os gritos “A verdade é dura, a Rede Globo apoiou a ditadura”. Não convence que a empresa esteja realmente arrependida. Mais recentemente um outro golpe, o impeachment – provado em áudios vazados do líder do governo interino e ilegítimo Romero Jucá, também conta com o apoio da Organização Globo (que se leia, grande apoio).

Os países que ficaram correlacionados em uma série de reportagens no Jornal Nacional foram Brasil e Venezuela. Essa foi mais uma cartada. Lá, diz, tem uma ditadura, aqui, caminharia para uma também se não fosse tirada a presidente, mesmo que isso sacrificasse a nossa imatura democracia.

Mas como vemos, com tanto retrocesso do governo interino, pelo qual: investigados são nomeados ministros; ainda mais, extingue ministério de cultura e instala o desprazer com a educação, podemos concluir que tempos difíceis para o progresso do país estão sendo reprisados, como em um programa vespertino: Vale a Pena Ver de Novo… olha novamente o golpe, ele voltou! Engomadinho, bonitinho, mas ainda sim, um golpe baixo. Poderíamos dizer que é um golpe como manda o figurino no século 21.

Ver-se que existe uma outra ditadura no país, que ameaça a sua seriedade como uma nação democrática. Tanto a TV Globo, quanto a TV Bandeirantes, agendaram a crise na Venezuela para abordar nos telejornais. Uma tentativa de vincular o Brasil, com destino similar, caso continuasse com um governo chamado por eles de bolivariano e progressista.

Depois da Grécia e da Venezuela, como em um passe de mágica agora – logo após a usurpação do Planalto pelo vice – nos tornamos o “sonho americano”, posta em uma frase, acompanhada de mando e desmando de fanfarrões hipócritas, que são mestres em corrupção e com tamanha desfaçatez proclamam em rede nacional: “Não fale em crise, trabalhe”.

Como vemos claramente em manchetes e focos de manipulação agendadas nos meios hegemônicos (Globo, Folha, Estadão), a banda podre debanda desenfreada para o lado do neoliberalismo e com o descaramento, escancarando o plano de fundo, a politicagem flertando com a mídia chula as bancarrotas: no tudo ou nada.

A imprensa mudou o rumo da conversa e agora conclama a um país sem corrupção e sem crise. Para que saibam e fique claro, querem um país sem corrupção nas manchetes, porém defendendo que ela continue esclusa e reinando de onde nunca deveria ter saído, de encontros às portas fechadas e sem as vozes dos ouvidores.
* Francisco Júlio Xavier é jornalista e pós-graduando em Comunicação Digital

Cientistas renomados explicam porque são fãs de ‘The Big Bang Theory’

BBCO pesquisador Fernando Roig diz que série ‘desmistifica’ a Ciência

Se por acaso acredita que não vai chegar em casa a tempo de assisti-lo na segunda à noite, deixa gravando. Quando a série é lançada em DVD, compra a temporada completa para rever tudo de uma vez – no melhor estilo binge watching, como é chamado o costume de assistir a vários episódios de uma só vez.

Não satisfeito, Fernando ainda gosta de colecionar itens relacionados à produção da Warner. Como a camiseta com o bordão “Bazinga!” do personagem Sheldon Cooper e uma estatueta em resina dele.

“O legal da série é que ela tira a áurea de seriedade que costuma pairar sobre os cientistas e ajuda a desmistificar a ideia de que a ciência é uma coisa chata”, acredita.

Se a ciência não é chata, The Big Bang Theory (TBBT, para os íntimos) muito menos. Em poucas palavras, narra as aventuras acadêmico-científicas de dois físicos – um teórico, Sheldon Cooper (Jim Parsons), e outro experimental, Leonard Hofstadter (Johnny Galecki).

Os dois trabalham no Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) e dividem um apartamento em Pasadena, na Califórnia. Integram a trupe a aspirante a atriz Penny (Kaley Cuoco), o engenheiro aeroespacial Howard Wolowitz (Simon Helberg) e o astrofísico Rajesh Koothrappali (Kunal Nayyar).

No fã-clube imaginário fundado por Roig, o astrônomo Alexandre Cherman, da Fundação Planetário, seria forte candidato a presidente. Admirador confesso de Sheldon, Leonard & cia, diz que, graças a eles, virou “cool” ser cientista. E credita boa parte do sucesso de TBBT ao seu rigor científico.

“Para uma série de comédia, é bem mais precisa do que muito filme sério de ficção, como Interestelar, de Christopher Nolan, e Gravidade, de Alfonso Cuarón. Mas, claro, licenças poéticas são necessárias e até bem-vindas. Se não, deixa de ser entretenimento e vira aula”, pondera.

Rigor científico

BBCPara o astrônomo Alexandre Cherman, graças ao seriado, ser cientista hoje é ‘cool’

Se TBBT é uma série “cientificamente precisa”, o mérito é do físico americano David Saltzberg, da Universidade da Califórnia (UCLA). É ele que, entre outras tarefas, revisa as falas dos personagens, propõe discussões científicas e formula as equações na lousa de Sheldon Cooper.

Apesar de toda a consultoria, TBBT não está livre de eventuais “incorreções”. O físico Cláudio Furukawa, da Universidade de São Paulo (USP), aponta uma delas.

No episódio The Vengeance Formulation, o nono da terceira temporada, Barry Kripke (John Ross Bowie) solta gás hélio na sala de Sheldon, que fica com a voz fina durante entrevista a uma rádio.

“Para Sheldon ficar com a voz aguda daquele jeito, seria necessário que houvesse gás hélio na sala inteira. Bem, se isso acontecesse de verdade, não haveria oxigênio para respirar e Sheldon teria ficado asfixiado”, explica.

Nada que, convenhamos, abale o prestígio da série junto à comunidade científica brasileira. Muito pelo contrário. O fascínio é tanto que, depois de descobrir uma espécie rara de abelha em 2012, o biólogo André Nemésio, da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), decidiu batizá-la de Euglossa bazinga – em alusão ao bordão repetido por Sheldon.

O queridinho dos nerds

AFPInterpretar Sheldon Cooper já rendeu diversos prêmios a Jim Parsons

Dos protagonistas da série, Sheldon Cooper é, sem dúvida alguma, o mais popular. “Eu me identifico muito com o Sheldon”, admite Cherman, do Planetário.

“Não tenho todas aquelas manias, nem tampouco sou um sociopata. Mas sua crença na Física como o caminho para as grandes respostas do mundo me agrada bastante”, esclarece.

Outro que admite soltar umas boas risadas de vez em quando com as idiossincrasias de Sheldon Cooper é Luiz Pinguelli Rosa. O físico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) ressalva que não chega a se identificar com o personagem, mas diz que conhece alguns cientistas que têm um perfil parecido com o dele.

“Sheldon Cooper é o típico gênio incompreendido. É muito orgulhoso de si e vive tratando os colegas com certo desprezo, por se dedicarem a assuntos menos quentes da Física”, analisa.

Na hora de eleger seu personagem favorito, a astrônoma Duília de Mello, do Goddard Space Flight Center (GSFC), um dos mais importantes centros de estudo da Agência Espacial Norte-Americana (NASA), não pensa duas vezes: a neurocientista Amy Farrah Fowler (Mayim Bialik) e a microbiologista Bernardette Rostenkowski-Wolowitz (Melissa Rauch).

Um detalhe curioso é que Mayim não é neurocientista só na ficção. Fora dela, é PhD pela UCLA. “As duas são excelentes fontes de inspiração para as meninas que querem fazer ciência quando crescer”, justifica.

Por falar em inspiração, Duília elogia a iniciativa dos produtores de convidar cientistas famosos, como Stephen Hawking, Brian Greene e Neil deGrasse Tyson, entre outras mentes brilhantes, para fazer participações especiais.

“Além de despertar no público adolescente o gosto pelo conhecimento científico, ajuda a reduzir o preconceito contra os CDFs – alunos considerados pelos colegas como excessivamente dedicados aos estudos -, vítimas constantes de bullying nas escolas”, complementa Furukawa, da USP.

Caricatura de cientista

DivulgaçãoSérie está em sua nona temporada nos Estados Unidos

O físico e astrônomo Marcelo Gleiser, do Dartmouth College (EUA), é outro assíduo espectador da série. “No espectro entre invenção completa e precisão científica, eu diria que The Big Bang Theory está mais próxima da precisão científica, com alguns exageros e eventuais distorções”, analisa.

Gleiser só teme que Sheldon, Hofstadter, Howard e Raj reforcem o estereótipo do cientista como um nerd socialmente inepto, incapaz de ter relacionamentos saudáveis com o sexo oposto.

“A caricatura é engraçada. Espero apenas que o público não acredite que todos os cientistas são assim. De nerds, Brian Greene e Neil deGrasse Tyson, que conheço bem, não têm nada. E eu também não!”, enfatiza.

Fernando Roig até concorda que a série recorra a estereótipos muito acentuados, mas pondera que, sem eles, The Big Bang Theory não faria tanto sucesso.

“A maioria das pessoas enxerga o mundo da ciência como algo estranho, misterioso ou até bizarro. Não se pode negar que todo cientista tem, lá no fundo, certo grau de loucura ou mania”, entrega. Bazinga!
BBC

Exemplo típico da manipulação da informação

Não é de hoje que a mídia conservadora age como nos últimos dias e meses. Lembrei de um fato que fui protagonista, em 1987. Um programa na rádio Roquette Pinto, emissora do governo do Estado, todo sábado ao meio dia debatia política internacional.
Nome: Tome Ciência Internacional. Num desses programas fiz uma entrevista em Montevidéu com o ex-capitão Jeronimio Cardoso, que sobrevoava a fazenda de Jango no Uruguai, durante a época inicial do exílio do Presidente deposto.
Pois bem, o programa foi ao ar diretamente de Montevidéu, via telefônica. Fazíamos jornalismo. Findo o governo Brizola, o jornal O Globo acusou o ex governador de ter feito ligações pessoais de Montevidéu creditadas na radio Roquete Pinto.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]
O Globo sabia que era mentira, mas insistiu na cascata com o visível objetivo de incriminar Brizola. Falamos de 1987, deu até inquérito administrativo e ficou comprovado que Brizola não tinha nada a ver com a mentira assacada pelo jornal de Roberto Marinho.
Escrevi para o jornal O Globo esclarecendo tudo, mas o democrático jornal ignorou. Ou seja, não lhe interessa a verdade, mas sim fatos para incriminar quem não reza pela cartilha reacionária da elite brasileira que abomina o povo.
Achei por bem lembrar este fato no momento que que visivelmente se tenta linchar um ex-presidente. Agora, pensem bem, antes de 1979, quando houve a anistia em setembro, os golpistas tentaram de todas as formas incriminar Brizola, mas não conseguiram.
Nem por isso desistiram e uma semana antes de Brizola morrer, o Ali Kamel, diretor executivo de jornalismo da Rede Globo, o mesmo que publicou um livro dizendo que no Brasil não há racismo, escrevia em O Globo que o culpado pela violência no Rio era Brizola.
Agora, os jornalões e telejornalões repetem o mesmo estilo histórico de sempre, que vai do mar de lama ao triplex do Guarujá, passando por um pedalinho em um sítio em Atibaia.
Insistem nas cascatas ao estilo Goebels, o cara da propaganda nazista (uma mentira repetida inúmeras vezes acaba virando uma verdade). Quando tudo se esclarecer e as cascatas caírem por terra, como no caso a Rádio Roquette Pinto em 1987, o esquema Globo vai ignorar.
É o jornalismo “imparcial”, que tem seguidores fiéis, do gênero senso comum, repetindo as  mentiras de O Globo e outros jornalões e telejornalões nas filas de bancos e de supermercados.
São os tais que se comportam como papagaios de pirata. Não raciocinam, não refletem e só reproduzem as baboseiras  de O Globo e da Rede do mesmo nome.
Mas a bem da verdade, não é só O Globo que delira no esquema da perseguição. Outro dia, no portal UOL  Notícias foi divulgada uma mentira absurda que dizia que a Ministra da Saúde da Venezuela, Luziana Melo, afirmara que os venezuelanos escovam os dentes em demasia, três vezes ao dia, o que provocava a falta de pasta de dentes no país.
Pouco depois a mentira caiu por terra. E pior, foi revelado claramente a quantas anda o jornalismo naquele portal associado ao Grupo Folha. Foi eclarecido que a “informação”(entre aspas, claro) não só era mentirosa como foi colhida em um site humorístico venezuelano. Só que na ânasia de queimar o governo venzuelano, UOL Notícias divulgou a piada do site intitulado “Um mundo triangular”, como se fosse uma verdade absoluta.
A mediocridade jornalística não parou aí. Desmentida oficialmente a notícia, o portal publicou o erro meio escondido, talvez com vergonha do jornalismo xinfrim. Os leitores que tomaram conhecimento da “informação” não tiveram conhecimento na mesma proporção do erro confirmado.
Em suma, assim caminha, ou vomita,  a mídia conservadora, que ainda por cima diz a todo momento que faz jornalismo imparcial.
E para finalizar: sugere-se aos que estão tentando apresentar na academia teses de mestrado, doutorado ou pós-doutorado que pesquisem com profundidade o que vem sendo feito pelo chamado jornalismo da mídia conservadora.
Eis um tema que os brasileiros minimamente conscientes aplaudirão quem fizer isso.
Mario Augusto Jakobskind/Tribuna da Imprensa

GVT vai deixar de existir

A partir do dia 15 de abril a GVT não irá mais oferecer seus serviços para clientes de todo o Brasil. A empresa enviou um comunicado aos clientes afirmando que os serviços serão unificados com a Vivo.

A mudança estava sendo trabalhada desde o mês de maio do ano passado e tornou-se possível com a aquisição da Vivo pela Telefônica que deu-lhe mais recursos para efetuar a transação.

Em dezembro de 2014, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) já havia aprovado a compra da GVT pela Telefônica e agora o acordo finalmente foi selado.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

A companhia aproveitou para informar também que o atendimento telefônico e os aplicativos e serviços prestados sofreram mudanças após a unificação.

O telefone de suporte terá um novo número (10315) assim como o código de longa distância que passará a ser o “15” e não mais o “25”.

O site também será acoplado ao da companhia de telefone, televisão e internet a partir do dia 2 de abril.

Já os pacotes contratados por clientes antes da parceria ser firmada permanecerão inalterados já que a Vivo afirmou que irá honrar os contratos firmados pela empresa comprada.

Apenas alguns nomes serão modificados, como o “GVT Freedom”, o “GVT Protege” e o “Minha GVT” para “Vivo Freedom”, “Vivo Protege” e “Meu Vivo Fixo” respectivamente.

Os clientes da GVT também terão a oportunidade de usufruir de novos serviços oferecidos pela empresa de telefonia, como o Vivo Valoriza, programa de fidelidade que dá descontos em cinemas, contratação de serviços e compra de aparelhos.
Fonte:Olhar Digital

 

Senadores do PT encontram a cúpula da Globo!

A coisa mais intrigante do encontro do dono da globo com senadores do PT.

Realidade paralela?
Uma coisa me intrigou nas palavras de João Roberto Marinho aos senadores do PT num encontro confidencial noticiado pelo DCM.
É quando ele manifesta surpresa quando ouve que a cobertura das Organizações Globo é brutalmente desequilibrada contra o governo.
João, como é conhecido na Globo, é um sujeito afável, um bom ouvidor, como pude testemunhar nos anos em que trabalhei na casa.
Sabe reconhecer seus limites, o que é uma virtude. “Comecei no jornalismo, mas logo me dei conta de que não tinha talento”, me disse ele uma vez. “Fui para a área administrativa.”
É uma coisa rara este tipo de admissão.
Roberto Civita, perto de quem trabalhei anos, jamais reconheceu sua limitação como editor, com efeitos catastróficos para a Veja e para a Abril.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]
João comanda a área editorial da Globo, e é quem faz a ponte com políticos e empresários.
Ele passa a opinião da casa em reuniões semanais no prédio da Globo no Jardim Botânico, no Rio.
Dela participam os chefes das diversas mídias da casa. Numa ata, distribuída posteriormente aos participantes, ficam registradas as diretrizes sobre os assuntos discutidos, em geral os mais complexos da cena política.
Merval e Kamel, cada qual dum lado da mesa em que os editores se reúnem, falam muito, mas quem decide e define tudo, com sua voz baixa e mansa, é João.
Tudo isso posto, e considerado que é um homem inteligente, como João pode alegar surpresa diante da visão de uma Globo sem isenção nenhuma na cobertura política?
Palmério Dória, jornalista que produz máximas sagazes sobre a política e a mídia, arriscou uma resposta nas redes sociais.
João mostrou, segundo ele, que não vê, não lê e não ouve nada em sua empresa.
É uma boa tirada, mas não reflete a realidade.
A primeira coisa que ele lê, pela manhã, é o Globo. E depois segue na Globo, da CBN aos jornais televisivos. Certamente incorporou o G1 à sua rotina de leituras.
Isso quer dizer que ele está a par do conteúdo da Globo.
Como jamais me pareceu um cínico ou mentiroso, a hipótese que me ocorre é a de um descolamento da realidade.
Vi isso acontecer na Abril.
Em certas conversas sobre a Veja, Roberto Civita se defendia de minhas críticas falando de uma revista isenta que só existia na sua imaginação.
Em corporações como a Globo e a Abril, os donos correm o risco de se cercar de pessoas que dizem apenas o que eles querem ouvir.
Não consigo imaginar ninguém, nas reuniões de terças feiras, que fosse capaz de dizer: “João, acho que temos que equilibrar a nossa cobertura. Tamos batendo demais.”
Como, fora das empresas, os donos convivem com bajuladores, eles tendem a ouvir apenas louvações que os levam a ter uma ideia edulcorada do jornalismo praticado por seus editores.
Acredito que João de fato se surpreendeu com o diagnóstico negativo, pesadamente negativo, que ouviu dos senadores do PT.
Ele disse que iria transmitir as impressões imediatamente a seus comandados.
Pelo que soube, os resultados logo apareceram. Numa única edição do JN, me contam, foi dado espaço a Lula e Dilma.
Os editores da Globo não são bobos.
Aquela é uma empresa papista. O papa falou, acabou a discussão. Ou então você é simplesmente descartado. Perenes, ali, apenas os Marinhos.
Por isso, você deve esperar, daqui por diante, uma Globo que pelo menos fingirá alguma isenção.
Dado o descalabro dos últimos meses, será um avanço.
Por PAULO NOGUEIRA – Via DCM