Internet: Aviões da TAM terão acesso à internet em voos internacionais

Aeronaves da frota internacional terão sinal de internet wi-fi.
Serviço estará disponível a partir do segundo semestre de 2012.

A TAM anunciou nesta segunda-feira (25) que irá estender os serviços de celular e internet para voos internacionais a partir do segundo semestre de 2012.

Por meio de rede celular, os passageiros das aeronaves da frota internacional poderão usar seus telefones durante o voo e acessar a internet, por meio do sinal wi-fi.

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Brasil está pronto para o uso de celulares durante voos.

O serviço, tarifado como roaming pela operadora do passageiro, será oferecido pela empresa OnAir em 12 aviões Boeing e 10 Airbus da TAM.

Atualmente, quatro aeronaves da companhia já disponibilizam o serviço em voos domésticos.

Outras 27 da frota doméstica estão sendo equipadas e devem ter o sistema instalado até o início de 2012.

No total, 80 aviões da TAM terão conexão à internet nos próximos anos, conforme o comunicado da companhia.

O sistema de conexão é oferecido pela TAM em voos domésticos há nove meses e tem tido sucesso entre os passageiros, o que levou a companhia a ampliar a oferta do serviço.

Hoje, passageiros de quatro aviões da TAM podem realizar chamadas telefônicas, receber e enviar mensagens de texto e acessar a internet em algumas rotas domésticas.

G1

Economia: as multinacionais brasileiras e a compra da Burger King

O mundo é mesmo plano. Na economia globalizada as empresas brasileiras, exibindo musculatura turbinada, avançam na compra de ícones da economia internacional.

O fenômeno, no caso não tem nada a ver com o jogador Ronaldo, está sendo amplamente divulgado na esteira da crescente ascensão das exportações brasileiras.

Principalmente na última década aquisições e fusões milionárias contribuíram para a forte presença da “Marca Brasil” no mundo. Empresas brasileiras se tornam globais e criam ganham escala para se transformarem em líderes exportadoras, não mais somente de comodities.

O Editor


A oferta de aquisição do Burger King apresentada ontem por um grupo de investimento de capital brasileiro, assim como a aquisição da Anheuser-Busch (há dois anos e envolvendo alguns dos mesmos investidores), é uma dessas transações emblemáticas que parecem simbolizar o surgimento de um novo protagonista nos negócios mundiais.

Mas isso era previsível já há um bom tempo. O crescimento da economia brasileira nos últimos anos criou toda uma classe de prósperos empreendedores em busca de oportunidades de investir suas fortunas e que não se deixam assustar pela ideia de tentar a sorte além das fronteiras brasileiras.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Tradicionalmente, os negócios brasileiros sempre foram dominados por uma elite muitas vezes cautelosa, radicada em São Paulo, o polo industrial e financeiro do país. Mas a disparada econômica dos dez últimos anos mudou o quadro.

Segundo o Boston Consulting Group, entre 2006 e 2008 o número de milionários brasileiros subiu em quase 70%, de 130 mil para 220 mil. É um dado estatístico notável.

Com cerca de um sexto da população da Índia, outro membro dos Brics, o Brasil abriga mais milionários que o país asiático. E o clube dos bilionários, ainda mais exclusivo, também vem crescendo em ritmo sem precedentes no Brasil.

Jorge Paulo Lehman, figura importante na aquisição da Anheuser-Bush e na oferta pelo Burger King, é um executivo de investimento bem preparado, educado em Harvard, filho de imigrantes suíços. Mas muitos dos novos ricos brasileiros são pessoas de origens mais rústicas e enriqueceram depois de começar a vida humildemente, seguindo um modelo bastante familiar aos americanos.

A companhia de aviação TAM, que em agosto anunciou fusão com a LAN Chile e se tornará a maior empresa do setor na América Latina, foi criada nos anos 70 como uma modesta empresa de carga aérea.

A força propulsora no caso da TAM foi Rolim Amaro, um antigo piloto de origem humilde e que comandou a empresa de maneira ousada e astuta até morrer em acidente de helicóptero em 2001.

FRIBOI

Mas talvez o mais intrigante e dinâmico dos novos empresários brasileiros seja Joesley Batista, que começou a trabalhar ainda menino no açougue do pai, em Goiás, e hoje comanda a JBS-Friboi, a maior empresa global de processamento de carne.

Quando o Brasil passou por uma crise cambial, em 1998 e no começo de 1999, Batista e seus irmãos entenderam o momento não como ameaça, e sim como oportunidade de ganhar o mercado de exportações, e obtiveram empréstimos no BNDES para colocar a ideia em prática.

Capital adicional foi levantado por uma oferta pública inicial de ações e, em 2007, a JBS-Friboi tomou o controle da Swift, outra marca americana conhecida. Em 2009, acrescentaram a Pilgrim’s Pride à sua lista, e isso ajudou sua empresa a superar a Tyson Foods e chegar à liderança no mercado mundial de processamento de carne.

Além disso, o hoje bilionário Joesley Batista afirmou que superar a Tyson Foods era apenas “o primeiro passo” de uma estratégia mais ampla que envolve fazer da JBS-Friboi uma potência também no ramo de leite e laticínios. Com isso, como prever o que pode acontecer?

Uma coisa fica clara, no entanto: o domínio brasileiro sobre todas as etapas do setor mundial de carne. O país já é o maior exportador mundial de carne bovina e agora, com a oferta pelo Burger King, disporá de mais um veículo para encorajar o consumo em todo o mundo.

Isso é que é sinergia.

Por: LARRY ROHTER DO “NEW YORK TIMES”/FOLHA SP
Tradução de PAULO MIGLIACCI

Acidente da TAM em Congonhas foi falha humana

Cenipa: falha humana causou acidente da TAM

Relatório afirma que piloto, preocupado com pista molhada de Congonhas, errou a posição de manete; 199 morreram.

Uma falha do piloto provocada pela pressão de ter que pousar em uma pista em condições inadequadas é uma das principais causas apontadas pelo relatório do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) para explicar o acidente com o Airbus da TAM no Aeroporto de Congonhas, em 17 de julho de 2007. Na ocasião, morreram 199 pessoas, entre passageiros do voo e pessoas que estavam em um prédio atingido pelo avião.

O relatório, que o “Diário de S.Paulo” publica hoje, aponta ao menos oito fatores que contribuíram para que o piloto cometesse o erro de manter uma das manetes (alavanca que controla a potência do motor) na posição de “climb” (aceleração) durante o pouso. A transcrição das caixas-pretas comprova que só a manete esquerda foi colocada na posição certa, de “reverse” (freio).

A investigação entende que a pista de Congonhas, que estava sem grooving (ranhuras) e “molhada e escorregadia” na hora do pouso, preocuparam o piloto.

Nas conversas na cabine, o comandante Kleyber Lima relembra três vezes nos cinco minutos que antecedem o acidente que o reverso (freio aerodinâmico) direito estava inoperante.

A pressão para parar o jato em circunstâncias adversas, agravadas por problemas psicológicos, fisiológicos e falhas na preparação, induziram o piloto ao erro, concluiu o Cenipa.

De Tahiane Stochero – O Globo

TAM admite que errou na cobrança das passagens da mãe de Ciro Gomes

Independente de antipatias ou simpatias, a divulgação de quaisquer informações que afetem a honra das pessoas, exige uma responsável apuração dos fatos. O site Congresso em Foco, obriga-se, no mínimo, a um pedido de desculpas ao deputado Ciro Gomes bem como a divulgação no site, com a mesma visibilidade, do “mea culpa” da companhia aérea.

O editor

A TAM admitiu nesta segunda-feira que errou na cobrança das passagens aéreas do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) e de sua mãe, Maria José Gomes, para um voo de São Paulo para Nova York. Ambos viajaram juntos.

Em nota, a companhia aérea informa que houve uma inversão entre os documentos de crédito particulares da família do deputado e os emitidos com recursos da cota parlamentar de passagens.

“No momento da emissão dos bilhetes, a loja da companhia em Fortaleza trocou, inadvertidamente, os documentos de crédito, emitindo as passagens de Ciro Gomes com créditos particulares da família e os bilhetes de Maria José Gomes com documentos de crédito oriundos da cota parlamentar”, diz a TAM na nota.

A companhia aérea diz que vai enviar ofício ao Ministério Público Federal para esclarecer os fatos e “garantir a integridade das informações prestadas”. A Procuradoria pediu para a TAM as informações sobre as passagens emitidas com uso da cota dos deputados.

Reportagem do site “Congresso em Foco” desta segunda-feira informa que a Câmara pagou passagens aéreas para a mãe do deputado.

O nome de Ciro foi incluído na lista dos deputados que destinaram cota das passagens para terceiros no mês passado. Na ocasião, o deputado negou que tivesse beneficiado a mãe, chamou colegas de “babacas” e falou palavrões enquanto conversava com jornalistas.

Com a negativa do deputado, o site conseguiu reunir documentos que comprovam que o pagamento foi feito pela Câmara. Segundo o “Congresso em Foco”, a mãe de Ciro viajou de São Paulo para Nova York pela TAM no dia 18 de maio de 2008 e retornou no dia 25 do mesmo mês. Os bilhetes custaram R$ 12,6 mil, segundo o câmbio do dólar na época. O deputado também viajou no mesmo voo.

Hoje à tarde, a assessoria do deputado voltou a negar que a Câmara pagou as passagens da mãe do deputado e já admitia a possibilidade de a companhia aérea ter feito uma confusão na forma de pagamento.

Folha de São Paulo

TAM é a Varig de ontem

Os aerocratas estão derrotando a Anac

“Noutra frente, o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias conseguiu na Justiça o congelamento de uma resolução da Anac que permitia a redução de tarifas nos voos internacionais.

Pelo plano, as companhias poderiam oferecer descontos que iriam de 20% neste mês a até 80% em julho, chegando-se em 2010 a uma completa liberação das tarifas.

Um bilhete de ida e volta para a Europa, que hoje tem um piso tabelado em US$ 869, poderia cair para US$ 434 em abril, ou mesmo US$ 174 em julho.

A TAM, principal interessada em bloquear os descontos, argumenta que eles permitiriam uma concorrência predatória.

Faz sentido, mas era exatamente esse o argumento da Varig em 1995, quando o comandante Rolim Amaro, fundador da TAM, lançou sua política de descontos e a bonificação de um voo grátis para cada dez percursos na Ponte Aérea Rio-São Paulo.

Rolim sofreu nas mãos dos aerotecas que protegiam a Varig com sua teia de relações incestuosas com o poder público. Hoje a TAM é a maior companhia aérea do país, mas tomou horror à concorrência.

A Gol, que entrou no mercado oferecendo serviço simples e tarifas camaradas, transformou-se numa empresa de serviço deplorável e tarifas elevadas.

Infelizmente, seu dono, o empresário Nenê Constantino, saiu do noticiário que acompanha as empresas modernas, transferido para a cobertura de antigos homicídios.”

Trecho da coluna do Elio Gaspari – O Globo

Saiu na mídia – Circo, congressista e TAM.

Por: Ranier Bragon, Silvio Navarro e Letícia Sander – Folha de São Paulo

Uma semana antes da votação do relatório final da CPI do Apagão Aéreo no Senado, a TAM, um dos objetos da investigação, distribuiu 400 ingressos do espetáculo “Alegría”, do Cirque du Soleil, a congressistas e autoridades em Brasília, entre eles o presidente da CPI, Tião Viana (PT-AC) – hoje presidente interino do Senado -, e mais quatro integrantes da comissão.

Todos eles compareceram ao espetáculo, fechado pela TAM só para convidados -cerca de 1.600, entre eles clientes, jornalistas e beneficiários de entidades assistenciais. O evento ocorreu na noite de quarta-feira da semana passada.

Pro dia nascer melhor – 25/08/2007

Aos pilotos da Tam
Nota do Editor

Belo texto de um comandante da Varig. Repasso-o, com a mesma reverência.


“Quaisquer que sejam as conclusões da investigação em curso do recente e trágico acidente da TAM, estou convicto de que Kleyber e Stephanini não o desejavam; que envidaram seus melhores esforços no sentido de evitá-lo; que esperavam entregar seus passageiros sãos e salvos a seus familiares e amigos.


Descansem em paz, companheiros, e um bom vôo para o novo destino.


Não conheci pessoalmente nem Kleyber nem Stephanini, mas isso não importa. Eram aviadores como eu. Com eles compartilhei o mesmo céu, os mesmos aeroportos, os mesmos prazeres e tensões da profissão.


Talvez um deles, numa tarde perdida no tempo, estivesse na cadeira da esquerda daquele avião alinhado na cabeceira da pista 35L do Aeroporto de Congonhas, aguardando autorização da torre para decolar, enquanto eu, de meu Boeing737-500, esperava, numa longa fila, a minha vez de entrar na arena.


A cada decolagem, a cabeceira era ocupada pelo avião seguinte, e o mesmo ritual se repetia. Era uma sucessão de momentos solenes e mágicos, como aquele em que o touros encaram os toureiros antes dos embates finais. Naqueles momentos, éramos todos irmãos. De tribos diferentes, mas irmãos. Sabíamos dos perigos que diariamente nos rondavam.


Eram ossos de um ofício perigoso, no qual as conseqüências de falhas humanas são muitas vezes catastróficas. Éramos todos dependentes emocionais da aviação. Ela nos atraíra desde meninos com força irresistível. Não houve como escapar a seu fascínio.


Chegara minha vez. Da cabeceira da pista, observando a fila de aviões que aguardavam minha partida, sabia que os olhares de meus companheiros estavam postos no Boeing azul e branco prestes a se lançar aos céus. Éramos novamente os meninos de calças curtas que passavam os sábados e domingos nas varandas abertas dos antigos aeroportos admirando os DC-3, Curtiss Commander, Convair e Constellations pousando e decolando.


Éramos os mesmos, apenas nossos postos de observação agora eram melhores. Nunca foi fácil ser aviador. Enfrentar tempestades, pistas curtas e escorregadias, quase-colisões com outros aviões, acordar de madrugada, dormir tarde, passar noites voando, sacrificar vida pessoal, familiar e sentimental, não ver os filhos crescerem, não ter feriados, natal, ano novo, carnaval, fins de semana com a família nem com os amigos, comer apressado antes das descidas, sofrer de gastrite ou úlcera, embranquecer prematuramente os cabelos.


De muita coisas nos privamos, mas jamais traímos aqueles meninos que um dia olharam para o céu e se deslumbraram; que não concebiam outra profissão que não a de aviador. Não era um veterano de cinqüenta e muitos anos quem pilotava o avião azul e branco naquela tarde distante; era o menino que eu um dia fora.


Aceitávamos os riscos.Sabíamos que um dia talvez a sorte nos fizesse despencar do céu. Mas valia apena. Em que outra profissão nos sentiríamos como águias ágeis e velozes? Que outro trabalho nos brindaria com mágicas noites de luar em catedrais de alvas nuvens? Onde mais achar crepúsculos assim?

Comandante Carlos Ari César Germano da Silva