As ilustrações fantásticas de Shaun Tan

Shaun Tan cresceu nos subúrbios do norte de Perth, na Austrália Ocidental.

Na escola, ele ficou conhecido como o ‘bom desenhista’, que em parte compensava ser sempre o garoto mais baixo de todas as classes. Formado pela Universidade de WA em 1995 com honras em Belas Artes e Literatura Inglesa, e atualmente trabalho como artista e autor em Melbourne.

Shaun começou a desenhar e pintar imagens para ficção científica e histórias de horror em revistas de pequeno porte quando adolescente, e desde então se tornou mais conhecido por livros ilustrados que tratam de assuntos sociais e históricos através de imagens oníricas.

Os Coelhos, A Árvore Vermelha, Contos do Subúrbio Exterior, Regras do Verão e o aclamado romance sem palavras The Arrival foram amplamente traduzidos e apreciados por leitores de todas as idades.

Shaun também trabalhou como designer de teatro, um artista conceitual de filmes de animação, incluindo WALL-E da Pixar, e dirigiu o curta-metragem vencedor do Oscar, The Lost Thing.

Em 2011, recebeu o premiado Astrid Lindgren Memorial Award, em homenagem a sua contribuição à literatura internacional infantil.

Diana Dihaza – Pintura – Surrealismo

Os surrealistas procuraram canalizar o inconsciente como um meio de liberar o poder da imaginação.

Desdenhando o racionalismo e o realismo literário, e fortemente influenciados pela psicanálise, os surrealistas acreditavam que a mente racional reprimia o poder da imaginação, sobrecarregando-a com tabus. Influenciados também por Karl Marx, eles esperavam que a psique tivesse o poder de revelar as contradições no mundo cotidiano e estimular a revolução.

Sua ênfase no poder da imaginação pessoal os coloca na tradição do romantismo, mas, diferentemente de seus antepassados, eles acreditavam que as revelações podiam ser encontradas nas ruas e na vida cotidiana.O impulso surrealista de explorar a mente inconsciente, e seus interesses no mito e no primitivismo, moldaram muitos movimentos posteriores, e o estilo permanece influente hoje em dia.

O chapéu, a maçã, o cachimbo: a atualidade de Magritte

Exposição em Frankfurt mostra como surrealista belga elevou formas simples a uma dimensão filosófica, o que o torna bastante atual e um dos elementos prediletos da cultura pop.

Ausstellung Schirn Kunsthalle Frankfurt Magritte (VG Bild-Kunst, Bonn 2017)“A traição das imagens” (“Isto não é um cachimbo”), de 1935, também intitula a exposição

Enquanto uma pintura de Salvador Dalí leva o observador a uma experiência onírica, os quadros de René Magritte possuem sempre um toque intelectual.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

Agora os visitantes do espaço de exposições Schirn Kunsthalle, em Frankfurt, poderão observar 70 obras do surrealista belga, entre elas, pinturas bastante conhecidas como O doador feliz ou A traição das imagens, quadro ícone da arte moderna.

Hergé e Magritte: os gênios belgas do século 20

“Com sua inconfundível linguagem visual, René Magritte é um dos artistas mais populares e influentes do século 20”, diz o diretor da Schirn Kunsthalle, Philipp Demandt.

A exposição em Frankfurt destaca a confrontação de Magritte com a filosofia. Seus quadros-palavras giram em torno da relação entre imagem e linguagem: A traição das imagens é o título da mostra, mesmo nome de uma das pinturas mais célebres do surrealista belga (famosa pela frase Ceci n’est pas une pipe ou Isto não é um cachimbo).

Com o confronto entre texto e imagem, Magritte formulou suas dúvidas sobre a representação visual da realidade, questionando fundamentalmente a percepção. Para o pintor, o nível da linguagem sempre foi importante: “Ao completá-la, um título justifica uma imagem.”

Ausstellung Schirn Kunsthalle Frankfurt MagritteFamosos quadros como “O doador feliz”, de 1966, podem ser vistos em Frankfurt

Outras obras do artista questionam a invenção e a definição da pintura. Os métodos quase científicos perseguidos por Magritte mostram que o pintor não era um homem de respostas simples.

E ele nutria suspeitas frente ao realismo simplista. O objetivo declarado dos surrealistas era abalar experiências, pensamentos e visões corriqueiras.

Considerado o principal representante do surrealismo belga, Magritte foi ao encontro dessa pretensão de seus colegas de estilo com uma grande porção de ironia. Ele não dava importância a profecias e visões. Ele não se via, em primeira linha, como um artista, mas como “um ser humano pensante que pinta.” Mais tarde, o pintor belga se ocupou intensamente dos filósofos alemães Hegel e Heidegger e do francês Maurice Merleau-Ponty.

Na cultura pop

Chapéu, maçã, cortina: o imaginário de René Magritte se apresenta, muitas vezes, em formas simples e, por isso, pode ser facilmente reconhecido. Isso fez com que essa linguagem visual se tornasse, posteriormente, um dos elementos prediletos da cultura pop. Algo que é até hoje.

Ausstellung Schirn Kunsthalle Frankfurt MagritteRené Magritte (1898-1967) se achava “um ser humano pensante que pinta”

Na internet, especialmente nas redes sociais, as imagens bem-sucedidas são aquelas facilmente compreensíveis e que podem ser facilmente trabalhadas. Isso também se aplica aos motivos aparentemente simples de Magritte.

Sob a hashtag #renemagritte, encontram-se muitas reproduções. Se isso abre a profundidade filosófica do artista, é outra questão. Quem quiser mergulhar mais profundamente na obra do surrealista belga poderá, até 5 de junho próximo, visitar a exposição A traição das imagens em Frankfurt.
DW

Arte – Exposição de Frida Kahlo chega a Brasília

O estilo inconfundível da pintora mexicana Frida Kahlo pode ver visto de perto na exposição “Frida Kahlo – conexões entre mulheres surrealistas no México”, já aberta na Caixa Cultural, em Brasília, até o dia 5 de junho.

Frida Kahlo dizia que não pintava sonhos, mas sua própria realidadeFrida Kahlo dizia que não pintava sonhos, mas sua própria realidade.

A pintora, nascida em 1907 e famosa por seus quadros impactantes e de cores fortes, apesar de ser considerada surrealista por especialistas, sempre negou fazer parte do movimento. Ela dizia que não pintava sonhos, mas sua própria realidade.

O surrealismo, movimento artístico nascido em Paris na década de 1920, logo após o final da Primeira Guerra Mundial, enfatizava o papel do inconsciente e do onírico na criação de obras.

Em 1924, foi lançado o Manifesto Surrealista, que rompia com a lógica e com a razão, e contava com representantes como o escritor francês André Breton e o pintor espanhol Salvador Dalí, entre outros.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

“O surrealismo, mais do que um movimento, era uma forma de ver a vida. Os artistas estavam em um mundo caótico, onde nada fazia sentido, nenhuma instituição os protegia mais, era um mundo de destruição.

Nesse momento, os artistas queriam voltar a recuperar coisas que haviam perdido, queriam recuperar a inocência perdida das crianças. Em um mundo guiado pela razão e pelos interesses econômicos, os surrealistas, muito influenciados por Freud e suas teorias do mundo dos sonhos e do inconsciente, criaram o manifesto.

A ideia era deixar sair o fluxo do pensamento tal como vinham as ideias, sem passar pela estrutura da linguagem, pela lógica de raciocínio. O surrealismo tem a ver com a liberdade”, afirmou Teresa Arcq, curadora da exposição.

Frida, apesar de não se autointitular surrealista, foi uma figura que conseguiu aglutinar ao seu redor diversas artistas mexicanas e estrangeiras vinculadas ao surrealismo e que compartilhavam com ela afinidades estéticas e ideológicas.

A exposição mostra como, por intermédio de Kahlo, 14 artistas mulheres compartilharam o fascínio da cultura mexicana e exploraram temas como maternidade, família, magia e identidade.

As artistas que compõem a mostra são: María Izquierdo, Remedios Varo, Leonora Carrington, Rosa Rolanda, Lola Álvarez Bravo, Lucienne Bloch, Alice Rahon, Kati Horna, Bridget Tichenor, Jacqueline Lamba, Bona de Mandiargues, Cordelia Urueta, Olga Costa e Sylvia Fein.

“Frida foi uma influência importante, não só com sua vida e seu conhecimento da cultura mexicana, mas também com as suas inovações na pintura. Ela e Diego [Rivera, com quem foi casada], com suas alianças e amizades políticas, buscaram maneiras de ajudar exilados. Convidavam eles a ir para o México e os levavam para conhecer os lugares pré-hispânicos, sítios arqueológicos e arte popular”, afirmou Teresa Arcq.

Teresa conta que, durante a pesquisa sobre a vida e a obra de Frida, foram encontradas cartas da surrealista espanhola Remedios Varo, que vivia em Paris, pedindo ajuda da pintora para exilar-se no México. Era início dos anos 1940 e artistas fugiam da ocupação nazista na França. O mundo vivia os horrores da Segunda Guerra Mundial.

“Quando Frida voltou ao México [após sua exposição em Paris, em 1939], Alice Rahon lhe escreveu dizendo que já tinha comprado as passagens de barco para sair do país. Frida também esteve colaborando com diplomatas em Paris, tratando de formar um comitê para ajudar os espanhóis que estavam fugindo da guerra civil [espanhola]”, disse.

A exposição está estruturada em temas que Frida e as outras artistas tinham em comum, como o autorretrato, a representação do corpo feminino, a natureza morta como uma forma de contar histórias pessoais, de amor, eróticas, mas também de sofrimento.

Um dos temas da exposição é o mundo da magia, que para Frida era parte de sua vida cotidiana. Mas, para alguns artistas estrangeiros, era incrível chegar ao México e presenciar a estreita relação das pessoas com o oculto. Segundo Teresa, muitos foram influenciados ao verem as curandeiras nos mercados ou nos povoados, utilizando ervas e plantas para a cura ou para feitiços mágicos.

“Tem também uma sessão que está focada em obras feitas com técnicas surrealistas ou com temas surrealistas, como a exploração do inconsciente e do mundo dos sonhos. Além disso, há obras de incursões dessas artistas fora da pintura.

Leonora Carrington, que era também escritora, e Remedios Varo, escreveram obras de teatro, desenharam vestuários, máscaras, cenografias. Lola Alvarez Bravo, fotógrafa amiga de Frida, iniciou um filme sobre ela, que mostrava sua dualidade ou sua dupla identidade. Bridget [Tichenor] incursou primeiro na moda, foi editora da Vogue antes de ser pintora”, disse a curadora.

“Temos os rascunhos e marionetes de um balé cósmico que Alice Rahon criou a partir da explosão da guerra nuclear, onde todos os artistas começaram a questionar o que aconteceria se se destruísse a raça humana. E, por fim, tem uma sessão esplêndida que nos fala da influência do México, que descobriram através dos olhos de Frida e através da arte popular, das tradições, dos lugares”, ressaltou.

A exposição conta com fotografias, arte-objetos, desenhos, peças de vestimentas e pinturas. A visitação é gratuita, de terça a domingo, das 9h às 21h. Para aceder à exposição, é necessário retirar senha na bilheteria do centro cultural.

Caso queiram agendar a visita, o público pode fazer agendamento no site para garantir a entrada, uma vez que os ingressos são limitados. Cada pessoa pode retirar até quatro ingressos no seguinte site para agendamento: frida.ingresse.com
JB

Arte – Pintura – Jacek Yerka

A arte fantástica de Jacek Yerka ¹

Blog do Mesquita - Arte - Pintura Jacek Yerka 01

¹ Jacek Yerka
* Varsóvia, Polônia – 1952 d.C

Estudou artes gráfica e ilustração. Quando estava na universidade os professores pressionavam para que ele não fosse tão detalhista e não optar por uma pintura realística pois iria de encontro a tendência da arte contemporânea.
Somente em 1980 tornou-se profissional. Foi premiado nos salões de Varsóvia, Dusseldorf, Los Angeles, Paris e Londres.


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