Eleições 2010: Serra, o neo-populista, promete 13º salário para quem tem bolsa família

Brasil: da série “me engana que eu gosto!”

Bateu o desespero no poleiro tucano? Caso derrotado nas eleições para a presidência da república, com qual compostura fará oposição?

Depois de passar oito anos chamando o bolsa família de ‘bolsa esmola’, o tucano mor José Serra agora não só promete aumentar o número de famílias beneficiadas com a tal ‘bolsa eleitoreira’ como, pasmem Tupiniquins, pagar o 13º salário a todas as famílias que já recebem o bolsa família.

E achando pouco a promessa do paraíso na terra, disse que irá ‘revitalizar’ a Sudene, o maior sumidouro de dinheiro público jamais existido no nordeste.

Em queda nas pesquisas, Serra a mais pura expressão do paulistério soberbo, volta-se agora para um populismo eleitoreiro/palanqueiro que não condiz com sua (dele) competência  nem muito menos com a seriedade com a qual pautou sua (dele) vida pública.

Depois só apontam o dedo pro Tiririca!
O Editor


Serra promete 13º para quem recebe Bolsa Família

Depois de prometer aumentar o salário mínimo e o valor das aposentadorias, o candidato do PSDB, José Serra, disse que, caso eleito, dará décimo terceiro salário para todos os beneficiários do Bolsa Família.

Ele fez a colocação durante debate entre os presidenciáveis realizado na noite da segunda-feira na TV Jornal do Commercio.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

– Os assalariados têm, os aposentados têm, então os beneficiários do Bolsa Família também devem ter – afirmou o tucano, no que foi rebatido por Plínio de Arrruda Sampaio, do PSOL, que criticou a necessidade da existência de um programa social como esse no país:

O Bolsa Família existe porque falta emprego e porque falta trabalho, salário. Bolsa Família deveria ser uma ação emergencial, por exemplo, para quem está sob a lona esperando por um pedaço de terra, pela reforma agrária – afirmou Plínio.

Ele disse ainda que o dinheiro do Bolsa Família é tão pequeno que deveria se chamar Bolsa Biscoito.

A candidata Marina Silva lembrou que o programa antes era criticado pelos tucanos e que só agora, durante o período eleitoral, passou a ser defendido.

Serra replicou, afirmando que o Bolsa Família é uma herança de vários outros programas que foram criados, ainda, no governo Fernando Henrique Cardoso.

A política nacional terminou dominando o debate que era destinado a discutir o desenvolvimento do Nordeste.

A ex-Ministra Dilma Roussseff voltou a ser criticada por José Serra por ter faltado ao encontro. Ele lembrou que ela já deixou de ir a dez debates para os quais fora convidada.

Serra prometeu revitalizar a Sudene, criar uma secretaria especial para o semi árido, e tocar obras como a Transnordestina – ferrovia em implantação no Nordeste – e concluir as de irrigação em andamento na região.

Letícia Lins/O Globo

Opinião – Enfim alguém da elite abre mão de privilégios?

O ex-Govenador da Paraíba e atual Deputado Federal Ronaldo Cunha Lima – PSDB,PB – apresentou hoje renúncia ao mandato.

Quando Governador, Ronaldo Cunha Lima tentou assassinar, em 1993, o ex-Governador Tarcísio Burity, desfechando-lhe dois tiros, quando o mesmo se encontrava em um restaurante de João Pessoa.

Cunha Lima não aceitou as duras críticas que Burity fez ao seu filho Cássio Cunha Lima, que na época do fato era superintendente da antiga SUDENE. Tarcísio Burity ficou vários dias em coma, mas conseguiu sobreviver ao ataque, vindo a falecer dez anos depois no dia 8 de julho de 2003, vítima de falência múltipla dos órgãos e de parada cardiocirculatória.

Ronaldo Cunha Lima surpreendeu à todos com esse rompante de violência, pois sempre foi uma pessoa afável, e reconhecido poeta e trovador da cultura nordestina. Com a renúncia, ele abdica de ter foro privilegiado para o julgamento que seria feito no Supremo Tribunal Federal, tendo como relator o Ministro Joaquim Barbosa.

Sem o foro privilegiado – tinha direito constitucional ao foro porque à época da tentativa de homicídio era Governador – o processo seguirá para a primeira instância estadual na qual são julgadas as pessoas comuns.

Leia, abaixo, trecho da carta de renúncia de Ronaldo Cunha Lima.

– “Em caráter irrevogável e irretratável, renuncio ao mandato de deputado federal, representando o povo da Paraíba, a fim de possibilitar que esse povo me julgue, sem prerrogativa de foro como um igual que sempre fui”.

Ps. Alguns juristas identificam uma manobra “esperta” para jogar o julgamento para as calendas.