Oposição puxa o freio de mão do impeachment

Aécio Neves,Geraldo Alckimins,Blog do Mesquita,PolíticosComo sempre escrevo: tudo junto e misturado, ou como diz uma música que não lembro o nome: “…é por debaixo dos panos…”
Essa é a eficientíssima oposição brasileira. É de chorar. Só pensam neles mesmo. A população que se exploda e aguente a roubalheira indefinidamente.
No capitalismo, tem sempre alguém vendendo alguma coisa. Inclusive a honra.


Foi cancelada a reunião que o senador Aécio Neves, presidente do PSDB, pretendia realizar nesta terça-feira (25) com lideranças tucanas e dos demais partidos de oposição —DEM, PPS, Solidariedade e PSC.

Marcado na semana passada, nas pegadas do asfaltaço de 16 de agosto, o encontro contaria com a presença do jurista Miguel Reale Júnior.

Nele, os oposicionistas esboçariam uma estratégia para tentar chegar ao afastamento de Dilma Rousseff da Presidência da República.

Os parceiros do PSDB se deram conta se que as grandes iniciativas tucanas devem ser tratadas descontando-se a taxa de divisão do ninho.

No debate sobre o impeachment, o alto tucanato voltou a ser um grupo de amigos integralmente feito de inimigos.

Diante da falta de entendimento entre Aécio, Geraldo Alckmin e José Serra preferiu-se puxar o freio de mão.

Enquanto a oposição aguarda por um fato relevante que a unifique, o pedaço do PMDB que se dispõe a compor uma frente suprapartidária pelo afastamento de Dilma começa a desligar Aécio da tomada.

Em combinação com parlamentares de outros partidos, peemedebistas articulam para a noite de quarta-feira um encontro de deputados que namoram com a ideia de ver Dilma pela costas.


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ONG busca novo lar para cachorro cego e seu ‘guia’ canino

Segundo os funcionários do canil, Buzz (à direita) ajuda seu amigo cego a encontrar seu pote de comida e o empurra quando ele está indo na direção errada.

Uma ONG britânica está procurando um lar para dois cachorros que foram abandonados há três semanas em Hartlepool, no norte da Inglaterra. Inseparável, a dupla vem sendo apontado como um exemplo de amizade canina.

Tudo porque Glenn, um cão da raça jack russel terrier, é cego e, por isso, está sempre ao lado de Buzz, um staffordshire bull terrier que age como se fosse seu cão-guia.

A ONG Stray Aid, que agora está cuidando dos cães, acredita que eles tenham entre nove e 10 anos e que tenham sido abandonados justamente por conta de sua idade avançada.

Sue Bielby, que trabalha na ONG, disse que Glenn e Buzz ficam muito agitados se são separados um do outro, mesmo que seja por pouco tempo.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Personalidade

Ela disse à BBC que todos se apaixonaram pela dupla, dizendo que Glenn “não é o cachorro mais lindo do mundo, mas que sua personalidade é impressionante”.

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Inseparáveis, cachorrinhos ficam agitados e começam a latir se são separados, mesmo que seja por poucos minutos

Sue deixou claro que os cães só serão adotados se a pessoa estiver disposta a ficar com ambos.

“Buzz age como os olhos de Glenn, é simples assim”, conta.

“Glenn tira toda sua confiança do fato de estar ao lado de Buzz e, se eles são separados, ainda que seja por alguns minutos, os dois começam a latir e ficam irritados.”

Segundo os funcionários do centro da Stray Aid em Coxhoe, próximo de onde foram resgatados, Buzz ajuda seu amigo cego a encontrar seu pote de comida e sua cama, o empurrando quando ele está indo na direção errada.
Com informações da BBC

Chico Buarque, Genoíno e solidariedade

Nenhuma demonstração de apreço deve ser menosprezada, principalmente nesse universo de desamores em que estamos atolados.

Chico Buarque Genoino Blog do Mesquita

Onde medram gratuitamente ódios e desamores apartados de amizades fraternas. Independente de gostarmos ou não dos protagonistas.

Quem já não se solidarizou com amigos envolvidos em situações não confessáveis, e nem por isso os exilou?

Amigo é o dono de um afeto que deve estar presente nos momentos mais difíceis. Independente dos erros.

Posso não lhe perdoar os defeitos, mas, meu caráter não permite que lhe falte com meu abraço solidário.

Minha admiração ao Chico Buarque, cidadão que ‘expôs a cara a tapa’ em solidariedade ao seu amigo Genoíno.

Espero que tenha sido claro em minha redação do post. Falo em amizade, solidariedade, como as entendo.

Frisei que exteriorizo essa opinião, e tal sentimento, independente de quais sejam os protagonista, ou se tenho, ou não, admiração pelos mesmos. É assim.


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Dirceu condenado e Lula calado!

Esperar solidariedade do Lula é como esperar…

Penso que ao longo de sua (dele) trajetória, ficou claro que do agreste ao planalto o “cunpaeiro” só foi solidário consigo próprio.

Existem dois males nesse mundo que são imperdoáveis, a inveja e a ingratidão.
Lula poderá até vir a se pronunciar em solidariedade a seus companheiros de jornada.
Mas, a hora de fazê-lo, já terá passado.

José Mesquita – Editor.


Solidariedade imprescindível

Falta uma palavra. Se possível, um manifesto. Ao menos uma declaração de solidariedade a José Dirceu, mais até do que a José Genoíno e a Delúbio Soares.

Da parte de quem? Do Lula.

Afinal, sabendo ou não sabendo das lambanças do mensalão, trata-se de seu ex-chefe da Casa Civil, seu braço direito, comandante da primeira campanha e capitão do time.

Sem precisar avançar críticas ao Supremo Tribunal Federal, o ex-presidente está devendo um gesto de apoio a José Dirceu. Dizer que não assistiu à sessão do julgamento só piora as coisas.

Condenado a dez anos e dez meses de prisão, ainda se ignora quando a pena de José Dirceu começará a ser cumprida.

Pode não demorar muito, pode estender-se até meados do ano que vem, mas a hora dele ser amparado pelo ex-chefe é agora. Ou foi na noite de segunda-feira.

A alternativa do silêncio demonstrará o lado obscuro das relações humanas, tão comum entre nós desde que o mundo é mundo.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Importa menos, no caso, se José Dirceu é culpado e mereceu a condenação.

Não pode ser lançado pelo dono do barco como carga ao mar em meio à tempestade. Tem direito à solidariedade do primeiro-companheiro.
Carlos Chagas/Tribuna da Imprensa

Fukushima, Tsunami e solidariedade

Lembra da tragédia de Fukushima, no Japão? Então se prepare para conhecer uma impressionante lição de vida, transmitida por um menino de apenas 9 anos.

Circula pela internet uma impressionante lição de vida, que nos é transmitida a partir da tragédia ocorrida em Fukushima, no Japão, com o terremoto, o tsunami e o consequente desastre nuclear.

Trata-se de uma carta escrita por um imigrante vietnamita, chamado Ha Minh Thanh, que é policial no Japão e trabalhava justamente em Fukushima.

A carta enviada ao irmão está correndo o mundo, desde que foi reenviada a um jornal em Shangai, na China, que traduziu o texto e o publicou, com o destaque merecido.

Aqui, no Brasil, me parece que o primeiro blog a publicar (dia 17 de abril) foi o Gambarê Japão, que é editado por descendentes de japoneses no Bairro da Liberdade.


“Querido irmão,

Como estão você e sua família? Estes últimos dias têm sido um verdadeiro caos. Quando fecho meus olhos, vejo cadáveres e quando os abro, também vejo cadáveres.

Cada um de nós está trabalhando umas 20 horas por dia e mesmo assim, gostaria que houvesse 48 horas no dia para poder continuar ajudar e resgatar as pessoas. Estamos sem água e eletricidade, e as porções de comida estão quase a zero. Mal conseguimos mudar os refugiados e logo há ordens para mudá-los para outros lugares.

Atualmente estou em Fukushima – a uns 25 quilômetros da usina nuclear. Tenho tanto a contar que se fosse contar tudo, essa carta se tornaria um verdadeiro romance sobre relações humanas e comportamentos durante tempos de crise.

As pessoas aqui permanecem calmas – seu senso de dignidade e seu comportamento são muito bons – assim, as coisas não são tão ruins como poderiam. Entretanto, mais uma semana, não posso garantir que as coisas não cheguem a um ponto onde não poderemos dar proteção e manter a ordem de forma apropriada.

Afinal de contas, eles são humanos e quando a fome e a sede se sobrepõem à dignidade, eles farão o que tiver que ser feito para conseguir comida e água. O governo está tentando fornecer suprimentos pelo ar enviando comida e medicamentos, mas é como jogar um pouco de sal no oceano.

Irmão querido, houve um incidente realmente tocante que envolveu um garotinho japonês que ensinou um adulto como eu uma lição de como se comportar como um verdadeiro ser humano.

Ontem à noite fui enviado para uma escola infantil para ajudar uma organização de caridade a distribuir comida aos refugiados. Era uma fila muito longa que ia longe. Vi um garotinho de uns 9 anos. Ele estava usando uma camiseta e um par de shorts.

Estava ficando muito frio e o garoto estava no final da fila. Fiquei preocupado se, ao chegar sua vez, poderia não haver mais comida. Fui falar com ele. Ele disse que estava na escola quando o terremoto ocorreu. Seu pai trabalhava perto e estava se dirigindo para a escola. O garoto estava no terraço do terceiro andar quando viu a tsunami levar o carro do seu pai.

Perguntei sobre sua mãe. Ele disse que sua casa era bem perto da praia e que sua mãe e sua irmãzinha provavelmente não sobreviveram. Ele virou a cabeça para limpar uma lágrima quando perguntei sobre sua família.

O garoto estava tremendo. Tirei minha jaqueta de policial e coloquei sobre ele. Foi ai que a minha bolsa de comida caiu. Peguei-a e dei-a a ele. “Quando chegar a sua vez, a comida pode ter acabado. Assim, aqui está a minha porção. Eu já comi. Por que você não come”?

Ele pegou a minha comida e fez uma reverência. Pensei que ele iria comer imediatamente, mas ele não o fez. Pegou a bolsa de comida, foi até o início da fila e colocou-a onde todas as outras comidas estavam esperando para serem distribuídas.

Fiquei chocado. Perguntei-lhe por que ele não havia comido ao invés de colocar a comida na pilha de comida para distribuição. Ele respondeu: “Porque vejo pessoas com mais fome que eu. Se eu colocar a comida lá, eles irão distribuir a comida mais igualmente”.

Quando ouvi aquilo, me virei para que as pessoas não me vissem chorar. Uma sociedade que pode produzir uma pessoa de 9 anos que compreende o conceito de sacrifício para o bem maior, deve ser uma grande sociedade, um grande povo.

Bem, envie minhas saudações a sua família. Tenho que ir, meu plantão já começou.”

Ha Minh Thanh

Carlos Newton/Tribuna da Imprensa

Dilma comparece ao local da tragédia no Rio de Janeiro

A par da tragédia e da presença solidária e obrigatória de governantes aos locais de tragédias como essa acontecida na região serrana do Rio de Janeiro, fica claro que sem a responsabilização civil, administrativa e penal dos Prefeitos, Governadores e Presidente da República, pela não implementação de políticas definitivas para planos diretores, nada ira mudar.

Por outro lado, ano após ano a mídia credita somente ao governo federal a culpa de todas essas tragédias. É preciso esclarecer ao povo que por trás das críticas feitas a Dilma, Cabral, Alckmin, etc., existem estados e municípios, com burocracias mastodônticas.

Dona Dilma fez o que se espera de um governante nessas horas difíceis: a manifestação “in locum” de solidariedade às vítimas. Ao contrário de Lula, que evitava ter a imagem associada a qualquer ocorrência trágica, a presidente Dilma em 15 dias já deu mostra de que não é um poste lulista.

Lamentavelmente, no texto abaixo, o articulista vê na presença da Presidente nos locais da tragédia, somente um motivo para desfiar picuinhas críticas. No geral, a mídia brasileira, conservadora e comprometida, politiza qualquer tragédia, exercitando um tipo de jornalismo que nada acrescenta, e que passa ao largo da solidariedade. Assim, a chuva em São Paulo é obra de Deus, no Rio é culpa do Lula!

Entre outras inúmeras demandas, um pacto ético é urgente para colocar o Brasil no rumo da civilização.

O Editor


A reação dos governantes às tragédias pode arruinar uma biografia. Assediada por um flagelo no alvorecer de sua gestão, Dilma Rousseff não deu chance ao azar.

Menos de 24 horas depois do início da contagem dos corpos da região serrana do Rio, Dilma sobrevoou a área. Sujou os sapatos na lama de uma das cidades castigadas pelas águas.

Depois, deu uma entrevista improvisada. Soou inespecífica quanto às providências práticas. Enfiou na tragédia elogios inadequados a Lula. Porém…

Porém, teve a delicadeza de encerrar a conversa com uma manifestação de solidariedade às famílias dos mortos.

Ao levar o rosto ao cenário do drama, Dilma diferenciou-se de Lula, que não teve a mesma agilidade em crises análogas.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Portou-se, de resto, como uma espécie de anti-Bush. No dia 29 de agosto de 2005, uma segunda-feira útil, o furacão Katrina devastou a cidade de Nova Orleans.

No instante em que feneciam dezenas de vítimas, George Bush, então presidente dos EUA, encontrava-se no Arizona, num compromisso inútil.

Posava para fotógrafos segurando um bolo de aniversário. Os mortos avolumavam-se nas manchetes.

E Bush festejava os 69 anos de vida de um senador republicano.

Nas semanas seguintes, Bush lidou com a tragédia com a agilidade de uma tartaruga manca. Com isso, plantou em sua biogragia uma nódoa definitiva.

Um pedaço da opinião pública americana atribuiu a lerdeza de Bush a um não-declarado preconceito racial.

Líderes religiosos, políticos e artistas levaram ao noticiário a tese de que Bush demorou a prover socorro aos desabrigados porque a maioria era negra.

No mês passado, em entrevista à apresentadora Oprah Winfrey, Bush foi instado revolver o passado omisso.

Refutou a acusação de racismo.

Mais de cinco anos depois do ocorrido, Bush revelou-se refém de sua própria omissão.

Ao voar de Brasília para o Rio, Dilma fugiu desse figurino.

Sua visita não devolveu as vidas ceifadas. Tampouco atenuou a aflição dos desabrigados. Mas salvou a biografia da presidente da pecha da omissão.

Pouco? Talvez. Mas já é alguma coisa. Uma presidência também é feita de gestos. Eles são preferíveis à inação.

blog Josias de Souza

Natal: Doador misterioso transforma vida de mãe no sertão de Pernambuco

Em abril, o Bom Dia encontrou Renata e os filhos em uma jornada exaustiva pela sobrevivência. Oito meses depois, o jornal reencontrou Renata, grávida de oito meses, os três filhos e algumas conquistas para comemorar.

Viver do lixo. Retirar das sobras o que comer, o que vestir, os brinquedos para as crianças. Em abril de 2010, o Bom Dia Brasil encontrou Renata Silva e os três filhos em uma jornada exaustiva e degradante pela sobrevivência, em Arcoverde, no sertão de Pernambuco. Na carroça, as crianças se equilibravam, enquanto a mãe amamentava a caçula.

Oito meses depois, o jornal reencontrou Renata, grávida de oito meses, os três filhos e algumas conquistas para comemorar.


A casa simples, quase sem móveis, foi reformada. Ganhou mais um quarto e energia elétrica. O fogão e a geladeira são novos, assim como as camas e os colchões.

“Quando vocês fizeram a reportagem, eu vivia catando lixo, comia coisa do lixo, botava meus filhos para trabalhar junto comigo porque não tinha com quem deixar”, lembra Renata.

A história da Renata e dos três filhos emocionou e despertou a atenção de um brasileiro de forma especial. Ele não se conformou em ver as dificuldades diante da televisão e resolveu transformar a realidade da família. Distante, no anonimato, um voluntário mostrou que Papai Noel existe e que pode estar presente todos os dias do ano.

Renata nunca viu o anjo da guarda que age através da assistente social Luciana Karla. Ela faz as compras, paga as despesas e não deixa faltar nada para a família, como deseja o protetor anônimo.

“Só conheço mesmo a voz pelo telefone. O que ele quer em troca é só a família junta, que não se disperse de jeito nenhum”, conta Luciana.

Neste Natal, pela primeira vez, as crianças não vão brincar com as bonecas retiradas do lixo. Elas ganharam presentes novinhos.

“Estou mais feliz porque eu ganhei uma boneca”, comemora a menina Maria.

Renata, que é órfã e vive separada do marido, é pura gratidão. Até voltou a sonhar.

“Espero uma vida melhor para o futuro. Tanto para mim quanto para os meus filhos. Acredito que hoje em dia eu posso dizer que posso até a chegar a me formar. Eu tinha meu sonho de me formar em Direito para ser alguém na vida e dar o mesmo futuro aos meus filhos. Estou começando a acreditar que Deus existe e que tudo está mudando”, se emociona Renata.

Globo/Bom dia Brasil