Vídeo mostra ex-presidente do PSDB negociando freio em CPI da Petrobras

Senador à época, Sérgio Guerra defende que a comissão conclua seus trabalhos com “uma discussão genérica” e diz ter “horror” a CPI. Em contrapartida, recebe a promessa de “suporte”, o que é interpretado pelos investigadores como propina. Leia a íntegra da conversa.

Sérgio Guerra morreu em 2014 em decorrência de pneumonia e câncer de pulmão.

Vídeo em poder da força-tarefa da Operação Lava Jato, exibido pelo Jornal da Globo, mostra uma reunião em que o então presidente do PSDB, Sérgio Guerra, o hoje deputado Dudu da Fonte (PP-PE), um diretor da Petrobras e representantes de empreiteiras negociam o esvaziamento da CPI da Petrobras que funcionava naquele ano, em 2009, no Senado.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Senador à época, Sérgio Guerra defende que a comissão conclua seus trabalhos com “uma discussão genérica” e diz ter “horror” a CPIs.

Em contrapartida, recebe a promessa de “suporte”, o que é interpretado pelos investigadores como propina.Leia a íntegra da transcrição da conversa

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Para os investigadores, ele e Dudu da Fonte, denunciado ontem ao Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção, pediram R$ 10 milhões para que as apurações não avançassem sobre as suspeitas de superfaturamento nas obras da refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco. “Eu tenho horror a CPI. Nem a da Dinda eu assinei. É uma coisa deplorável. Fazer papel de polícia, parlamentar fazendo papel de polícia”, diz o então senador em um dos trechos da conversa.

Participam do encontro com Guerra e Dudu da Fonte o então diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, o presidente da Queiroz Galvão, Idelfonso Colares Filho, Erton Medeiros, representante da Galvão Engenharia, e o lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, apontado como operador do PMDB no petrolão. Erton Medeiros, Baiano e Paulo Roberto já sofreram condenações na Lava Jato.

Com exceção de Guerra, todos são investigados na Lava Jato. O ex-presidente do PSDB morreu em 2014, aos 66 anos, em decorrência de pneumonia e câncer de pulmão. Quando morreu, o tucano era deputado federal.

“Vamos fazer uma discussão genérica, não vamos polarizar as coisas. […] Eu disse ao Aluísio lá, segura. […] Quando essa […] começou, eu disse: ‘não vai ter isso […], não vai. […] Você não segura’”, diz o então senador em um dos trechos da reunião, que a Procuradoria-Geral da República interpreta como promessa de apoio para evitar o aprofundamento das investigações da CPI.

“Queria fazer o combate sem ir atrás de pessoas”, diz o tucano em outro momento da conversa, ocorrida em uma sala comercial localizada no edifício Leblon Empresarial, na zona sul do Rio. As imagens, registradas pelo circuito interno de segurança da sala, foram entregues ao Ministério Público pelo empresário Marcos Duarte, proprietário do imóvel onde ocorreu o encontro e amigo de Fernando Baiano.

“Termos obtusos”

Segundo a PGR, os participantes da reunião utilizam “termos obtusos” para se referir a propina. Em sua delação premiada, Baiano afirma que o tema é tratado quando o presidente da Queiroz Galvão, Ildefonso Colares, fala em “suporte” a Sérgio Guerra e o senador responde que o assunto deveria ser tratado “entre vocês”. “Dando suporte aí ao senador, tá tranquilo”. “Conversa aí entre vocês”, diz Guerra.

De acordo com os procuradores, o encontro serviu para acertar o pagamento de R$ 10 milhões em propina ao tucano para que ele freasse as investigações da CPI da Petrobras no Senado.

Abreu e Lima

O principal receio, segundo os investigadores, era que a CPI se aprofundasse sobre o superfaturamento de R$ 58 milhões em um contrato da estatal com o consórcio Refinaria Abreu e Lima, formado pelas construtoras Norberto Odebrecht, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa e Galvão Engenharia, e responsável por parte das obras do complexo petrolífero.

O relatório final da CPI não apontou irregularidades no contrato. A Queiroz Galvão e a Galvão Engenharia sequer foram citadas no parecer final da CPI, assinalou Janot na denúncia. A comissão não propôs o indiciamento de ninguém. Um dos delatores da Lava Jato, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa relatou que o suborno foi pago a Sérgio Guerra pela construtora Queiroz Galvão, que integrava o consórcio investigado pela CPI.

Denunciado

Ex-líder do PP na Câmara, Dudu da Fonte foi denunciado por Janot ao Supremo Tribunal Federal. O deputado pernambucano é acusado de ter participado ativamente da negociação da propina. O procurador-geral da República pede sua condenação por corrupção passiva, a perda do mandato e o pagamento de R$ 10 milhões em danos morais.

Em nota, Dudu da Fonte disse que a denúncia “será respondida, no tempo e forma devidos, perante o Supremo Tribunal Federal. “Anota-se, todavia, desde logo, que os membros da CPI, que hipoteticamente, se teria desejado encerrar, ofereceram, no 25/11/2009, com a CPI em andamento, 18 representações a esse mesmo Mistério Público acusador, diretamente ao seu chefe solicitando à adoção das providências necessárias à apuração das notícias de crime identificadas no decorrer dos trabalhos da Comissão, em especial as pertinentes às obras da refinaria Abreu e Lima”, diz o comunicado à imprensa do deputado.

Já a direção nacional do PSDB afirmou que defende as investigações da Lava Jato e que o trabalho das instituições públicas brasileiras avance para os esclarecimentos necessários.

O incômodo silêncio da oposição

O silêncio da oposição incomoda.
Por Marco Antonio Villa

Desde 1945 – incluindo o período do regime militar – nunca tivemos uma oposição tão minúscula e inoperante.

Vivemos numa grande Coreia do Norte com louvações cotidianas à dirigente máxima do país e em clima de unanimidade ditatorial.

A oposição desapareceu do mapa.

E o seu principal partido, o PSDB, resolveu inventar uma nova forma de fazer política: a oposição invisível.

A fragilidade da ação oposicionista não pode ser atribuída à excelência da gestão governamental.

Muito pelo contrário.

O país encerrou o ano com a inflação em alta, a queda do crescimento econômico, o aprofundamento do perfil neocolonial das nossas exportações e com todas as obras do PAC atrasadas.

E pior: o governo ficou marcado por graves acusações de corrupção que envolveram mais de meia dúzia de ministros. Falando em ministros, estes formaram uma das piores equipes da história do Brasil.

A quase totalidade se destacou, infelizmente, pela incompetência e desconhecimento das suas atribuições ministeriais.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Mesmo assim, a oposição se manteve omissa. No Congresso Nacional, excetuando meia dúzia de vozes, o que se viu foi o absoluto silêncio. Deu até a impressão que as denúncias de corrupção incomodaram os próceres da oposição, que estavam mais preocupados em defender seus interesses paroquiais. Um bom (e triste) exemplo é o do presidente (sim, presidente) do PSDB, o deputado Sérgio Guerra.

O principal representante do maior partido da oposição foi ao Palácio do Planalto. Numa democracia de verdade, lá seria recebido e ouvido como líder oposicionista. Mas no Brasil tudo é muito diferente. Demonstrando a pobreza ideológica que vivemos, Guerra lá compareceu como um simples parlamentar, de chapéu na mão, querendo a liberação de emendas que favoreciam suas bases eleitorais.

Em 2011 ficou a impressão que os 44 milhões de votos recebidos pelo candidato oposicionista incomodam (e muito) a direção do PSDB. Afinal, estes eleitores manifestaram seu desacordo com o projeto petista de poder, apesar de todo o rolo compressor oficial. Mas foram logrados.

O partido é um caso de exotismo: tem receio do debate político. Agora proclama aos quatro ventos que a oposição que realiza é silenciosa, nos bastidores, no estilo mineiro. Nada mais falso. Basta recordar o período 1945-1964 e a ação dos mineiros Adauto Lúcio Cardoso ou Afonso Arinos, exemplos de combativos parlamentares oposicionistas.

E pior: o partido está isolado, fruto da paralisia e da recusa de realizar uma ação oposicionista. Desta forma foi se afastando dos seus aliados tradicionais. É uma estratégia suicida e que acaba fortalecendo ainda mais a base governamental, que domina amplamente o Congresso Nacional e que deve vencer, neste ano, folgadamente as eleições nas principais cidades do país.

O mais grave é que o abandono do debate leva à despolitização da política. Hoje vivemos – e a oposição é a principal responsável – o pior momento da história republicana. O governo faz o que quer. Administra – e muito mal – o país sem ter qualquer projeto a não ser a perpetuação no poder.

Com as reformas realizadas na última década do século XX foram criadas as condições para o crescimento dos últimos dez anos. Mas este processo está se esgotando e os sinais são visíveis. Não temos política industrial, agrícola, científica. Nada.

Este panorama é agravado pelo sufrágio universal sem política. Temos eleições regulares a cada dois anos. Foi uma conquista. Porém, a despolitização do processo eleitoral acentuado a cada pleito é inegável. Para a maior parte dos eleitores, a eleição está virando um compromisso enfadonho. Enfadonho porque vai perdendo sentido. Para que eleição, se todos são iguais? O eleitor tem toda razão. Pois quem tem de se diferenciar são os opositores.

Ser oposição tem um custo. O parlamentar oposicionista tem de convencer o seu eleitor, por exemplo, que os recursos orçamentários não são do governo, independente de qual seja. Orçamento votado é para ser cumprido, e não servir de instrumento do Executivo para coagir o Legislativo.

Quando o presidente do principal partido de oposição vai ao Palácio do Planalto pedir humildemente a liberação de um recurso orçamentário, está legitimando este processo perverso e antidemocrático – inexistente nas grandes democracias. Deveria fazer justamente o inverso: exigir, denunciar e, se necessário, mobilizar a população da sua região que seria beneficiada por este recurso. Mas aí é que mora o problema: teria de fazer política, no sentido clássico.

Já do lado do governo, qualquer ação administrativa está estreitamente vinculada à manutenção no poder. Não há qualquer preocupação com a eficiência de um projeto. A conta é sempre eleitoral, se vai dar algum dividendo político. A transposição das águas do Rio São Francisco é um exemplo.

Apesar de desaconselhado pelos estudiosos, o governo fez de tudo para iniciar a obra justamente em um ano eleitoral (2010). Gastou mais de um bilhão. Um ano depois, a obra está abandonada. Ruim? Não para o petismo. A candidata oficial ganhou em todos os nove estados da região e na área por onde a obra estava sendo realizada chegou a receber, no segundo turno, 95% dos votos, coisa que nem Benito Mussolini conseguiu nos seus plebiscitos na Itália fascista.

Se continuar com esta estratégia, a oposição caminha para a extinção. O mais curioso é que tem milhões de eleitores que discordam do projeto petista. Mais uma vez o Brasil desafia a teoria política.
Fonte: O Globo

PSDB reúne membros da CPI do Cachoeira para tentar tirar Perillo do foco

E a população que acreditava que corrupto era somente o PT. Caem as vestais do DEM, Arruda e Demóstenes, e as imaculadas do PSDB, Eduardo Azeredo, indiciado pelos mesmos ilícitos dos mensaleiros no STF, e agora o mais furibundo dedo acusador anti-petista, Marconi Perillo.
Estão todos chafurdando na mesma sarjeta. O próximo será o governador do Rio Serginho Cabralsinho do PMDB. Aguardem.
José Mesquita – Editor


Mesmo posando com o discurso de união em torno de Perillo, caciques da legenda admitem desconforto

Na fotografia, um PSDB unido e sorridente em torno da defesa intransigente do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB).

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Nos bastidores, alguns parlamentares da sigla continuam defendendo que Perillo deve se licenciar do partido para não atrapalhar o desempenho tucano nas eleições municipais.

Ontem à tarde, durante coletiva, o presidente do partido, deputado Sérgio Guerra (PSDB-PE), fez um esforço grande para atestar que não há divergências internas em relação à situação do governador de Goiás.

“Confiamos no Perillo”, repetiu mais de uma vez.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Após afirmar que os petistas transformaram a CPI do Cachoeira num tribunal de exceção, declarou que a Polícia Federal está sendo instrumentalizada politicamente.

Um dia antes, caciques do PSDB afirmaram que, com a divulgação recente de novo relatório da PF, Perillo deveria se explicar novamente porque a situação, que já era considerada grave, havia chegado ao limite.

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Denúncias da revista Época apontaram que a construtora Delta teria pagado R$ 500 mil de propina ao governador para que ele liberasse R$ 9 milhões referentes a dívidas do governo de Goiás com a empreiteira.

A transação teria sido realizada por meio da venda da casa de Perillo.

O imóvel foi comprado por Cachoeira com recursos de empresas fantasmas abastecidas pela Delta.

Sérgio Guerra utilizou grande parte do tempo para atacar o PT.

Minimizou a investigação da PF e fez uma defesa genérica do governador.

Para ele, a estratégia é requentar denúncias contra Perillo com o objetivo de desviar o foco do chamado mensalão, que será julgado em agosto.
Correio Braziliense 

Tópicos do dia – 02/04/2012

08:49:23
STF unifica processo contra Demóstenes e dois deputados de Goiás: Carlos Leréia e Sandes Jr.

Na petição que encaminhou ao STF há quatro dias, o procurador-geral da República Roberto Gurgel pediu o desmembramento do inquérito que apura o envolvimento de congressistas com Carlinhos Cachoeira e a quadrilha dele.

Relator do caso no Supremo, o ministro Ricardo Lewandowski discordou de Gurgel. Decidiu que os parlamentares pilhados nos grampos da Polícia Federal serão processados num único processo.

São três os acusados, todos de Goiás: além do senador Demóstenes Torres (DEM), os deputados federais Carlos Leréia (PSDB) e Sandes Júnior (PP). Como detentores de mandatos federais, só podem ser julgados no STF.

Gurgel considerava que as provas contra Demóstenes, mais robustas, poderiam resultar num processo mais célere. Lewandowski considerou que não faz sentido separar em mais de um processo indícios recolhidos numa mesma investigação.

Antonio Carlos de Almeida Castro, o advogado de Demóstenes, já informou que pretende arguir a ilegalidade das provas. Alega que seu cliente foi escutado pela PF sem autorização do STF. Se vingar, a tese pode beneficiar, por tabela, os deputados.
blog Josias de Souza

08:50:14
Luiz Estevão é condenado a quatro anos, mas não vai cumprir nenhum
Os jornais alardeiam que o ex-senador Luiz Estevão foi condenado a quatro anos de prisão, em regime semi-aberto, por crime tributário. A decisão foi tomada pela 1ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal.
A condenação é resultado de denúncia feita pelo Ministério Público por sonegação fiscal. Segundo a Promotoria, ele deixou de pagar, entre abril de 1997 e fevereiro de 2000, parte do ICMS referente a uma fazenda de sua propriedade.
Estevão havia sido absolvido pelo juiz da primeira instância, que aceitou o argumento da defesa de que ele não estava administrando a fazenda no período. A Promotoria recorreu e dois desembargadores consideraram que as provas eram suficientes para comprovar a responsabilidade do ex-senador.
Para os desembargadores, como a fazenda estava registrada no nome dele, cabia a Estevão provar de que tinha transferido a administração do negócio para outras pessoas. Mas ainda cabe recurso.

09:32:07
Mensalão e Demóstenes. Inaceitável! Absolutamente inaceitável!
PT aposta em aposta em crise no DEM para adiar mensalão
Aumentou a aposta no PT para que o caso Cachoeira/Demóstenes Torres ajude a adiar o julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal, previsto para junho. O relator de ambos os casos, ministro Ricardo Lewandowski, que foi rápido como um raio para abrir investigação e quebrar o sigilo do senador do DEM-GO, já avisou que não tem pressa de levar o caso do mensalão ao plenário do STF.

09:52:23
Carta Capital cita José Agripino em “Mensalão do DEM”
Ao revirar “Caixa de Pandora”, revista traça relação do senador potiguar com possível esquema de pagamento de propina no Governo do DF.
A revista Carta Capital desta semana chega às bancas e traz uma reportagem, intitulada “Pandora inesgotável”, que cita o senador José Agripino (DEM) como um dos “beneficiários” do possível esquema de pagamento de propina no Governo do Distrito Federal. Escândalo que se popularizou como “Mensalão do DEM”, desarticulado após ser deflagrada a “Operação Caixa de Pandora”.

A reportagem relata a apreensão, pela Polícia Federal, de um CD no gabinete de Fábio Simão, então chefe de gabinete do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, do DEM. Segundo a revista, o conteúdo do CD revelou indício comprometedor contra os senadores José Agripino e Sérgio Guerra (PSDB-PE).

O referido CD traz uma conversa entre um homem não identificado e uma mulher identificada apenas como Dominga, esta trabalhava, na época, para o Diretor da Qualix Ambientais, Eduardo Badra. Em seguida, a reportagem traz o desfecho da história:

“O trabalho da secretária era o de, basicamente, telefonar para os beneficiários de um esquema de propinas montado na casa de Badra e, em seguida, organizar a distribuição do dinheiro. De acordo com as informações retiradas do CD apreendido no gabinete de Simão, as pessoas para quem Dominga mais ligava eram, justamente, Agripino Maia, Sérgio Guerra e Joaquim Roriz”, diz trecho da reportagem.

“De acordo com as informações da secretária, as propinas eram acomodadas em caixas de arquivos de papelão com montantes de 50 mil reais a serem distribuídos entre quadras de Brasília ou no estacionamento do restaurante Piantella […]. Lá, entre acepipes e vinhos caros, os interessados jantavam e decidiam como e quando seriam feitas as partilhas”, relata a revista.

Ouvido por Carta Capital, José Agripino, por meio de sua assessoria de imprensa, garantiu não ter nenhuma relação com Badra. À revista, Agripino teria dito que “só se lembra de ter encontrado [com Badra], ‘anos atrás’, para tratar de uma proposta da Qualix para se instalar no Rio Grande do Norte”.

10:08:53
As águas irão ou não rolar?
Outro silêncio intrigante é o da “grande mídia” que não investiga as ligações do cachoeirense contraventor com órgão semanal da imprensa Tupiniquim. Por que tanto silêncio?

10:50:27
No lombo dos Tupiniquins! Chegamos lá! Nada de complexo de inferioridade!
Dados do Banco Mundial: você, eu e mais um bando de abestados, trabalhamos cerca de 2.600 horas somente para pagar impostos em 2011. O BM considera essa carga tributária recorde mundial.


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Eleições 2014. Serra diz que estão colocando a carroça à frente dos bois

Em aparente resposta a entrevista de Aécio sobre eleição presidencial, tucano tuitou que antecipar debate ‘atrapalha e desorganiza a oposição’

O ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) utilizou ontem o microblog Twitter para dizer que não é o momento de a oposição discutir a sucessão da presidente Dilma Rousseff, numa aparente resposta à declaração do senador tucano Aécio Neves (MG).

Em entrevista ao Estado, publicada no domingo, o mineiro afirmou estar pronto para disputar a Presidência com qualquer candidato do PT, “seja Lula ou Dilma”.

Serra afirmou ontem, no Twitter: “2014 está longe. Antes vem 2012. Querer colocar o carro adiante dos bois só atrapalha e desorganiza a oposição”.

Na segunda-feira à noite, após reunião do Conselho Político do PSDB, o ex-governador havia dito que achou a entrevista “interessante” e “verdadeira”.

“Acho positivo que Aécio se coloque”, disse após a reunião, da qual o mineiro também participou.

Segundo políticos ligados a Serra, o ex-governador sonha em disputar a eleição presidencial pela terceira vez, em 2014.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Aécio não quis entrar em polêmica. Por meio de sua assessoria, o senador afirmou ontem que pensa exatamente desta forma, de que não é o momento de discutir a sucessão presidencial.

Panos quentes.

“Uma coisa que o mineiro não faz é passar o carro na frente dos bois”, endossou o presidente do PSDB em Minas Gerais, deputado Marcus Pestana, afirmando que a opinião de Serra e de Aécio é a mesma.

Pestana lembrou que o senador disse à bancada tucana, em jantar realizado há duas semanas, que não é hora de colocar a campanha presidencial na rua.

“Aécio acha que o momento é de organizar e modernizar o partido e ter foco nas eleições de 2012″, disse Pestana.

“O partido tem que discutir um realinhamento programático e uma agenda para o Brasil.”

Já o líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), disse que não entendeu a declaração de José Serra como um recado para Aécio. “Não creio que seja para o Aécio, até porque ele (Aécio) foi pressionado a se manifestar pelos próprios integrantes do PSDB”, ponderou.

“O que é mais importante é o que conversei com o Aécio terça-feira e que tenho conversado com o Serra, a respeito da definição das primárias para a escolha do candidato. É mais importante definir o processos do que a escolha. Se adotarmos as primárias, o nome escolhido será legitimado pelo processo, e terá a participação da militância”, explicou Álvaro Dias.

Para ele, as primárias eliminam a hipótese da racha no partido e derrubam qualquer pretexto para a montagem de dissidências. “Estamos chegando a isso com muito facilidade. Primeiro é preciso revitalizar o partido e estimular os militantes, tornar o partido mais sólido para a disputa de 2014″, disse.

“Todo mundo é favorável a isso. O Sérgio Guerra (presidente do PSDB), a Executiva, desde os tempos em que o presidente era o Tasso Jereissati (ex-senador cearense). O Aécio e o Serra já são favoráveis.”

Andrea Jubé Vianna,João Domingos/O Estado de S.Paulo

Eleições 2014: Dilma Rousseff, acertos e oposição desacertada

A presidente Dilma Rousseff, caso deseje a reeleição, terá o pré-sal, o minha casa minha vida, crescimento do PIP de 5%/ano e a copa do mundo, entre outros trunfos, para turbinar a campanha. Ah, sem esquecer a turma que não deseja a volta do “cara”.

A oposição, se é que se pode assim chamar a “meia dúzia de 3 ou 4”, tem somente a lembrar os feitos de FHC – plano real – e martelar nos mal feitos do mensalão, maracutaia que contamina todos os partidos, e que a população nem mais lembra.

Não esquecer o “espírito agregador” de José Serra, o mais emplumado tucano: “Eu posso não ser presidente em 2.014, mas o Aécio também não será”.

Para alguns observadores mais argutos da cena política brasileira, o PSDB teve a chance de jogar o PT pras calendas com o Mensalão e não deixar que se iniciasse uma “era Lula”. Contudo, preferiu fazer um “acordão” Serra/Lula em 2006.

O Editor
PS 1. Vocês não acham que 100 dias é pouco tempo para se determinar acertos e desacertos?

PS 2. E ainda tem que acredite que DEM, PSDB e PT são diferentes. Juro!


Oposição enxerga acertos em Dilma e se desnorteia

Três meses de Dilma Rousseff foi tempo bastante para que Fernando Henrique Cardoso alterasse o conceito que fazia dela.

Presidente de honra do PSDB e principal ideólogo da oposição, FHC pespegara em Dilma, durante a campanha de 2010, a pecha de “boneca de ventríloquo”.

Insinuara que, eleita, quem daria as cartas seria Lula, não ela. Hoje, em diálogos privados, FHC reconhece que Dilma o “surpreendeu”. Positivamente.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

A avaliação de FHC se espraia por toda a oposição. Alastra-se pelo PSDB e também pelo DEM, seu parceiro de oposição.

Tornou-se consensual entre os adversários do governo a percepção de que, a menos que ocorram tropeços, não será fácil se opor a Dilma.

Avalia-se que a presidente revelou-se dona de personalidade própria. Distancia-se de Lula nos pontos que alimentavam as fornalhas da oposição.

Substituiu a histrionia pela parcimônia verbal. Trocou a ideologia pelo pragmatismo. Distanciou-se do Irã. Reachegou-se aos EUA. Anunciou cortes orçamentários.

Como se fosse pouco, revelou-se capaz de gestos como o convite a FHC para o almoço oferecido ao visitante Barack Obama.

Um gesto que, tonificado pela ausência de Lula, forçou FHC a derramar-se elogios sobre os microfones.

Afora a ausência de discurso, a oposição debate-se consigo mesma. PSDB e DEM são, hoje, os principais adversários do PSDB e do DEM.

O tucanato, agremiação de amigos 100% feita de inimigos, revolve suas divisões. Divisões internas e eternas.

No centro de todas as trincas está José Serra, o candidato que a ex-boneca abateu com a ajuda do ex-ventríloquo.

Serra mede forças com Aécio Neves por 2014. Digladia-se com Sérgio Guerra pela presidência do partido. Disputa com Geraldo Alckmin a hegemonia em São Paulo.

O DEM, depois de engolfado pela “onda Lula”, luta para que a lipoaspiração congressual não evolua para um raquitismo patológico.

Os ‘demos’ que não aderiram ao projeto de novo partido do prefeito Gilberto Kassab dividem-se em dois grupos.

Uma ala olha para o futuro com grandes dúvidas. A outra já não tem a menor dúvida: o futuro é uma fusão com o PSDB, uma espécie de inexorável à espera do melhor momento para acontecer.

Assim, dividida, dilacerada e sem norte, a oposição enxerga nos acertos da Dilma um entrave adicional para pôr em pé um discurso alternativo.

Vai-se buscar munição nos detalhes. O DEM faz um inventário das promessas de campanha de Dilma. Acha que não há como cumpri-las. E esboça a cobrança.

O PSDB fará do recrudescimento da inflação o seu principal cavalo de batalha. Enxerga na eletrificação do índice a oportunidade para reacencer a pauta antigastança.

Parte-se do pressuposto de que Dilma não conseguirá entregar o corte orçamentário de mais de R$ 50 bilhões que prometeu.

Vai-se atacar a inificiência do Estado “aparelhado” e realçar a herança tóxica deixada por um Lula que tinha em Dilma sua principal gerente.

À sua maneira, Aécio Neves, o grão-duque do tucanato de Minas, esgrimiu esses tópicos no discurso inaugural que pronunciou no Senado.

“Vemos, infelizmente, renascer, da farra da gastança descontrolada dos últimos anos, em especial do ano eleitoral, a crônica e grave doença da inflação”, disse Aécio.

“Era o discurso que faltava”, festejou Sérgio Guerra, o ainda presidente do PSDB.

A despeito dos anseios de Serra, Aécio tornou-se o nome preferencial de tucanos e agregados para o próximo embate sucessório.

Com isso, guinda-se ao posto de principal líder da oposição um personagem que se definiu no celebrado discurso como “um construtor de pontes”.

Para Aécio, o êxito de seu projeto passa por duas variáveis: os eventuais erros de Dilma e a capacidade da oposição de beliscar pedaços do atual condomínio governista.

Assim, além de aprumar um discurso e torcer pelos tropeços da sucessora de Lula, a oposição teria de seduzir legendas como PSB, PDT, PP

Tudo isso contra um pano de fundo marcado pela crise do “de repente”. Numa Era pós-revolucionária, o brasileiro afeiçoou-se à evolução econômica e sociail lenta.

Ao reconhecer os méritos de Lula, Aécio realçou dois: a manutenção dos pilares econômicos erigidos nas gestões Itamar e FHC e o viés social.

O problema é que o cidadão tende a associar os benefícios resultantes da combinação ao mandatário de plantão, não aos gestores do passado.

Significa dizer que, se conseguir debelar o surto inflacionário e manter a cozinha relativamente em ordem, Dilma vai a ante-sala de 2014 bem posta.

Foi-se o tempo em que o eleitor acreditava em salvadores e em milagres. Já não há o “antes” e o “depois”. Só há o “processo”, vocábulo caro ao PSDB.

Escolado, o dono do voto agarra-se à força das continuidades. Olha para a mudança com ceticismo. De novo: vive-se uma crise do “de repente”.

Sem vocação para fazer uma oposição ao estilo do ex-PT, PSDB e DEM foram como que condenados à tocaia. Rezam baixinho por um tsunami que destrua a perspectiva de poder longevo que Dilma passou a representar.

Até a torcida exige comedimento. Uma arquibancada barulhenta poderia soar impatriótica.

blog Josias de Souza

Eleições 2010: Roberto Jefferson diz que não conhece José Serra

O tenor do mensalão, o inefável Roberto Jefferson, atual presidente do PTB e aliado de primeira hora da candidatura de José Serra, candidamente confessa que só conhece o tucano ‘ de ouvir falar’.
Uáu!
Com um vice brandindo um tacape maluco, e um aliado mensaleiro desse tipo, fica difícil Serra vencer.
Uáu!
O Editor


Pelo Twitter, Roberto Jefferson diz que só conhece Serra de ‘ouvir falar’

Presidente do PTB critica tucano por não reunir partidos coligados.
‘Sem unidade das oposições ninguém, nem Cristo, venceria’, escreveu.

O presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, disse nesta quinta-feira (19), por meio de sua página no Twitter, que o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, é responsável pela “dispersão” dos partidos coligados de oposição. “[Ele] Nunca nos reuniu.”[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Nas mensagens postadas em seu perfil na rede de microblogging, Jefferson diz que quando vai a São Paulo conversa com lideranças tucanas, como Sergio Guerra (presidente do PSDB), Eduardo Jorge (vice-presidente do partido) e o deputado Marcio Fortes (PSDB-RJ). “E para aí. Nunca conversei com o Serra”, escreveu.

Jefferson diz que teve apenas dois encontros com o candidato tucano. “Eu encontrei com o Serra duas vezes. Uma na convenção do PTB. Outra na casa do Geraldo Alckmin“, escreveu.

Ele critica também a suposta falta de união entre os aliados do PSDB: “Sem unidade das oposições ninguém, nem Cristo, venceria.”

O presidente do PTB diz ainda que seu apoio ao tucano se deve ao candidato do partido ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin. “Eu apoio Serra a pedido do Geraldo Alckmin. Sou Geraldo, não conheço o Serra. Só de ouvir falar.”

Apesar das críticas, Jefferson diz que Serra ainda pode vencer as eleições, apesar de todas as pesquisas eleitorais colocarem a petista Dilma Rousseff em vantagem na preferência do eleitorado. “Se o Serra quiser virar o jogo , ele vira. Dá tempo.”

Roberto Jefferson também teceu críticas à campanha de Serra. Dirigindo-se ao publicitário Luiz Gonzalez, responsável pelos programas eleitorais do tucano, ele questionou o uso de uma favela cenográfica na propaganda do candidato e o uso do apelido “Zé”. “Se o Gonzalez ouvisse um pouco os políticos, não poria no ar uma favela ‘fake’, nem o bobajol do Zé”, postou.

O G1 entrou em contato com a assessoria de José Serra e aguarda retorno. O candidato tucano cumpriu agenda pela manhã no Rio de Janeiro.

Campanha petista

Jefferson atacou também a campanha da candidata Dilma Rousseff. “Dilma vai sendo vendida no horário eleitoral como um Lula sem barba e com dez dedos”, escreveu o presidente do PTB em seu Twitter.

G1

Eleições 2010: Serra quer vice do PSDB e DEM estrebucha

Oficializado como candidato sem definir o nome do vice, José Serra convive com a perspectiva de inaugurar uma crise em sua coligação.

Em privado, Serra torce o nariz para a hipótese de acomodar um político do DEM em sua chapa. Revela preferência pela escolha de um tucano.

Aliado tradicional do PSDB, o DEM farejou o cheiro de queimado. E ameaça reagir caso venha mesmo a ser preterido.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

O único tucano que a tribo ‘demo’ aceitaria de bom grado seria Aécio Neves, que já refugou a incumbência. Qualquer outro resultará em encrenca.

É crescente a irritação dos caciques da tribo ‘demo’ com o estilo de Serra. Tacham-no de “centralizador”. Acusam-no de conduzir uma campanha “solitária”.

Enquanto Serra esteve à frente nas pesquisas, as diferenças foram escamoteadas. A subida de Dilma Rousseff içou-as à superfície.

“Se tivéssemos um nome alternativo, já teríamos mandato o Serra para aquele lugar”, disse ao repórter um dirigente do DEM, com a irritação à flor da pele.

As queixas alcançam da organização da agenda do candidato à demora na resolução de pendências regionais. No topo, a definição do vice.

“Para não acrescentar problemas a uma campanha já problemática, temos evitado a crítica pública. Mas o Serra não ajuda”, aditou o ‘demo’ queixoso.

O DEM não é um partido uniforme. Em meio à irritação, há os que empunham panos quentes. É o caso de José Agripino Maia, líder do DEM no Senado.

Em privado, Agripino advoga a tese de que, mediante uma negociação bem conduzida, seu partido pode digerir um vice tucano.

O problema é que as vozes da ponderação, como a de Agripino, vão sendo sufocadas pela algaravia que vem dos subterrâneos da legenda.

Presidente do DEM, o jovem deputado Rodrigo Maia (RJ) afastara-se de Jorge Bornhausen (SC), o antecessor da velha guarda que patrocinara sua ascensão.

Súbito, Rodrigo e Bornhausen encontraram na questão do vice um ponto de contato. Os grupos de ambos pegam em lanças pela escolha de um nome do partido.

A reaproximação das duas alas é sintomática. Serra não morre de amores por Rodrigo, que preferia a candidatura presidencial de Aécio Neves à dele.

Mas Bornhausen, atraído pelo prefeito ‘demo’ de São Paulo, Gilberto Kassab, achegara-se a Serra. E operava afinado com ele.

Entre as pendências regionais que se acumularam sob Serra está a Santa Catarina de Bornhausen. Ali, o DEM disputará o governo com o senador Raimundo Colombo.

E o governador Leonel Pavan, do PSDB, demora-se em apoiá-lo. Pior: Pavan cultiva a própria candidatura, a despeito de Colombo estar mais bem-posto nas pesquisas.

No plano nacional, o DEM admitira ceder a vice a Aécio em respeito à lógica. Adensaria a chapa. E renderia votos em Minas, o segundo colégio eleitoral do país.

O mesmo não se dá, alegam os ‘demos’, com outros tucanos que desfilam pelo noticiário como opções de Serra – Sérgio Guerra e Álvaro Dias, por exemplo.

O que se diz é que as opções do DEM – José Carlos Aleluia (BA) e o próprio Agripino—nada deixam a dever a nomes como o de Guerra e Dias.

O DEM marcou sua convenção nacional para 27 de junho. A pauta contém dois tópicos: a aprovação da coligação com o PSDB e a homologação do vice.

“Impossível dissociar uma coisa da outra”, diz, em timbre de ameaça, o mandachuva do DEM que conversou com o repórter.

“Os convencionais não ficarão confortáveis em aprovar a aliança com um partido que nos trate como aliados de segunda classe”.

Entre os tucanos, diz-se que, em parte, a demora na definição se deve à necessidade de aguardar pela definição do PP. Algo que tonifica o mal-estar do DEM.

Presidente do PP e primo de Aécio, o senador Francisco Dornelles (RJ) é um dos nomes que Serra leva ao rol dos vices. Em jogo, um minuto e meio de tempo de TV.

O diabo é que Dornelles se equilibra entre duas posições. A pessoal, favorável à “neutralidade”, e a da maioria de seu partido, adepta de uma aliança com Dilma.

A hipótese de o PP cair no colo de Serra é, hoje, uma improbabilidade concreta. Mas, ainda que houvesse chances, o DEM levaria o pé atrás.

Pai de Rodrigo Maia e amigo de Serra dos tempos de exílio no Chile, o ex-prefeito carioca Cesar Maia trata a opção Dornelles como inaceitável.

Entre quatro paredes, Cesar Maia argumenta que o DEM entrega a Serra uma vitrine televisiva mais vistosa que a do PP. Coisa de três minutos. Assim…

blog Josias de Souza

Eleições 2010. Tasso Jereissati:”Vice? Nunquinha!”

Estranho. Muito estranho essa situação em que se encontra a vaga para vice na chapa de José Serra. Até agora um desfile de desistências, e desconvites, assombra a campanha tucana. Se o “mineiríssimo” Aécio Neves não quis embarcar na tucana nau, porque Tasso Jereissati o faria?

Estranho. Muito estranho! Por que ninguém quer o cargo? Afinal, na taba dos Tupiniquins, os vices na história do Brasil — Floriano Peixoto, Afonso Pena, Delfim Moreira, Fco. Alvares Bueno de Souza, Café Filho, João Goulart, Pedro Aleixo, Itamar Franco, José Sarney — terminaram por se tornar titulares.

Fica a impressão de que uma parte do tucanato não gosta do Serra e quer que ele naufrague. Pode-se pensar, também, que as cautelosas aves vislumbrem do alto do poleiro tempestades futuras que recomendam não alçarem voo.

O Editor


Tasso rejeita vice de Serra: ‘Sou candidato a senador’

Tasso Jereissati (PSDB-CE) disse que não cogita comparecer às urnas de 2010 como candidato a vice na chapa do presidenciável tucano José Serra.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]
“Eu não penso nisso. Sou candidato a senador. Quero continuar trabalhando aqui no Ceará”, disse.
A declaração foi feita sexta-feira (28), no município cearense de Paracuru, distante 85 km da capital, Fortaleza.

O nome de Tasso fora mencionado como alternativa de vice pelo presidente do PSDB e coordenador da campanha de Serra, Sérgio Guerra (PE).

Ao rejeitar a idéia, Tasso mimetiza Aécio Neves. O grão-duque do tucanato mineiro também reafirmou, na quinta (27), que é candidato ao Senado, não a vice.

Conforme já noticiado aqui, a escolha do companheiro de chapa de Serra deve ser empurrada para o final do mês que vem.

Marcada para 12 de junho, a convenção nacional do PSDB deve aprovar apenas o nome de José Serra, sem definir o segundo da chapa.

Com a saída de Aécio do páreo, a cúpula do DEM voltou a reivindicar a vaga. E cogita esticar a negociação até 28 de junho, data de sua convenção.

Serra admitiu a hipótese de adiamento. Deu-se em Recife, no ato de lançamento da candidatura de Jarbas Vasconcelos (PMDB) ao governo pernambucano.

Ao discursar, Serra disse que não há pior coisa para um presidente do que “vice que faz aporrinhação”.

Citou como modelo o ex-vice de Fernando Henrique Cardoso, o senador Marco Maciel (DEM-PE), presente à cerimônia de lançamento de Jarbas.

Secretário-geral do PSDB federal, o deputado Rodrigo de Castro (MG), também declarou que a convenção de 12 de junho não é data fatal para a escolha do vice.

“Dá pra segurar mais um tempo”, disse Rodrigo, que integra o grupo de Aécio.

Que dá para segurar, não há dúvida. A lei não impede.

Mas a delonga vai à crônica da sucessão como um problema, não como opção.

blog Josias de Souza

Eleições 2010: PSDB ‘esconderá’ FHC no lançamento da candidatura de Serraá

No lançamento de Serra, PSDB decide “esconder” FHC

Nem FHC, nem Aécio, falarão no lançamento de Serra, mas “talvez uma mulher”, será a… Yeda? (LF)

Ex-presidente fica fora da lista de oradores de evento marcado para 10 de abril

Tucano minimiza encontro com Joaquim Roriz (PSC) e diz ter sido procurado pelo ex-governador do DF, que desmentiu a informação

O PSDB deixou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso de fora da lista de oradores do evento de lançamento da pré-candidatura de José Serra à Presidência da República.

O presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), afirmou ontem que, no encontro no dia 10 de abril, só discursarão ele, o pré-candidato Serra, os presidentes do DEM, Rodrigo Maia (RJ), e do PPS, Roberto Freire (PE), e “talvez uma mulher”.

Ao ser indagado se FHC falaria no encontro, Guerra respondeu: “Esquece o Fernando Henrique. Você está parecendo a [ministra e pré-candidata do PT a presidente] Dilma Rousseff falando do FHC”.

O PSDB não confirmou a presença do ex-presidente. O senador Arthur Virgílio (AM) defendeu a ida de FHC, ainda que não faça discurso, pela “figura que representa”.

A oposição quer reunir cerca de 3.000 pessoas no Centro de Eventos Brasil 21, em Brasília, das 9h às 13h, no dia 10.

Roriz

FHC minimizou ontem a importância do encontro ocorrido entre ele e o ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz (PSC) na última segunda-feira.

O ex-presidente afirmou que o ex-governador “bateu na porta de sua casa” e que ele não poderia ter deixado de recebê-lo.

“Ele foi até a minha casa dizer que era candidato”, disse o tucano sobre a intenção do colega, sem mencionar o apoio manifestado pelo ex-governador à candidatura de Serra ao Planalto.

Roriz (PSC) desmentiu o ex-presidente. Em nota, disse que foi procurado pelo PSDB, que lhe ofereceu a legenda para uma aliança na capital federal.

Em resposta às críticas dos tucanos, que reagiram com irritação ao encontro entre ele e FHC, Roriz disse que “jamais procurou ninguém”.

O encontro causou mal-estar na cúpula do PSDB porque o nome de Roriz, que lidera as pesquisas para o governo do Distrito Federal, é apontado pela Polícia Federal como possível próximo alvo da Operação Caixa de Pandora.

Noeli Menezes e Fernanda Odilla/Folha de São Paulo