Senador Tião Viana poderá ter mandato cassado pelo Supremo Tribunal Federal

STF julgará ação que pode cassar Tião Viana

O ministro Joaquim Barbosa é o relator, no Supremo Tribunal Federal, do caso que pode custar o mandato do senador Tião Viana (PT-AC). A ação pede a cassação do suplente, Aníbal Diniz, que não se afastou (desincompatibilizou) do cargo de Secretário de Comunicação Social antes da eleição de 2006, como manda a lei eleitoral. O registro de toda a chapa (titular e dois suplentes) está sujeito a anulação.

Me engana que eu gosto

Para driblar a Justiça, a exoneração de Aníbal Diniz governo do Acre foi publicada em janeiro de 2007 com “efeito retroativo” a abril de 2006.

Boca torta

O suplente de Tião Viana foi secretário estadual do governo do irmão do senador, Jorge Viana, acusado de inúmeras irregularidades.

coluna Claudio Humberto

Senado é um balaio de gatos. Lula amansa PT, Renan acua oposição e Sarney fica

Pelo navegar tranquilo em águas turbulentas, apesar de provocar tsunamis por onde passa, o senador José Sarney parece ter “lastro” para afundar porta-aviões. Cabe aos Tupiniquins entender, e não esquecer, que foi o DEM o principal eleitor do marimbondo de fogo à presidência do senado. Mas, a geléia é geral. Portanto não esqueçam os “nominhos e as figurinhas” exibidas e citadas abaixo, quando forem votar em 2010.

O editor

Passou a fase do heroísmo afirmativo no Senado. Vive-se agora a etapa da covardia, só exposta no recôndito dos gabinetes, com o buraco da fechadura tapado. Entre quatro paredes, ouve-se das vozes que tem peso uma opinião unânime: José Sarney fica.

Sarney Oposição Mansa

É uma unanimidade à moda de Nelson Rodrigues. Uma unanimidade que, por ululante, “está a um milímetro do erro, do equivoco, da iniquidade”. Sarney trata de virar a página: “Todo mundo deseja que o Senado volte a seus trabalhos, à convivência…”

Todos desejam que o Senado “possa realmente realizar as reformas pendentes”, dizia o morubixaba do PMDB na manhã de quinta (13). Ao final de uma semana em que tentara pôr de pé a tese da inevitabilidade do desarquivamento de uma ação contra Sarney, Aloizio Mercadante prostrou-se.

“Fiquei totalmente isolado. Estou tomando porrada sozinho. Sumiu todo mundo”, desabafou, na tarde de sexta (14), o líder do PT. Mercadante falava a um amigo, pelo telefone. Parecia rendido à evidência de que, no PT, o pior tipo de solidão é a companhia dos companheiros de bancada.

Ideli Salvatti, Delcídio Amaral e João Pedro, os petês que votam no Conselho de (a)Ética recusam-se a levar adiante os planos de Mercadante. Pior: acusam o líder de fazer jogo de cena. Sabe que Sarney safou-se. Mas faz média com o eleitorado esclarecido de São Paulo.

Mercadante Oposição Mansa“O partido tinha apoiado a minha tese. Retirou o apoio. Fiquei numa situação difícil”, Mercadante se lamuriava ao amigo. Ele antevê as manchetes do dia seguinte: “Se o Sarney caísse, a culpa seria minha. Se o Sarney fica, a culpa é do PT”.

Logo o PT, que, na refrega de fevereiro, oferecera ao plenário do Senado um nome alternativo ao de Sarney: Tião Viana. O que mais exaspera Mercadante é o timbre do noticiário: “Arrancaram a oposição do debate. Os jornais só falam do PT. Não mencionam o jogo de cena da oposição”.

O petismo tornou-se vítima de uma frase de José Agripino Maia: “Nós estamos nas mãos do PT”, repete à exaustão o líder do DEM. Logo o DEM que, com seus 14 votos, foi decisivo no placar que impôs ao Senado a terceira presidência de Sarney.

A semana de Agripino começara tensa. Recebera a visita do ex-senador Jorge Bornhausen, presidente de honra do DEM. A pedido de Sarney, seu velho amigo, Bornhausen encareceu a Agripino que não impusesse à bancada ‘demo’ um fechamento de questão contra Sarney.

Agripino Oposição MansaAgripino disse que não há, tecnicamente, um fechamento de questão. Mas foi claro: no Conselho de (a)Ética, entregaria a mercadoria que combinara com o PSDB. Os três votos ‘demos’ no colegiado opinariam a favor de desengavetar as ações contra Sarney. Na quarta (12), Agripino recebeu telefonema de Renan Calheiros.

O líder do PMDB, chefe da milícia congressual que quebra lanças por Sarney, pediu um encontro reservado. Agripino o recebeu à noite, em seu apartamento. Renan sondou Agripino sobre os votos do DEM. Ouviu o mesmo que Bornhausen: os ‘demos’ votarão pelo desarquivamento. Perdendo, o partido recorrerá ao plenário.

Agripino gere uma bancada cujo ânimo anti-Sarney tem a consistência de um pote de gelatina. Porém, decidido a acomodar todas as culpas no colo do PT, acautelou-se.

Heráclito Fortes, um dos ‘demos’ com assento no conselho, disse que não vota contra Sarney. Agripino encomendou a ausência de Heráclito, que assentiu. No lugar dele, vai votar Rosalba Ciarlini.

Suplente no conselho, a senadora é unha e cutícula com Agripino, que planeja fazer dela governadora do Rio Grande do Norte. Eliseu Resende, outro ‘demo’ do conselho, também balança por Sarney.

Agripino chamou-o aos brios. Lembrou-o de que assinara os recursos pró-desarquivamento. Disse a Eliseu não ficaria bem votar contra os papéis que traziam o seu jamegão. E obteve do liderado claudicante a promessa de se manter firme.

Na manhã de quinta (13), Agripino tocou o telefone para o tucano Sérgio Guerra. Contou ao parceiro de oposição o teor da conversa que tivera com Renan. Presidente do PSDB, Guerra disse os dois votos do tucanato no conselho se mantêm inalterados, pelo desarquivamento.

Tasso Jereissati Oposição MansaA oposição dos subterrâneos contrasta com a oposição dos holofotes. O fora Sarney sumiu do plenário. Ali, ainda ecoam as escusas de Tasso Jereissati.

O grão-tucano cearense escalara a tribuna na terça (11). Desculpara-se com a sociedade brasileira pelos pontapés retóricos que trocara com Renan. O “coronel de merda” assegurou que manteria o embate com a tropa do “cangaceiro de terceira categoria”. Seguiu-se, porém, um embainhar coletivo de espadas.

O dissidente peemedebista Jarbas Vasconcelos passou a semana defendendo o bloqueio das votações. Pregou no deserto. Pedro Simon, outro desgarrado do PMDB, ainda fala de renúncia. Não de Sarney, que já engoliu e digeriu. Simon ameaça agora abdicar do próprio mandato.

Renan também trocou a boca do palco pelas coxias. Amainara o discurso do tucano Arthur Virgílio, levando-o à grelha do Conselho de (a)Ética. Constrangera Tasso, Guerra e Álvaro Dias plantando denúncias no noticiário. E submergiu.

Antes de reunir-se com Agripino, fora a Lula, na terça (11). Queixara-se de Mercadante. E ouvira palavras tranqüilizadoras. O petismo, o presidente lhe assegurara, não abandonaria Sarney.

Lula repetiria o mantra ao senador que não merece ser tratado como cidadão comum. À noite, na Granja do Torto, diria a Sarney que o governo não lhe faltaria. Na conversa telefônica desta sexta (14), Mercadante acusou o golpe:

“O governo veio com a mão pesada pra cima da bancada. Os partidos da base, inclusive o PT, não sustentaram a nossa posição. O PMDB radicalizou. A oposição sumiu do cenário”.

Acordão? Sim. Um acerto tácito e silencioso, que dispensa conversas. A conveniência reuniu-se com o compadrio e concluiu que o melado do Senado já escorrera o bastante. Ou fechavam-se os dutos ou todos seriam engolfados. Mercadante recordou uma interrogação que ouvira de Sarney: “Por que só eu?”

Em privado, Agripino Maia pronunciou, na noite de sexta, uma frase que ainda não ousa ditar aos gravadores e às câmeras de TV: “O Sarney fica. Mas será um presidente em farrapos. Renovação do Senado, só na eleição de 2010”. As manchetes, Mercadante lamenta, estão contratadas: “A culpa é do PT”.

blog Josias de Souza
Fotos: ABr, Folha e Ag.Senado

Tião Viana o senador celular

Brasil: da série “O tamanho do buraco”!

Quem não lembra do desenho animado da Penélope Charmosa? No desenho a heroína sofria todo tipo de maldades do “malvado” Tião Gavião.

Embora o sinistro personagem seja um sósia do senador José Agripino, no quesito malfeitorias, o personagem tem no senador Tião Viana o seu (dele) mais fiel representante.

O sempre “angelical” senador petralha acreano, portando aquele ar de bom moço, é só mais um que chafurda no charco onde afunda a dignidade do parlamento que já abrigou Rui Barbosa.

O editor

Senado na berlinda
Escândalos em cascata 2

Em todos os aeroportos brasileiros que fazem voos internacionais, o passageiro é frequentemente assediado por funcionários de operadoras de telefonia que oferecem aluguel de celular para ser usado no exterior.

Também é possível comprar em qualquer loja do ramo um aparelho bem barato, carregá-lo com cartão pré-pago e configurá-lo para ser usado no exterior.

Mas alguém precisa informar o senador Tião Vianna (PT-AC) sobre essas maravilhas da tecnologia moderna.

Como senador e ex-membro da mesa do Senado, o nobre parlamentar tinha direito ao uso ilimitado de dois celulares. Isso mesmo: uso ilimitado de dois celulares.

Pai atento, quando a filha viajou pela primeira vez ao exterior, o que fez o senador Tião Vianna? Emprestou à filha um dos celulares do Senado, destinado exclusivamente ao uso dos senhores senadores.

Candidamente, o senador Tião Vianna declarou que não possuía um celular particular, por isso emprestou o do Senado à filha, para que pudesse encontrá-la sempre.

Quando deixou a mesa do Senado, devolveu os celulares, sem sequer se preocupar em saber quanto custou aos cofres públicos seu desvelo como pai.

E la nave va.

bolg da Lucia Hippolito

Senado desce à sargeta. Mais ainda!

Brasil: da série “Acorda Brasil”!

Esqueletos saem do armário e sujeiras inacreditáveis emergem dos tapetes.

Tudo o que está narrado abaixo, era desconhecido de suas (deles) ex-celências. Acredite, o ínclito Senador Jarbas Vasconcelos e seus (deles) paladinos da ética, com dezenas de anos no exercício de mandatos parlamentares e militância política, não “sabiam” de nadica de nada disso e, pasmem, mostram-se televisivamente espantados com tanta corrupção.

Ah é, é?

Essa turma nos faz sentir saudades dos “descuidos” – gíria policial para caracterizar pequenos furtos de meliantes insignificantes – de Maluf, Quércia, Severino Cavalcante, anões do orçamento,…

Como costuma dizer o jornalista Neno no programa TVNeno na TV Diário:
“mar minino!”


Há no Senado 131 direitores (!?!?!).

Nesta quarta (18), depois de uma reunião com os senadores que integram a Mesa diretora do Senado, Sarney anunciará um lote de providências saneadoras.

Decidiu, por exemplo, encomendar ao TCU uma análise de todos os contratos de fornecimento de mão de obra terceirizada do Senado.

Deve encomendar à FGV (Fundação Getúlio Vargas) uma avaliação dos métodos de gestão do Senado.

Sarney se move sob o assédio de uma onda de denúncias. Começaram depois que ele virou presidente, em 2 de fevereiro. E não pararam mais. Vieram à luz, por exemplo:

1. A mansão não declarada de R$ 5 milhões do diretor-geral Agaciel Maia, já afastado;

2. A existência de 36 servidores fantasmas no setor de comunicação do Senado;

3. O uso irregular de apartamento funcional pelo filho de diretor do Senado;

4. O pagamento de R$ 6,2 milhões em horas extras em pleno recesso parlamentar;

5. A burla à proibição do nepotismo. Parentes de senadores e funcionários do Senado foram contratados por meio de empresas provedoras de mão-de-obra terceirizada.

6. A suspeita de que Roseana Sarney (PMDB-MA) usou passagens aéreas pagas pelo Sendo para trazer amigos e parentes a Brasília. Alguns deles hospedaram-se na residência oficial da presidência do Senado.

A saraivada de denúncias envenou a sessão plenária desta terça (17). Derrotado por Sarney na disputa pela presidência do Senado, Tião Viana (PT-AC) foi ao microfone.

Repeliu as insinuações, encontradiças nos corredores do Senado, de que estaria por trás das acusações que sacodem a administração do Senado.

“Meia dúzia de fofoqueiros estão fazendo insinuações com o meu nome. Não mostram a identidade, o DNA, o rosto. Plantam notinhas nos jornais…”

“…Como homem da Amazônia, aprendi a não ter medo de medo de onças. Também não temo os patifes e os canalhas”.

O líder tucano Arthur Virgílio (PSDB-AM) disse que Tião não deveria se preocupar com as insinuações. “Mazelas não devem ser jogadas pra baixo do tapete…”

“…Se souber de alguma irregularidade, vou denunciar. Não estou aqui pra isso. Eu me elegi senador, quero trabalhar. Isso aqui não é um clube…”

“…Estou de saco cheio desse clima de inércia e desmoralização a que está submetido o senado nesse momento…

“Não estou aqui para decidir se a próxima festa do Havaí será de sarongue ou de sunga. Quero trabalhar. Precisamos cuidar da crise”.

Wellington Salgado (PMDB-MG), membro destado da guarda pretoriana de Renan Calheiros (PMDB_AL), saiu em defesa de Sarney.

Disse que “o presidente tem agido prontamente, tomou atitudes imediatas sempre que surgiram denúncias”.

Criticou a imprensa. Disse que os repórteres denunciam o Senado, mas se esquivam de informar sobre as mazelas do Poder Judiciário.

“Denúncias verdadeiras, tudo bem. Mas precisamos ter mecanismos para processar judicialmente aqueles que fazem denúncias mentirosas”.

Salgado não especificou quais seriam as falsidades que enxerga as manchetes que trovejam notícias azedas sobre o Sendo.

Em meio ao lufalufa, o vice-presidente do Senado, Marconi Perillo (PSDB-GO), que presidia a sessão, informou aos colegas acerca da decisão de Sarney.

Declarou que o presidente acabara de determinar que os diretores da Casa pedissem exoneração.

O líder ‘demo’ José Agripino Maia (DEM-RN) saudou a decisão: “A decisão chega em boa hora…”

“…O presidente Sarney vai recomeçar. Com a competência que tem, estou certo de que vai pôr ordem na Casa, para que essa onda de denuncismo não salpique as pessoas que não têm contas ajustar”.

Tião Viana é ameaça às imoralidades do Senado

Brasil: da série “O tamanho do buraco!”

O mesmo que já sucedeu ao Senador Pedro Simon — por ser homem honrado, Simon, embora esteja no quarto mandato de senador, jamais foi nomeado para nenhuma comissão nem nuca teve o nome sugerido para presidir o Congresso — agora acontece com o Senador Tião Viana.

O senador que era “poule de dez” para ser o próximo presidente do Senado, tem sua candidatura rifada por pretender, quando eleito, implementar medidas moralizadoras naquilo que para os brasileiros é sinônimo de casa da mãe Joana.

Impressiona a desfaçatez do PSDB, que se vende de forma iracunda como arauto da moralidade, concorde com este tipo de manobra. As vestais tucanas, lideradas pelo verborrágico senador Arthur Virgíli, talvez, por interesses não confessáveis, direcionam os votos da bancada para eleger o marimbondo de fogo do Maranhão, o inefável, o inacreditável e caudilhesco Zé Sarney.

Argh!

Sucessão no Senado – Um risco chamado Tião Viana

Pesou na decisão do PSDB de dar seus 13 votos para José Sarney (AP), candidato do PMDB à presidência do Senado, o receio de que Tião Viana (AC), candidato do PT, de fato cumprisse a promessa que tem feito durante conversas sigilosas com alguns dos seus pares – a de promover uma radical reforma na estrutura do Senado e nos hábitos e costumes ali enraizados.

do blog do Noblat

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