Renan Calheiros: PMDB representará contra Arthur Virgílio no conselho de ética do senado

Brasil: da série: “Só dói quando eu rio!

Sei não, Tupiniquins. Vocês já imaginaram algum dia que iriam assistir Renan Calheiros falando em ética, e ainda por cima escudado por “elle”? Isso mesmo. Fernando Collor. Tremei! O boiadeiro e o dono daquilo roxo, paladinos da ética e samurais do Sarney? E mais. Com os olhos injetados de ódio, e destilando fel pelos cantos da boca hirta, Collor fez, pasmem!, veemente e apaixonada defesa de Lula, e atacou o senador Pedro Simon, que falava da tribuna do senado pedindo a renúncia do soba censor do Maranhão.

Recapitulando. Navegando na sarjeta, na mesma barca ‘ética’, Renan Calheiros, Zé Sarney e Fernando Collor. Esse, fazendo declaração de paixão explícita pelo apedeuta do agreste. Completando a ópera bufa, a descabela intervenção do suplente beócio, argh!, Wellington Salgado, e balbucios nefelibatas do decrépito senador Epitácio Cafeteira.

O que esperar de um governo defenddio por Calheiros, Collor e Wellington Salgado?

Já estou antevendo a cena pra 2010. Sarney, Collor e Calheiros na coordenação da campanha da “cunpaeira” Dilma.

Tem alguma coisa fora de ordem.

O editor


PMDB apresenta nesta semana representação contra líder do PSDB, diz Renan Calheiros

BRASÍLIA – Apesar de ser uma decisão tomada pela bancada do PMDB, o líder do partido, senador Renan Calheiros (AL), afirmou nesta segunda-feira que a representação ao Conselho de Ética contra o líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), será protocolada “no decorrer da semana”. Segundo ele, é necessário aguardar a presença em Brasília dos parlamentares que começam a chegar após o recesso parlamentar.

O texto da representação já está pronto e deve cobrar a apuração de três fatos que envolvem o líder tucano: o pagamento de salário a um funcionário do seu gabinete enquanto ele fazia um curso no exterior; a legalidade do ressarcimento financeiro pelo Senado dos gastos da mãe do parlamentar com tratamento de saúde; e o socorro financeiro de cerca de US$ 10 mil concedido pelo ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia ao tucano durante viagem ao exterior.

Calheiros reafirmou que a iniciativa de representar contra Virgílio decorre do fato dele praticamente ter forçado o PSDB a representar contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), no Conselho de Ética:

– O problema é que o Arthur Virgílio levou o PSDB a tomar uma atitude e, diante disso, não poderíamos agir diferente.

O peemedebista negou que a iniciativa represente qualquer senha para intimidar outros senadores que defendem o afastamento do presidente da Casa.

– Não é do meu feitio telefonar para chantagear ou pressionar ninguém – disse Renan Calheiros.

Essa hipótese foi levantada por Virgílio. O tucano acredita que possa estar sendo “usado” pelo líder do PMDB para intimidar outros parlamentares. Ele afirmou que não renunciará ao mandato mesmo que a representação siga adiante e um eventual pedido de cassação de seu mandato seja votado em plenário.

– Não renuncio. Não há hipótese. Largo a política se eles (PMDB) tiverem força para isso tudo. Talvez estejam me usando para intimidar terceiros e quartos (senadores), mas não me intimidarão, continuarei a fazer denúncias – declarou Virgílio.

O Globo

Mais um Sarney estava “pendurado” nas tetas do Senado

É insaciável a “fome” do capitão-mor do Maranhão. E o cidadão (sic) ainda vai a tribuna para dizer que a crise não é dele… Novamente o senador Epitácio Cafeteira é que serve o cafezinho ao clão dos ribamares.

Em sigilo, Senado demite irmão de Sarney

Ivan Sarney foi demirido de maneira “discreta” e só saiu agora do sistema interno do Senado.

Um irmão do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), foi exonerado, por meio de ato secreto, de um cargo de confiança da Casa. A demissão do escritor e advogado Ivan Sarney (PMDB) saiu só agora no sistema interno do Senado, mas com data de 30 de abril de 2007. Ele se soma a outros seis parentes de Sarney que estão ou passaram discretamente pela folha de pagamento do Senado nos últimos anos, além de dois afilhados políticos.

Vereador de São Luís entre 1992 e 2004, Ivan, de 64 anos, foi acomodado no dia 5 de maio de 2005 na Segunda Secretaria do Senado, então ocupada pelo senador João Alberto (PMDB-MA), hoje vice-governador do Maranhão. Na época da nomeação, Ivan era suplente de vereador na capital maranhense.

Sua nomeação no Senado foi pública, misturada a outros 26 atos, em um mesmo boletim. No dia 1º de fevereiro de 2007, ele foi transferido para o gabinete do senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA).

A exoneração secreta está em um boletim, revelado apenas agora, com dois atos: um anulando a mudança para o gabinete de Cafeteira e o outro informando a saída do irmão do presidente do Senado do quadro de funcionários. Cada ato é assinado pelo ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia.

O boletim contém ainda o nome de João Carlos Zoghbi, ex-diretor de Recursos Humanos – citado em outro escândalo recente, de crédito consignado para funcionários do Senado. No Congresso, Ivan exerceu o cargo de assistente parlamentar, com salário de R$ 4,8 mil. Deixou o Senado para assumir uma vaga de vereador em São Luís. No ano passado, ele tentou, em vão, se reeleger.

Agência Estado

De Sarney para Sarney: nepotismo no Senado é hereditário.

Brasil: da série “Só dói quando eu rio”!

Pois é meu caríssimo Tupiniquim. Se você pensava que já havia visto tudo em matéria de corrupção, nepotismo e outras “cositas mas” oriundas das plagas dos Ribamares, lêdo engano.
Atingimos, os brasileiros, um estágio superior da desfaçatez no trato da coisa pública que, os eruditos chamam de “Rés publica”. Alvíssaras! Esta inaugurada a herança nespótica!
Os caras pálidas titulares da capitania hereditária do Maranhão, não suavizam a bodurna no “quengo” da plebe.
O editor

Após demissão de neto de Sarney, mãe herdou vaga.

Assim que o garoto foi demitido, em razão da decisão do Supremo Tribunal Federal que proibiu o nepotismo no poder público, a mãe dele foi contratada – para o mesmo cargo, no mesmo gabinete, e com o mesmo salário.

Um dia após a revelação de que um neto do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), passou 18 meses pendurado na folha de pagamento do Senado como funcionário do gabinete de um senador amigo da família, eis que surge mais uma polêmica. Assim que o garoto foi demitido, em razão da decisão do Supremo Tribunal Federal que proibiu o nepotismo no poder público, a mãe dele foi contratada – para o mesmo cargo, no mesmo gabinete, e com o mesmo salário.

A nomeação do estudante João Fernando Michels Gonçalves Sarney foi revelada na edição de ontem do jornal O Estado de S. Paulo. O caso veio a público graças ao surgimento de 300 boletins secretos em que parentes e amigos de senadores eram nomeados para cargos no Senado sem que seus nomes aparecessem em publicações oficiais. A demissão do garoto foi publicada num desses boletins, o que, à época, permitiu que a contratação passasse despercebida. João Fernando, de 22 anos, é filho do empresário Fernando Sarney, primogênito do senador.

Em 2 de outubro passado, ele teve de ser exonerado. Como não pôde ficar no posto, sob pena de o Senado estar descumprindo a ordem do Supremo, apelou-se para uma solução literalmente caseira. João Fernando deixou de receber o salário, mas o contracheque continuou a chegar em sua casa. Desta vez, em nome de sua mãe. Vinte dias após a exoneração do neto de Sarney, a mãe dele foi contratada como secretária parlamentar do gabinete do senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA), aliado político do senador Sarney.

do O Povo

Neto de Sarney foi beneficiado

Brasil: da série “só dói quando eu rio”!

E a farra do boi bumbá maranhense continua na taba dos Tupiniquins, agora dominada pela praga dos Timbiras. Uma colméia de marimbondos de fogo se instalou no planalto central. Como pode ser constatado, a praga já contamina a terceira geração dos Ribamares.

O editor

Rapaz recebeu salário de secretário parlamentar durante 18 meses

João Fernando Michels Gonçalves Sarney é um jovem de 22 anos que está perto de terminar o curso de administração numa faculdade particular de Brasília. Apesar da pouca idade e de ainda não ter diploma, ele carrega no currículo, além do sobrenome de peso, um emprego de prestígio. Por um ano e oito meses, João ocupou formalmente um dos postos mais altos da estrutura funcional do Senado. Foi secretário parlamentar, função que dá direito a salário mensal de R$ 7,6 mil. A história agora se tornou conhecida graças à revelação dos atos secretos.

É o próprio João Fernando quem revela as credenciais que lhe garantiram o bom emprego. Procurado ontem pelo Estado, respondeu sem rodeios à pergunta sobre sua relação com o presidente do Senado. “Sou neto do senador Sarney, meu pai é o Fernando”, disse. Ele se referia a Fernando José Macieira Sarney, filho mais velho do senador e encarregado de tocar os negócios da família. A mãe de João, Rosângela Terezinha Michels Gonçalves, candidata a Miss Brasília em 1980, é ex-namorada de Fernando.

O rapaz foi nomeado assessor do Senado em 1º de fevereiro de 2007. Quem assinou a nomeação foi o atual diretor-geral da casa, Alexandre Gazineo, na época adjunto do então todo-poderoso Agaciel Maia. João deveria trabalhar no gabinete do senador Epitácio Cafeteira, do PTB do Maranhão, terra dos Sarney. Esteve lotado no Senado até 3 de outubro do ano passado, quando um novo ato secreto, também assinado por Gazineo, formalizou sua saída

O Estado de São Paulo – De Rodrigo Rangel