Eleições 2010: Assim como faz o PT, DEM e Serra desrespeitam a lei eleitoral

No universo eleitoral brasileiro quem disse que o crime não compensa? Com irrisórias multas de R$5mil, partidos e candidatos continuarão a fraudar a legislação eleitoral.

O programa do DEM apresentado na televisão foi um acinte à legislação eleitoral. Assim, com os criticados e multados petistas, os democratas abusaram de fazer propaganda ilegal.

Já José Serra, seguindo a linha cínica de “não bater” no Presidente Lula, elegeu o pau mandado Agripino Maia, para “fazer o serviço”. Aliás, fica a dúvida se foi proveitoso para a imagem de Serra aparecer associado ao partido do mensalão do Panetone de José Roberto Arruda, e, mais recentemente aos inexplicáveis fantasmas do gabinete do Senador Efraim Morais, ambos do DEM. Teria Serra acertado o alvo?

Por último, mas não por fim, como diria o bardo inglês, os Tupiniquins queriam o que? Depois do que Lula, PT e Dilma fizeram nos últimos meses, desrespeitando a lei e a justiça, só podia dar nisso.

O Editor

Serra e Dem desrespeitam a lei

O que foi ao ar há foi uma fraude.

O DEM anunciou que apresentaria um recente encontro de partidos políticos ao longo dos 10 minutos do seu programa semestral de propaganda partidária.

O que se viu foi um compacto da solenidade de lançamento da pré-candidatura à presidência da República de José Serra, do PSDB. A solenidade aconteceu em Brasília, lá se vai mais de um mês.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

A lei dos partidos, de número 9096 de 1995, é clara. Está dito no seu artigo 45, parágrafo 1, que fica “vedada a participação [no programa] de pessoas filiadas a partidos que não são responsáveis pelo programa”.

Serra não poderia ter aparecido no programa. Muito menos estrelado o programa como o fez.

Não foi um programa de partido. Foi um programa de aspirante a candidato a presidente da República – o que caracteriza propaganda eleitoral antecipada.

O mais irônico foi ouvir Serra fazer uma apologia do Estado de Direito e dizer, no final do programa, que nenhum brasileiro está acima da lei.

Ele e os responsáveis pelo programa do DEM se puseram descaradamente acima da lei.

A Justiça Eleitoral será provocada a examinar a ilegalidade do que foi ao ar.

Caso proceda como procedeu no caso de recente programa do PT, se limitará a cassar o próximo programa partidário do DEM, previsto para o primeiro semestre de 2011.

É pouco. É uma forma de premiar o desrespeito à lei.

blog do Noblat

Mensalão do DEM: Arruda aponta para José Agripino, Rodrigo Maia e Demóstenes Torres

A lógica da ameaça velada, não revelada, principalmente se verdadeira, é própria de gangster. O que os Tupiniquins esperam é que Arruda, ao contrário do que fizeram Delúbio Soares e Marcos Valério — enfrentaram a lei do silêncio, mesmo pagando alto preço pessoal, para proteger os chefes “bote a boca no trombone” e conte tudo o que sabe. Nenhum silêncio, nessas alturas do escândalo do Mensalão do DEM, irá salvar seu (dele) pescoço.

Políticos brasileiros, não generalizando nem tão pouco particularizando, são iguais nas suas (deles) falta de escrúpulos. Habitam o pantanoso território dos sem caráter, dignidade e a necessária vergonha na cara. Parece existir uma vocação atávica para a corrupção e o cinismo.

Em relação à Arruda é preciso ficar-se com “um pé atrás”, diante da sua (dele) contumaz maestria em atuar melodramas piegas, vide caso da violação do painel do Senado, quando jurou inocência apelando para os próprios filhos. Agora, o meloso político dos Panetones. traveste-se de chantagista.

A pergunta que não quer calar é: porque Arruda não invoca a delação premiada e premia os Tupiniquins com a verdade?

O Editor


Arruda redigiu manuscrito com ‘acusações’ ao DEM

Documento tem 12 folhas e foi entregue a advogados

Entre os ‘alvos’ estão o Deputado Rodrigo Maia,  Senador Agripino Maia e Senador Demóstenes Torres

Informados, parlamentares dizem não recear ameaças

Detido há 18 dias, o governador afastado do DF, José Roberto Arruda, dedicou parte de seu tempo na prisão à redação de um manuscrito.

Acomodado em 12 folhas, o texto contém “acusações” de Arruda contra seu ex-partido, o DEM. Menciona expoentes da legenda.

Entre eles o presidente da agremiação, deputado Rodrigo Maia (RJ); e os senadores Agripino Maia (RN), líder no Senado; e Demóstenes Torres (GO).

Neste sábado (27), segundo apurou o blog, Arruda entregou o documento a uma dupla de advogados que o visitou na superintendência da PF, em Brasília.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Os visitantes integram a equipe do escritório do criminalista Técio Lins e Silva, do Rio, contactado para reforçar a defesa do preso.

Encontraram um Arruda que, a despeito do convívio com a perpsectiva da detenção longeva e a ameaça de impeachment, revelou-se avesso à ideia da renúncia.

Ao contrário, Arruda pareceu pintado para a guerra. O manuscrito de teor acusatório foi ao cofre do escritório de advocacia.

Não há, por ora, informações nem sobre o teor da peça nem sobre os reais propósitos do autor, trancafiado numa sala da PF desde 11 de fevereiro.

Informados pelo repórter, na noite passada, acerca da existência do texto de Arruda, Rodrigo, Agripino e Demóstenes reagiram.

“Não faço idéia do que ele vai inventar”, disse Rodrigo Maia. “Não posso comentar algo que não sei o que é”.

Um dos autores do requerimento que levou Arruda a se desfiliar do DEM para evitar a expulsão, Demóstenes Torres foi à jugular:

“Em relação a mim, não há de ser nada além de um Fernandinho Beira Mar falando do juiz que o condenou. No meu caso, topo a briga”.

“A meu respeito, ele não tem o que inventar”, ecoou Agripino Maia, que também advogou a expulsão de Arruda. “Não tenho nenhuma relação com ele”.

As ameaças de Arruda frequentam os subterrâneos do DEM desde o dia em que o partido passara a considerar a idéia de expurgá-lo de seus quadros.

Pela primeira vez, o diz-que-diz ganha a forma de um texto. Mas a ausência de divulgação conserva as supostas denúncias ainda no campo da chantagem.

Nos últimos dias, Arruda estendeu as ameaças aos integrantes da pluripartidária bancada do panetone, com assento na Câmara Legislativa do DF.

Na sexta (26), uma comissão especial do legislativo brasiliense abriu, em votação unânime, o processo de impeachment contra Arruda.

Nesta semana, o pedido de cassação passará pelo segundo estágio, uma votação no plenário. A perspectiva é de aprovação.

Diante da evidência de abandono, Arruda mandou dizer aos aliados que claudicam que pode arrastá-los para o centro do escândalo, incriminando-os.

No que diz respeito à bancada distrital, os arroubos de Arruda fazem nexo, já que o impeachment é matéria ainda pendente de deliberação.

Dá-se o oposto em relação às baterias que Arruda aponta na direção da cúpula do DEM.

Agripino Maia realça o fato de que o partido não se dobrou às ameaças veladas que Arruda já fazia antes de redigir seu manuscrito, indicando-lhe a porta de saída.

Um sinal de que prevaleceu na legenda o grupo disposto a tratar Arruda com desassombro.

Na fase em que era festejado como único governador eleito pelo DEM no pleito de 2006, Arruda ajudou a fornir as arcas da legenda.

Na campanha municipal de 2008, direcionou doações de empresários com negócios no GDF para o diretório nacional do partido.

Quanto? O DEM informa que não foi muito, mas ainda não se animou a trazer a público uma cifra.

Dos cofres nacionais, a verba provida por Arruda foi rateada, junto com outras doações, entre diretórios de municípios nos quais o DEM disputava prefeituras.

A direção do partido sustenta que não recebeu um mísero centavo por baixo da mesa. Tudo teria sido feito como manda a lei: com recibo e escrituração formal.

Entre as prefeituras que disputou, o DEM priorizou 14, assentadas em cidades-pólo e capitais. Entre elas São Paulo e Rio de Janeiro.

Arruda teria solicitado que as verbas obtidas por seu intermédio não custeassem nem a campanha de São Paulo nem a do Rio. Por quê?

O governador argumentara que o DEM detinha as prefeituras dessas duas praças. Por isso, teria condições de obter doações por conta própria, sem a ajuda dele.

Nos próximos dias, vai-se saber se o texto produzido por Arruda é coisa a ser tomada a sério.

Alardeado como bala de prata, o documento pode se converter em mero festim se permanecer guardado nos cofres da banca advocatícia.

blog Josias de Souza

Mensalão do PT e do DEM: elegia ao cinismo

Siamêses no cinismo.

—Delubio Soares: “Não existe mensalão. São recursos contabilizados”.

—Senador Agripino Maia: “O mensalão não é do DEM é do Arruda”!

Assim, as duas sinistras figuras reduzem os Tupiniquins a um bando de dementes.

Argh!

O monopólio da mentira.
Texto de Rui Barbosa escrito em 1919.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]”Mentira de tudo, em tudo e por tudo.
Mentira na terra, no ar, no céu.
Mentira nos protestos.
Mentira nas promessas.
Mentira nos progressos.
Mentira nos projetos.
Mentira nas reformas.
Mentira nas convicções.
Mentira nas soluções.
Mentira nos homens, nos atos e nas coisas.
Mentira no rosto, na voz, na postura, no gesto, na palavra, na escrita.
Mentira nos partidos, nas coligações e nos blocos. (…) Mentira nas instituições, mentira nas eleições.
Mentira nas apurações.
Mentira nas mensagens.
Mentira nos relatórios.
Mentira nos inquéritos.
Mentira nos concursos.
Mentira nas embaixadas.
Mentira nas candidaturas.
Mentira nas garantias.
Mentira nas responsabilidades.
Mentira nos desmentidos.
A mentira geral. O monopólio da mentira”.

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Revelada corrupção do DEM no Senado

Brasil: da série “O tamanho do buraco”!

Agora vamos ver como as vestais dos “Democratas” vão explicar a mão de gato. Será que assistiremos o impoluto Senador Agripino Maia chamar o Senador Efraim Moraes de ‘Chefe de Quadrilha’?

E o Senador Mão Santa — o verborrágico cobrador da moralidade, dos outros!, que foi cassado do Governo do Piauí por corrupção e responde a inquéritos no STF — ,chamar os democratas de aloprados?

O soba do Maranhão, agora com tão ilustres companhia na sarjeta, ficará firme na presidência do senado.

Realmente, como dizia Nelson Rodrigues “não tem virgem na zona!”

O editor


Processo na 12a Vara Federal de Brasília, sob segredo de Justiça, citado pela revista IstoÉ desta semana, revela o personagem que seria o “operador” do esquema de corrupção com fornecedores do Senado na área da 1a secretaria, controlada há 12 anos com mão de ferro pelo PFL/DEM: Aloysio de Brito Vieira, o “Matraca”. Segundo IstoÉ, o 1o secretário Efraim Morais (PB) recebeu R$ 300 mil/mês do esquema.

Quem pagou

Segundo matéria de Mino Pedrosa, Sérgio Pardellas e Hugo Marques, de IstoÉ, a propina era paga a Efraim Morais pela empresa Ipanema.

Quanto recebia

A Ipanema manteve contrato no valor de R$ 30 milhões até março passado, para fornecer mão-de-obra à agência, TV e rádio Senado.

Banco dos réus

Ex-presidente da Comissão de Licitação do Senado, “Matraca” é réu por corrupção ativa, formação de quadrilha e crimes da lei de licitações.

coluna Claudio Humberto

Politização na AGU

Brasil: da série “Perguntar não ofende”!

Apesar dos habituais jogos de interesses escusos que sempre nortearam as ações políticas-administrativa nos negócios do Estado Brasileiro – começou com Pero Vaz de  Caminha que pediu emprego para um sobrinho ao Rei de Portugal, quando do descobrimento do Brasil – , os Tupiniquins, acreditamos, piamente, que o gesto do Dr. Toffoli é eivado somente pelo interesse público.

Com mais esse exemplo de desprendimento por parte do Dr. Toffoli, será que permanecerão as implacáveis acusações do Senador Agripino ao PAC?

O editor

O Advogado-Geral da União, José Antonio Dias Toffoli, segue pavimentando seu caminho para o STF.

Na tentativa de dissipar eventuais dificuldades na sabatina do Senado Federal, a que se submetem os indicados para o cargo de Ministro do STF, Toffoli cedeu na semana passada o cargo de Procurador-Regional da União da 1ª região para o Dr. Manuel de Medeiros Dantas, afilhado político do senador Agripino Maia (DEM-RN) e candidato a deputado Federal pelo PFL (atual DEM) do Rio Grande do Norte nas últimas eleições.

Dantas defenderá as obras do PAC, principal programa do governo, no Judiciário até o final do mandato do presidente Lula em locais estratégicos como Distrito Federal, Bahia, Minas Gerais e toda a região Norte do país.

O Globo

Senador Agripino apresenta provas das doações da Camargo Corrêa

Não basta ser inocente. Tem que provar que se é inocente. É o desabafo do Senador Agripino Maia envolta nas denúncias de doações supostamente ilegais feitas pela Construtora Camargo Corrêa ao DEM. Na entrevista reproduzida abaixo, é legível nas entrelinhas uma cutucado do senado na imprensa. Ao mesmo tempo, falta ao senador que na busca por picuinhas, a oposição deixou que o PT reinasse absoluto. Quando resolveu fazer política em vez de politicagem a vaca já estava no brejo.

O senador José Agripino Maia (RN), líder do DEM no Senado, antecipou em 28 dias a entrega da prestação de contas do Diretório Regional do partido ao TRE. Torna pública, assim, a lista de doadores aos candidatos a prefeito e vereador do partido. Na conta 10.989-4, na agência 0222-1 do Banco do Brasil, aparece a doação LEGAL de R$ 300 mil feita ao partido pela Camargo Corrêa.

Blog – Por que o sr. antecipou a prestação de contas e tornou pública a lista de doadores e até a conta do partido?
Agripino – Porque estão usando um procedimento legal para lançar suspeição contra quem nada fez de errado. Cadê as informações sobre a refinaria Abreu e Lima? Agora dizem que o alvo da investigação não era a questão eleitoral. É mesmo? E por que, então, o clima de suspeição contra os partidos de oposição? Não tenha dúvida: ou os dados sobre a Abreu e Lima vêm a público, ou uma CPI vai se impor.

Blog – O sr. acha que consegue um terço de assinaturas no Senado para uma CPI?
Agripino – Com absoluta tranqüilidade.

Blog – O sr. está tornando pública a conta bancária do DEM do Rio Grande do Norte, além de apresentar a relação de doadores. No ambiente em que o senhor o faz isso, fico com a impressão de que está tendo de provar que é inocente.
Agripino – E estou mesmo, não é? Mas preciso passar essa história a limpo. No dia em que, no Brasil, que é uma democracia onde vigora o estado de direito, a gente tiver de se envergonhar de fazer o que é legal, o país acabou. Faço isso para mostrar que o país não acabou.

Blog – A que o sr. atribui essa história toda?
Agripino – Atribuo a um misto de incompetência com má-fé. A Polícia Federal tinha alguma desconfiança sobre a doação feita ao Diretório Regional do DEM? Por que não investigou a conta bancária? Era fácil, simples e rápido. Mas não! Optou-se por outro caminho.

Blog – Isso é resultado de aparelhamento da PF ou de puro e simples destrambelhamento?
Agripino – A Polícia Federal já prestou grandes e relevantes serviços ao Brasil e tem, nos seus quadros, pessoas da mais alta competência. Mas parece que, infelizmente, hoje em dia, está sendo monitorada por grupos. Não é possível que pessoas inocentes fiquem expostas a noticiário negativo durante 10 dias sem que tenham feito nada de errado.

Blog – O senhor acha que, agora, o seu nome será retirado da história, com a comprovação da doação?
Agripino – Você sabe como essas coisas funcionam. Sempre que vocês, jornalistas, forem fazer uma memória do caso, lembrarão que o despacho do juiz cita o DEM etc. Infelizmente, o absurdo é tal, que já não tem bastado nem mesmo o inocente provar que é inocente.

blog Reinaldo Azevedo