Eleições 2018: PT se ‘autoassassinou’ e governo está em fase terminal, diz ex-ministro de Lula

(Foto: Pedro França/Ag. Senado)Há pouco mais de dez anos, o senador Cristovam Buarque deixou o PT após uma série de desgastes que levaram à sua demissão, por telefone, do cargo de ministro da Educação e no embalo da eclosão do escândalo do mensalão – ele foi um dos integrantes que não concordaram com a resposta dada pelo partido e pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva às irregularidades reveladas à época. 

Para Cristovam Buarque, é preciso discutir que governo o Brasil terá – com ou sem Dilma

Hoje, ensaia um novo desembarque, desta vez do PDT, que, nas palavras de Cristovam, “não existe” como partido, pois virou um “puxadinho do PT” controlado pelo ex-ministro Carlos Lupi que já colocou como candidato à próxima corrida presidencial um nome escolhido por Lula – Ciro Gomes – para “preencher o vazio” caso o petismo não se recupere a tempo de 2018.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Segundo o senador, “o PT se autoassassinou” ao desconsiderar a meritocracia na nomeação de cargos e não pensar um projeto de longo prazo para o país.

Diz ainda que o “fracasso” da gestão Dilma Rousseff se deve principalmente a erros cometidos pela presidente em seu governo, que está em “fase terminal”.

Aos 71 anos, o ex-governador do Distrito Federal e ex-reitor da UnB (Universidade de Brasília) defende, porém, que se pense menos no resultado do pedido de impeachment da presidente, e mais em que governo o país terá após o processo – com ou sem Dilma.

Confira trechos da entrevista à BBC Brasil, feita por telefone.

BBC Brasil – A ex-senadora Marina Silva defendeu ao jornal Folha de S.Pauloque se agilize o processo contra a presidente Dilma Rousseff no TSE (Dilma e seu vice, Michel Temer, podem ter o mandato cassado se o Tribunal Superior Eleitoral entender que a chapa cometeu irregularidades na campanha), em detrimento ao pedido de impeachment em curso no Congresso. Como vê isso?

Cristovam Buarque – Para mim, o importante não é saber como isso termina, mas como começa o próximo momento. O chamado day after (dia seguinte). Acho que lamentavelmente a Marina não trabalha com o day after. Estou menos preocupado com se isso vai terminar com a continuação da Dilma, o impeachment ou a cassação.

Teremos o dia seguinte com o Temer em um governo de unidade nacional? Ou com a Dilma, com um governo de coalizão nacional? Se houver a cassação, a eleição em 90 dias vai permitir a construção dessa coalizão com um projeto alternativo? Essa é a minha preocupação.

Leia também: Crise política derruba Brasil para sua pior posição em ranking de qualidade democrática

(Foto: Marcelo Camargo/Ag. Brasil)
A presidente Dilma Rousseff enfrentará processo de impeachment neste ano
Image copyright Ag. Brasil

BBC Brasil – Qual seria o cenário ideal?

Cristovam Buarque – Hoje, e nós dissemos isso a ela em agosto, a melhor alternativa seria a Dilma, mas com um governo que não fosse da Dilma. Ela sendo a “Itamar” dela própria. No que consiste isso: ela dizer que não é mais do PT, nem de qualquer outro partido, a não ser do “Partido do Brasil”.

Dizer que precisa da oposição e de todos para governar, compor um ministério de unidade e com um programa de unidade, no qual a estabilidade monetária seja objetivo imediato, desde que não sacrifique conquistas sociais nem investimentos em infraestrutura. Definindo quem vai se sacrificar para que o Brasil seja reorientado e como vamos atravessar os três anos até a próxima eleição.

Seria a continuidade do governo Dilma sem Dilma, uma espécie de presidente sem ser chefe de governo, com um “primeiro-ministro” – entre aspas, não precisa de parlamentarismo para isso. O Itamar (Franco, ex-presidente) conseguiu: o Fernando Henrique (Cardoso) foi o primeiro-ministro. Isso seria o ideal.

Mas não vejo na Dilma condições para isso. Tanto que nós, um grupo de senadores, fomos até ela em agosto, levamos um documento, propusemos isso, dissemos que estávamos dispostos a apoiá-la. Ela ouviu com seriedade, carinho, nos dedicou muito tempo, mas não aconteceu nada. Perdeu a chance.

BBC Brasil – Na sua visão, por que o governo chegou a esse ponto? Quem tem mais culpa, Dilma ou o PT?

Cristovam Buarque – Acho que a grande culpa é do PT. O PT se autoassassinou. Há uma diferença entre autoassassinato e suicídio: suicídio é um gesto consciente, em que existe até uma dignidade; o autoassassinato nem é consciente nem carrega dignidade.

O PT se autoassassinou por recusar o mérito nos seus dirigentes: nomeava ministro, vice-ministro, subministro, diretores apenas por interesses imediatistas, corporativos. Se autoassassinou por não pensar o médio e longo prazo do Brasil, por ficar prisioneiro da próxima eleição, por abrir mão das reformas necessárias que poderia ter feito, sobretudo com a grande liderança que era Lula.

Agora, a Dilma colaborou. Ela poderia ter se “independizado” do PT, mas continuou dependente dele, e com isso destruiu seu governo.

BBC Brasil – Como vê o papel do seu partido, o PDT, na base aliada?

Cristovam Buarque – O PDT, como partido, não existe: é uma associação, um clube de militantes sob o comando absoluto do Carlos Lupi.

Em 2007, ele assumiu o Ministério do Trabalho. De lá para cá, continua sempre junto ao governo em troca de ministério e isso destruiu o PDT como partido, fez dele o que o Pedro Taques (ex-senador e atual governador do Mato Grosso) chamava de “puxadinho do PT”.

E a situação é essa, ao ponto de hoje ele ter colocado um candidato a presidente escolhido pelo Lula, o Ciro Gomes, cujo papel é preencher o vazio que haverá se o PT e o Lula não se recuperarem do impacto.

BBC Brasil – Do impacto da Operação Lava Jato?

Cristovam Buarque – Da Lava Jato e do fracasso do governo Dilma. E é um erro achar que esse fracasso decorre da Lava Jato. Do ponto de vista ético, sim, mas também dos erros que ela cometeu na condução do governo.

Se fosse a Lava Jato sem inflação, com a economia crescendo, seria diferente: apenas o PT carregaria o problema. Mas temos recessão, inflação, infraestrutura desorganizada, crise de gestão. O problema é a soma com a crise socioeconômica.

E o PDT optou equivocadamente, e digo isso desde 2007, em vez de ser uma alternativa para o Brasil, por ser coadjuvante de um partido e de um governo em fase terminal.

BBC Brasil – O que o manteve no PDT até hoje, então?

Cristovam Buarque – Primeiro porque sair de um partido é algo muito dolorido, complicado. E você sempre fica acreditando que ele pode mudar.

E segundo, porque essa é uma crise geral dos partidos.

(Foto: Ag. Brasil)PDT pode lançar Ciro Gomes à Presidência como “estratégia” de Lula, afirma senador – Image copyright Ag. Brasil

BBC Brasil – É como se não houvesse para onde ir?

Cristovam Buarque – É isso. Não é só o PDT. O PDT perdeu a vergonha, mas os outros não demonstram ainda o vigor transformador.

Creio que um partido precisa de duas coisas: vergonha, do ponto de vista ético, e vigor transformador, do ponto de vista político. A gente sente que muitos têm vergonha na cara, mas fica se perguntando se têm esse vigor.

Além disso, é importante dizer com clareza: há três anos o Carlos Lupi diz que vai sair do governo no mês seguinte. Reunia a nós senadores e dizia: “no próximo mês nós estamos fora do governo”. Passava o mês, a gente esperava, ele nos reunia e dizia a mesma coisa. Não vou negar que cometi o erro de ficar esperando por esse mês seguinte.

BBC Brasil – A imprensa dá como certo que o senhor vai para o PPS, que o convite já foi feito.

Cristovam Buarque – O convite foi realizado pelo meu velho amigo Roberto Freire, que é meu companheiro desde a política estudantil em Pernambuco, ainda nos anos 60. Mas não vou tomar essa decisão em um período de recesso, antes de conversar com meus colegas do PDT do Distrito Federal e ouvir diferentes forças ligadas a mim.

Mas houve o convite, e eu não disse não.

BBC Brasil – O senhor foi procurado por outros partidos?

Cristovam Buarque – Outros partidos me procuraram, mas a sintonia com o PPS é maior.

(Foto: Nilson Bastian/Ag. Câmara)
Roberto Freire, presidente do PPS, convidou Cristovam a migrar para seu partido
Image copyright Ag. Camara

BBC Brasil – Está em seus planos se candidatar à Presidência em 2018?

Cristovam Buarque – Quando conversei com o Roberto Freire, ele falou nisso. Mas deixei claro: não vou para o PPS exigindo ser candidato à Presidência, e nem com o compromisso de ser candidato se o PPS quiser. Não será por essa razão (a eventual mudança).

Até porque… Eu disse a ele que, na idade da gente, antes de tomar uma decisão tão ousada como ser candidato a presidente, precisamos pensar se já não é hora de começar a pensar mais na memória do que já fez do que na aventura do que vai fazer.

BBC Brasil – O senhor tem um histórico ligado aos chamados partidos de esquerda. Indo para o PPS, migraria para uma sigla que, para muitos, está mais à direita e é criticada como uma espécie de satélite do PSDB. Seus eleitores não estranhariam esse movimento?

Cristovam Buarque – Diferencio a palavra partido da palavra sigla. Não mudo de partido. Já mudei de sigla: era PT, virei PDT, mas sem mudar de partido. Se sair do PDT, e for para outra sigla, não mudarei de partido. Meu partido é de que a gente precisa transformar a sociedade brasileira, e isso exige uma revolução. E o elemento fundamental dessa revolução é garantir escola de qualidade para todos, por o filho do trabalhador na mesma escola do filho do patrão, entre outros aspectos.

Agora, a sigla PPS vem do Partido Comunista. Você pode dizer que o Roberto Freire esteve ao lado de gente do PSDB, mas você não pode dizer que ele e os militantes do PPS são conservadores e de direita.

Continuo dividindo a política entre direita e esquerda. Mas não divido por sigla, e sim por compromissos. Para mim, compactuar com corrupção é coisa de direitista. Mesmo que seja do PT, do PC do B.

(Foto: Ag. Brasil)
Senador afirma que é errado culpar Operação Lava Jato por fracasso do governo Dilma – Image copyright Ag. Brasil

BBC Brasil – O PT vai sobreviver a essa crise?

Cristovam Buarque – Veja bem, sobreviver, vai. Mas vai sobreviver cambaleante. E a pergunta para a qual eu gostaria de ter uma resposta é sobre o que virá depois desse período em que o PT vai cambalear.

Vai cambalear para o lado dos corruptos, dos acomodados socialmente? Ou vai cambalear para o lado dos éticos e dos revolucionários? Isso não dá para saber.

BBC Brasil – A Câmara e o Senado são comandadas por parlamentares implicados na Lava Jato. Como isso influencia o funcionamento do Congresso neste ano?

Cristovam Buarque – Se continuar nesse ritmo, o impeachment será um tema para todos, não só para a Dilma. E poderá vir, sim, o povo na rua pedindo eleição geral, para todos os cargos. Porque não é só a Dilma que está sob suspeição. Todos nós, que temos mandato, estamos.

Há os “Cunhas” da vida, os outros, mas também os que não aparecem. Somos hoje um Parlamento sob suspeição, e nenhum de nós, portanto estou no meio, está fora da suspeição, da dúvida, do questionamento da população.

Temo que, se não formos capazes de cassar logo os corruptos conhecidos, vamos cair num processo de reação tão forte da população que teremos de fazer uma eleição geral para todos.

Eleições 2014 e a dança dos interesses

Lobo Cordeiro Blog do MesquitaFirmeza ideológica é algo me deixa emocionado.

Os tucanos José Serra e Álvaro Dias, e a redista(?) Marina “melancia” – verde por fora e vermelha por dentro – Silva, estão com os pezinhos no PPS.

Ps. PPS é o o nome novo(?) do antigo PCB do comunista de boutique Roberto “Adoro uma Mamata” Freire.


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Eleições 2014: Mobilização Democrática é o novo partido criado no Brasil

Criado mais um partido para a “sopa de letrinhas”.

“Ajuntaram-se” o PPS do comunista de araque Roberto Freire, e um tal de PMN, seja lá o que signifique.
Resulta no MD, Mobilização Democrática.
Ouvi bem alí que servirá de legenda para candidatura de Serra.


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NFL e apagão

Tenho duas observações sobre o apagão que ocorreu ontem no estadio de New Orleans, durante a final do campeonato americano de futebol, o Super Bowl, entre os times do Baltimore Ravens e o San Francisco 49’Ers:

1: A oposição, PSDB e DEM, liderados pelo comunista de araque Roberto Freire, acusam que a culpa é da D. Dilma e pedem que Obama instale uma CPI.

2. Creio que a culpa do apagão foi o secador de cabelos usados na cabeleira da cantora Byonce.


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Eleições 2014: José Serra no PPS?

Eleiçõe 2014 Serra PPS Blog do MesquitaO PT agradecerá penhoradamente a Serra e Aécio por facilitarem a reeleição de Dona Dilma.
José Mesquita – Editor


José Serra enfrenta resistência à candidatura no PPS

Apesar de o presidente nacional do PPS, deputado federal Roberto Freire (SP), dizer que receberia o ex-governador José Serra (PSDB) “de braços abertos” caso ele queira se filiar ao partido, há uma ala que rejeita a hipótese de o tucano se tornar o candidato da legenda à Presidência em 2014.

A avaliação de alguns membros do PPS é a de que Serra, que já perdeu duas disputas ao Planalto, é um nome já desgastado.

“(José) Serra é um retrocesso do ponto de vista de uma política inovadora que o PPS está buscando”, disse o vereador de São Paulo Ricardo Young, para quem o tucano representa a “velha política”.

Ex-integrante do PV e ligado ao Movimento da Nova Política, da ex-senadora Marina Silva (sem partido), Young defende que o PPS coligue com um eventual novo partido de Marina ou participe da criação de uma nova legenda que agregue o grupo dela.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

“Preterido”

“O Serra acabou de sair de uma disputa presidencial. Não teria sentido ele ser preterido no PSDB e virar candidato do PPS”, disse o deputado federal Arnaldo Jordy (PA).

“Não há um projeto presidencial para o Serra dentro do partido”, afirma o vereador de Recife e ex-deputado federal Raul Jungmann.

Serra avalia trocar de partido para viabilizar sua candidatura à Presidência, já que a tendência é que o candidato do PSDB seja o senador Aécio Neves (MG).

Uma avaliação dentro do partido é que a transferência de José Serra seja uma bandeira pessoal de Roberto Freire, amigo do tucano. Freire nega, entretanto, que haja resistência ao nome do ex-governador.

O deputado também afirma que a ida de Serra não deve ser condicionada à candidatura dele à Presidência, mas não descarta a hipótese.

Outras opções consideradas pelo PPS para 2014 são apoiar o próprio adversário interno de Serra, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), ou o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), numa tentativa de rachar a base do governo Dilma Rousseff.
Transcrito da Folha de S.Paulo

Roberto Freire e o comunismo de oportunismo

Recebo e-mail, mais um, em exaltação ao lamacento Roberto Freire, repassado por um ex-oficial, que sempre conheci cerrando fileiras intransigentemente conta qualquer pessoa com o mais leve tom avermelhado que remetesse a comunismo.

Inacreditável que esse honrado oficial pregue loas para um desqualificado comunista de oportunismo chamado Roberto Freire.

Interessante, na realidade trágico e lamentável, como o mundo dá voltas, e me leva cada vez mais a não entender a natureza humana, regada pelo inexplicável, fazer de um comunista notório, um pulha de substrato da ditadura do proletariado, Roberto Freire, antes execrado e perseguido como nocivo à democracia, ser transformar em ícone por alguns remanescentes do movimento de 1964, tão somente, por oportunismo, externar aversão ao Lula.

Meu pai, já falecido, me ensinava; não existe e nem existirá ex-comunista. O combativo General Almir Macedo de Mesquita, com 40 anos de serviços prestados, com fervor e desprendimento à gloriosa arma de artilharia, nossa última esperança que é o Exército Brasileiro, deve estar se revirando na tumba ao ver companheiros de caserna incensando pulhas da categoria desse comunista oportunista.

Tesoureiro do PT, envolvido em denúncias da Bancoop, é membro do conselho da Itaipu Binacional

Brasil: da série “só dói quando eu rio!”

Apesar de enrolado até o pescoço, em denúncias na roubalheira da Bancoop, esse senhor João Vaccari Neto, faz dos Tupiniquins, autênticas vacas de presépio. Que tipo de aconselhamento tal personagem pode oferecer?[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Esses cabides de ‘conselheiros’ servem para abrigar as mais estranhas criaturas, nos mais estranhos cargos, nas mais inacreditáveis parcerias. Por exemplo: o ex — um monte de coisas — Roberto Freire, aquele que é(?), era(?), nunca foi(?) comunista de carteirinha, morando em Pernambuco, é hoje conselheiro no governo José Serra, embolsando a bagatela de R$20Mil mensais, para aconselhar as impolutas penas tucanas na paulicéia desvairada.

Já esse senhor Vaccari,  — ganha R$13Mil por mês para ir a uma reunião a cada 2 meses — já foi defenestrado da Caixa Econômica Federal, habitual cabide de muitos “cumpanheiros”, e agora é o tesoureiro da campanha da “cumpanheira” Dilma. Uáu!

Será essa prática, o que o PT costuma chamar de “criar um Estado forte”?

O PT não precisa de adversários. Externos, bem entendido, pois, internos, já os tem em demasia.

O editor


Caixa do PT, Vaccari continua no ‘conselho’ de Itaipu

Guindado à função de Secretário de Finanças do PT federal, João Vaccari Netto deixou a presidência da Bancoop. Mas reteve um contracheque de Itaipu.

O novo gestor das arcas do PT ocupa, desde 2003, uma cadeira no conselho administrativo da hidrelétrica.

Em texto veiculado no seu portal na web, Itaipu Binacional informa que o conselho “reúne-se a cada dois meses ou em convocação extraordinária”. Para quê?

“Definir as diretrizes fundamentais da administração da empresa e seu regimento interno; aprovar o orçamento para cada exercício; e examinar o relatório anual”.

O trabalho dos conselheiros não chega a ser extenuante. Mas rende remuneração mensal não negligenciável: pouco mais de R$ 13 mil.

Vaccari recebeu a sinecura do amigo Lula. Foi uma espécie de prêmio de consolação. Vale recordar o que se passou.

No alvorecer do primeiro mandato de Lula, Vaccari era presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo e secretário de Finanças da CUT, braço sindical do PT.

Na fase de composição do governo, o petismo cogitou acomodá-lo num posto vistoso, a presidência da Caixa Econômica Federal.

Vaccari foi barrado por dois obstáculos: uma barricada de Antonio Palocci, então ministro da Fazenda, e a falta de diploma universitário.

Os estatutos da Caixa exigem que o presidente tenha frequentado os bancos de uma universidade. E Vaccari não preenchia esse quesito.

Lula ordenou, então, que fosse providenciado outro cargo para Vaccari. Foi à mesa a sugestão de acomodá-lo em Itaipu. O presidente aprovou prontamente.

O contato do bancário Vaccari com o mundo da energia era, então, exíguo. Achegava-se ao tema só no instante em que precisava tatear o interruptor de luz.

O tempo passou. Vaccari migrou do sindicato para a Bancoop, cooperativa habitacional dos bancários paulistas. Só não deixou Itaipu.

Na Bancoop, Vaccari respondeu, primeiro, pela área financeira. Depois, pela presidência. Dali, escalou o controle das arcas do PT.

Pediu desligamento da Bancoop. Mas reteve a cadeira de “conselheiro” de Itaipu. Tornou-se um conselheiro incômodo.

Acusado de malfeitos na cooperativa, Vaccari é alvo do Ministério Público de São Paulo e dos partidos de oposição. Nega as irregularidades que lhe atribuem.

A despeito disso, não será o tesoureiro da campanha de Dilma Rousseff. Optou-se por separar as arcas do comitê eleitoral dos cofres da legenda.

Dilma vai escolher seu próprio tesoureiro. Há sete anos, a mesma Dilma respondia pelo ministério das Minas e Energia, de cujo organograma pende Itaipu.

Nessa época, a ministra não viu problemas confiar a Vaccari a cadeira no conselho da estatal binacional.

blog Josias de Souza

Eleições 2010: PSDB ‘esconderá’ FHC no lançamento da candidatura de Serraá

No lançamento de Serra, PSDB decide “esconder” FHC

Nem FHC, nem Aécio, falarão no lançamento de Serra, mas “talvez uma mulher”, será a… Yeda? (LF)

Ex-presidente fica fora da lista de oradores de evento marcado para 10 de abril

Tucano minimiza encontro com Joaquim Roriz (PSC) e diz ter sido procurado pelo ex-governador do DF, que desmentiu a informação

O PSDB deixou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso de fora da lista de oradores do evento de lançamento da pré-candidatura de José Serra à Presidência da República.

O presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), afirmou ontem que, no encontro no dia 10 de abril, só discursarão ele, o pré-candidato Serra, os presidentes do DEM, Rodrigo Maia (RJ), e do PPS, Roberto Freire (PE), e “talvez uma mulher”.

Ao ser indagado se FHC falaria no encontro, Guerra respondeu: “Esquece o Fernando Henrique. Você está parecendo a [ministra e pré-candidata do PT a presidente] Dilma Rousseff falando do FHC”.

O PSDB não confirmou a presença do ex-presidente. O senador Arthur Virgílio (AM) defendeu a ida de FHC, ainda que não faça discurso, pela “figura que representa”.

A oposição quer reunir cerca de 3.000 pessoas no Centro de Eventos Brasil 21, em Brasília, das 9h às 13h, no dia 10.

Roriz

FHC minimizou ontem a importância do encontro ocorrido entre ele e o ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz (PSC) na última segunda-feira.

O ex-presidente afirmou que o ex-governador “bateu na porta de sua casa” e que ele não poderia ter deixado de recebê-lo.

“Ele foi até a minha casa dizer que era candidato”, disse o tucano sobre a intenção do colega, sem mencionar o apoio manifestado pelo ex-governador à candidatura de Serra ao Planalto.

Roriz (PSC) desmentiu o ex-presidente. Em nota, disse que foi procurado pelo PSDB, que lhe ofereceu a legenda para uma aliança na capital federal.

Em resposta às críticas dos tucanos, que reagiram com irritação ao encontro entre ele e FHC, Roriz disse que “jamais procurou ninguém”.

O encontro causou mal-estar na cúpula do PSDB porque o nome de Roriz, que lidera as pesquisas para o governo do Distrito Federal, é apontado pela Polícia Federal como possível próximo alvo da Operação Caixa de Pandora.

Noeli Menezes e Fernanda Odilla/Folha de São Paulo

Escândalo do Panetone: PPS tira o pão do forno do governo José Roberto Arruda

Brasil: da série ” O tamanho do buraco!”

O “comunista” Roberto Freire, que apoia interesses mais que ideologias, quando viu o panetone do governador José Roberto Arruda, queimando, tirou o pão PPS do forno do mensalão de Brasília. Rapaz esperto, esse Roberto Freire, atualmente acessor de José Serra. Continua mais oportunista que comunista.

No Absurdistão habitado pelos sacrificados Tupiniquins, existe uma verdadeira união política: esquerda, direita e centro, todos irmanados na corrupção.

O Editor

Após escândalo, PPS decide deixar o governo Arruda

Aliado e integrante do primeiro escalão do governo do Distrito Federal, o PPS decidiu bater em retirada.

A direção do partido determinará a todos os filiados que ocupam cargos na gestão de José Roberto Arruda (DEM) que se exonerem.

O posto mais relevante confiado por Arruda ao PPS é a secretaria de Saúde do GDF. Ocupa-o o deputado federal Augusto Carvalho (PPS-DF).

Na última segunda-feira (23), Augusto retomou o seu mandato de deputado.

Voltou à Câmara por uma semana, só para apresentar dois projetos de lei (aqui e aqui).

Seu retorno à secretaria de Saúde estava previsto para esta segunda (30). Na sexta (27) estourou o caso do ‘Demensalão’, o mensalão do DEM.

Na curta ausência de Augusto, a pasta da Saúde do GDF foi tocada pelo secretário adjunto Fernando Antunes, também filiado ao PPS.

Deve-se a decisão de desembarcar o PPS do governo Arruda ao presidente nacional da legenda, o ex-deputado Roberto Freire (PE).

Para Freire, as evidências de corrupção na gestão Arruda impedem que o PPS continue colaborando com o governo do DF.

Na noite passada, Freire trocou idéias sobre o escândalo do GDF com o deputado Raul Jungmann (PPS-PE).

Jungmann encontra-se em Tegucigalpa. Foi à capital de Honduras como observador das eleições presidenciais que ocorrerão neste domingo (29).

Tomara conhecimento da confusão que eletrifica a cena política brasiliense pela web. Impressionado, decidiu tocar o telefone para Freire.

Segundo disse Jungmann ao blog, o rompimento do PPS com Arruda será formalizado em reunião da Executiva do PPS, nesta semana.

Além do PPS, integram o governo Arruda o DEM, partido do governador, e o PSDB, parceiro da tribo ‘demo’ no Congresso Nacional e na sucessão presidencial.

O tucanato, por ora, não se manifestou sobre os descaminhos de seu aliado no DF.

Quanto ao DEM, revelou-se aturdido com a implosão da gestão de Arruda, o único governador que a legenda conseguiu eleger.

Na última sexta, dia em que Arruda foi às manchetes em situação vexatória, os ‘demos’ esboçaram apoio ao governador.

José Agripino (RN), líder do DEM no Senado, dissera: “Não conheço as denúncias, sei que é sobre licitações envolvendo os secretários…”

“…Portanto, até que surjam fatos posteriores, o partido mantém a confiança no seu governador”.

O deputado Rodrigo Maia (RJ), presidente nacional do DEM, ecoara Agripino: “O STJ está fazendo as investigações e vamos esperar essas apurações…”

“…Temos a total confiança no governador Arruda […]. Nos estranha a posição da Polícia Federal dias depois de o presidente Lula pedir para que ela tenha operações com mais cuidado”.

Na virada do sábado (28) para o domingo (29), o DEM levou ao seu portal na internet uma nota vazada em timbre menos condescendente:

“As graves denúncias feitas contra o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda exigem esclarecimentos convincentes…”

“…O partido tem o compromisso com a verdade e aguarda a manifestação oficial do governador para poder se pronunciar”.

O texto é assinado por três grão-demos: o presidente Rodrigo Maia e os líderes Agripino (Senado) e Ronaldo Caiado (Câmara).

Arruda não deu, por enquanto, um mísero pio. Alegou que só falaria depois de conhecer o teor do inquérito que perscruta sua administração.

O processo já é, a essa altura, coisa conhecida à farta. Relator do caso, o ministro Fernando Gonçalves, do STJ, levantou o sigilo das peças.

São seis calhamaços – três volumes (aqui, aqui e aqui) e três apensos (aqui, aqui e aqui)

A demora de Arruda já não encontra amparo no desconhecimento. O governador apenas tenta construir explicações para o inexplicável.

Bruno Miranda/Folha

Olimpíadas do Rio. Vitória tem inflação de patronos

Pelo andar da carruagem, que não é a de fogo, é bem possível que até o Pero Vaz de Caminha vá reivindicar a paternidade pela vitória do Rio de Janeiro.

Humor Cartuns Olimpíadas Rio e Paternidade

No entanto, suas (deles) ex-celências, dos mais diversos matizes ideológicas, querem tirar uma lasca eleitoral disso tudo. Começando, claro, pelo apedeuta de Garanhuns. Só faltou em Copenhague a dona Dilma. Creio que os marqueteiros preferiram não arriscar. Caso a canoa furasse, a candidatura da referida senhora acabaria pegando a marola da derrota.

O DEM — chamar esse partido de democratas só pode ser gozação — ressuscitou até o maluquete Cesar Maia. Já o comunista, risos, risos, Roberto Freire, desancou todo mundo num, ‘tô nem aí pro Cesar Maia”, desceu a foice e o martelo na corrupção que grassou no Pan do Rio, organizado sob a batuta do então prefeito do Rio.

Agora, se o Rio perdesse, duvi-dê-ó-dó que esses políticos, e os respectivos partidos, não aproveitariam pra jogar a culpa no pé frio e/ou na incompetência do Lula.

Ô raça!

Eu e os demais Tupiniquins capazes de usar os neurônios além do ôba-ôba, sabemos que ninguém tem o mérito dessa conquista. Tudo é uma questão de “business”. Os patrocinadores e as grandes marcas esportivas é que ditam as regras. O resto é papo furado.
O editor


Para o DEM, Cesar Maia trouxe Olimpíada para o Rio

Oposição faz ginástica para sair na foto do pódio olímpico.

Num dia em que o triunfo do Rio de Janeiro e o prestígio internacional de Lula se fundiram no noticiário, a oposição se pôs em alerta.

PSDB, DEM e PPS apressaram-se em levar à web textos nos quais suas principais lideranças aparecem enroladas na bandeira nacional.

Em nota oficial, o DEM escreveu: “A vitória do Rio é resultado de muita luta, muita persistência, visão política e competência administrativa”.

Luta, persistência, visão e competência de quem? Ora, “do Democratas”. Mais especificamente de Cesar Maia.

“Foi Cesar Maia, ex-prefeito do Rio, que enxergou, batalhou e viabilizou esta vitória maravilhosa”, anota o partido.

O ‘demo’ Cesar Maia não estava em Copenhaque. Mas seu partido tenta, por meio de uma ginástica retórica, inseri-lo no pódio:

“O ex-prefeito e sua equipe foram à luta e fizeram do Pan a grande vitrine para garantir a vitória do Rio para as Olimpíadas 2016…”

“…Deu certo. E todos nós ganhamos”. Chama-se Rodrigo Maia o signatário da nota do DEM. Além de deputado e presidente do partido, Rodrigo é filho de Cesar, o grande.

Os ‘demos’ esqueceram de combinar a estratégia com o PPS, parceiro de oposição. Em sua nota, Roberto Freire também fez menção aos Jogos Pan-Americanos de 2007.

Enxergou no evento, realizado na época em que Cesar Maia era prefeito, não uma “vitrine”, mas um cenário de práticas que “devem ser varridas para sempre”.

Presidente do PPS, Freire escreveu: “Somente naquele evento, segundo o TCU, o povo arcou com um prejuízo de R$ 2,740 bilhões…”

“…Dinheiro que foi parar no bolso de corruptos”. No dizer de Freire, os malfeitos do Pan “não podem se repetir nos Jogos Olímpicos” de 2016.

Na sequência, Freire como que exclui Lula da organização da Olimpíada: “O próximo governo tem de administrar com essa preocupação…”

Tem de “coordenar a preparação dos jogos com competência e honestidade”. Antes, na abertura do texto, Freire rejubilara-se: “Parabéns, Rio! Parabéns, Brasil!”

O PSDB realçou no portal que mantém na internet a opinião de seus dois presidenciáveis. Primeiro, o governador mineiro Aécio Neves:

“É uma vitória extraordinária não só do Rio, mas uma vitória maior ainda do Brasil”.

Depois, o governador paulista José Serra: “Fiquei muito feliz. Essa vitória é muito importante para o Brasil como nação”.

Ambos mencionaram os efeitos benfazejos que os jogos exercerão sobre a economia do país: investimentos estrangeiros, obras, empregos…

O choro compulsivo de Lula, suas declarações triunfalistas em Copenhague, a ginástica vocabular do DEM, o jogo de lábios do tucanato…

Levando-se tudo ao caldeirão, chega-se a uma receita incômoda. Uma maçaroca em que a política se mistura ao remo, à bola, à vela, ao tatame…

Qual o problema? O problema é que, submetida à movimentação dos atletas da urna, a galera já não pode nem torcer em paz.

blog Josias de Souza