Tópicos do dia – 02/03/2012

08:13:17
Eliana Calmon critica os ‘juízes vagabundos’, mas não entra no mérito da vagabundagem na política

Indomável, em plena Comissão de Constituição e Justiça do Senado, a corregedora-nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, afirmou que é preciso expor as mazelas do Judiciário e punir juízes “vagabundos” para proteger os magistrados honestos que, ela ressaltou, são a maioria.

“Faço isso em prol da magistratura séria e decente e que não pode ser confundida com meia dúzia de vagabundos que estão infiltrados na magistratura”, disse na sessão da Comissão, que discutia a proposta de emenda constitucional que amplia e reforça os poderes correcionais do CNJ.

Educadamente, a ministra não se referiu à vagabundagem que assola a classe política (salvo as sempre citadas raras e honrosas exceções). Como não foi perguntada a respeito, a corregedora-chefe não fez comparações entre os três podres poderes (royalties para Caetano Veloso, como diz o Helio Fernandes).

Como se sabe, no ano passado, declarações da ministra de que a magistratura brasileira enfrentava “gravíssimos problemas de infiltração de bandidos, escondidos atrás da toga” geraram uma crise entre o Judiciário e o CNJ. Na ocasião, Eliana Calmon defendia o poder de o órgão investigar magistrados suspeitos de irregularidades. A crise até hoje perdura, embora o Supremo já tenha reconhecido determinados poderes do Conselho.

Na terça-feira, falando aos senadores, a ministra afirmou ser necessário retomar a investigação que começou a ser feita no ano passado nos tribunais de Justiça para coibir pagamentos elevados e suspeitos a desembargadores e servidores.

A investigação iniciada pelo CNJ no tribunal de Justiça de São Paulo e que seria estendida a outros 21 tribunais foi interrompida por uma liminar concedida no último dia do ano judiciário pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski. O processo hoje está sob relatoria do ministro Luiz Fux e não há prazo para que seja julgado.
Carlos Newton/Tribuna da Imprensa

10:16:55
Eleições. Aviso do Editor
Por favor, não me peçam apoio ou qualquer participação em eventos, e quaisquer tipos de manisfestações a favor, inclusive compartilhamentos – Facebook, Twitter, blogs, etc. –  em qualquer tipo de postagem referente a candidatura de quaisquer candidatos, de quaisquer partidos, a quaisquer cargos. Eu não voto. Só o farei quando:
1. For feita uma reforma política n o Brasil. Quer dizer, nunca!
2. For abolida a obrigatoriedade do voto, que é, a meu sentir, uma violência à democracia. Quer dizer, nunca!
3. For implantado o regime parlamentarista. Quer dizer, nunca!
4. For impantado o voto distrital. Quer dizer, nunca!

10:21:26
Ministro, ui!, Crivella, um multiplicador de peixes?
O Crivella – mais que um nome e uma rima, uma analogia mordaz – sobrinho do acionista da empresa Igreja Universal S/A irá mutiplicar os cargos para os peixões contumazes.
Aliás, o perigo não são os peixes, e sim os gatos.

10:22:01
Tirica. Prefeito do paulistério?
Agora, qual a diferença entre eleger Maluf, Collor, Calheiros, Sarney, Zé Dirceu… e Tiririca? Não mudará nada. O circo continuará sob o controle do sistema, que colocará no picadeiro o que for mais conveniente para o momento.
Ou alguém acredita que Lula foi eleito pela vontade do povo? Há, há, há!
Minha opinião, aliás, sintetizada em um “post” acima, é que a possível correção dessas distorções passa por uma reforma política – voto distrital, parlamentarismo… – que acredito, nunca virá, pois não interessa ao sistema vigente, implantado desde a revolução Francesa, quando Clero e Nobreza foram substituídos pelo capítal, sofismaticamente nominados de revolucionários. Jacobinos e demais membros da laia inclusos.

10:48:53
Deu no jornal:
“PSC entra na briga para tirar Trabalho do PDT”
Só pode ser gozação. Desde quando essa corja trabalha?

13:09:31
Empresa lança modem 4G para tablets com Windows 8
A empresa belga Option anunciou recentemente a produção de um módulo de modem 4G compatível com aparelhos móveis como tablets e notebooks.
O módulo possui o mesmo tamanho de modens 3G que atualmente equipam estes dispotivos móveis, segundo a Option. Ainda de acordo com a fabricante, o módulo possui ampla compatibilidade e suporte ao Windows 8, lançado nesta semana e desenvolvido especialmente para PCs e tablets.
Este módulo permitirá que os dispositivos móveis naveguem na internet em locais com cobertura de rede 4G. No Brasil, a única empresa que comercializa este serviço é a SKY.
Por Rafael Ferrer, de INFO Online


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Tópicos do dia – 05/02/2012

09:42:12
Brasil: da série “O tamanho do buraco”!
No Brasil carros são mais essenciais que livros. Senão vejamos:
O governo de Dona Dilma reduziu em 30 pontos percentuais a alíquota dos IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados – que incide sobre a produção de veículos. São 18 as montadoras que se beneficiaram da mamata até o dezembro de 2012.

A “benesse” fiscal, que certamente irá contribuir para entupir mais ainda as já congestionadíssimas ruas das cidades brasileiras, não alcançou o material escolar.

Uma simplória caneta esferográfica, pasmem, é taxada com 47% de impostos. Como se vê, em relação a educação o governo, digamos, carrega na tinta.

E mais:
agenda escolar (43,19%); apontador (44,39%); borracha escolar (43,19%); caderno universitário (34,99%); caneta (47,49%); cola branca (42,71%); estojo para lápis (40,33%); fichário (39,38%); lápis (36,19%); livros escolares (15,12%); mochilas (39,62%); papel pardo (34,99%); papel sulfite (37,77%); pastas plásticas (40,09%); régua (44,65%); tinta guache (36,13%); e tinta plástica (36,22%).

12:31:54
Brasil: ainda há quem acredite que partidos políticos mandam
Vira e mexe aparece alguém dizendo que isso ou aquilo é culpa/mérito de tal partido.
Isso não tem nada a ver com partido. Precisamos parar com essa mania de pensar que algum partido decide alguma coisa. Aqui ou alhures, nesse tempo ou sempre. Quem está no poder, está por que o capital decide que nesse momento, é mais “interessante” tal partido no poder.
A revolução francesa, tão incensada, na realidade foi conseqüência do capital sustentar um Estado governado pela monarquia e pelo clero. Aí, o capital resolveu que “se eu sustento, eu tenho que mandar”. Por aí.
Vejam aqui na taba dos Tupiniquins. Precisavam de medidas econômicas que jamais conseguiriam ser efetivadas por alguém da chamada direita. Aí elegeram o Lula, pra viajar e dizer besteiras, enquanto o Henrique Meirelles, em nome da banca, governava.
Quem era o grande gurú do Lula? Delfim Neto. Ele mesmo.
Agora com dona Dilma, entre os que dão as cartas, está aquele senhor, barão da siderurgia, de nome alemão. O mais são antolhos ideológicos que obstruem uma análise imparcial do caso concreto.


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Tópicos do dia – 12/11/2011

08:49:36
Ah!, essa vã filosofia capilar.
Tudo é relativo.
Um fio de cabelo na cabeça é pouco.
Na sopa, é muito!

08:52:08
Ecochatos, revolução francesa e escravidão.
Para os eco chatos, ongueiros, beneméritos de botiquim e revolucionários de “boutique, que acreditam possuir o monopólio dos bons sentimentos”.
Na verdade, eles padecem do velho paradoxo da Revolução Francesa, que promoveu os direitos humanos em casa, mas manteve a escravidão nas colônias.


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Economia: 1929 redivivo?

Neoliberalismo, terceira via, desregulamentação do Estado, Estado mínimo… Seja qual for o adjetivo e/ou definição que se use a realidade é que, como escreveu Karl Marx, sobre a Revolução Francesa:  “A história acontece como tragédia e se repete como farsa”.

É provável que o que a economia esteja passando hoje talvez aconteça em função das injustiças e ausência de isonomia na democracia em amplitude mundial. Há uma ausência de senso crítico – a mídia controlada, parcial e comprometida não permite que pensamentos não alinhados com esses interesses cheguem ao povo – e o que se assiste é uma quase absoluta falta de mobilizações populares, e de pessoas, suficientemente esclarecidas que pensem antes de votarem.

No sanatório geral em que se transformou o mundo na tal de “pós-modernidade” surgem oportunidades para descomunais especulações financeiras, bolhas, as mais diversas e oportunistas, produzindo uma sensação, falsa, mas não percebidas pela maioria, de prosperidade, que agora já percorre o estreito caminho da saturação.

O Editor

Ps. O que acontece na agora chamada de “primavera árabe” é mais uma saturação da secular tolerância a governos despóticos, do que a percepção do ‘kaos’ do capitalismo especulativo.


Quem avisa amigo é

Vale, por um dia, começar além da política nacional, arriscando um mergulho lá fora.

O que está acontecendo na Europa e quase aconteceu nos Estados Unidos, onde bancos estão falindo, cidadãos sendo despejados de suas casas, economias desmanchando-se como sorvete e, last bus not least, magnatas conseguindo salvar suas fortunas e mandando a conta para a classe média e o povão através de aumento de impostos, desemprego em massa e supressão de investimentos sociais.

O risco, como em 1929, é de multidões ganharem as ruas, enfrentando a polícia e depredando tudo o que encontram pela frente. Tornarão impossível a vida do cidadão comum, instaurando o caos.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Por quê?

É preciso notar que esse protesto anunciado começa com a inadimplência mas logo chega à fome, à miséria e à doença.

Não dá mais para dizer que essa monumental revolta prevista com data marcada é outra solerte manobra do comunismo ateu e malvado.

O comunismo acabou. Saiu pelo ralo.

A causa do que vai ocorrendo repousa precisamente no extremo oposto: trata-se do resultado do neoliberalismo.

Da consequência de um pérfido modelo econômico e político que privilegia as elites e os ricos, países e pessoas, relegando os demais ao desespero e à barbárie.

Fica evidente não se poder concordar com a violência. Jamais justificá-la. Mas explicá-la, é possível.

Povos de nações e até de continentes largados ao embuste da livre concorrência, explorados pelos mais fortes, tiveram como primeira opção emigrar para os países ricos.

Encontrar emprego, trabalho ou meio de sobrevivência.

Invadiram a Europa como invadem os Estados Unidos, onde o número de latino-americanos cresce a ponto de os candidatos a postos eletivos obrigarem-se a falar espanhol, sob pena de derrota nas urnas.

O problema é que serão os primeiros a sofrer.

Perderão empregos, bicos e mesmo o direito de pedir esmola.

Preparem-se os neoliberais.

Os protestos não demoram a atingir as nações ricas.

Depois, atingirão os ricos das nações pobres.

O que fica impossível é empurrar por mais tempo com a barriga a divisão do planeta entre inferno e paraíso, entre cidadãos de primeira e de segunda classe. Segunda? Última classe, diria o bom senso, porque serão aqueles a quem a conta da crise será apresentada.

Como refrear a multidão de jovens sem esperança, também de homens feitos e até de idosos, relegados à situação de trogloditas em pleno século XXI?

Estabelecendo a ditadura, corolário mais do que certo do neoliberalismo em agonia?

Não vai dar, à medida em que a miséria se multiplica e a riqueza se acumula. Explodirá tudo.

Carlos Chagas/Tribuna da Imprensa