Marketing Digital e a publicidade ‘analógica’

Economia Vendas Consumidor DigitalEmpresas erram ao usar modelo publicitário “analógico” no mundo digital da internet

O autor e especialista em marketing Seth Godin é conhecido por dar títulos hilários, criativos e provocativos às suas obras. Meatball Sundae (”Sundae de almôndegas”) é sua nova criação.

Na esteira de A Vaca Roxa e Todo Marqueteiro É Mentiroso (dois de seus livros anteriores), Seth criou a nova expressão para descrever o marketing tal como é praticado hoje na internet por 90% das empresas. Para Godin, almôndegas e sorvete são duas perfeições alimentícias, mas que, misturadas, dão uma braba indigestão.

Em sua analogia culinária, as “almôndegas” são os produtos médios, feitos em grande quantidade, a preços baixos, destinados ao “público médio”. Pense numa cerveja da Budweiser ou num carro da GM. Eles são as almôndegas, que prosperam num mercado de massa. O “sundae” seria o novo marketing – que utiliza as ferramentas da internet, como vídeos no YouTube, blogs e sites de relacionamento.[ad#Retangulo – Anuncios – Duplo]

O sundae de almôndegas, por sua vez, é o uso dessas ferramentas para promover produtos, marcas ou serviços do tipo “médio”. Exemplos? A tentativa frustrada da Budweiser de criar um canal próprio de relacionamento com o consumidor na internet, a BudTV. Lançado com estardalhaço, com meta de atingir 2 milhões de espectadores por mês, é acessado por meros 50 mil internautas mensalmente. Outro caso de insucesso digital é o do Wal-Mart, cujo site voltado ao público jovem, TheHub.com, encerrou as atividades em 2006 depois de uma seqüência de ibopes pífios. Lançado em janeiro, Meatball Sundae recebeu fartos elogios da Business Week e do Financial Times.

Por que o marketing na internet vira um sorvete de almôndegas? A resposta é simples, diz Godin. Na era da conectividade, regras fundamentais da era da comunicação de massa foram quebradas para sempre, e as empresas tradicionais terão dificuldade de se ajustar aos novos tempos. O ciberespaço virou arena de diálogo não só dos consumidores com a empresa, mas deles entre si. “A empresa sempre esteve protegida. Um presidente de banco não está acostumado a ouvir um cliente que perdeu a casa. Uma estrela do rock não está acostumada a lidar com 55 mil amigos do MySpace”, diz. Outra regra defunta é a da oferta limitada. O consumidor quer todas as opções à sua disposição. “Senão, ele nos deixa.”

Frente à nova realidade, o marketing canhestro das almôndegas tem uma causa comum: as empresas tentam implantar um modelo de comunicação “analógico” ao mundo digital. A Budweiser estava acostumada a ter seus divertidos comerciais de TV bem recebidos pelo público. Tentou criar um canal de TV pela internet que copiasse o humor debochado das peças publicitárias. Não vingou. Seria mais útil criar vídeos de marketing viral e disponibilizá-los no YouTube. Muitos se perguntam sobre o futuro das empresas do tipo “almôndega”.

Para Godin, um produto não é em si necessariamente uma “almôndega” ou um “sundae”. Isso depende de posicionamento estratégico. Dá o exemplo das companhias aéreas. “O que a JetBlue fez para conquistar o consumidor? Colocou TVs nos assentos, contratou pessoas que gostam de falar sobre o serviço. Quando lidamos com a JetBlue na internet ou por telefone, é um tipo de companhia aérea “sundae”. E ela está no mesmo negócio que a American Airlines” (empresa com serviço tipo “almôndega”, nas palavras do autor).

Empresas de ponta tornam-se líderes. Num podcast à Business Week, Seth citou o caso de uma pequena empresa do meio-oeste americano que abocanhou o mercado de EVDO (tecnologia que permite a conexão de celulares e laptops à internet por satélite). Além de contar com uma equipe especializada no formato, ela abriga em seu site o principal grupo de discussão sobre EVDO nos EUA.

Com a dupla tacada, virou um ímã da comunidade. “O negócio poderia ter sido iniciado por qualquer companhia de telecomunicação. E nenhuma o fez, achando que o formato não teria público ou que seria preciso criar uma cadeia de suporte ao consumidor. Tratava-se da velha abordagem a um novo produto. Seria transformar o EVDO numa almôndega”, afirma.

do IFD Blogautor: Álvaro Oppermann – fonte: Mercado Competitivo

Descubra e controle o que o Google sabe sobre você

O Google adotou uma nova política de privacidade no início de março.

A nova política muda apenas a forma que o Google pode relacionar seus dados: antes, cada serviço do Google era separado; agora, se uma mesma conta for usada em mais de um serviço, os dados podem ser relacionados.

Embora o Google não esteja coletando nada além do que já coletava, muitas informações suas provavelmente já estão com eles, mesmo que você não seja cadastrado em nenhum serviço.

A boa notícia é que você pode ter uma ideia do quanto o Google sabe sobre você, e até controlar algumas coisas.

Histórico da web e do YouTube
O Google é capaz de registrar todas as suas pesquisas, além de outras atividades, e associá-las à sua conta do Google, se você tiver feito o login antes de usar o site, ou mesmo anonimamente – mesmo que você não tenha feito o login.

O site que você visitou – depois de ter feito a pesquisa – também fica registrado.

Essa configuração pode ser controlada no endereço google.com/history e deve ser sua principal preocupação em relação à sua privacidade no uso dos serviços do Google.

O Google argumenta que o histórico da web permite refinar as buscas e dar resultados mais relevantes, porque permite que a empresa saiba melhor o que você procura.

Independentemente, é o recurso mais invasivo quanto à privacidade e seu uso deve ser considerado.

O YouTube tem o mesmo recurso e o ajuste é separado. As configurações estão acessíveis em youtube.com/my_history

Preferências de anúncios[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]
A página localizada em google.com/ads/preferences informa o que o Google “acha” que sabe sobre você.

Essas informações foram determinadas de forma anônima a partir dos sites que você visitou e que usavam o AdSense, a plataforma de publicidade do Google. Elas existem mesmo que você não tenha uma Conta Google.

É possível ver quais “categorias de interesse” o Google associou ao seu comportamento e também em qual perfil de navegação você se encaixou. Este colunista, por exemplo, foi colocado na faixa etária de 65 anos – o que não é muito correto, mas outros interesses foram identificados corretamente pelo Google.

Informações capturadas pelo Google nem sempre são precisas.
Essas informações ajudam a empresa a exibir anúncios publicitários mais próximos do seu interesse. Essas informações não são associadas ao seu nome ou outros dados que você cadastrou nos serviços do Google.

Dica: se você frequentemente vê um anúncio do Google que não lhe interessa, é possível bloquear aquele anúncio.

Basta clicar no link “Anúncios Google” ou “Ads by Google” (que deve estar no canto do quadro publicitário) e essa opção irá aparecer em uma tela em seguida.

Confira o ‘Dashboard’
O painel de controle dos serviços do Google, chamado de “dashboard”, resume várias coisas que o Google sabe sobre você, que podem incluir até mesmo seu modelo de celular e os aplicativos que você instalou no Android Market, se você usa um celular com o sistema Android.

Pode ser o caso de até o IMEI (identificador único do seu celular) estar registrado na sua conta.

Note que, apesar de algumas dessas informações estarem armazenadas pelo Google, várias delas são protegidas pela legislação.

Nenhum funcionário do Google pode ler suas mensagens de e-mail armazenadas no Gmail, por exemplo.

O mesmo vale para qualquer outro serviço do tipo, como o Hotmail, Yahoo ou até seu provedor de internet, que não pode monitorar sua conexão com a internet sem uma autorização da justiça.

Se você quer impedir que o Google associe todos os seus dados a uma única identidade, o que você precisa fazer é usar “Contas Google” diferentes para cada serviço: e-mail, YouTube, Google+, Picasa, etc.

Com isso, o Google não irá realizar o cruzamento dos dados.

Isso só não vale para os dados de publicidade, que você pode controlar de forma independente e mesmo sem estar logado, como já explicado.
Altieres Rohr/G1

Internet, jornais e publicidade

O papel e o digital na encruzilhada
Por Summer Harlow

Reproduzido do blog Jornalismo nas Américas, 5/3/2012; título original “Jornais americanos perdem sete dólares em publicidade impressa para cada dólar investido em publicidade digital”

“A busca por um novo modelo de negócios”, um estudo publicado na segunda-feira (5/3) pelo Projeto de Excelência em Jornalismo do Pew Research Center, sobre a tendência das receitas nos jornais americanos mostra que enquanto as vendas de anúncios nos impressos caíram uma média de 9% durante o último ano, os ingressos com publicidade digital cresceram 19%.

Em outras palavras, para cada dólar recebido com publicidade digital, sete são perdidos em publicidade impressa.

Assim, apesar da promessa da publicidade digital, o documento sugere que as receitas com publicidade online não estão compensando as perdas do impresso, e que “a inércia cultural é um fator importante”, já que a maioria dos jornais não estão apenas priorizando as vendas de anúncios digitais.

Como muitos executivos de jornais pesquisados ??observaram no relatório, é difícil mudar o foco para o lado digital, especialmente quando as vendas no impresso ainda compreendem 92% do total de receita publicitária.

A pesquisa realizada durante 16 meses examinou informação financeira privada de 38 jornais americanos e incluiu entrevistas com 13 executivos de companhias donas de 330 jornais no total, explicou a agência de notícias AFP.

Baseada no estudo, a cadeia de rádio pública dos Estados Unidos (NPR) destacou quatro “estratégias vencedoras” para ajudar os periódicos a “ter lucros no mundo digital”: “aproveitar o boom”, “diversificar a publicidade digital”, “ser criativo” e “acabar com as guerras de cultura corporativa nas salas de redação”.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Novas fontes

Ao prever o futuro dos jornais daqui a cinco anos, os executivos entrevistados disseram que os jornais continuarão a ser impressos e distribuídos, só que com menos frequência, talvez apenas aos domingos.

Os jornais também continuarão a se “diluir” conforme as redações forem diminuindo.

Outras descobertas notáveis ??do relatório mostram:

** Há cerca de 1.350 jornais em inglês que sobrevivem nos Estados Unidos, dos cerca de 1.400 que havia cinco anos antes. A maioria tem uma tiragem inferior aos 25.000 exemplares.

** Só 40% dos jornais pesquisados dizem que a publicidade segmentada é uma parte importante de seus esforços em vendas.

** A publicidade em dispositivos móveis constituiu apenas 1% dos lucros digitais em 2011.

** Menos da metade dos jornais (44%) informaram que estão tratando de desenvolver fontes de renda não tradicionais, tais como a organização de eventos, consultorias ou vendas de produtos e novos negócios.

Mobile marketing, um mercado que não para de crescer

O mundo alcançou um marco na história da tecnologia: ao final de setembro, o número de assinantes de telefones celulares chegou a 5 bilhões de pessoas.

Esse número equivale a 73,4% da população mundial.

E no final do ano, o número chegará a 5,1 bilhões de assinaturas, aponta estudo realizado pela empresa iSuppi.

No entanto, isso não significa que 3 em cada 4 pessoas vão realmente possuir um celular – a estatística fornecida refere-se a pagamentos de serviços wireless e não apenas ao número de aparelhos.

A base real de dispositivos sem fio chegará a “apenas” 4,9 bilhões no final do ano, ainda um número impressionante.

Mas, além dos números espantosos, para que servem essas informações?[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

A forma como as pessoas comunicam-se atualmente no mundo mudou completamente por causa dos celulares, que são capazes de conectar qualquer pessoa, em qualquer lugar, a qualquer momento.

A penetração de dispositivos móveis como ferramenta de comunicação tornou significativo o espaço para as atividades de marketing que são feitos sob medida para os interesses do usuário.

Com os avanços da tecnologia, várias empresas vêm adotando o mobile marketing como parte de sua estratégia de publicidade.

Há um enorme potencial no aumento das taxas de respostas positivas quando se usa o marketing móvel, principalmente quando comparado às outras formas mais tradicionais de publicidade.

Por esse motivo, mais e mais executivos estão recorrendo a esses meios para envolver seus públicos-alvo.

Estudos indicam que mensagens curtas, como SMS, MMS e WAP são bem mais eficientes do que o e-mail marketing – a publicidade via mobile é 70% mais lida do que os e-mails – e esse recurso pode construir a identidade de uma marca, além de aumentar as decisões de compra dos consumidores.

A atitude desses consumidores em relação ao marketing através de mensagens diretas influi (e muito) na decisão de compra, especialmente quando se trata de uma promoção.

Como os consumidores só podem receber mobile marketing se permitirem, a tendência é que deem mais atenção à publicidade das companhias que adotam esse tipo de plataforma do que àquelas que utilizam o e-mail.

Os aplicativos para smartphones são uma outra forma de mobile marketing. Esses apps estão muito em voga, principalmente em BlackBerrys, iPhones e Androids, e são apresentados em diferentes formas, além de cobrirem uma grande variedade de interesses. Porém, uma coisa é comum nos aplicativos móveis: todos eles estão abertos à publicidade.

Quer um exemplo?

A cadeia de fast food Burger King lançou um aplicativo para iPhone que permite aos clientes encontrarem o seu restaurante mais próximo, além de admitir que seus usuários compartilhem sua localização através do Facebook.

Como é possível perceber, todas as formas de mobile marketing estão crescendo e mudando a cada dia. É importante manter-se em dia com as tendências para maximizar seus lucros.

Quem sabe qual novo tipo de marketing será possível fazer quando conectado com novas descobertas tecnológicas?

Claudia Valls /FONTE: http://imasters.com.br