Pedofilia e Internet. Funcionários do Pentágono fizeram download de pornografia infantil

Funcionários compraram e fizeram download de pornografia infantil, diz Pentágono.
Documento foi divulgado pelo órgão norte-americano nesta sexta (23).
Relatório ressalta que violação pôs em risco a segurança nacional dos EUA.

Vários funcionários do Pentágono, alguns dos quais violando regras de segurança, compraram e fizeram download de pornografia infantil em algumas ocasiões em computadores do Governo, segundo uma investigação.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Parte das conclusões da pesquisa, que se prolongou por vários anos, está contida em um documento de 94 páginas divulgado nesta sexta-feira (23) pelo Pentágono.

O relatório assinala que alguns desses funcionários trabalhavam para algumas das agências que lidam com os segredos mais confidenciais do governo norte-americano, inclusive a Agência de Segurança Nacional.

O documento ressalta ainda que os funcionários puseram em perigo o Departamento de Defesa, o Exército e a segurança nacional ao pôr em risco sistemas informáticos, instalações militares e autorizações de segurança.

Segundo o “Boston Globe“, o primeiro a relatar os resultados do inquérito nesta sexta, alguns dos envolvidos foram processados, enquanto outros casos permanecem “no limbo” ou tiveram as acusações retiradas, por falta de provas suficientes.

Como muitos detalhes importantes foram “camuflados” nos documentos, é impossível determinar quantas pessoas com vínculos com o Pentágono foram formalmente acusadas ou são suspeitas de receber pornografia inantil.

O inquérito federal sobre trabalhadores do círculo militar é parte de um amplo esforço iniciado em 2007 sob o codinome “Operação Flicker“, que já identificou mais de 5 mil pessoas que tiveram acesso a sites de pornografia infantil.

A compra de pornografia infantil é um crime nos Estados Unidos e o acesso à mesma em um computador do governo representa também uma violação das leis sobre o uso de propriedade pública.

G1

Garota de 14 anos é detida por pornografia infantil nos EUA

Uma garota de 14 anos, residente em Nova Jersey (EUA), está sendo acusada por pornografia infantil depois de postar quase 30 autorretratos de nudez explícita no site de relacionamentos MySpace. O caso é mais um na esteira de investigações sobre conteúdos de pornografia infantil nos EUA que têm origens não em pedófilos, mas nos próprios adolescentes, que enviam fotos de nudez para aparelhos celulares e e-mails.

O MySpace não quis comentar a investigação – entretanto, a companhia tem uma equipe que monitora o site, a fim de evitar imagens inapropriadas.

O Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas avisou as autoridades locais sobre as imagens da adolescente. Os oficiais investigaram e descobriram que a menina havia colocado na internet fotos “muito explícitas” de si própria, afirma o porta-voz da polícia.

“Consideramos este caso como um alerta para que os pais acordem”, disse. A garota colocou as fotos na rede social porque “ela queria que seu namorado visse.”

Segundo o porta-voz, investigadores estão procurando por pessoas que tenham conhecimento e envolvimento no crime. No entanto, ele não deu mais detalhes porque o caso ainda está em investigação.

A jovem, cujo nome não foi revelado em decorrência da idade, foi detida e acusada por posse e distribuição de pornografia infantil. Ela foi liberada da custódia da mãe, ou seja, responderá ao crime mesmo sendo menor de idade.

Caso realmente seja confirmado que menina tenha distribuído pornografia, ela vai ser acusada de crime sexual, de acordo com a Lei Megan (de 1996, assim chamada em homenagem a uma vítima de Nova Jersey), disse a procuradora-geral Anne Milgram. Ela também pode pegar até 17 anos de prisão.

O fenômeno do “sexting” está desafiando procuradores-gerais nos EUA. Estados como Pensilvânia, Connecticut, Dakota do Norte, Ohio, Utah, Vermont, Virginia e Wisconsin estão acusando adolescentes, a fim de tentar impedi-los de enviar e receber imagens pornográficas.

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Folha Online