Eleições 2010: DEM e PT poderão ser aliados no Espírito Santo

Parece piada mas é sério. Os partidos políticos brasileiros continuam cultivando o desprezo dos Tupiniquins. Dessa maneira a candidatura de Dilma Rousseff vai terminar sendo “um passeio”! Acredito que por essas e outras é que o ressabiado José Serra teme ser candidato nessa geleia geral!

O Editor


No Espírito Santo, o DEM cogita aliar-se a PMDB e PT

Aliado do PSDB de José Serra no plano nacional, o DEM costura no Espírito Santo uma parceria com PMDB e PT, pilares da candidatura de Dilma Rousseff.

Os ‘demos’ capixabas flertam com o apoio à candidatura de Ricardo Ferraço (PMDB) ao governo do Estado.

Ferraço é, hoje, vice-governador do Espírito Santo. Vai às urnas escorado no prestígio do governador Paulo Hartung (PMDB).

O petismo local foi convidado a indicar o candidato a vice da chapa de Ferraço.

Assim, confirmando-se todos os arranjos, vai-se formar a curiosa aliança PMDB-PT-DEM.

Em notícia veiculada nesta segunda (15), o repórter Felipe Quintino informa que a atração de aliados tornou-se um desafio para o PSDB do Espírito Santo.

Chama-se Luiz Paulo Vellozo Lucas o candidato do tucanato ao governo estadual. É deputado federal, amigo do presidenciável José Serra.

Arrastar o DEM para dentro da coligação tucana tornou-se, entre todos, o principal desafio de Vellozo Lucas.

Pela lógica, o movimento seria natural, já que, na seara nacional, o DEM é o principal parceiro da candidatura presidencial do tucano Serra.

Mas Vellozo Lucas enfrenta uma emboscada do ilógico. Ouça-se o que diz o secretário-geral do diretório do DEM-ES, vereador Max Mata:

“Não podemos colocar as questões nacionais à frente das locais”.

Max Mata argumenta que, ligando-se à candidatura pemedebê de Ricardo Ferraço, o DEM tonifica suas chances na disputa de 2010.

Passaria a sonhar com a eleição de pelo menos um deputado federal para representar o Estado na Câmara, em Brasília.

Como se vê, os interesses regionais podem aproximar nos Estados forças que, em Brasília, parecem irreconciliáveis.

No fundo, PT e DEM padecem de males semelhantes. O mal do DEM é o excesso de cabeças associado à escassez de miolos.

O PT padece da mesma insuficiência de massa encefálica, mas com uma cabeça só, a de Lula.

blog Josias de Souza

Bolsa Celular?

Brasil: da série “me engana que eu gosto”!

Mais uma inovação populista e eleitoreira, só imaginável na taba dos Tupiniquins, agora dividida em dus outras tabas: o Absurdistão e o Vaselinastão.

O Editor


Se viável, bolsa-celular foi sonegada por 7 anos, diz PSDB

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), disse estranhar a discussão de uma bolsa-celular às vésperas das eleições presidenciais.

Ele defendeu a convocação do ministro das Comunicações, Hélio Costa, ao Senado, para explicar os detalhes do projeto.

– Sou a favor da ampliação dos celulares para a população. Mas é uma coincidência fazer o programa antes de eleições. Se é assim tão viável, existiu uma sonegação de sete anos, já que o governo poderia ter dado o benefício em seu primeiro ano, e não no último. O ministro tem de vir aqui explicar o programa e mostrar que não é algo eleitoreiro.

blog do Noblat

Eleições 2010. Zé Serra ‘prega’ na missa em Aparecida

Eu não falei que a caravana ‘roliude’ estava na estrada das eleições, e que começariam as cenas inacreditáveis de candidatos em busca de votos?

A dona Dilma Rousseff já tomou banho de água de cheiro na Igreja do Senhor do Bonfim, em Salvador, foi ‘segurar’ a corda no Círio de Belém. O Zé Serra ocupou o púlpito da Basílica de Aparecida pra fazer uma ‘fezinha’ entre os fieis da padroeira do Brasil.

Os neobeatos Tupiniquins deveriam usar o mote: “Yes we cremos!”

Ô raça, né?

O editor


Serra injeta política em missa ‘dedicada’ à padroeira
Serra Missa em Aparecida 2009

Foto: Gilberto Marques

Não há quem desconheça a passagem bíblica em que Jesus, em rara erupção de fúria, põe para correr os vendilhões do templo.

Está no Novo Testamento. Tome-se o relato do apóstolo Mateus (capítulo 21, versículos 12 e 13).

Ele conta que Jesus ”expulsou todos os que vendiam e compravam no templo…”

“E derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas”. Em seguida, Jesus vociferou:

”Está escrito: a minha casa é casa de oração; mas vós fizestes dela covil de salteadores”.

Se tornasse hoje à Terra, Jesus não precisaria ser levado à cruz. Morreria antes, de desgosto.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Tombaria ao notar o modo como o templo vem sendo varejado pelos vendilhões da política.

Nesta segunda (12), por exemplo, o governador José Serra (PSDB) foi à Basílica de Aparecida do Norte (SP).

O presidenciável tucano participou da missa em comemoração ao dia da padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida.

Celebrou-a o arcebispo de Salvador, Dom Geraldo Magela Agnelo. Presentes algo em torno de 40 mil fiéis.

A alturas tantas, Dom Geraldo apresentou Serra aos devotos. Cedeu o microfone ao governador.

“O Brasil precisa de governantes que sejam íntegros, que sirvam ao povo, em vez de se servirem do povo”, Serra discursou.

Governantes “que tenham como preocupação central abrir oportunidades a nossas famílias…”

“…Oportunidades de trabalho, de cultura, em um ambiente de espiritualidade fraterna […]”.

Em abril do ano passado, Dom Geraldo dera declarações que levantaram a suspeita de que esconde sob a batina uma plumagem tucana.

Fervilhava nas manchetes o caso dossiê em que a Casa Civil, sob Dilma Rousseff, detalhara gastos sigilosos da presidência de FHC.

Questionado a respeito, o acerbepisto de Salvador soara inclemente: “Se for verdade, a gente fica perplexo…”

“…Não está comprovado, mas Deus queira que não haja tanta maldade assim no mundo…”

“…Tudo serve na época de eleições para os interesses que estão em jogo, sobretudo a mentira e a fraude…”

“…Tudo isso serve para alguém que queira se eleger a qualquer custo, não tem escrúpulos e não tem fundamentos éticos”.

Ao permitir que Serra injetasse política no templo de Nossa Senhora, o prelado demonstrou que, de fato, “tudo serve na época de eleições”.

A assessoria de Serra apressou-se em levar ao portal do governo de São Paulo a “notícia” de que o governador dera as caras em Aparecida.

“Serra saudou os peregrinos de todo o Brasil, que participaram das celebrações no Santuário”, informou o texto.

Em entrevista, o governador declarou-se “devoto” de Nossa Senhora. Algo até então insuspeitado.

No sábado (10), Dilma Rousseff, a rival petista de Serra, estivera na Igreja de Nosso Senhor do Bonfim, em Salvador (BA).

No domingo (11), a ex-materialista Dilma, agora uma dedicada beata, desfilara sua candidatura na procissão do Círio de Nazaré, em Belém (PA).

Mantido esse ritmo, até o dia da eleição mesmo o mais jucundo dos incréus vai acabar acreditando em Deus. Ficou difícil acreditar em qualquer outra coisa.

blog Josias de Souza

MST é um ‘imã’ pra botar a mão na nossa grana

Brasil: da série “cuméquié?”

Acordai Tupiniquins! Vejam mais mum ralo por onde escoa o seu, o meu, o nosso sofrido “caraminguá”.

Levantamento da bancada ruralista revela que nos últimos cinco anos o marginal MST recebeu 115 milhões de reais, através de entidades ligadas e ONGs simpáticas.

Eleições 2010 – Capitalistas em partidos socialistas. Só no Brasil!

Brasil: da série “me engana que eu gosto!”

Pra quem acha que é exagero falar do oportunismo da politicalha dessa gente, além da absoluta ausência de ética. O presidente da Federação das Indústrias de São Paulo, Paulo Skaff, é o mais novo adepto das teorias marxistas. Sim! Esse senhor, que segundo a língua solta do paulisterio desvairado deveria fundar o MSE, Movimento dos Sem Empresas, – a dele quebrou faz tempo e arca com processos trabalhistas -, e que até ontem era ferrenho opositor da CPMF, passa agora a engrossar o coro dos que cantam loas ao lulismo.

Uáu! Mapa do Brasil de cabeça para baixo


Militantes do PSB recorrem contra a filiação de Skaf

Tom Jobim costumava dizer: o Brasil é um país de cabeça pra baixo. Aqui, as prostitutas gozam e os traficantes cheiram.

Desde a morte do maestro, a coisa só tem piorado. Agora, supostos capitalistas viram pseudosocialistas em pleno vôo.

Incomodados com o inusitado da fialiação de Paulo Skaf ao PSB, dois militantes da legenda decidiram estrilar.

Chamam-se Marionaldo Fernandes Maciel e Jadirson Tadeu Cohen Parantinga. Moram em Campinas (SP).

Acham que a conversão do presidente da Fiesp levou a inconerência Às fronteiras do paroxismo. Recorreram contra a filiação do “inimigo” dos trabalhadores.

Procurado, Skaf mandou dizer que o par de militantes expressa posição isolada. Coisa normal num país democrático como o Brasil.

O presidente do diretório Municipal do PSB de Campinas, Eliseu Gabriel, também considerou normal o protesto dos militantes.

Como se vê, o Brasil pós-Jobim continua sendo o último país feliz do mundo. Aqui, o normal é a anormalidade.

blog do Josias de Souza

Eleições 2010. Ciro Gomes candidato a leitor de almas

Declaração de Ciro Gomes sobre José Serra:
“Ele é feio pra caramba, mais feio na alma do que no rosto”.

Pelo “nive” dos destemperos exibidos pelos candidatos até agora, e olhem que a campanha nem começou, discussão de futebol em butiquim vai parecer discurso de posse na Academia Brasileira de Letras.

Ouvido pela reportagem, Zé Bêdêu, o derradeiro abestado crédulo da Praça do Ferreira em Fortaleza, exercitando sua (dele) mais explícita incredulidade, filosofou:

“Ué! Com essa ‘categoria’ o gógó de Sobral vai deixar o Collor comendo poeira em matéria de baixaria. Pode também, com essa ‘arrumação’ de ler alma, ser candidato a pastor da Universal.”

Collor ganha ação judicial contra Franklin Martins. Como?

Lembram do Franklin Martins? E do Collor de Melo? Continuam os mesmos.

Aquele, jornalista, era comentarista da Globo. Antes foi terrorista e participou de ações como o sequestro do embaixador americano no Brasil. Agora, durante o governo do apedeuta do agreste, foi catapultado para o pomposo cargo ‘goebeliano’ de ministro da propaganda. É o ‘cara’ que controla a grana da publicidade milionária do governo.

Esse, era o caçador de marajás. Depois foi presidente da república. Das Alagoas para Brasília, se elegeu afirmando ser o Lula a encarnação do demo. Depois caçou a poupança dos Tupiniquins, cassou a ética e foi cassado.

Agora é senador da República! Que república!

Isto posto, vamos aos fatos.

Em 2005 o então comentarista da Globo, Franklin Martins, durante uma entrevista, certamente com “aquilo roxo”, brindou Collor de Melo com os singelos adjetivos de “ladrão e chefe de quadrilha”.

Aí, ‘obrando’ ira por todos os intumescidos olhos, o ex-chefe de PC Farias processou Franklin Martins por injúria, calúnia e difamação, exigindo, na justiça, uma indenização por danos morais no valor de R$50 mil reais. E ganhou! Em primeira instância.

O lindo vem agora.

Os dois, Franklin Martins e Fernando Collor, estão juntos na mesma canoa. Isso mesmo! Ambos fazem parte do mesmo governo. São aliados num governo que carrega um mensalão nas costas e que Franklin Martins insistia em negar que existiu. Por seu turno Collor de Mello segue “obrando” furibundas intervenções no senado em defesa do governo petista — lembrai-vos da intervenção que fez contra o Senador Pedro Simon —, mostrando assim que digeriu palatavelmente o antes indeglutível Lula. Na mesma comédia do ‘é mentira Terta?’, Collor, à época, afirmava que o episódio PC Farias era uma armação da mídia contra o ocupante da Casa da Dinda.

Mais iguais impossível se imaginar.

A lógica, embora perversa, explica então porque tais figurinhas estejam agora defendendo o mesmo governo. Diante da tibieza apresentada ao longo de suas trajetórias (sic), é bem possível que estejam agora a jurar amor eterno.

Uáu!

PS 1. Será que o processo continuará em instâncias superiores ou, em nome sei lá de que, ou de quem, a ação judicial será retirada?

PS 2. Caso a ação não seja retirada, Delúbio Soares e Marcos Valério voltarão à ribalta para providenciar “recursos não contabilizados”?

PSDB faz acordo no Pará para eleger, pasmem, Jader Barbalho

Brasi: da série “o tamanho do buraco”!

Pasmem e se horrorizem Tupiniquins. A canalha está atenta.

O maior conglomerado político de vestais e impolutos políticos, o PSDB, após o acordão no conselhinho de (a)ética para salvar Arthur Virgílio, aderiu à máxima petista do “fazemos qualquer negócio”.

Agora a tucanalha faz acordo com o PMDB de Sarney, Calheiros e outros trastes, em torno da candidatura do ranário Jader Barbalho, argh!, para o governo do infelicitado Pará.

Se é que vai sobrar alguma coisa após a desastrosa administração da petista Ana Carepa, “carinhosamente” chamada pelos incréus de administração Ana “Pereba”.

Senado de Sarney, Mercadante e Arthur Virgílio, é uma casa de Zumbis

Casa de Zumbis

Na Presidência, José Sarney não tem condições de presidir sessão nenhuma, arrastando os pés tristemente do gabinete ao plenário sob uma nuvem de ostracismo. Sua voz e sua mão nunca mais vão parar de tremer na tribuna.

Na liderança do PT, Aloizio Mercadante é um fantasma dele mesmo, numa função fantasma. Líder de uma bancada subjugada pelo Planalto e que se desfez em pedaços e em intrigas, ele não fala mais para seus pares petistas, nem para a base aliada, nem para a oposição.

Na liderança do PSDB, o principal partido da oposição, Arthur Virgílio engaveta os seus discursos irados e recheados de um certo lustre intelectual para conviver hoje, amanhã e sempre com o depósito feito por Agaciel Maia para pagar hotel em Paris e com os milhares de reais que saíram do público para financiar o estudo privado de um amigo assessor.

Sarney, Mercadante e Virgílio são zumbis de um Senado zumbi. E não só do Senado, mas da política.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Sarney, o veterano de fala mansa e conversa agradável, não teve mais condições de eleger a filha Roseana ao governo do Maranhão e levou um suadouro de uma delegada negra e estreante nas eleições no Amapá.

Enfraquecido em seus três feudos — o Maranhão, o Amapá e o Senado —, vai se agarrar desesperadamente a Lula, ao preço da aliança formal do PMDB com Dilma.

Mercadante, que se regozijava com a condição de senador mais votado do país, hoje já não dá para o gasto. Vêm aí as eleições para o governo de São Paulo, mas ninguém fala no nome do senador mais votado do Estado. Aliás, como veio o governo “do amigo” Lula, mas ninguém falou no seu grande assessor econômico para a Fazenda.

Eliane Catanhede – Folha de S. Paulo