Operação Porto Seguro: cadê a Rosemary?

Por mais crédulos que possamos ser, por mais diversas que sejam as opiniões, todos os indícios dessa trama não podem ter sido inventados.
José Mesquita


Operação Porto Seguro mostra que Weber (AGU) e Vieira (ANA) faziam encontros mensais. E Rosemary, onde andava?

Reportagem de Evandro Éboli, em O Globo, mostra que o ex-adjunto da Advocacia Geral da União (AGU), José Weber Holanda, recebeu pelo menos 29 pedidos de audiência do ex-diretor da Agência Nacional das Águas (ANA) Paulo Vieira.

Numa análise preliminar, a AGU havia estimado 23 encontros.

A agenda, corrigida pela própria AGU, demonstra que entre novembro de 2010 e novembro de 2012 esses prováveis encontros ocorreram quase que mensalmente e, às vezes, mais de uma vez por mês.

Os dois foram alvos da Operação Porto Seguro da Polícia Federal.

O jornalista Evandro Éboli relata que, na relação, aparecem agendadas ainda reuniões de Weber com 16 deputados federais, nove dos quais do PT, entre eles o presidente da Câmara, Marco Maia (RS).[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Há até a previsão de um encontro do ex-adjunto da AGU com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 11 de abril de 2011, no hotel Sofitel, em São Paulo.

A AGU informou que não tem como garantir se todos os encontros previstos na agenda de fato ocorreram.

Com Gilberto Miranda

Em nota, a AGU explicou que, como o computador funcional de Weber foi apreendido por agentes da Polícia Federal, na Operação Porto Seguro, foi preciso desenvolver um sistema para recuperar os detalhes da agenda de Weber no sistema de informação do órgão.

Na agenda de Weber estão previstos ainda dois encontros dele com o ex-senador Gilberto Miranda (PMDB-AM), também indiciado pela PF.

O repórter de O Globo destaca que Paulo Vieira, diretor de Hidrologia da ANA e principal alvo da Operação Porto Seguro, chegou a ser preso e foi indiciado pela PF como chefe de um esquema que cooptava servidores públicos na elaboração de pareceres favoráveis a negócios privados.

Deste esquema participava Rosemary Noronha, ex-chefe do Gabinete da Presidência em São Paulo, que desfrutava da intimidade do então presidente Lula.

Como se sabe, Weber teria beneficiado empreendimentos do ex-senador Gilberto Miranda no litoral paulista.

Na agenda de Weber ainda aparece uma reunião com Glauco Moreira, ex-procurador-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), indiciado pela PF.

Sindicância da AGU, já divulgada aqui no Blog da Tribuna, concluiu que Paulo Vieira tinha livre acesso à Procuradoria da Antaq.

E a Rosemary, também tinha? Onde estava? Onde está?
Carlos Newton/Tribuna da Imprensa

Rosemary Nóvoa na névoa da depressão

Rose está cada vez mais deprimida e desesperada. Terá de comparecer a juízo periodicamente, e a imprensa a qualquer momento poderá encontrá-la.

O comando do PT e a direção do Instituto Lula não sabem mais o que fazer. Como se diz no linguajar jurídico, estão mantendo “em local incerto e não sabido” a ex-chefe de gabinete da Presidência Rosemary Noronha, mas juíza federal Adriana Freisleben de Zanetti, da 5ª Vara Criminal de São Paulo, decidiu proibir que a Rose deixe a cidade de São Paulo sem permissão judicial.

Isso significa que a ex-assessora dos presidentes Lula e Dilma deve comparecer a juízo periodicamente, não pode deixar a cidade sem autorização, não pode exercer função pública e estará submetida a pagamento de fiança no caso de faltar a qualquer uma dessas obrigações.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Como se sabe, Rosemary é investigada por formação de quadrilha, corrupção passiva, falsidade ideológica e tráfico de influência. Era destacada integrante do esquema criminoso liderado pelo ex-diretor da Agência Nacional de Águas (ANA) Paulo Vieira que produzia pareceres do setor público para atender a interesses privados, conforme ficou revelado na Operação Porto Seguro, desencadeada pela Polícia Federal e do Ministério Público Federal.

Como conseqüência da Operação Porto Seguro, veio a público o relacionamento íntimo de Rose com o ex-presidente Lula, iniciado na década de 90. A imprensa levantou que Lula empregou o ex-marido, o atual e uma filha de Rose, criou para ela o cargo de chefe de gabinete em São Paulo e se fez acompanhar da assessora em 24 viagens internacionais no período de menos de três anos, com visita a 32 países.

Depressão Profunda

Em função do escândalo, a presidente Dilma Rousseff imediatamente demitiu Rose e a família inteira. Lula estava em viagem ao exterior e desde então passou a evitar a imprensa.

No Brasil, as providências foram tomadas pelo comando do PT e pela direção do Instituto Lula, que tiraram Rose de casa e evitam que ela tenha contatos externos, para evitar que faça declarações à imprensa. E foram escalados três advogados para defender a ex-chefe do gabinete, sob coordenação do ex-ministro da Justiça Marcio Thomaz Bastos.

O resultado dessa situação é que Rose, que tem temperamento instável e explosivo, entrou em profunda depressão e está sob cuidados médicos. A obrigatoriedade dela comparecer periodicamente a juízo é um problema gravíssimo para o PT e o Instituto Lula, porque a imprensa pode começar a fazer plantão diante da 5ª Vara Criminal de São Paulo.

E se Rose desobedecer à ordem judicial e não comparecer em juízo, poderá ter sua prisão preventiva decretada.
Carlos Newton/Tribuna da Imprensa 

Lula e Rosemary: cadê o casal romântico?

Considero esse o mais descarado, e inútil, o tempo provará, processo de “blindagem” de um possível “imbroglio” no qual o ex-presidente Lula está envolvido.

Fosse outro partido no poder, e o PT fora das tetas, o partido do mensalão já estaria com a inflamada militância nas ruas, procurando tocar fogo no mundo.
Já agora, o que faz a oposição. Aliás, Que oposição?
José Mesquita – Editor


Onde está Wally? Quer dizer, onde estão Lula e Rose? Procura-se desesperadamente esse casal romântico.

Os comentaristas e chargistas do Blog da Tribuna estão intrigados?

Onde estarão o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a companheira Rosemary Nóvoa Noronha, ex-chefe do Gabinete da Presidência da República em São Paulo?

Estão aí, em algum lugar…

Segundo a revista Veja, a última vez que Rose foi vista aconteceu na Bahia, antes da Operação Porto Seguro, quando a companheira passava o feriadão de 15 de novembro em companhia de José Dirceu e da namorada dele, na praia de Camaçari, e até então tudo ainda eram flores e quem tinha graves problemas era Dirceu…[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Quanto a Lula, a última notícia era de que estaria na Europa, acompanhado de d. Marisa Letícia, que ainda não sabe nada sobre a repercussão do prolongado caso do marido com a companheira Rose e vai tomar um susto quando voltar ao Brasil.

Como se sabe, desde que irrompeu o escândalo, a ex-chefe do Gabinete da Presidência está escondida pelo comando do PT e pela direção do Instituto Lula, para evitar que jornalistas tenham acesso a ela.

Teme-se pela instabilidade emocional de Rose, que está fragilizada devido às denúncias de corrupção que a envolvem na Operação Porto Seguro e causaram um estrago em sua família, com as demissões sumárias dela própria, de dois maridos (o antigo e o atual) e da filha mais velha.

Depressão profunda

Agora, já oficialmente indiciada pela Polícia Federal, que a acusa do crime de formação de quadrilha, entre outros, o estado emocional de Rose se agravou e ela está em profunda depressão.

Seu mundo de repente caiu, justamente quando ela desfrutava de uma estabilidade social e financeira diretamente ligada à importância do PT na política nacional.

Afinal, quem ousaria mexer com pessoa tão chegada ao ex-presidente Lula, o mais importante político do país.

Lula e o PT esperam que o caso amoroso seja logo esquecido, como ocorreu com o romance entre Fernando Henrique Cardoso e a repórter Miriam Dutra, mas as situações são muito diferentes.

FHC usou uma empresa privada, a Organização Globo, para amparar a concubina, enquanto Lula usava a máquina do governo e recursos públicos para sustentar a família inteira de Rose e dos companheiros que o forçou a empregar no governo, tivessem ficha suja ou não, como no caso de Paulo Vieira, um dos integrantes da quadrilha.

Traduzindo tudo isso, em linguagem popular: vai ter de rolar muita grana para sustentar a família de Rose e evitar que ela fale mais do que deve, ninguém tem dúvida.

A vida é assim mesmo, como dizia Nelson Rodrigues, especialista em amores impossíveis. A vida como ela é…
Carlos Newton/Tribuna da Imprensa