Tremsalão: mídia seletiva trata como um ferrorama

Ferrorama Blog do Mesquita TremsalãoMídia seletiva a corrupção e o tremsalão.

A mídia trata, quando trata, o “tremsalão” como se fosse Ferrorama.

Faço esse comentário por que exatamente a pouco eu vinha no carro ouvindo uma das duas rádios, FM, de notícias, com extensa matéria sobre a paralisação das obras da ferrovia no Piauí.

A reportagem longa e minuciosa tratava dos inúmeros problemas – corrupção e superfaturamentos inclusos – além do prazo conclusão previsto para 2013 ter sido dilatado agora para 2016, e a duplicação dos custos da construção da ferrovia.

Eu só ouço essas duas rádios – tanto no carro, no Smartphone e no computador – e acompanho os noticiários durante quase todo o dia.

Por isso estranho o tratamento diferenciado das bandalheiras.

Bandalheira que no Brasil é ambidestra. Não é “patrimônio” desse ou daquele partido.

O que espero em matéria de cobertura jornalística é a isonomia. Mas essa esperança, sei, é ficção. Ou devaneio.

Contudo entendo os motivos que provocam a seletividade da cobertura em função dos interesses do veículo de imprensa. Somente aponto o descompasso no tratamento dado pela mídia.

Não significa que eu esteja fazendo juízo de valor sobre essa ou aquela obra, ou sobre essa ou aquela corrupção.

Trata-se de honestidade intelectual de quem tem a obrigação, a priori, de ser imparcial.


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Mensalão, Chávez e a indignação seletiva

Abomino indignação seletiva.

Sem fazer juízo de valor. Somente o fato em si.
Imprensa brasileira acha justo a oposição na Venezuela recorrer a OEA contra a farsa montada pelo maluquete bolivariano.

Já no Brasil, réus do mensalão ameaçarem recorrer a Tribunal Internacional é “afronta ao STF“.
O “jus sperniandi” é inerente a todo ser humano.

Na Venezuela, saliente-se, antes de usarem a marreta sobre mim, a Corte Suprema também julgou legal o fato ao qual a oposição recorre na OEA.
Repito: esse é o fato. Sem juízo de valor.


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Petrobras, os opositores e Hobbes

Entre as coisas que abomino está a parcialidade.

Entre essas, a ideológica, que para mim é sintoma de desonestidade intelectual.

A oposição, e os que abominam o governo atual, não se manifestam quanto a cada vez maior intervenção do Estado na gestão da Petrobras, caminho certo para o desastre.

Entre os males que o governo faz à Petrobras está a manutenção artificial do preço dos combustíveis – política muito mais eleitoreira que econômica.

Mas, como todos, oposição inclusive, se beneficiam desse “precinho camarada”, não leio, nem ouço qualquer manifestação contra esse Estado “Hobbesniano”, se me permitem o neologismo.

À frente, veremos o resultado disso.


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