Eleições 2012: contagem regressiva para o último ato

Ave! Menos de 24h para o fim da pantomima e começar novo embuste vendendo Shangri-la aos incautos e catequizados.

O povão deixará de ser abraçado por desconhecidos e inesperados messias, criancinhas não mais receberão beijocas em remelentas bochechas, empadas de rodoviárias se acumularão nas lanchonetes da periferia, buchadas e demais comidas estranhas aos atores da tragicomédia voltaram às gamelas de ágata de botecos.

Nada mudará, desculpas rôtas e promessas vãs serão tal e qual uma dízima periódica.


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Dilma, a privatista

Entra Lula, sai Lula, entra Dilma, e as linhas neo-liberais traçadas por FHC continuam imutáveis.

E intocáveis. Nem Freud explica.

Da mesma forma que o PT teve que “engolir” Henrique Meirelles na era Lula, agora têm que deglutir as privatizações que tanto combatem em discursos palanqueiros.

Agora, o que D. Dilma falou não foi em privatizar algo que já existe, e sim em fazer concessão de algo a ser construído. Na realidade tucanos e petistas são meros atores, coadjuvantes, da pantomima global.

O Editor


Após praguejar as privatizações, Dilma vira privatista

Em campanha, Dilma Rousseff fez da execração das privatizações um mote contra o tucanato e seu representante, José Serra.

Empossada, a sucessora de Lula prepara um plano para privatizar os principais terminais de aeroportos do país.

Os repórteres Valdo Cruz e Ana Flor informam: sob Dilma, o governo confiará à iniciativa privada a construção e a operação de aeroportos.

Entre eles os novos terminais de Guarulhos e Viracopos, em São Paulo.

A coisa virá por medida provisória, provavelmente ainda em janeiro.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

O texto deve incluir a abertura do capital da Infraero, estatal aeroportuária, e a criação de uma nova pasta para cuidar da aviação civil.

Será uma secretaria, pendurada no organograma da Presidência da República. O titular terá status de ministro.

Vai incorporar repartições hoje vinculadas à pasta da Defesa, que gere o setor. Coisa já acertada com o ministro Nelson Jobim.

Operadores de Dilma já contactaram companhias como TAM e a Gol, interessadas em construir e operar novos terminais.

A ideia é que o governo delegue a exploração do negócio a mãos privadas por meio de contratos de concessão. A vigência deve ser de 20 anos.

A providência é tão útil quanto inevitável. Os aeroportos estão saturados. E o governo não dispõe de caixa para desafogá-los.

Não resta senão recorrer à iniciativa privada. Obviamente, Dilma será acusada de ter esgrimido na campanha a empulhação do antiprivatismo.

Porém, chegou a hora de aplicar ao lero-lero hipócrita dos palanques a lógica que guia os peladeiros: treino é treino, jogo é jogo.

blog Josias de Souza