Tópicos do dia – 05/07/2012

09:13:39
Paraguai pode, enfim, aprovar base dos EUA

Questão controversa há anos no Paraguai, a instalação de uma base militar no país poderá agitar as eleições marcadas para abril. Suspenso da Unasul e do Mercosul, além de abrir caminho para alianças econômicas com Europa, China e EUA, o Paraguai cederia espaço estratégico na fronteira da Tríplice Aliança, “reduto terrorista”, segundo os americanos. O Mercosul vetava qualquer discussão sobre o tema.
Olho no Aquífero
Com a pretendida base no Paraguai, os EUA pretendem monitorar a maior reserva de água subterrânea do mundo, o Aquífero Guarani.
Sonho antigo
O Paraguai tem acordo de treinamento militar com os EUA, mas o ex-presidente Fernando Lugo resistia à instalação da base militar.

11:43:59
CPI do cachoeira aprova convocação de Pagot, Cavendish, Paulo Preto e Raul Filho. Vixe!!!

Entre os convocados, também se encontra engenheiro acusado de fazer caixa dois para campanhas do PSDB pulista com recursos públicos.

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira aprovou em bloco, por unanimidade (28 votos), diversos requerimentos de convocação de testemunhas, entre elas o ex-presidente da empreiteira Delta Fernando Cavendish, o ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) Luiz Antônio Pagot e o prefeito de Palmas, Raul Filho (PT).

Também foi aprovada a convocação do engenheiro Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo “Preto”, acusado por Pagot de tentar fazer caixa dois para o PSDB paulista com recursos do Dnit; do empresário paulista Adir Assad, que atua nos segmentos de construção civil e eventos, dono de empresas pelas quais teriam transitado recursos da Delta; e a ex-mulher do contraventor Carlinhos Cachoeira, Andréa Aprigio.

Conheça as denúncias contra os convocados

Foi aprovado ainda convite ao juiz federal Paulo Moreira Lima, que deixou o processo contra Cachoeira depois de ter sofrido ameaças.

A única convocação polêmica foi a de Paulo “Preto”. O PSDB disse que só concordaria se fosse convocado também o deputado federal José de Filippi Junior (PT-SP), que teria procurado Pagot para que ele ajudasse na arrecadação de recursos junto a empreiteiras para financiar a campanha presidencial da então candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff.

Novamente, o PSDB acusou o relator da comissão, deputado Odair Cunha (PT-MG), de partidarizar as investigações e de desmoralizar a comissão. Cunha se defendeu, afirmando que a convocação de Filippi seria votada em seguida à votação do bloco de requerimentos.

Cunha defendeu a convocação de Paulo Vieira de Souza, apontado como arrecadador de campanhas do PSDB, com base em entrevista de Pagot à revista IstoÉ, em abril. “O Pagot imputa ao Paulo ‘Preto’ a prática de um crime. No caso do deputado José de Filippi não há imputação de prática de crimes”, afirmou.

A comissão está reunida na sala 2 da ala Nilo Coelho, no Senado.
JB on line


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Pedro Simon cobra Pagot na CPI do Cachoeira

Falando na tribuna do senado, O Senador Pedro Simon cobrou o que o Brasil, exceto os partidos políticos, quer: depoimento de Luiz Pagot, ex-chefão do DNIT na CPI que investiga as maracutaias da quadrilha do Cachoeira.

Aliás, saliente-se que desde o começo das denúncias , Pagot se ofereceu para ir depor.

Mas os parlamentares de todos o todos os partidos fogem de Pagot como o diabo da cruz.
José Mesquita – Editor


Pedro Simon cobra convocação de Pagot e Cavendish pela CPI
Senador mencionou notícias de que teria havido um acordo com vários partidos pra evitar a convocação do ex-diretor do Dnit e do dono da Delta…

Em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (4), o senador Pedro Simon (PMDB-RS) defendeu a convocação imediata de Luiz Antônio Pagot, ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), e de Fernando Cavendish, dono da empresa Delta Construções, para depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista que investiga as conexões políticas e empresariais de Carlinhos Cachoeira.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Pagot se colocou à disposição para ir à CPI para revelar detalhes sobre pressões da Delta para obter contratos do Dnit. A Delta – empreiteira de Cavendish, além de uma das maiores participantes de contratos do PAC – foi apontada pela Polícia Federal como envolvida com o esquema de Carlinhos Cachoeira, para o qual transfereria recursos por meio de empresas fantasmas.

Pedro Simon mencionou notícias que teria havido um acordo com vários partidos pra evitar a convocação de Pagot e Cavendish e, assim, encerrar os trabalhos da CPI.

O senador pediu ao presidente, ao relator e aos membros da CPI que não façam esse suposto acordo, pois isso seria uma humilhação para o Congresso Nacional.

– Uma decisão como essa é algo que eu não posso acreditar – lamentou Simon.

O senador disse que, com a repercussão das notícias sobre o acordo, talvez a CPI não reúna quórum para a sessão prevista para esta quinta-feira (5).

Ele chegou a dizer que pode pedir o fim da CPI e a fiscalização sobre sua atuação, se o acordo se confirmar. Simon lembrou que a CPI não foi pedida pela oposição, mas foi ideia do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Agência Senado

Pagot irá depor pra desespero da turma do cheque

Políticos da base do governo, seja lá o que seja isso, protagonizaram ontem, quinta feira, na sessão da CPMI do Cachoeira a mais vergonhosa pantomima do servilhismo explícito e da calhordice inconfessável.

A trupe que forma a bancada do PT, e demais figurinhas que apoiam o governo, votou contra a convocação para depor na CPMI do Cachoeira, do ex-diretor geral do DNIT, Luiz Antônio  Pagot.

Guardem os nominhos deles para as próximas eleições. Se forem reeleitos, não poderemos mais reclamar de calhordice de político algum. Não adianta essas ex-celências ciscarem a sujeira pra debaixo dos contaminados tapetes do Congresso Nacional. Tudo virá a lume. Lembrem-se que o mesmo ocorreu no caso do mensalão.Vamos continuar resistindo daqui, dessa trincheira, a internet, mídia que é a mais poderosa e a mais universalmente plural que qualquer tribuna atapetada.

As mais esfarrapadas justificativas foram tentadas. Em vão. Logo essa vergonhosa CPMI que reclamou de depoentes/investigados/testemunhas, que argüiram a CF e se recusaram a falar?
Agora não querem ouvir o Pagot que se declara disposto a falar. 
Indignação é pouco.

José Mesquita – Editor


CPI do Cachoeira está prestes a ganhar um afluente.

Um grupo de congressitas articula a realização de uma sessão paralela para colher, à margem da CPI, o depoimento de Luiz Antônio Pagot, o ex-diretor-geral do Dnit.

A articulação foi inaugurada no início da tarde desta quinta (14), depois que a CPI derrubou, por 17 votos a 13, requerimento de convocação de Pagot. Na mesma sessão, caiu o pedido de oitiva de Fernando Cavendish, da Delta Construções.

Coube ao deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) sugerir a composição dessa espécie de ‘CPI do B’ para ouvir o que Pagot tem a dizer. Convidado a presidir o grupo, o senador Pedro Simon (PMDB-RS), que não integra a CPI oficial, aceitou.

“Vamos fazer a sessão. Agora só depende do senhor Pagot”, disse Miro ao blog. “Se ele disser que vem, será ouvido. Se não vier, então que vá para o inferno. Comunicaremos aqui que ele não quis vir.”

Na hipótese de ser viabilizada, a sessão ‘fala Pagot’ será aberta a qualquer parlamentar que dela queira participar, não apenas ao grupo de insurretos da CPI. A ideia de Miro é a de dar consequência ao eventual depoimento de Pagot.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

“Conforme o que ele disser, fazemos uma notícia-crime e remetemos à Polícia, pedindo que ele seja ouvido formalmente. Aqui, numa dependência do Congresso, com a presença de um delegado e a assistência dos parlamentares.”

O debate sobre Pagot e Cavendish eletrificou a sessão da CPI. Relator da comissão, Odair Cunha (PT-MG), propôs o “sobrestamento” da convocação da dupla. Alegou que não é o momento de convocá-los.

Sobre Cavendish, Odair argumentou que, antes de ouvi-lo, a CPI precisa destrinchar os dados referentes à Delta, cujos sigilos bancário, fiscal e telefônico já foram quebrados pela CPI.

Em relação a Pagot, o relator argumentou que a convocação deve obedecer à conveniência da CPI, não à vontade do personagem. Na véspera, em conversa telefônica com o senador Simon, Pagot reiterara o que já havia declarado em entrevistas: dispõe de informações “relevantes” e deseja depor.

Em tese, as alegações de Odair poderiam fazer sentido. Perderam o nexo no instante em que o relator fez ouvidos moucos a uma ponderação: a convocação seria aprovada e as datas dos depoimentos seriam definidas na hora própria.

De costas para a lógica, a maioria governista da CPI –liderada por PT e PMDB e adensada por legendas menores do condomínio— votou com o relator. Ficou entendido que a banda majoritária da CPI teme ouvir Cavendish e Pagot.

A voz de Cavendish, nunca é demasiado recordar, soou numa gravação feita às escondidas por dois ex-sócios. Ele disse coisas assim: “Se eu botar R$ 30 milhões na mão de políticos, eu sou convidado pra coisa pra caralho! Pode ter certeza disso, te garanto. Se eu botasse dez pau que seja na mão de nêgo… Dez pau! Ah… Nem precisava de muito dinheiro não, mas eu ia ganhar negócio. Ôooo…”

Ou assim: “Estou sendo muito sincero com vocês: R$ 6 milhões aqui, eu ia ser convidado. Ô, senador fulano de tal, eu tenho cinco convites aqui. Toma, tá aqui ó. Pá! Se convidar, eu boto o dinheiro na tua mão.”

São frases que, num Congresso feito de honradez, inspirariam um desejo irrefreável de ouvir o autor. Mas a CPI prefere fingir que os comentários não existiram. Inconformado, Miro disse na sessão desta quinta que a “tropa do cheque” impede a convocação do presidente licenciado e sócio majoritário da Delta.

Cândido Vaccarezza (PT-SP), contrário à presença de Cavendish na CPI, saltou da cadeira. Respondeu à provocação de Miro em pé: “Eu não integro nenhuma bancada do cheque.” Declarou que é preciso manter o “foco da CPI”, cujo objeto é a investigação da quadrilha de Cachoeira.

Sobre o ex-diretor do Dnit, Vacarezza ecoou o companheiro Odair: “Chamar o Pagot aqui é para discutir contribuições de campanha. Isso não é foco dessa CPI.” Numa das várias entrevistas que concedeu, Pagot acusou o tucano José Serra de fazer caixa dois e disse que foi acionado pela tesouraria da campanha de Dilma Rousseff para ajudar na coleta de fundos eleitorais junto a empreiteiras.

Na conversa com o blog, Miro explicou o sentido da expressão que cunhou: “Você tem uma CPI para investigar Cachoeira e seus negócios ilícitos. Tem a Delta botando dinheiro em empresas fantasmas do Cachoeira. E você não quer ouvir o presidente da companhia e o ex-diretor do depatamento que mais tem contratos com a empreiteira! O senhor Cavendish disse que, com R$ 30 milhões, resolve qualquer coisa. Com R$ 6 milhoes compra senador. É esse cara que não querem ouvir?”

Os líderes do PSDB, senador Alvaro Dias (PR) e deputado Bruno Araújo (PE), também protestaram contra o encaminhamento de Odair. A exemplo de Miro, Alvaro realçou o inusitado da não-convocação de Cavendish: “Ele afirmou que compra políticos e pode comprar um senador por R$ 6 milhões. É urgente, inadiável e imprescindível a oitiva desse homem. Estamos preparados, sim, para interrogá-lo.”

No microfone da CPI, o senador Pedro Taques (PDT-MT), como Miro um integrante da ala governista ma non tropo, evocou expressão ouvida de um colega: “O pagot é fio desemcapado”. Acrescentou: “A Delta recebeu R$ 4 bilhões do governo em menos de 10 anos, principalmente por meio do Dnit. Não ouvi-los neste momento é transformar isso aqui numa CPI café-com-leite, numa farsa.”

Sob o pretexto do adiamento, outras razões movem o bloco governista. Ouvindo-se Pagot, injeta-se na CPI o caixa dois das campanhas e as obras do PAC. Convocando-se Cavendish, vai ao banco da comissão um íntimo amigo do governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB). São coisas que não interessam nem ao PT nem ao PMDB.
blog Josias de Souza

CPMI Cachoeira e laranjas

Perillo, Agnelo, Sérgio “guardanapo na cabeça” Cabral e Cachoeira, são fichinhas.

Tenham tenso!

E por isso a CPMI não anda senão em círculos.

Queremos CPMI completa, inclusive com o depoimento do Pagot, DNIT, e não a CPMI do Governo de Goiási.

Estão adubando o laranjal.

E o PAC


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Brasil: Os ladrões roubam para ostentar e traem a confiança da presidente

Os ladrões – penso eu – não ostentam porque roubam, mas roubam para ostentar.

Este o seu propósito não muito oculto, o seu impulso no fundo da questão.

Assumindo abertamente tal comportamento, além de traírem a confiança de quem os nomeou – no caso dos Transportes, a presidente Dilma Rousseff – ainda por cima desgastam politicamente o governo e, simultaneamente a imagem do PT.

Por isso, acho que o ex presidente Lula não tem razão quando se preocupa em que as demissões praticadas por Rousseff no DNIT possam isolá-la da base parlamentar no Congresso.

Escrevo a partir da reportagem da Càtia Seabra e Natuza Nery, Folha de São Paulo de quarta-feira.

Sinto sempre a obrigação, não muito levada a sério, de citar a fonte da informação que se transforma em degrau para análise.

Pensar que o ladrão, e também traidor, é um amigo ou aliado é uma ingenuidade ou uma estupidez completa. O ladrão, ao contrário, é o pior e o maior inimigo.

Principalmente porque expõe o outro, a uma grave e aparente contradição.

Ou sabia do roubo e assim é conivente ou leniente, ou é um desinformado .

Como a presidente Dilma não é nem uma coisa nem outra, sua única saída é demitir os culpados. No mínimo.

Pois se infringiram a lei devem ir para a cadeia, se condenados. Mas a cadeia para os colarinhos branco não constitui uma peça da cultura brasileira.

Os ladrões ficam à solta, porém não se pode dizer que seus atos não tenham consequência. Há muitos exemplos e reflexos, como lembrou Dora Kramer em O Estado de São Paulo da mesma quarta-feira.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

No incrível DNIT outras demissões estão anunciadas.

Como Luis Inácio da Silva pode temer fraturamento ou fracionamento da base parlamentar aliada? Não faz sentido. A roubalheira pela própria roubalheira já constitui uma cisão. Claro.

Pois não pode ser esse o projeto do governo.

Dilma não atribuiu o espaço do Ministério dos Transportes ao PR, partido que foi do vice José Alencar, para que seus representantes agissem como os piratas do século 16 que tinham o Caribe como ponto de encontro e refúgio.

Deram margem na literatura até a lendas de raro fascínio. O cinema americano aproveitou-se de várias delas para filmes de aventuras. Mas o cenário da política brasileira é diferente.

Dilma Roussef e o PT terão que enfrentar as urnas municipais de 2012, prévia das sucessões estaduais e da sucessão presidencial de 2014. É verdade que não existe oposição federal no país.

O DEM desapareceu. O PSDB está dividido entre as correntes de Aécio Neves e José Serra, e Aécio não tem a menor pegada oposicionista.

Nem adiantaria. A força popular de Lula não se evapora facilmente, pois com ele, e Dilma, como já escrevi, o desemprego caiu de 12 para 6%, e os salários subiram concretamente na escala de 15%.

O PSDB, para confrontar o ex presidente, teria que defender abertura social ainda maior.

Atacar só à base da corrupção não resolve. Aécio Neves já sentiu isso. É jovem. Pode esperar. Daqui a dois anos ainda será difícil para ele. Mas a política é como a nuvem. Pode mudar de a forma e direção a qualquer instante.

O fato essencial é que não se pode aceitar e conviver com a corrupção e os corruptos sob pena pelo menos de contaminação.

Assim não tem cabimento, em nome da maioria na Câmara e no Senado, o governo, qualquer governo, perder a credibilidade e a confiança da opinião pública. Sem opinião pública a favor, não se governa país algum.

Muito menos o Brasil.

Pedro do Coutto/Tribuna da Imprensa