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Meio Ambiente: O ar que você respira pode agravar a pandemia

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O Brasil, até 3 de junho de 2020, havia atingido mais de 580 mil casos e 32 mil óbitos confirmados por Covid-19. O país já é o 2º com maior número de casos, após os EUA; o 4º com maior mortalidade, e o 10º em número de mortes por 100 mil habitantes.

Pesquisas recentes apontam que a poluição do ar pode levar ao aumento de número de novos casos e mortes por Covid-19, revelando ainda mais a estreita relação da saúde com os impactos da ação humana no meio ambiente. O Brasil, até 3 de junho de 2020, havia atingido mais de 580 mil casos e 32 mil óbitos confirmados por Covid-19. O país já é o 2º com maior número de casos, após os EUA; o 4º com maior mortalidade, e o 10º em número de mortes por 100 mil habitantes.

Como agravante deste cenário, pesquisadores da Universidade de São Paulo averiguaram o aumento de 30% (6.061) do número de mortes nas cinco cidades brasileiras mais acometidas pelo coronavírus em relação aos anos anteriores e revelaram ainda que, deste total, mais de 60% delas não se devem aos casos de Covid-19 e sim por outras causas. Trata-se do número mais relevante para entender o impacto real da pandemia na sociedade por dois motivos: a subestimação nos números oficiais de óbitos por Covid-19, principalmente devido à falta de testes diagnósticos e; a ampliação de mortes por outras causas como reflexo da sobrecarga no sistema de saúde.

Enquanto a Universidade Imperial College, da Inglaterra, mostrava que o Brasil possui o maior índice de transmissibilidade do vírus entre 48 países, estimativas de uma pesquisa liderada pelo “Grupo Covid-19 Brasil”, formado por cientistas de mais de 10 universidades brasileiras, apontam que o número de casos da doença é 14 vezes maior que os registros oficiais – mais de 1,6 milhão – ultrapassando os Estados Unidos, – dados que colocam o Brasil como o atual epicentro global da pandemia.

Ao encontro desse contexto o que se vê é uma situação caótica em muitas cidades do país no qual pelo menos 8 unidades federativas, como tentativa de conter o avanço da epidemia e controlar o colapso nos hospitais – decretarem o lockdown. São elas: Rio de Janeiro, Paraná, Roraima, Pernambuco, Pará, Tocantins, Amapá e Roraima. O Estado e o município de São Paulo decretaram 3 dias de feriados antecipados pelo mesmo motivo. A cidade de São Paulo alcançou mais de 90% de ocupação dos leitos de Unidades de Terapia Intensiva.

O novo coronavírus evidencia como as precárias condições de saneamento, moradia, renda e o acesso a serviços públicos de boa parte dos brasileiros colocam as populações mais vulneráveis em maior risco. Ademais, também reflete as situações de eventos extremos que a humanidade passa a enfrentar de forma mais frequente, como já vinha sendo pontuado no debate sobre o aquecimento global. Tais observações aceleraram as frentes de pesquisas que associam as mudanças ambientais e a Covid-19, como as que agora revelam que a poluição atmosférica pode ser um agravante na pandemia.

Como isso pode ocorrer? Pela demonstração das correlações entre a poluição do ar e o aumento dos números de novos casos de Covid-19 e de mortes pela doença, influenciando em sua pior incidência e letalidade. Recentes evidências foram publicadas em estudos científicos, tais quais:

Efeitos da exposição a curto prazo (2 semanas) da população à poluição do ar e o aumento do número de casos da Covid-19.Poluição,Meio Ambiente,Blog do Mesquita 01

Zhu e outros pesquisadores estudaram a correlação entre o aumento de cinco poluentes no ar (material particulado MP2.5 e MP10, dióxido de enxofre SO2, monóxido de carbono CO, dióxido de nitrogênio NO2 e ozônio O3) e o número de novos casos da doença pelo coronavírus em 20 cidades na China. A observação da concentração dos poluentes ocorreu nas duas semanas anteriores à contabilização dos novos casos. Ou seja, analisaram o aumento de casos novos após a exposição da população aos poluentes por duas semanas, considerada uma exposição de curto prazo.

Os resultados mostraram que o aumento da concentração PM2.5 e PM10, aumentou, respectivamente em 2,2% e 1,8% o número de novos casos diários de Covid-19. No entanto o maior impacto foi observado para NO2 e O3, que aumentaram o surgimento de novos casos diários em, respectivamente, 6,9% e 4,7%.

Han e outros pesquisadores também demonstraram os efeitos benéficos da redução das concentrações de poluição do ar (MP2.5 e MP10, SO2, CO, NO2 e O3) experimentados durante as medidas de isolamento domiciliar na redução do número de casos confirmados de Covid-19, em Wuhan e outras 30 províncias da China. O que quer dizer que a redução de poluentes, por si só, independente do fator isolamento (redução do tráfego de veículos), levou à uma diminuição do surgimento de casos novos de Covid-19.

Embora não tenha sido abordado especificamente os impactos na saúde da população, estudos recentes mostraram que a redução compulsória da atividade econômica e da circulação de veículos nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Barcelona revelaram decréscimo da concentração de poluentes. Em São Paulo foram observadas as diminuições de NO (até -77,3%), NO2 (até -54,3%) e CO (até -64,8%) na área urbana. Por outro lado, houve um aumento de aproximadamente 30% nas concentrações de ozônio.

Efeitos da exposição a longo prazo (10 ou mais anos) da população à poluição do ar e o agravamento da Covid-19.

Ao avaliarem a poluição do ar nos últimos 15 anos, em 3.000 cidades americanas, pesquisadores de Harvard concluíram em seu estudo que uma pequena diferença na exposição de populações a longo prazo à poluentes – concentração anual de 1 μg/m3 maior do MP2.5 que outras cidades – acarretará 15% de aumento na taxa de mortalidade por Covid-19. Isso significa uma magnitude 20 vezes maior que o observado para todas as demais causas de mortalidade. Concluem ressaltando a importância de continuar a aplicar os regulamentos de poluição do ar existentes (a agência americana ambiental afrouxou a fiscalização das medidas de licenciamento durante a pandemia) para proteger a saúde humana durante e após a crise da Covid-19.

Yaron Ogen, um pesquisador alemão, revelou que 78% de mortes por Covid-19 analisadas em seu estudo (4.443 óbitos em 66 regiões administrativas da Itália, Espanha, França e Alemanha) ocorreu no norte da Itália e no centro da Espanha. Regiões onde se mostraram as maiores concentrações de NO2 combinadas com uma dispersão ineficiente da poluição do ar.

Nossa falta de ar não é apenas o coronavírus

O fenômeno da pandemia colocou em evidência, ainda mais, a tortuosa relação da sociedade com o meio ambiente, em especial no contexto econômico contemporâneo, e como estes desequilíbrios passam a trazer riscos para a existência humana. Um alerta que já vinha sendo feito pela Organização Mundial de Saúde ganha destaque neste cenário: 7 milhões de pessoas morrem anualmente por problemas decorrentes da má qualidade do ar e a emissão de gases de efeito estufa está colocando em risco a existência na Terra de forma irreversível.

Organizações da sociedade civil reunidas na Coalizão Respirar, grupo que atua em defesa da qualidade do ar no Brasil, redigiram um manifesto intitulado Queremos respirar no “novo agora”, chamando atenção para pontos como a necessidade urgente de diminuição das queimadas, a mudança na matriz energética dos transportes e a demanda por atualização nas leis – O Brasil até hoje ainda não aprovou um Plano Nacional de Qualidade do Ar.

Agora, além da ausência de infraestrutura e acesso à serviços públicos, evidências científicas apontam que a poluição do ar se revela como um potencial coeficiente para o agravamento da doença – sendo fundamental a descoberta ou elucidação de novos agravantes da infecção por Covid-19, de modo a serem combatidos. A poluição do ar – um agente ambiental essencialmente decorrente da atividade humana e cujas causas podem ser alvo da ação do Estado por meio de políticas públicas emergenciais – revela-se um fator que demanda muito mais atenção da sociedade brasileira do que se deu até o presente momento.

Evangelina Vormittag é diretora do Instituto Saúde e Sustentabilidade, médica, especialista em microbiologia e doutora em Patologia pela Faculdade de Medicina da USP. Camila Acosta Camargo é responsável pela comunicação do Instituto Saúde e Sustentabilidade, Relações Públicas, professora, mestre e doutoranda em Ciências da Comunicação na USP. Hélio Wicher Neto é responsável pelo advocacy do Instituto Saúde e Sustentabilidade, advogado e cientista social, especialista em Direito Urbanístico, Fundiário e Ambiental e mestre em Planejamento e Gestão do Território.

Revista Veja presta desserviço aos dependentes de álcool

15 de Dezembro de 2009

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]A carta abaixo foi escrita por um membro de AA e enviada à “Veja” em resposta a absurda reportagem sobre os Alcoólicos Anônimos publicada nesta semana:

“Pasmados! Sim, pasmados com a publicação da matéria com o título “É Preciso Dar Mais Do Que Doze Passos”!

Primeiramente, a chamada de página “VÍCIO” está errada, porque o alcoolismo – segundo também a Organização Mundial de Saúde (OMS) – é uma doença física e não simplesmente um vício.

Surpresos, também, pela Irmandade de Alcoólicos Anônimos (AA) não ser ouvida e fazer parte da reportagem, como manda a ética jornalística de se ouvir as partes envolvidas.

O que se constata é uma crítica infundada a AA, totalmente desprovida de bom senso. Os 257 dependentes de álcool enviados ao AA, evidente que poucos resultados apresentariam, comparecendo ao menos uma vez ao mês.

Primeiro motivo: AA tem como uma das suas principais máximas o “EVITE O PRIMEIRO GOLE”, enquanto o PROAD mantém como linha de tratamento a “CONTENÇÃO DE DANOS”, ou seja, o indivíduo pode beber ou usar drogas, mas com o comprometimento de ir diminuindo com o passar do tempo.

[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]Ora, se bebendo ou usando drogas a pessoa perde sua autocensura e suas barreiras morais – como comprovado -, jamais desejará parar de usar álcool ou as drogas; ainda mais apoiado por um órgão “específico”. Lembrem-se que os indivíduos, antes de irem a AA, já faziam parte do Proad.

Em segundo lugar: Nenhum dependente – doente alcoólico, adicto ou cruzado – fará um tratamento sério, como em AA, se tem a permissividade estabelecida por um profissional de saúde.

AA nunca foi contra nenhum tipo de tratamento psiquiátrico, desde que seja necessário e que quem o atenda seja um profissional com profundos conhecimentos do alcoolismo e drogas – raríssimos -, pois a maioria visa somente lucros e nunca deixou o consultório, emaranhando-se em pretensas pesquisas para justificar as grandes verbas de incentivo dos órgãos governamentais.

Sou coordenador-geral do Grupo Girassol de Alcoólicos Anônimos e, com 29 anos de AA, só comprovei o contrário do que as pesquisas da Proad-Unifesp apontaram. Vi e comprovo, sim, que muitas e muitas vidas foram salvas por AA. Vi, também, verdadeiros “milagres” acontecerem.

E não foram só os 9% citados. Muitos membros, antes de frequentarem AA, já haviam frequentado consultórios psiquiátricos, de psicólogos, religiões as mais variadas e nada adiantava; depois de ingressarem em AA, conseguiram deter a doença e, hoje, levam uma vida de construtiva sobriedade e serenidade cotidianas.

Retomaram suas vidas, deixaram de fazer sofrer seus familiares e amigos, voltaram a ser produtivos; muitos retomaram os estudos, formaram-se e alguns tornaram-se psicólogos e psiquiatras

também.

AA FUNCIONA SOZINHO, sem nenhum auxílio de psiquiatras.

Alcoólicos Anônimos não trata de religião – cada qual tem a sua ou não a tem -, denomina como Poder Superior um deus do entendimento de cada membro, que tanto pode ser religioso ou qualquer outra coisa.

Muitos chamam de Poder Superior o próprio Grupo de AA, porém a recuperação não depende da credulidade em um Poder Superior!

AA NÃO COBRA ABSOLUTAMENTE NADA! Ao contrário do que foi dito na matéria, a maioria dos frequentadores de AA não é de classes menos favorecidas – enquanto os programas apresentados na matéria de Veja (também a maioria), são procurados por pessoas de classes muito menos favorecidas.

Deixa-se claro que, em AA não se discrimina ninguém, não há preconceito de nenhuma espécie.

Os Doze Passos de AA representam uma “ferramenta” para os membros lidarem com seus problemas do dia-a-dia. O Primeiro Passo citado é primordial para que o alcoólico se disponha a tratar-se em AA.

Nas reuniões de AA, os membros compartilham suas experiências, forças e esperanças, a fim de resolvermos nosso problema em comum e ajudarmos outras pessoas a se reabilitarem da doença do alcoolismo.

As ditas “reuniões pesadas”, depende de como as pessoas as encaram, mas a grande maioria das reuniões transcorre em clima alegre e descontraído.

Estamos à disposição para quaisquer esclarecimentos”.

Gripe Suína. O lucro por trás da ‘pandemia’

Tupiniquins, recebi o texto abaixo por e-mail. O autor solicitou a não divulgação de seu (dele) nome. Portando, a reflexão não expressa necessáriamente a posição do blog em relação ao assunto, em função de não termos conseguido obter informações que possam negar ou confirmar as denúncias.

O editor

Os interesses por tras da gripe suína. A ironia no seu melhor estilo

2000 pessoas contraem a gripe suína e todo mundo já quer usar máscara.

25 milhões de pessoas têm AIDS e ninguém quer usar preservativo. ..

Pandemia do Lucro

Que interesses econômicos se movem por detrás da gripe porcina???

No mundo, a cada ano morrem milhões de pessoas vitimas da Malária, que se podia prevenir com um simples mosquiteiro.

Os noticiários, disto nada falam!

No mundo, por ano morrem 2 milhões de crianças com diarréia que se poderia evitar com um simples soro que custa 25 centavos.

Os noticiários disto nada falam!

Sarampo, pneumonia e enfermidades curáveis com vacinas baratas, provocam a morte de 10 milhões de pessoas a cada ano.

Os noticiários disto nada falam!

Mas há cerca de 10 anos, quando apareceu a famosa gripe das aves…

…os noticiários mundiais inundaram-se de noticias…

Uma epidemia, a mais perigosa de todas…Uma Pandemia!

Só se falava da terrífica enfermidade das aves.

Não obstante, a gripe das aves apenas causou a morte de 250 pessoas, em 10 anos…25 mortos por ano.

A gripe comum, mata por ano meio milhão de pessoas no mundo. Meio milhão contra 25.

Um momento, um momento. Então, por que se armou tanto escândalo com a gripe das aves?

Porque atrás desses frangos havia um “galo”, um galo de crista grande.

A farmacêutica transnacional Roche com o seu famoso Tamiflu vendeu milhões de doses aos países asiáticos.

Ainda que o Tamiflu seja de duvidosa eficácia, o governo britânico comprou 14 milhões de doses para prevenir a sua população.

Com a gripe das aves, a Roche e a Relenza, as duas maiores empresas farmacêuticas que vendem os antivirais, obtiveram milhões de dólares de lucro.

– Antes com os frangos e agora com os porcos.

– Sim, agora começou a psicose da gripe porcina. E todos os noticiários do mundo só falam disso….

– Já não se fala da crise econômica nem dos torturados em Guantánamo…

– Só a gripe porcina, a gripe dos porcos…

– E eu me pergunto-: se atrás dos frangos havia um “galo”… atrás dos porcos… não haverá um “grande porco”?

A empresa norte-americana Gilead Sciences tem a patente do Tamiflu. O principal acionista desta empresa é nada menos que um personagem sinistro, Donald Rumsfeld, secretário da defesa de George Bush, artífice da guerra contra Iraque…

Os acionistas das farmacêuticas Roche e Relenza estão esfregando as mãos, estão felizes pelas suas vendas novamente milionárias com o duvidoso Tamiflu.

A verdadeira pandemia é de lucro, os enormes lucros destes mercenários da saúde.

Não nego as necessárias medidas de precaução que estão a ser tomadas pelos países.

Mas se a gripe porcina é uma pandemia tão terrível como anunciam os meios de comunicação.

Se a Organização Mundial de Saúde (conduzida pela chinesa Margaret Chan) se preocupa tanto com esta enfermidade, por que não a declara como um problema de saúde pública mundial e autoriza o fabrico de medicamentos genéricos para combatê-la?

Prescindir das patentes da Roche e Relenza e distribuir medicamentos genéricos gratuitos a todos os países, especialmente os pobres. Essa seria a melhor solução.

Gripe suína. Anvisa afasta pânico

Nada de ‘pânico’, diz diretor da Anvisa

Coragem é coisa que não costuma pegar em ninguém. Nada mais contagioso, contudo, do que o medo.

A mensagem antipânico da Avisa chega no mesmo dia em que a OMS soltou um informe de timbre apavorante.

A Organização Mundial de Saúde elevou o nível de “ALERTA” em que situara a gripe suína.

Numa escala que vai até seis, a moléstia foi acomodada no patamar quatro.

Significa dizer que, para a OMS, cresceu o risco de a gripe suína descambar para a pandemia.

Em nota, o ministério da Saúde informa que, por ora, “NÃO HÁ EVIDÊNCIAS” -a caixa alta é do texto oficial- de que o vírus porcalhão tenha chegado ao Brasil.

No mesmo texto, porém, o ministério reconhece que monitora a saúde de “11 viajantes”.

Chegaram de países onde o mar não está pra porco.

Apresentam “alguns sintomas clínicos” do novo tipo de gripe.

Os pacientes sob observação estão distribuídos assim:

Três em Minas;
Dois no Rio;
Dois no Amazonas;
Dois no Rio Grande do Norte;
Um no Pará;
Um em São Paulo.

O brasileiro é um ser desconfiado. Muitos sofrem de governofobia.

Desconfiam de tudo que tem cara de versão oficial.

Se o governo nega o problema, o sujeito passa a temê-lo.

Se negativa do governo é enfática, nem sai de casa.

Se o governo reitera a negativa enfática, enfia-se no armário.

A pasta da Saúde cumpre o seu papel.

Mas é difícil evitar que muita gente engate a marcha a ré.

blog Josias de Souza

Incubadoras para bebês feitas de sucatas de automóveis

Projeto usa peças automotivas para criar incubadoras de bebês.
Projeto focaliza países em desenvolvimento.
Tecnologia biomédica sustentável possui manutenção simples.

Tecnologia Incubadora feita com peças de automóveisIncubadora feita com peças de automóveis
Ilustração: New York Times

A fonte de calor é um par de faróis. Um alarme de carro sinaliza emergências. Um filtro de ar automotivo e um ventilador oferecem controle de temperatura. Mas essa concepção não tem relação com transportes. Trata-se de uma incubadora de baixo custo, projetada para manter aquecidos bebês recém-nascidos vulneráveis durante os primeiros dias de vida.

Ao contrário das incubadoras de alta manutenção encontradas em unidades neonatais de tratamento intensivo dos Estados Unidos, essa é facilmente reparada, pois todas as suas peças operacionais vieram de veículos.

Enquanto incubadoras chegam a custar US$ 40 mil ou mais, essa pode ser construída por menos de mil dólares.

Os criadores da incubadora feita com peças de carro – um projeto promovido pela Iniciativa para a Saúde Global do Center for Integration of Medicine and Innovative Technology (Cimit), uma parceria sem fins lucrativos de hospitais e faculdades de engenharia de Boston, nos Estados Unidos – dizem que ela pode prevenir milhões de mortes de recém-nascidos nos países em desenvolvimento.

As principais causas de morte dos bebês – infecções, parto pré-maturo e asfixia – são prontamente tratadas com o conhecimento e o equipamento adequados, afirmou Kristian Olson, principal pesquisador do projeto.

“É tão frustrante ver essas mortes que podem ser evitadas”, diz o médico. “As pessoas não dão nomes aos bebês em Aceh, Indonésia, até eles completarem dois meses de vida. É uma adaptação cultural para a espera da morte”.

Mecanicamente, incubadoras são dispositivos simples, que oferecem um ambiente aquecido, limpo e semelhante ao útero materno, no qual um bebê pode amadurecer – apesar de modelos “high tech” terem acessórios como máquinas de raios-X embutidas e colchões rotatórios. O pouco peso no nascimento e outros problemas fazem com que seja especialmente difícil para os recém-nascidos regularem sua temperatura corporal, uma condição que pode levar à falência de órgãos.

Na incubadora feita com peças automotivas, bebês nascidos com 32 semanas de gestação ou mais podem receber oxigênio suplementar enquanto seus pulmões ganham força, antibióticos se eles têm infecção, um ambiente escurinho e tranqüilo para dormir se as mães estão ausentes ou não são capazes de segurá-los nos braços. Em caso de emergência, o berço da incubadora pode ser removido e carregado para outra parte do prédio ou até para outro hospital.

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