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Nigeriano cria fusca elétrico movido a energia solar e eólica

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Estudante da Universidade de Obagemi Awolowo, Segun Oyeyiola converteu um fusca movido a combustível fóssil (como todos os outros) em um veículo abastecido por energia solar e eólica — perfeito para o clima da região em que ele mora!

O projeto custou US$ 6 mil e contou com muitas doações da família e colegas, que deram ao nigeriano materiais que iriam para o lixo ou que, sozinhos, não tinham mais utilidade nenhuma para os donos. Isso prova que qualquer um consegue fazer a diferença com um pouco de conhecimento e esforço!

Com um painel solar gigante no teto e uma turbina eólica embaixo do capô, o carro também foi equipado com um sistema de suspensão, para garantir que o veículo aguente o peso de tanta tecnologia. Em entrevista ao site FastCoExist, o rapaz falou que quer “reduzir a emissão de dióxido de carbono que piora o aquecimento global e as mudanças climáticas”.

Atualmente, a bateria do fusca sustentável leva cinco horas para carregar completamente, mas Segun ainda está trabalhando no modelo e pretende realizar melhorias. Todo esforço vale a pena! O estudante demorou para juntar todo o material necessário para montar o fusquinha e ainda teve que lidar com os críticos que acreditavam que ele estava perdendo tempo — vê se pode!

Guerra às drogas: Cinco ex-presidentes defendem o fim da guerra às drogas

Ex-chefes de Estado divulgaram um relatório pedindo o fim da guerra às drogas. Mas há pouca esperança de mudança para a próxima conferência da ONU sobre o tema.

Cinco ex-presidentes defendem o fim da guerra às drogas
Mudar a abordagem proibitiva da ONU requer apoio dos 193 países-membros
(Foto: Flickr/Neal Jennings)
Após muito dinheiro gasto e muita violência a guerra às drogas mostrou poucos resultados. Por conta disso, a ideia de mudança de abordagem vem ganhando adeptos em vários países.

A última crítica ao modelo vigente veio nesta quinta-feira, 24, através de um grupo de ex-presidentes e empresários que divulgou um relatório chamado “Ending the War on Drugs” (“Finalizando a Guerra às Drogas”).[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

O documento reúne vários artigos sobre o tema publicados pelos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso, do Brasil, César Gaviria, da Colômbia, Ernesto Zedillo, do México, Olusegun Obasanjo, da Nigéria e Ruth Dreifuss, da Suíça, além de um grupo de especialistas.

O empresário George Soros, que já financiou vários grupos pró-legalização, também participou do relatório. Todos eles condenam o que enxergam como uma derrota política, econômica e de saúde pública.

A divulgação do relatório tem como objetivo influenciar os diplomatas que no mês que vem se reunirão em Nova York para a próxima conferência especial da Assembleia Gera da ONU sobre o tema.

A última conferência ocorreu em 1998, com o slogan “Um Mundo Livre de Drogas”.

Apesar do estímulo a uma nova abordagem, a próxima conferência não gera muitas expectativas.

A mais recente conferência da Comissão de Narcóticos da ONU, encerrou na última terça-feira, 22, com um projeto de declaração que sequer critica o uso de pena de morte para crimes relacionados às drogas, algo que era o mínimo esperado por aqueles que advogam por mudanças.

Os argumentos usados pelos ex-presidentes conseguiram persuadir um considerável número de pessoas a repensar o assunto, incluindo os Estados Unidos.

O país, que antes liderava a guerra às drogas, legalizou o uso medicinal e recreativo da maconha em vários estados e atualmente metade da população americana defende essa ideia.

Porém, mudar a abordagem proibitiva determinada pela ONU requer o apoio de todos os 193 países-membros, muitos deles firmes na decisão de manter a política atual.

O mais provável é que a discussão da reunião do mês que vem seja superficial e leve a entender que as demais conferências não serão reformadas, mas sim ignoradas.
Fonte:Opinião&Notícia

Em sua última semana de mandato, presidente da Nigéria aprova lei que proíbe a mutilação genital feminina

Em sua última semana na presidência da Nigéria, Goodluck Jonathan assinou uma lei que criminaliza a mutilação genital feminina. De acordo com o All Africa, a lei traz esperança de que os nigerianos “comecem a aceitar que práticas culturais e religiosas também devem se sujeitar aos direitos humanos“.

LONDON - MARCH 3:  Salimata Knight, a survivor from Genital Mutilation is seen on March 3, 2004 in London. The Female Genital Mutilation Act which came into force today will close a loophole in the previous law preventing people taking young girls abroad to carry out female genital mutilation. The Act reinforces existing legislation, criminalizing the offence in the UK by increasing the maximum penalty from five to 14 years' imprisonment. (Photo by Graeme Robertson/Getty Images)

A medida já havia sido aprovada pelo senado do país em maio. Além da mutilação genital, a lei também proíbe o abandono de dependentes – mulher, filhos e outros – sem condições de sustento.

Estima-se que cerca de 25% das mulheres entre 15 e 49 anos tenham sido submetidas à prática no país. No entanto, por se tratar do país mais populoso do continente, os números absolutos da Nigéria estão entre os mais altos do planeta.

De acordo com o International Business Times, especialistas afirmam que a lei pode impactar a criação de outros dispositivos legais em outras 26 nações africanas, onde a prática ainda ocorre.

Ainda segundo analistas ouvidos pelo IBT, a aprovação da lei nos últimos dias de mandato de Jonathan não é uma coincidência: enquanto ele não vai precisar encarar seu eleitorado, pois deixa o poder nesta sexta-feira (29), Muhammadu Buhari, que assume a presidência após uma eleição histórica, já pega o assunto, que envolve delicadas questões religiosas e culturais, “encaminhado”.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Leia Também: Meninas choram em cerimônia de mutilação genital no Quênia

Segundo o Guardian, há 13 anos ativistas e grupos de defesa dos direitos humanos pressionavam o governo para que aprovasse uma lei que proiba a prática.

Cabe agora, ao país, conciliar a lei com práticas que façam com que os casos de mutilação genital sejam, de fato, reduzidos. “O fim da violência contra mulheres e meninas demanda investimentos, não apenas leis escritas em livros”, escreveu Stella Mukasa no jornal britânico.

Considerada pela Organização das Nações Unidas (ONU) como uma violação dos direitos humanos , esta prática consiste em remover – parcial ou totalmente – os genitais femininos, com a intenção de impedir que a mulher sinta prazer sexual. Não há nenhuma justificativa médica para esse tipo de intervenção, de acordo com a Organização Mundial da Saúde.

De acordo com dados divulgados pela Unicef em fevereiro, há cerca de 130 milhões de mulheres e meninas vítimas da prática vivas atualmente.

Geralmente a operação é feita de forma rudimentar, sem anestesia e em condições de higiene “catastróficas”, de acordo com a Desert Flower Foundation. Facas, tesouras, lâminas e até cacos de vidro podem ser usados nos procedimentos, geralmente feitos até os 15 anos da vítima.

Dados da Unicef mostram que a prática se alastra principalmente na Somália e na Guiné, onde 98% e 97% da população feminina foi mutilada, respectivamente. Caso a prática não seja inibida, 30 milhões de mulheres podem sofrer mutilação genital na próxima década.

A Unicef, no entanto, afirma que a situação está melhorando, ainda que em um ritmo muito abaixo do ideal. A chance de uma menina ser cortada hoje em dia é um terço menor do que era há 30 anos.

A OMS afirma que a mutilação causa sérios riscos como hemorragia, tétano, infertilidade e a necessidade de outras cirurgias para reparar o estrago.
Por  , do Brasil Post 

O abismo entre ‘Charlie’ e Baga, Nigéria

Sanidade Blog do Mesquita“Os editores devem se lembrar de que há extensas partes do mundo nas quais as pessoas não existem a não ser em grupos de mais de 50 mil.”

Assim o irreverente jornalista Alexander Cockburn, falecido em 2012, iniciou um artigo no qual ironizava os critérios de notícia da imprensa americana – uma crítica que se poderia generalizar, sem erro –, e que começava estabelecendo quantos negros americanos precisariam morrer para se equipararem à morte de um branco americano típico.

Daí prosseguia com gradações até chegar às “hordas incalculáveis” dos “indianos, africanos e chineses”, em relação aos quais já não se conceberia qualquer número.

“As pessoas somente começam a se interessar se falarmos em 50 mil e 100 mil mortos. Especialistas calculam que somente uns 50 mil indianos seriam capazes de igualar, em termos de notícia, ao total de 10 americanos”.

O texto foi publicado em 1976, mas é perfeitamente atual. E muito oportuno, diante da justa comoção mundial causada no início do mês pelo assassinato dos jornalistas do Charlie Hebdo, que, entretanto, não teve contrapartida em relação ao massacre de 2 mil pessoas promovido dias antes pelo grupo fundamentalista islâmico Boko Haram em Baga, na Nigéria.

Como escreveu o correspondente Simon Allison, do Daily Maverick (ver aqui), da rede do britânico The Guardian, “há massacres e massacres.

Podemos estar no século 21, mas as vidas de africanos parecem continuar a ser menos importantes”.

Por isso, chamou para o título da reportagem a sua declaração: “Eu sou Charlie, mas também sou Baga: sobre o massacre esquecido da Nigéria”.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Uma lógica perversa

A disparidade é, antes de mais nada, reveladora da distinção entre os seres humanos: o ocidentais brancos, especialmente se têm prestígio social, valem mais que negros africanos ou pessoas que nasceram e habitam na periferia do mundo. Geopoliticamente, faz sentido, por mais que seja cruel: o que ocorre nos países mais importantes tem mais relevância, inclusive pelas consequências políticas que pode provocar. A derrubada das Torres Gêmeas, em 11 de setembro de 2001, é um exemplo disso. E o jornalismo se guia por esses critérios.

Seria necessário mudar os critérios para que a barbárie pudesse ser apresentada em toda a sua dimensão? Talvez, mas essa não é uma questão simples de resolver, porque não bastam as boas intenções de quem produz um jornal ou deseja disseminar uma informação: é preciso cativar o interesse do público, acostumado – pela própria imprensa, aliás – a prestar atenção apenas ao que, aparentemente, lhe diz respeito, por proximidade física, cultural ou ideológica. Para nós, portanto, é como se o que ocorre na Nigéria não existisse, ou não tivesse muita importância.

A dimensão da barbárie

Mesmo os critérios jornalísticos vigentes, entretanto, poderiam ter sido acionados para expor a barbárie africana em sua dimensão internacional. Empenhado em discutir o tema, o professor Marcos Palacios, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da UFBA, divulgou reportagem do Guardian (ver aqui) que começa por comparar as diferenças entre Paris e Baga para a cobertura jornalística: repórteres são alvejados, não é fácil divulgar denúncias porque as pessoas comuns têm dificuldade de acesso à internet.

“Os jornalistas mais próximos estão a centenas de quilômetros de distância”, informa o correspondente Allison, que ao mesmo tempo indica a gravidade da situação: “Boko Haram controla efetiva e completamente o estado de Borno [onde fica a cidade de Baga, no extremo nordeste do país]. Não são apenas terroristas: estão se tornando um Estado de facto”. Mais uma razão, diz a reportagem, para que o mundo saiba do que se passa por lá.

Marcos Palacios reitera: “Sim, o Boko Haram é o mesmo grupo que sequestrou mais de 200 meninas que foram ‘dadas em casamento’ a militantes do grupo [em abril do ano passado]; sim, é o mesmo grupo que se opõe à educação das mulheres e está usando meninas de 10 a 12 anos como bombas [no início de janeiro]; sim, é também um grupo fundamentalista que quer criar um califado na Nigéria, nos moldes do Isis [Estado islâmico]”.

O número absurdo de mortos no mais recente massacre, portanto, é só a expressão mais radical do motivo pelo qual a situação da Nigéria teria de ser destacada no noticiário do mundo todo.

Na Indonésia, no Lins

Se trouxermos a mesma questão da importância relativa da vida humana para o Brasil, poderemos comparar a disparidade da repercussão de dois casos recentes: o do instrutor de asa delta Marco Archer, preso na Indonésia desde 2004 por ter tentado entrar no país com alguns quilos de cocaína, sentenciado à morte e fuzilado no sábado (17/1), com outros condenados pelo mesmo delito, e o do menino Patrick Ferreira de Queiroz, atingido por um tiro de fuzil no Lins, subúrbio do Rio, e enterrado também em 17/1, quando faria 12 anos.

O escândalo em torno do fuzilamento de Archer tem sentido pela dimensão internacional do caso e é necessário para demonstrar a aberração da pena de morte. Mas conta com esse ingrediente que desperta a sensibilidade da classe média: era um dos nossos, mais ou menos como na história que se transformou em livro e depois no filme Meu nome não é Johnny. Note-se que em momento algum Archer foi chamado de traficante: era apenas alguém que carregava droga e foi flagrado pela alfândega.

Já o menino Patrick morreu supostamente numa troca de tiros entre traficantes e policiais da UPP do Lins. Também supostamente, de acordo com o registro policial, ele carregava uma pistola e uma mochila com drogas e um radiotransmissor.

É a monótona repetição da mesma velha história: a versão oficial de sempre, a justificar a pena de morte informal aplicada a quem vive o cotidiano da periferia das nossas cidades. Não há escândalo para mais do mesmo.

Por: Sylvia Debossan Moretzsohn¹,Observatório da Imprensa.
¹Por Sylvia Debossan Moretzsohn é jornalista, professora da Universidade Federal Fluminense, autora de Repórter no volante. O papel dos motoristas de jornal na produção da notícia (Editora Três Estrelas, 2013) e Pensando contra os fatos. Jornalismo e cotidiano: do senso comum ao senso crítico (Editora Revan, 2007)

Opinião – Gilberto Gil. Da Guiné para a Itália?

Leio, no blog do Aguinaldo Silva, que o tropicaliente e prolixo Ministro da Cultura Gilberto Gil, asssim como o fez a primeira dama Marisa Silva, está solicitando a cidadania italiana, em função da ascendência de sua (dele) mulher, Flora.

Embora seja uma figura fundamental na cultura do Brasil e, inspirado compositor de inúmeras pérolas da música brasileira, fica estranho que sua (dele) excelência, uma voz destacada na defesa da raça negra, não esteja solicitando a nacionalidade de algum país africano, origem provável de seus (dele) ancestrais.

Por outro lado o consagrado autor de novelas, Agnaldo Silva argumenta: “O passaporte da Comunidade Européia transforma você num cidadão de primeira classe, coisa que Gilberto Gil, ministro da Cultura de um país importante como o Brasil, já é desde os tempos da Tropicália”.

E continua: “Seria Gil, além de brasileiro e italiano, também cidadão nigeriano? E estaria Flora Gil disposta a solicitar à Embaixada deste país africano a equivalência a que tem direito? Pergunta boba, né não? Mesmo assim vamos estendê-la a todo aquele que, como Gil, apregoa o orgulho de ser afrodescendente: alguém aí pensou em ter dupla nacionalidade, quer dizer: ser brasileiro e também africano? Ou, se tivesse a chance, ia preferir ser brasileiro e italiano?”…

E, fulminante, coisa que seus personagens novelescos globais nem sempre o são, dispara: “Negros, brancos… Mas eu, que sou mulato, quando penso nesse tipo de coisas, fico bege”.