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Netflix vai lançar série baseada em “Cem anos de solidão”

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Plataforma anuncia primeira adaptação à tela do famoso romance do escritor colombiano Gabriel García Márquez. Série será rodada na Colômbia, e estreia está prevista para meados de 2020.

A Netflix anunciou que vai produzir uma série baseada na obra Cem anos de solidão, do escritor colombiano e vencedor do Prêmio Nobel da Literatura Gabriel García Márquez. Esse será o terceiro grande projeto em espanhol da plataforma, depois da série Narcos e do filme Roma, vencedor do Oscar 2019 de melhor filme estrangeiro.

A série baseada na obra de García Márquez, que está em fase inicial e será filmada majoritariamente na Colômbia, terá os filhos do autor, Rodrigo e Gonzalo García, como produtores executivos da adaptação. Segundo a Netflix, a equipe do projeto será formada apenas por profissionais latino-americanos.

A plataforma comemorou “a primeira e única vez em mais de cinquenta anos que a família permitiu que o projeto seja adaptado à tela”. Em vida, García Márquez sempre se opôs à adaptação do livro para as telas.

“Durante décadas, nosso pai se mostrou reticente em vender os direitos cinematográficos de Cem Anos de Solidão porque acreditava que não podia ser feito com as limitações de tempo de um longa-metragem, ou que produzi-lo em um idioma diferente do espanhol não faria justiça a ele”, disse Rodrigo García em comunicado.

Para o filho do autor, este é um bom momento para realizar a adaptação para uma audiência global. “Com o alcance da Netflix, acredito que o trabalho, o autor, a Colômbia e o mundo de Macondo chegarão a um público mais vasto”, disse ao jornal colombiano El Tiempo. Ele também adiantou que a série deve estrear em meados de 2020.

Publicado em 1967, Cem anos de solidão usa o estilo conhecido como realismo mágico, misturando fantasia e realidade ao contar a história de sete gerações da família Buendia, começando pelo patriarca José Arcadio Buendía e sua prima e esposa Úrsula Iguarán, no fictício povoado colombiano de Macondo.

A obra vendeu cerca de 50 milhões de exemplares e foi traduzida para 46 idiomas. Seu sucesso é considerado fundamental para o reconhecimento internacional do escritor, que foi um dos principais nomes do boom de autores latino-americano nos anos 1960 e 1970, ao lado do peruano Mario Vargas Llosa e do mexicano Octavio Paz.

Gabriel García Márquez, cujas obras incluem Crônica de uma morte anunciada (1981) e Amor em tempos de cólera (1985), morreu em abril de 2014 aos 87 anos. Ele recebeu o Nobel de Literatura de 1982 pelo conjunto de sua obra.

MO/afp/Lusa/efe

Netiflix: os códigos para encontrar filmes

Conheça os códigos secretos para descobrir filmes e séries que você nem sabia que estavam no Netflix

Por mais legal que seja a conveniência de serviços de streaming em vídeo, ela esbarra em uma série de problemas que às vezes nos fazem sentir saudade das velhas locadoras.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

Além do catálogo, aparentemente grande, ser bem limitado (e vários títulos têm data para desparecer das prateleiras virtuais), é frustrante o tempo que se perde tentando escolher o que assistir nestes serviços.

A inteligência artificial que motoriza a exposição dos títulos na interface do Netflix, por exemplo, leva em consideração apenas equações que misturam o que acabamos de assistir, com o que acabou de ser lançado pelo serviço e o que as pessoas estão mais assistindo.

Ao trabalhar nosso gosto roboticamente, o serviço simplesmente ignora a possibilidade de sermos surpreendidos, criando bolhas de gêneros cinematográficos que parecem reduzir nosso horizonte a no máximo uma centena de filmes e séries.

O resultado é um loop interminável de playlists de vídeos que parecem as mesmas. Sempre tem o House of Cards, uns três documentários sobre o Steve Jobs, mil filmes com o Jason Stantham e algum brasileiro que se acha engraçado a ponto de se chamar de humorista. Fora o Adam Sandler.

Mas há muito além do catálogo do serviço que o algoritmo pode sugerir – e ele mesmo sabe disso. Tanto que criou códigos para categorias inteiras de filmes que nunca aparecem nas playlists da biblioteca dos caras.

Filmes africanos e asiáticos, cinema noir, pseudodocumentários, filmes de horror B, títulos de décadas passadas (desde os anos 30!), animações de ficção científica, comédias indie de teor político, musicais da Disney, produções sobre esporte…

Uma verdadeira mina de ouro cinematográfica pode ser descoberta dentro do Netflix a partir do conhecimento dos códigos de categorias que o serviço criou – listo-as (em inglês) logo abaixo.

Para acessar a estes conteúdos, no entanto, é preciso primeiro entrar no serviço através da web. Basta entrar no link www.netflix.com/browse/genre/ e incluir o número do gênero que você quer encontrar.

Por exemplo, o código para comédias de ação é 43040, assim para ter acesso aos filmes que estão cadastrados desta forma, basta entrarno endereço www.netflix.com/browse/genre/43040.

A senha de acesso para o site é a mesma que você utiliza para entrar no serviço através de sua TV.

Uma vez ali, basta você adicionar os filmes que quer ver para a fila de filmes que você quer assistir que quando você entrar no serviço normalmente os títulos estarão lá. E é aí que a inteligência artificial do serviço começará a explorar para além da bolha, oferecendo filmes que não estão entre os mais óbvios e que estão na cara de todo mundo.

Algumas categorias, no entanto, podem ter pouquíssimos filmes e, em alguns casos, nenhum. Isso acontece porque essa divisão de categorias é global mas o catálogo do serviço não é, variando de país para país. E o catálogo da versão brasileira do serviço é bem pequeno comparado com o da matriz norte-americana.

Mas vale muito fuçar essa lista. Há pérolas que muitos poderiam jurar que nunca encontrariam no serviço. Se encontrar algum legal ou inusitado, compartilhe nos comentários.

Action & Adventure (1365)

Asian Action Movies (77232)
Classic Action & Adventure (46576)
Action Comedies (43040)
Action Thrillers (43048)
Adventures (7442)
Comic Book and Superhero Movies (10118)
Westerns (7700)
Spy Action & Adventure (10702)
Crime Action & Adventure (9584)
Foreign Action & Adventure (11828)
Martial Arts Movies (8985)
Military Action & Adventure (2125)

Anime (7424)

Adult Animation (11881)
Anime Action (2653)
Anime Comedies (9302)
Anime Dramas (452)
Anime Features (3063)
Anime Sci-Fi (2729)
Anime Horror (10695)
Anime Fantasy (11146)
Anime Series (6721)

Children & Family Movies (783)

Movies for ages 0 to 2 (6796)
Movies for ages 2 to 4 (6218)
Movies for ages 5 to 7 (5455)
Movies for ages 8 to 10 (561)
Movies for ages 11 to 12 (6962)
Education for Kids (10659)
Disney (67673)
Movies based on children’s books (10056)
Family Features (51056)
TV Cartoons (11177)
Kids’ TV (27346)
Kids Music (52843)
Animal Tales (5507)

Classic Movies (31574)

Classic Comedies (31694)
Classic Dramas (29809)
Classic Sci-Fi & Fantasy (47147)
Classic Thrillers (46588)
Film Noir (7687)
Classic War Movies (48744)
Epics (52858)
Classic Foreign Movies (32473)
Silent Movies (53310)
Classic Westerns (47465)

Comedies (6548)

Dark Comedies (869)
Foreign Comedies (4426)
Late Night Comedies (1402)
Mockumentaries (26)
Political Comedies (2700)
Screwball Comedies (9702)
Sports Comedies (5286)
Stand-up Comedy (11559)
Teen Comedies (3519)
Satires (4922)
Romantic Comedies (5475)
Slapstick Comedies (10256)

Cult Movies (7627)

B-Horror Movies (8195)
Campy Movies (1252)
Cult Horror Movies (10944)
Cult Sci-Fi & Fantasy (4734)
Cult Comedies (9434)

Documentaries (6839)

Biographical Documentaries (3652)
Crime Documentaries (9875)
Foreign Documentaries (5161)
Historical Documentaries (5349)
Military Documentaries (4006)
Sports Documentaries (180)
Music & Concert Documentaries (90361)
Travel & Adventure Documentaries (1159)
Political Documentaries (7018)
Religious Documentaries (10005)
Science & Nature Documentaries (2595)
Social & Cultural Documentaries (3675)

Dramas (5763)

Biographical Dramas (3179)
Classic Dramas (29809)
Courtroom Dramas (528582748)
Crime Dramas (6889)
Dramas based on Books (4961)
Dramas based on real life (3653)
Tearjerkers (6384)
Foreign Dramas (2150)
Sports Dramas (7243)
Gay & Lesbian Dramas (500)
Independent Dramas (384)
Teen Dramas (9299)
Military Dramas (11)
Period Pieces (12123)
Political Dramas (6616)
Romantic Dramas (1255)
Showbiz Dramas (5012)
Social Issue Dramas (3947)

Faith & Spirituality (26835)

Faith & Spirituality Movies (52804)
Spiritual Documentaries (2760)
Kids Faith & Spirituality (751423)

Foreign Movies (7462)

Art House Movies (29764)
Foreign Action & Adventure (11828)
Classic Foreign Movies (32473)
Foreign Comedies (4426)
Foreign Documentaries (5161)
Foreign Dramas (2150)
Foreign Gay & Lesbian Movies (8243)
Foreign Horror Movies (8654)
Foreign Sci-Fi & Fantasy (6485)
Foreign Thrillers (10306)
Romantic Foreign Movies (7153)
African Movies (3761)
Australian Movies (5230)
Belgian Movies (262)
Korean Movies (5685)
Latin American Movies (1613)
Middle Eastern Movies (5875)
New Zealand Movies (63782)
Russian (11567)
Scandinavian Movies (9292)
Southeast Asian Movies (9196)
Spanish Movies (58741)
Greek Movies (61115)
German Movies (58886)
French Movies (58807)
Eastern European Movies (5254)
Dutch Movies (10606)
Irish Movies (58750)
Japanese Movies (10398)
Italian Movies (8221)
Indian Movies (10463)
Chinese Movies (3960)
British Movies (10757)

Gay & Lesbian Movies (5977)

Gay & Lesbian Comedies (7120)
Gay & Lesbian Dramas (500)
Romantic Gay & Lesbian Movies (3329)
Foreign Gay & Lesbian Movies (8243)
Gay & Lesbian Documentaries (4720)
Gay & Lesbian TV Shows (65263)

Horror Movies (8711)

B-Horror Movies (8195)
Creature Features (6895)
Cult Horror Movies (10944)
Deep Sea Horror Movies (45028)
Foreign Horror Movies (8654)
Horror Comedy (89585)
Monster Movies (947)
Slasher and Serial Killer Movies (8646)
Supernatural Horror Movies (42023)
Teen Screams (52147)
Vampire Horror Movies (75804)
Werewolf Horror Movies (75930)
Zombie Horror Movies (75405)
Satanic Stories (6998)

Independent Movies (7077)

Experimental Movies (11079)
Independent Action & Adventure (11804)
Independent Thrillers (3269)
Romantic Independent Movies (9916)
Independent Comedies (4195)
Independent Dramas (384)

Music (1701)

Kids Music (52843)
Country & Western/Folk (1105)
Jazz & Easy Listening (10271)
Latin Music (10741)
Urban & Dance Concerts (9472)
World Music Concerts (2856)
Rock & Pop Concerts (3278)

Musicals (13335)

Classic Musicals (32392)
Disney Musicals (59433)
Showbiz Musicals (13573)
Stage Musicals (55774)

Romantic Movies (8883)

Romantic Favorites (502675)
Quirky Romance (36103)
Romantic Independent Movies (9916)
Romantic Foreign Movies (7153)
Romantic Dramas (1255)
Steamy Romantic Movies (35800)
Classic Romantic Movies (31273)
Romantic Comedies (5475)

Sci-Fi & Fantasy (1492)

Action Sci-Fi & Fantasy (1568)
Alien Sci-Fi (3327)
Classic Sci-Fi & Fantasy (47147)
Cult Sci-Fi & Fantasy (4734)
Fantasy Movies (9744)
Sci-Fi Adventure (6926)
Sci-Fi Dramas (3916)
Sci-Fi Horror Movies (1694)
Sci-Fi Thrillers (11014)
Foreign Sci-Fi & Fantasy (6485)

Sports Movies (4370)

Sports Comedies (5286)
Sports Documentaries (180)
Sports Dramas (7243)
Baseball Movies (12339)
Football Movies (12803)
Boxing M10499ovies (12443)
Soccer Movies (12549)
Martial Arts, Boxing & Wrestling (6695)
Basketball Movies (12762)
Sports & Fitness (9327)

Thrillers (8933)

Action Thrillers (43048)
Classic Thrillers (46588)
Crime Thrillers (10499)
Foreign Thrillers (10306)
Independent Thrillers (3269)
Gangster Movies (31851)
Psychological Thrillers (5505)
Political Thrillers (10504)
Mysteries (9994)
Sci-Fi Thrillers (11014)
Spy Thrillers (9147)
Steamy Thrillers (972)
Supernatural Thrillers (11140)

TV Shows (83)

British TV Shows (52117)
Classic TV Shows (46553)
Crime TV Shows (26146)
Cult TV Shows (74652)
Food & Travel TV (72436)
Kids’ TV (27346)
Korean TV Shows (67879)
Miniseries (4814)
Military TV Shows (25804)
Science & Nature TV (52780)
TV Action & Adventure (10673)
TV Comedies (10375)
TV Documentaries (10105)
TV Dramas (11714)
TV Horror (83059)
TV Mysteries (4366)
TV Sci-Fi & Fantasy (1372)
Reality TV (9833)
Teen TV Shows (60951)

A multa de uma locadora de DVD que deu origem à Netflix

O americano Reed Hastings mal tinha acabado de vender sua primeira empresa de tecnologia, em 1997, quando teve a ideia de criar uma nova companhia.

Reed Hastings
Hastings também é um filatropo de educação e atua nessa área
Direito de imagemREUTERS

O estopim: ter de pagar à rede de locadoras Blockbuster uma multa de US$ 40 por ter devolvido com atraso um DVD do filme “Apollo 13”.

Hastings havia recebido US$ 750 milhões pela venda da Pure Software, que criava produtos para solucionar problemas de softwares, e se juntou ao sócio Mark Randolph na empreitada. A empresa fundada por eles seria a Netlfix, que se tornaria uma das gigantes do mundo do entretenimento.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

Mas não foi algo fácil.

A ideia inicial era bem diferente do serviço que conhecemos hoje. Consistia no aluguel de filmes pelo correio mediante o pagamento de uma taxa fixa, sem cobrança de multas ou data fixa para entrega.

O objetivo era justamente evitar o problema corriqueiro à época, do qual Hastings foi “vítima”: ter pagar uma multa ao esquecer de devolver um filme a uma locadora.

Mas apesar de considerada inovadora para a época, a empresa inicialmente não decolou.

O preço das ações na Bolsa eram baixos, o que forçou os proprietários a tentar vender 95% da companhia para a própria Blockbuster em 2000 – a proposta era agir como um serviço de entrega de DVDs pelo correio da então gigante das locadoras. Não foi aceita.

Do DVD ao streaming

A sorte mudou apenas em 2005, quando a Netflix fez uma mudança importante no tipo de serviço que prestava: saiu o aluguel de DVDs pelo correio, entrou o streaming digital de filmes e outros conteúdos audiovisuais.

Nessa época, a empresa tinha 4,5 milhões de usuários. A partir daí, o crescimento foi vertiginoso: alcançou 16 milhões de clientes em 2010 e disparou em direção dos 81 milhões nos dias atuais, 47 milhões só nos EUA – um dos 190 países cobertos pela ferramenta.

Brasil e América Latina foram palco da estreia do serviço fora da América do Norte, em setembro de 2011 – apesar de não comentar sobre países específicos, Hastings disse em 2015 que o Brasil é o “foguete” da empresa.

Reed Hastings
Netflix opera no Brasil desde 2011 Direito de imagemGETTY IMAGES

O crescimento trouxe também um novo braço para a empresa – a produção de conteúdo original.

Preocupados com a concorrência de outros serviços de streaming como o Hulu ou a própria Amazon, os diretores da empresa – Hastings e o responsável pelo conteúdo, Ted Sarandos – decidiram, em 2013, lançar a primeira série original: House of Cards.

O sucesso foi imediato e arrebatador: com Kevin Spacey como protagonista e David Fincher na direção, a série conquistou três Emmys, o principal prêmio da televisão nos EUA.

Além do prêmio, a empresa também registrou outra conquista: naquele ano, o preço das ações da Netflix ficaram 9.925% acima do preço de sua estreia na Bolsa.

De lá para cá, já foram lançadas várias outras séries originais de sucesso – é difícil que algum amante desse tipo de entretenimento nunca tenha ouvido falar, por exemplo, de Orange is the New Black, Narcos e Stranger Things.

'House of Cards'
A série ‘House of Cards’ foi o primeiro conteúdo original produzido pela Netflix
Direito de imagemAP PHOTO/NETFLIX, NATHANIEL E. BELL

Caminhos misteriosos

Segundo a revista Forbes, atualmente, o patrimônio do fundador, Reed Hastings é avaliado em US$ 1,5 bilhão, a maioria relacionado a ações da Netflix. O sucesso de público, no entanto, é difícil de medir: ao contrário dos canais de televisão, a empresa não divulga os dados de audiência.

Hoje, a empresa trabalha com o tripé tecnologia, marketing e conteúdo. E esse último cresceu tanto que parte da infraestrutura foi transferida do Vale do Silício para Hollywood, onde a empresa deve expandir sua atuação – e suas instalações – em 2017.

Atento ao crescimento de sua cria – e de seus concorrentes – Hastings leva a sério a precisão dos algoritmos que oferecem conteúdo aos usuários da Netflix para fazer com que eles continuem assistindo. Mas admite não saber exatamente quais caminhos a empresa deve seguir no futuro.

“Nós não sabemos ao certo. Não é a Netflix que está fazendo as mudanças, é a internet. Todos os anos a gente descobre como usar a internet para melhorar a experiência do consumidor. Todo ano é um novo experimento”, disse ele em janeiro à revista Venture Beat.

Para o empresário, a tecnologia é um “veículo para criar uma experiência melhor e mais moderna para o conteúdo da empresa”.

“Nós estamos competindo, de forma geral, pelo tempo das pessoas”, declarou ele à Bloomberg.

Além de ser fundador e CEO do Netflix, Hastings também atua hoje nos conselhos diretores do Facebook e da Microsoft.

Educação e tecnologia

Além de ter contribuído para mudar a forma como as pessoas acessam o conteúdo audiovisual e veem televisão, Hastings tem outro interesse: a educação.

Filho de um advogado que chegou a trabalhar no governo de Richard Nixon, ele se formou em matemática no Bowdoin College, em 1983, e fez um mestrado em inteligência artificial na renomada Universidade de Stanford, nos Estados Unidos.

Logo depois de se formar, decidiu se unir ao Corpo da Paz e se tornou professor de matemática na Suazilândia entre 1983 e 1985.

Sede da Netflix
A sede da Netflix, na Califórnia, não é daqueles escritórios modernos, mas Hastings diz não se importar com isso Direito de imagemREUTERS

De lá para cá, vem apoiando diversos projetos de educação, se tornou um filantropo da área, além de um incentivador e apoiador das chamadas charter schools – modelo de escola pública com gestão privada.

Em 1998, financiou uma campanha para mudar a legislação da Califórnia justamente para diminuir as restrições a esse tipo de instituição. Ele chegou a ser presidente do Departamento de Educação do Estado entre 2001 e 2004, defendendo a reforma escolar.

Atualmente, faz parte da comissão educacional de várias instituições, como CCSA, DreamBox e outras.

Em 2012, Hastings e a mulher, Patty Quillen, prometeram doar a maior parte da herança deles à caridade.

Os dois vivem com os dois filhos adolescentes em Santa Cruz, na Califórnia.

Um ano depois, ele investiu US$ 14 milhões em um projeto chamado DreamBox Learning, um programa online para o aprendizado de matemática para estudantes do ensino fundamental e médio.

No início de 2016, anunciou a criação de um fundo filantrópico de educação, o Hastings Fund, com um investimento inicial de US$ 100 milhões (R$ 327 mi).

“Muitas crianças não tem acesso a escolas brilhantes. Nosso objetivo é fazer parcerias com comunidades para aumentar significativamente o número de estudantes com acesso a experiências de educação holísticas e ricas”, diz a apresentação do fundo.

A ideia de investir em educação surgiu no período em que ele passou lecionando na Suazilândia.

“Muitos dos alunos tinham uma preparação desigual. Muitos estavam comprometidos com a educação, mas a pobreza tornava tudo mais difícil. É preciso se conectar com as crianças”, disse Hastings ao portal Education Next.

Para ele, a tecnologia é aliada do aprendizado, e pode personalizar o processo da educação.

“A tecnologia é global. Precisamos que todas as crianças tenham uma boa educação em todo lugar, no México, Nigéria, ou no Paquistão”.

*Com reportagem de Néli Pereira, da BBC Brasil em São Paulo

Vídeo Streaming: Netflix X Amazon

Amazon Prime Video, competidor da Netflix, chega ao Brasil.

O Amazon Prime Video, serviço de streaming de vídeos da Amazon, está chegando ao Brasil. Por aqui, a empresa encontrará concorrência da Netflix, HBO Go (lançado recentemente) entre outros menores, como o brasileiro Looke.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

No lançamento, a Amazon terá uma assinatura promocional de 2,99 dólares–cerca de 9,99 reais. Esse preço será válido durante os seis primeiros meses.

Depois deste período, a assinatura passa a 5,99 dólares, ou cerca de vinte reais.

A cobrança em dólares pode ser um pequeno empecilho para alguns consumidores, já que deve exigir um cartão de crédito internacional.

A possibilidade de lançamento do serviço havia sido evidenciada por um pronunciamento da empresa há poucas semanas. Será possível acessar o Amazon Prime Video por meio de apps para Android, iPhone e iPad.

Alguns modelos de televisões Samsung e LG também contam com aplicações. Além disso, é possível acessar o acervo e assistir aos conteúdos por um navegador no primevideo.com.

Assinantes poderão assistir a séries originais como The Man in the High Castle, que imagina como os Estados Unidos ficariam caso o Eixo tivesse vencido a Segunda Guerra Mundial.

Outra série aclamada exclusiva para assinantes do serviço é Mozart in the Jungle, que já levou o Globo de Ouro de melhor série de comédia ou musical.

Além de conteúdos exclusivos, o Amazon Prime Video ainda tem filmes e séries produzidas por outras empresas.

O anúncio de hoje marca a expansão do serviço ao redor do mundo. A lista de países nos quais o Amazon Prime Video está disponível ficou bastante longa.

Essa expansão era necessária caso a Amazon quisesse continuar batendo de frente com a Netflix neste mercado.
Por Victor Caputo/Exame

Lava Jato na Netflix

Netflix anuncia série sobre a Lava JatoO diretor José Padilha, conhecido por Tropa de Elite, assina a série Narcos, da Netflix, sobre o traficante Pablo Escobar

Os bastidores da operação que revelou um megaesquema de corrupção no Brasil serão retratados em novo seriado, previsto para 2017. Ainda sem título, obra terá direção de José Padilha.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

O diretor José Padilha, conhecido por “Tropa de Elite“, assina a série “Narcos“, da Netflix, sobre o traficante Pablo Escobar.

O serviço de streaming Netflix anunciou nesta sexta-feira (15/04) que produzirá uma nova série original baseada nas investigações da Operação Lava Jato. As gravações começam ainda neste ano, e o lançamento é previsto para 2017.

O roteiro será escrito por Elena Soares (Xingu, Filhos do Carnaval e Casa de Areia). Já a direção ficará a cargo do cineasta brasileiro José Padilha, que já assina a série Narcos, produção original da Netflix sobre a vida do narcotraficante Pablo Escobar.

“Esse projeto vai narrar a operação policial em si e mostrar detalhes sobre o maior esquema de corrupção já visto no Brasil”, disse Padilha em comunicado distribuído à imprensa. Segundo o diretor, a história será retratada de forma imparcial.

No mesmo comunicado, o vice-presidente de conteúdo internacional da Netflix, Erik Barmack, falou sobre a escolha de Padilha para a direção. “Ele está bem posicionado para documentar esse momento importante da história brasileira”, disse o executivo.

A produção ainda não tem título definido. A empresa também não especificou o número de episódios da primeira temporada ou o valor que pretende investir na nova série.

Esta será a segunda produção da Netflix no país. Em 2015, o serviço anunciou o lançamento da série de ficção científica 3%, mais voltada ao público jovem e que deve chegar à plataforma ainda neste ano.

Crise brasileira sob holofotes

O Brasil e seus recentes acontecimentos, como a própria Operação Lava Jato e o impeachment da presidente Dilma Rousseff, têm atraído atenção internacional.

Em março, uma reportagem publicada pelo jornal alemão Die Zeit comparou a atual crise política com as intrigas da série americana House of Cards, também produzida originalmente pela Netflix. Na obra, o inescrupuloso político Frank Underwood faz de tudo para acumular e manter poder.

“Por estes dias, é difícil entender por que ainda há pessoas que se interessam por House of Cards. Elas não acompanham as notícias da política brasileira?”, perguntou o correspondente do jornal no Rio de Janeiro, Thomas Fischermann.
Fontes:EK/efe/rtr/ots

HBO Go, nova concorrente da Netflix no Brasil, pode estar infringindo a lei

A HBO anunciou que finalmente vai liberar seu serviço de Streaming, o HBO Go, para usuários que não possuem TV por assinatura no Brasil.

A notícia, divulgada nesta sexta-feira, 2, pegou alguns dos leitores do Olhar Digital de surpresa. Afinal, o serviço não parece levar em conta a concorrência da Netflix, que funciona em todo o Brasil, independentemente da operadora de internet, e com um preço bem menor: a partir de R$ 19,90, contra os R$ 34,90 da HBO.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

Mais do que isso, alguns leitores chegaram a questionar se isso não representa um famoso caso de “venda casada”, o que é proibido pela lei. O artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor diz que é proibido, a qualquer empresa, “condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço”. Ou seja, condicionar o uso do HBO Go à assinatura da internet da Oi.

A reportagem do Olhar Digital procurou o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) para sanar essa dúvida. Em resposta, o pesquisador em telecomunicações do órgão, Rafael Zanatta, nos disse que há, sim, espaço para esse tipo de interpretação na oferta do HBO Go exclusivo para assinantes da Oi.

“O Código de Defesa do Consumidor veda, desde 1990, a venda de um serviço vinculado a outro”, diz. “O caso é que não existe jurisprudência para isso, porque esse caso de parceria entre a HBO e a Oi é novo. Esse tipo de parceria comercial não existia. Não tem como avaliarmos se existe uma violação clara da lei, mas existe espaço para essa interpretação.”

Mais do que ferir o Código de Defesa do Consumidor, Zanatta argumenta que a oferta da HBO Go no Brasil pode até ferir o Marco Civil da Internet. O artigo 9 do decreto-lei que regulamenta o Marco Civil no Brasil diz que são proibidos “acordos entre o responsável pela transmissão, pela comutação ou pelo roteamento e os provedores de aplicação” que “privilegiem aplicações ofertadas pelo próprio responsável pela transmissão, pela comutação ou pelo roteamento ou por empresas integrantes de seu grupo econômico”.

Em outras palavras, oferecer um serviço Over the Top (OTT, aplicações como Netflix, WhatsApp ou o HBO Go) não pode ser exclusividade de uma só operadora. O problema, nesse caso, também depende do ponto de vista. “A principal disputa jurídica nesse caso se dá na interpretação do Marco Civil. O decreto não deixa claro o que esse ‘privilegiar’ significa”, diz Zanatta.

Procuramos também a assessoria de imprensa da Oi e da HBO para comentar o assunto. A HBO disse que não pode comentar o assunto porque é uma “provedora de conteúdo, e não uma empresa de tecnologia”. Por isso, ela não tem como dialogar diretamente com o consumidor e cobrá-lo pelo uso de sua plataforma de streaming. Por isso precisa de uma operadora como a Oi.

Sobre possíveis violações do Código de Defesa do Consumidor e ao Marco Civil, a HBO apenas orientou a reportagem a falar diretamente com a Oi. Foi o que fizemos. Em nota, a assessoria de imprensa da operadora negou que esteja infringindo qualquer lei ou regulamentação, e que o acordo entre as duas para oferecer o HBO Go tem caráter promocional.

“A Oi informa que segue as regras do mercado e não pratica venda casada. Sobre a oferta mencionada pela reportagem, a companhia esclarece que o conteúdo do parceiro citado pelo veículo será oferecido promocionalmente aos clientes com gratuidade nos três primeiros meses após a assinatura da oferta. Depois desse período, o cliente que tiver interesse no produto deverá contratá-lo diretamente com o parceiro. A companhia reforça ainda que sua oferta também está de acordo com as regras do Marco Civil da Internet, uma vez que não há privilégio para oferecer a aplicação”, disse a empresa.

A argumentação da Oi é de que a oferta do HBO Go é exclusiva para clientes do Oi Total, seu plano que inclui internet e telefone, mas que a promoção dura apenas três meses. Depois disso, é provável que o serviço seja aberto para clientes de outras operadoras, mas não há confirmação disso por enquanto.

Zanatta diz que essa é uma argumentação que pode ser sustentada pelas duas empresas caso esse acordo acabe sendo avaliado por órgãos de controle. “Para determinar se existe uma infração aí, é preciso consultar a Anatel [Agência Nacional de Telecomunicações], a Senacon [Secretaria Nacional do Consumidor] e o Cade [Conselho Administrativo de Defesa Econômica]”, afirma.

Em outras palavras, só será possível determinar se HBO e Oi estão infringindo a lei, seja com uma suposta “venda casada” ou ferindo o Marco Civil, se o caso for apresentado judicialmente diante dos órgãos competentes. Enquanto um juiz não se pronunciar, a princípio, o acordo entre as duas é legalmente válido, e o HBO Go continuará como exclusividade da Oi. Pelo menos por enquanto.
Lucas Carvalho/OlharDigital

Netflix libera conteúdo offline

Não é todo o catálogo que está disponível para download, mas o espectador já pode assistir a algumas produções originais.

Para assistir séries e filmes sem internet é necessário atualizar o aplicativo da Netflix no celular. Por enquanto não é todo o catálogo da empresa que está disponível e os episódios das séries precisam ser baixados individualmente.

Em janeiro se completará um ano que a Netflix decidiu abrir seu serviço para o mundo todo, com exceção da China. Em termos gerais, salvo no caso de promoções conjuntas com operadoras, a Netflix cobra o equivalente a 10 dólares (33 reais) por mês pelo acesso a um catálogo no qual se destaca cada vez mais um conteúdo produzido pelo próprio serviço, somando-se ao das produtoras externas.

The Crown, que gira em torno da vida da Rainha Elizabeth II, da Inglaterra, é o seu sucesso mais recente. Além disso, há Narcos, Orange is the New Black e a já clássica House of Cards.

Na América Latina, a Netflix tem uma estratégia particularmente agressiva.

A Colômbia foi o país escolhido para a entrada da empresa no mercado, devido à sua infraestrutura e a um público mais inclinado a pagar por produtos online, mas foi no México que mais se apostou na criação de séries próprias.

Há alguns meses, o serviço rompeu o acordo com tinha com a Televisa, quando o canal mexicano decidiu lançar o seu próprio serviço de streaming online.

A Netflix, então, ficou sem as novelas, que têm grande aceitação na América Latina.

Mas levou a questão com senso de humor. A empresa tem mais de 70 milhões de assinantes no mundo inteiro, com acesso por celular, tablete, computador ou equipamentos compatíveis conectados no televisor.

A Netflix atendeu a um dos pedidos mais frequentes dos usuários

Reed Hasting, seu fundador e presidente, se destaca pelo seu senso de ironia e seu amor pela concorrência.

Com a Netflix, ele fez uma aposta na tecnologia, passando do mundo analógico para o mundo digital.

Nos primeiros anos da empresa, localizada em Los Gatos, bem perto da sede da Apple em Cupertino, ela funcionava como uma locadora com entrega e retirada em domicílio.

A assinatura permitia que o cliente recebesse em casa, com posterior devolução, um grande número de DVDs.

Seu grande acerto foi, primeiramente, apostar na digitalização e, depois, na produção de séries próprias.
Rosa Gimenez/ElPais

Como uma rede de dispositivos infectados desestabilizou toda a internet

Um hacker, ou grupo hacker, organizou um DDoS (o famoso ataque de negação de serviço) contra a provedora de DNS Dyn, uma das maiores do mundo, o que afetou diretamente várias empresas que dependiam de alguma forma de seus serviços, como Twitter, Netflix, Spotify e vários outros sites e plataformas digitais.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

O ataque foi direcionado aos Estados Unidos e Europa, que sofreram mais com os danos, mas quando grande parte da infraestrutura da internet se concentra nestas regiões, é impossível que o estrago não respingue em outras partes do mundo. Vários usuários brasileiros, incluindo nós do Olhar Digital, tiveram problemas para acessar alguns dos serviços afetados.

Mas como um ataque deste naipe se desenrola? Uma sigla: IoT, a famigerada internet das coisas, que é a ideia de conectar à rede dispositivos que vão muito além de PCs e celulares. Estamos falando de geladeiras conectadas, fogões, semáforos, câmeras de segurança, etc.

O fato é que o ataque parece usar uma botnet Mirai, que aproveita a vulnerabilidade destes dispositivos conectados para usá-los como arma. O software Mirai em questão visa controlar aparelhos inteligentes que não tenham a proteção de login adequada. Ele funciona varrendo a internet atrás destes dispositivos; quando os encontra, ele tenta realizar o login usando nome de usuário e senhas de fábrica ou estáticas. É como, por exemplo, se ele tentasse acessar todos os aparelhos online testando a combinação de nome de usuário “admin” e a senha “admin”, mas de uma forma mais inteligente.

O problema é que isso funciona em boa parte dos casos, porque nem as empresas nem os usuários tomam o cuidado suficiente com a segurança do que utilizam dentro de casa. E, quando uma combinação funciona, o software passa a ter o controle deste dispositivo conectado. Assim, na hora de orquestrar um ataque massivo como o desta sexta-feira, basta que esta rede de aparelhos “sequestrados” recebam um comando para atacar. O dono daquela câmera conectada muitas vezes nem fica sabendo o que está acontecendo.

A técnica é extremamente eficaz para um ataque DDoS, que funciona sobrecarregando serviços online. Na prática, o ataque funciona sobrecarregando os servidores com um número colossal de requisições simultâneas, fazendo com que o serviço saia do ar ou apresente instabilidade, como se milhões de computadores estivessem acessando uma página ao mesmo tempo. Neste caso, são milhões de dispositivos controlados remotamente por alguém que direcionou seus esforços contra a provedora de DNS Dyn, que acabou derrubando outros serviços online como um castelo de cartas quando alguém remove sua sustentação.

Como nota o jornalista especializado em segurança digital Brian Krebs, o software Mirai tem seu código aberto na internet, o que significa que qualquer um pode aproveitar seus recursos sem qualquer custo envolvido. Uma pessoa, identificada pelo nome de usuário “Anna-senpai” publicou o código no site Hackerforums. “Já fiz meu dinheiro, há muitos olhos olhando para o IoT agora, então é hora de cair fora”, dizia a pessoa.

Krebs indica que a ação de divulgar o código pode ter o objetivo de despiste. Não é incomum que cibercriminosos usem este recurso quando percebem que as autoridades e as empresas de segurança estão se aproximando. Com mais pessoas usando a técnica de ataque, fica muito mais difícil chegar a um único culpado.
Via The Verge/Renato Santiago

Rival da Netflix permite ver filmes e séries offline

Looke: empresa comprou a Netmovies em 2015 e oferece streaming, compra e aluguel de filmes e séries.

Looke

 O Looke, rival brasileiro da Netflix, ganhou uma nova função: a possibilidade de ver filmes e sériesoffline em smartphones e computadores.

Ou seja, o usuário pode baixar os conteúdos para o seu dispositivo e assisti-los sem precisar de uma conexão com a internet.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Esse recurso foi adicionado ao Looke para possibilitar o uso da plataforma em locais sem Wi-Fi. Na visão da empresa, o consumidor brasileiro não pode depender da internet o tempo todo.

Temos regiões do Brasil em que a internet móvel quase não chega, por isso, fica praticamente impossível utilizar o streaming quando estamos fora de nossas casas ou empresas”, afirma, em nota, Luiz Guimarães, diretor de Business Affairs do Looke.

Em breve, a Looke informa que vai levar o recurso de visualização offline para aparelhos com Windows 10.

Apesar de rumores que circulam há anos na imprensa internacional, a Netflix não possui a possibilidade de ver vídeos offline.

O YouTube, por outro lado, começou a oferecer esse recurso na Índia recentemente.

Diferentemente do que faz a Netflix, o Looke oferece três modalidades diferentes ao consumidor: assinatura de streaming (como faz a Netflix), aluguel (por 48h) e compra de filmes.

Portanto, a plataforma é como um misto de Netflix com iTunes, a loja virtual da Apple.

A empresa brasileira aposta em segmentos em que a Netflix falha.

Ela oferece, por exemplo, curta-metragens, filmes nacionais, documentários e animações infantis, conteúdos que não estão presentes na plataforma online americana.
Lucas Agrela/Exame

Pressão da concorrência e expectativa do consumidor ameaçam gigantes da tecnologia

Inovação deixou de ser diferencial para se tornar obrigação de qualquer negócio que pretenda sobreviver. A zona de conforto virou espaço proibido até para a maior e mais tradicional das companhias

 | Divulgação

“Vivemos a quarta Revolução Industrial e quem não entender a inovação como uma necessidade diária vai abrir caminho aos que fizerem isso”. A defesa é de Claudio Carvajal Júnior, coordenador do curso de Administração e Gestão da Tecnologia da Informação da Faculdade de Informática e Administração Paulista (FIAP).[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

Ele lembra que o tempo da inteligência artificial, robótica, nanotecnologia, impressão 3D, internet das coisas, realidade aumentada e machine learning não sóchegou, como se consolidou e trouxe consigo novos modelos de negócios.

A expectativa do consumidor impulsiona o lançamento de soluções transformadoras. E o aumento da qualificação dos concorrentes – que, em pouco tempo, torna o novo defasado – não dão chances à acomodação. “Nem a maior das organizações está imune aos efeitos da concorrência, ou pode visitar a zona de conforto se quiser continuar competitiva”, pontua Carvajal.

Veja exemplos de empresas que, diante de alterações de cenários, mudaram a estratégia de atuação ou, ao esperarem demais para isso, amargaram algumas crises.

Netflix

Desafio enfrentado – Em 1997, o Netflix iniciou as operações como um serviço online de locação de filmes. Dois anos depois, lançou um plano de assinatura em que os títulos que o cliente queria assistir em casa chegava por correio mensalmente e, ao devolvê-los, outros eram enviados. Em 2002, a companhia já tinha 600 mil assinantes e um catálogo de 11,5 mil títulos. Ao perceber alterações no comportamento do consumidor, lançou em 2007 o serviço de streaming – quando a transmissão de dados acontece de forma instantânea por meio de redes.

Solução encontrada – De 2008 a 2010, a empresa firmou parcerias com fabricantes de eletrônicos para que os filmes que disponibilizava fossem transmitidos em TVs, mas também em tabletes, computadores, videogames e smartphones. Há seis anos, enquanto a rede de locação Blockbuster pedia falência nos Estados Unidos, o Netflix ganhava o mundo. Em 2011 chegou ao Brasil e em 2013 iniciou a produção de séries e conteúdos originais, entre eles, sucessos de audiência como House of Cards e Orange is the New Black. Pelo custo atual equivalente a R$ 17,90 ou R$ 26,90 por mês, 81,5 milhões de assinantes distribuídos em todo o mundo aproveitam a tecnologia.

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Positivo Informática

Desafio enfrentado – Em 2010, a empresa viu seu lucro líquido despencar 74,1% no terceiro trimestre do ano, em relação ao mesmo período de 2009. Na época, a queda nas vendas dos computadores da companhia foi motivada, em parte pelo aumento da concorrência, em parte pelo barateamento de aparelhos importados. Depois, os resultados continuaram caindo. No quarto trimestre do ano passado, a receita da empresa reduziu 19,7%. A retração econômica, o aumento das vendas promocionais de computadores e tabletes decorrentes do excesso de estoque, além da permanente concorrência com a importação estão entre os desafios principais. A dificuldade acompanha um cenário global. Segundo a consultoria IDC, 2015 foi o pior ano da história para a indústria de computadores. No mundo, o índice de vendas caiu 10,4% e, no Brasil, 37%.

Solução encontrada – Há seis anos, a organização trabalha para diversificar atividades. Em 2010, expandiu as operações para a Argentina em busca de maior ocupação geográfica. Em 2012, apostou no ramo dos celulares. No segundo trimestre deste ano, viu suas receitas na área mais que dobrarem, chegando a R$ 164,4 milhões. A boa aceitação pelos oito modelos de smartphones da marca representou 78% da receita da categoria. Eles são distribuídos em onze mil pontos de vendas por todo o país.

De acordo com Mauricio Roorda, vice-presidente de Marketing e Produto na Positivo Informática, parte do bom resultado se deve à parceria com a Quantum, uma unidade de negócios que funciona dentro da Positivo, mas com autonomia e equipe própria. “Os aparelhos da marca têm maior valor agregado e excelente desempenho”, diz.

Ele também conta que uma parceria firmada com a VAIO no ano passado para produzir e comercializar computadores da marca no Brasil e a fabricação de aparelhos na África para um projeto de educação em Ruanda, em conjunto com a BGH, também devem trazer bons resultados. “Em abril deste ano, ainda entramos para a área de tecnologia aplicada à saúde”, lembra Roorda. A Positivo comprou 50% da startup curitibana Hi Technologies (HiT), que desenvolve soluções para monitoramento remoto de pacientes.

/ra/pequena/Pub/GP/p4/2016/09/07/Economia/Imagens/Vivo/88029FPIF5-3008034.jpgANDREW BURTON/AFP

Apple

Desafio enfrentado – O tempo áureo dos celulares da Apple pode estar chegando ao fim. Pelo menos, é o que sugerem números da companhia. No Brasil, no primeiro trimestre deste ano, as vendas de IPhones caíram 40% em relação ao mesmo período do ano passado. Foram comercializadas 489 mil unidades. É a segunda forte retração trimestral. Segundo dados da consultoria Gartner, a condição foi sentida por quase todos os fabricantes de celulares. Juntos, eles venderam 25% a menos do que nos três primeiros meses do ano passado. O problema para a Apple foi que ela perdeu mais que a média. Sua queda só foi menor que a da LG, cujas vendas desabaram 58,4%. Por outro lado, as vendas da sul-coreana Samsung, concorrente direta da empresa, caíram apenas 15%. Globalmente, os resultados também não foram positivos. A comercialização de IPhones diminuiu 16% em relação ao primeiro trimestre do ano passado. A falta de um lançamento realmente original e com alto valor agregado pelo ineditismo, é o que vem tornando o cenário difícil para a gigante.

Solução encontrada – Na busca por seguir faturando, a empresa declarou algumas vezes a intenção de apostar em realidade aumentada – quando informações do mundo real são exibidas em telas de aparelhos, como smartphones – e inteligência artificial. Apesar dos anúncios, nenhuma divulgação mais transparente das soluções foi feita até agora, o que motiva críticas e até dúvidas sobre a existência de estratégias reais. Por enquanto, a Apple contorna críticas que sugerem que ela possa ser ultrapassada por empresas como Amazon, Google e Facebook e jura trabalhar duro para não perder a “majestade”.

/ra/pequena/Pub/GP/p4/2016/09/07/Economia/Imagens/Cortadas/88029FPIF3-1805031-U20833317198TuG-U208333428920n-340x128@GP-Jornal-INTERIOR.jpgROSLAN RAHMAN/AFP

Nokia

Desafio enfrentado – A Nokia chegou a ser líder global em celulares, mas foi ultrapassada por concorrentes como Apple e Samsung. Em 2007, quando o IPhone chegou ao mercado, ela detinha metade do mercado mundial de smartphones. Seis anos depois, o índice caiu para 3%. A empresa chegou ter valor de mercado de 200 bilhões de euros, mas, por não conseguir se adaptar à rápida ascensão dos smartphones, vendeu em 2013 suas operações de celulares à Microsoft por US$ 7,2 bilhões.

Solução encontrada – Em 2015, a Nokia renovou a estratégia de atuação ao entrar no ramo de fabricação de equipamentos para redes telecomunicações de operadoras globais como Deutsche Telekom e a China Mobile. Em maio deste ano, deu outra reviravolta e anunciou o retorno ao mercado de smartphones e tablets. Ela disponibilizou seus direitos e patentes à finlandesa HMD Global, que vai assumir a tarefa de criar as novidades e reconquistar o mercado.

/ra/pequena/Pub/GP/p4/2016/09/07/Economia/Imagens/Vivo/12197297.jpggs/pr/Guy Solimano

Kodak

Desafio enfrentado – Fundada em 1888 e criadora do filme fotográfico, a empresa não conseguiu acompanhar a transição do mercado para as máquinas digitais. Em 2012, pediu concordata e fez um empréstimo de US$ 950 milhões. Executivos que trabalharam na companhia chegaram a dizer que imaginaram um período de dez anos para que a transição para a realidade digital acontecesse. Mas ela veio em menos tempo. A Kodak chegou a investir no segmento de impressoras, só que a estratégia não compensou do ponto de vista econômico.

Solução encontrada – Em 2013, a Kodak anunciou sua saída da concordata e a conclusão do processo de reestruturação pelo qual passou. No ano passado, lançou na Europa e nos Estados Unidos o primeiro smartphone, feito em parceria com a inglesa Bullit. A Kodak Alaris, criada após a aquisição da marca pelo grupo inglês KPP, identificou que a produção de scanners e softwares para o mercado corporativo poderia ser um bom negócio. E a estratégia vem mantendo a sobrevivência da empresa, que continua na ativa, mas ainda longe de aproveitar a relevância de antigamente.
Com dados da GazetadoPovo/Claudia Guadagnin