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Dólar: A ordem financeira mundial poderá entrar em colapso?

Convencido de que a ordem financeira global baseada em dólar
poderá entrar em colapso em breve?Globalismo,Mundo,História,Economia,Blog do Mesquita

No momento, o status do dólar apoiado pelo petróleo da OPEP permite que a moeda desfrute do status do meio de troca mais estável e procurado no comércio. No entanto, vários países e atores não estatais procuraram recentemente mudar esse estado de coisas, propondo outras moedas, ouro ou mesmo criptomoedas como um substituto.

O Escritório do Diretor de Inteligência Nacional dos EUA, o poderoso órgão estatal que coordena a inteligência doméstica e estrangeira da comunidade de inteligência dos EUA, publicou um anúncio de emprego procurando por PhDs para avaliar ameaças ao sistema global do dólar.

A publicação, que apareceu na rede de oportunidades de emprego Zintellect da Oak Ridge Institution for Science and Education, que é frequentemente usada por agências federais dos EUA, parece ser real e está buscando candidatos que possam “fornecer novas informações úteis que não estão disponíveis hoje” para permitir os EUA “preparem-se para cenários que ameaçam minar o dólar como moeda de reserva mundial”.

© Foto: OAK RIDGE INSTITUTE DE CIÊNCIA E EDUCAÇÃO
Captura de tela de um anúncio de emprego na rede de anúncios de empregos Zintellect do Oak Ridge Institute for Science and Education.

A publicação explica que o status do dólar como moeda de reserva mundial oferece à América muitas vantagens e oportunidades, incluindo “jurisdição sobre crimes financeiros” associados a transações em dólares e a capacidade de “nivelar efetivamente sanções” contra países ou entidades à vontade.

O ODNI enfatiza que “os EUA mantêm o domínio internacional em grande parte devido ao seu poder financeiro e autoridades” e parecem querer que as coisas continuem assim.
Infelizmente, as notas postadas, vários fatores, incluindo o crescente poder econômico de países como China e Índia, bem como criptomoedas, ameaçam a supremacia do dólar.

O anúncio de trabalho, aplicável a cidadãos norte-americanos com um PhD e associado a um credenciado universidade norte-americana, faculdade ou laboratório do governo, bem como não-cidadãos empregados acima noemeados de ‘pesquisa conselheiro’, que tenham “profundo conhecimento” em áreas como economia, finanças e mecanismos bancários emergentes e alternativos. Curiosamente, a postagem também pede habilidades em terra e geociências, ciências ambientais e marinhas, vida saúde e ciências médicas, e nanotecnologia.

O projeto de pesquisa pede aos candidatos que “aproveitem todas as informações disponíveis, bem como avanços recentes em estatísticas aplicadas, inteligência artificial e aprendizado profundo” para determinar a causa mais provável esperada do declínio do dólar, o prazo envolvido e as prováveis ​​perspectivas econômicas e nacionais. consequências de segurança.
Os candidatos em potencial têm até 28 de fevereiro de 2020 para se inscrever e devem enviar um currículo e preencher uma inscrição detalhada. Não há informações sobre salários ou benefícios está disponível. Presumivelmente candidatos aprovados seriam pago em dólares.

© AP PHOTO / JACQUELYN MARTIN
Nesta foto de arquivo de 15 de novembro de 2017, um trabalhador manuseia folhas impressas de notas de dólar no Bureau of Engraving and Printing em Washington.

Tendência Anti-Dólar

A Rússia ajudou a liderar a acusação de contestar a hegemonia do dólar nos últimos anos, depois de acusar Washington de “abuso total” de seu status cobiçado e de “uso cada vez mais agressivo de sanções financeiras”. No mês passado, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, confirmou que a Rússia continuaria “sua política voltada para a gradual desdolarização da economia”.Economia,Capitalismo,Blog do Mesquita 01

Uma vez que um dos maiores investidores em dólares e dívida dos EUA, Moscou diminuiu gradualmente a grande maioria de suas participações no Tesouro e aumentou a participação de ouro, yuan, euros e outras moedas no lugar do dólar na sua reserva de mais de US $ 500 bilhões.

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Além disso, parceiros comerciais russos, incluindo China, Turquia e Índia, concordaram com o uso de moedas locais para grandes acordos comerciais e contratos relacionados à defesa, em parte para permitir que contornem as restrições às sanções dos EUA.

No final do ano passado, a gigante russa de energia Rosneft, uma das maiores empresas de petróleo e gás do mundo, caiu o dólar a favor de euros em contratos de exportação. O Ministério das Finanças da Rússia também brincou com a idéia de mudar para euros em todo o comércio com a União Europeia.

Entre as micros e as macro soluções para a sociedade

A sociedade atual vive doloroso paradoxo.

Tem desenvolvido altíssima tecnologia para plasmar pequenos objetos. A nanotecnologia nos fascina.

Cada vez os celulares conseguem unir em pequeno aparelho tão enorme quantidade de ofertas que escapam ao uso normal.

A internet oferece bilhões de sites que uma vida não consegue frequentar. Os automóveis se sofisticam cada vez mais com recursos eletrônicos.

Admiramos a inteligência humana na capacidade de inventar e produzir maravilhas no campo da eletrônica, da biotecnologia.

No lado oposto, cria-se verdadeiro inferno e arrisca-se grandemente o futuro da humanidade, quando se pensa nas dimensões do macro.

Basta mero olhar para o mapa do Brasil para ver a loucura do tipo de ocupação territorial que estamos a desenvolver, concentrando dezenas de milhões de pessoas em espaços reduzidos com terríveis consequências sociais.

As mobilizações de junho de 2013, que movimentaram alguns milhões, sobretudo jovens, denunciavam o “inferno urbano”. Cada carro exibe alta tecnologia, fruto de inteligência criativa.

A cidade no conjunto revela atrasos incompreensíveis, de burrice astronômica.

A mesma inteligência que equipou o automóvel de recursos tecnológicos avançados não consegue pensar outra maneira de morar, organizar, mover-se na cidade.

Congestionamentos, filas intermináveis, horas paradas no trânsito fazem parte do dia a dia.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

O FIM DO VERDE

A indústria de construção devora os espaços verdes, sobe com edifícios altos, concentrando pequenas cidades em único prédio. Cantilena antiga repete que o gigante geográfico brasileiro ainda dorme sem reforma agrária, entregue às mineradoras e à agroindústria, que aumentam o fluxo de pessoas para as cidades já super-habitadas.

Já era tempo de inverter a orientação do pensar. Em vez de acelerar o micro, voltar-se para o macro, a fim de planejar a sociedade das próximas décadas.

Moradia, educação, saúde, transporte público, alimentação sadia na dimensão macro desafiam a criatividade humana do futuro. As soluções imediatas enganam-nos, como remendos nunca fazem veste nova.

As micromudanças fascinam e ganham mais votos. Por isso, os políticos investem nelas, deixando atrás de si rastros de graves problemas. Para quem? Para todos nós. O futuro depende das macrossoluções.

A humanidade atingiu já 7 bilhões de habitantes e aí já não funcionam soluções estilo celular bem-equipado. O volume dos transtornos diários por causa das demandas das multidões não se soluciona com miradas para a própria esquina.

Cabe apostar em projetos a longo prazo e de alcance que visem a construir amanhã melhor para toda a sociedade, especialmente para os que padecem à margem das benesses sociais.

Não se trata de tarefa fácil. Os poderes do dinheiro por causa da ganância imediata obstruem os planos de maior envergadura. Haja vista a questão do metrô em Belo Horizonte, cujo mover-se se torna cada dia mais trágico.

Haja inteligência para construir o futuro, e não só se prender ao presente!
João Batista Libânio/transcrito de O Tempo

Transformando vidros em barreiras instransponíveis

Que tal você e sua família se protegerem com a mesma tecnologia utilizada pela CIA, FBI e ONU ?

Solução em Segurança com o emprego de películas de alta performance, já disponível no Brasil.

É de procedência canadense, concebida a partir de objetivos antiterroristas com base em nanotecnologia.

Podem ser aplicadas em carros, residências, prédios, condomínios, casas de praia, empresas, lojas, restaurantes, escritórios, hospitais, guaritas em geral, etc.

Para uso automotivo, por exemplo, trata-se da tecnologia mundial mais avançada na segurança e proteção de vidros, já que é uma solução que não acarreta peso ao veículo, não provocando desgastes nem consumo excessivo.

A aplicação em veículos é rápida e o proprietário recebe o veículo no mesmo dia.

Para residências é um novo conceito de segurança.

Como fazem o isolamento térmico, elas também contribuem para a diminuição do consumo de ar condicionado, reduzindo o custo com climatização em até 30%. O produto também protege da insolação e descoloração os objetos de decoração interna, como estofados, quadros e móveis, da descoloração natural provocada pela incidência contínua dos raios UVA/UVB, além de proteger a pele das pessoas.

A proteção balística tem resistência a impactos que podem chegar a 25 kgf/cm² a depender do tipo de vidro e da película utilizada. A resistência a projéteis se dá de fora pra dentro, porém de dentro pra fora permitem que os projéteis saiam dando poder de reação a quem se encontra no interior da residência ou do veículo.

Vídeo de demonstração feita em Fortaleza
Ps. Parece merchandising mas não é.


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Bactérias magnéticas podem ajudar a fabricar ‘biocomputadores’, dizem cientistas

Imãs produzidos por micro-organismos podem ser usados em discos rígidos

Bactérias magnéticas poderiam ser usadas na fabricação de computadores biológicos no futuro, segundo pesquisadores britânicos e japoneses.

Cientistas da University of Leeds, na Grã-Bretanha, e da Universidade de Agricultura e Tecnologia de Tóquio, no Japão, estão fazendo experimentos com micróbios que se alimentam de ferro.

Uma vez ingerido pelos micróbios, o ferro é transformado em pequenos ímãs, semelhantes aos que são encontrados em discos rígidos de computadores.

De acordo com os pesquisadores, a pesquisa, que foi divulgada na publicação científica Small, pode permitir a fabricação de discos rígidos muito mais rápidos.

Desafio em escala nano
As bactérias Magnetospirilllum magneticum, utilizadas na pesquisa, são micro-organismos naturalmente magnéticos, que costumam viver em ambientes aquáticos em regiões abaixo da superfície, onde o oxigênio é escasso.

Eles nadam para cima e para baixo, seguindo as linhas dos campos magnéticos da Terra e se alinhando aos campos magnéticos como as agulhas de uma bússola, em busca de suas concentrações preferidas de oxigênio.

Quando a bactéria ingere ferro, proteínas dentro de seu corpo interagem com o metal para produzir pequenos cristais do mineral magnetita, o mais magnético existente na Terra.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Após estudar a forma como estes micróbios coletam, formam e posicionam esses nanoímãs dentro de si próprios, os pesquisadores aplicaram o mesmo método fora da bactéria, “cultivando” ímãs que, eles esperam, poderiam ser usados no futuro para construir circuitos de discos rígidos.

“Estamos rapidamente chegando aos limites da manufatura eletrônica tradicional à medida que componentes ficam menores”, disse a coordenadora da pesquisa, Sarah Staniland, da Universidade de Leeds.

“As máquinas que usamos tradicionalmente para construí-los são desajeitadas quando se trata de escalas tão pequenas. A natureza nos oferece a ferramenta perfeita para (resolver) esse problema”, diz.

Fios Biológicos
Além de usar micro-organismos para produzir ímãs, os pesquisadores também conseguiram criar pequenos fios elétricos feitos de organismos vivos.

Eles criaram nanotubos feitos com membranas de células artificiais, cultivadas em um ambiente controlado, com a ajuda de uma proteína presente nas moléculas de gordura humanas.

A membrana é a “parede” biológica que separa o interior da célula do ambiente exterior.

Esses tubos poderiam, no futuro, ser usados como fios microscópicos produzidos por meio de engenharia genética, capazes de transferir informações – da mesma forma como as células fazem nos nossos corpos – dentro de um computador, explicou à BBC o cientista Masayoshi Tanaka, da Universidade de Agricultura e Tecnologia de Tóquio.

“Esses fios biológicos podem ter resistência elétrica e transferir informação de um grupo de células dentro de um biocomputador para todas as outras células.”

“Além de computadores, os fios poderiam até ser usados no futuro em cirurgias humanas porque, em teoria, são altamente biocompatíveis”, afirmou o pesquisador.
BBC

A 3ª revolução industrial

A terceira revolução industrial,comandada pela nanotecnologia, já mostra a que veio. A nanotecnologia — também conhecida como Nanotech é o estudo de manipulação da matéria numa escala atômica e molecular.

Geralmente lida com estruturas com medidas entre 1 a 100 nanômetros (um nanômetro é a bilionésima parte de um metro) em ao menos uma dimensão, e incluí o desenvolvimento de materiais ou componentes, e está associada a diversas áreas.

Da medicina a eletrônica, da ciência da computação a física, e ainda na química, biologia e engenharia dos materiais, a nanotecnologia vai alterar todos os processos de produção até hoje usados principalmente na indústria.

O princípio básico da nanotecnologia é a construção de estruturas e novos materiais a partir dos átomos (os tijolos básicos da natureza).
Além das indústrias as novas tecnologias terão impacto na vida comum das pessoas. Essas transformações serão abrangentes, alcançando também as empresas comerciais, e as prestadoras de serviços.
Essa nova revolução é causa e conseqüência da globalização.

O Editor


Da última vez em que o economista americano Jeremy Rifkin ficou badalado na imprensa mundial, foi apresentado como “inimigo da ciência”. (As aspas são da revista “Time”.) Na virada do século, a briga dele era contra transgênicos. Hoje, ele é um dos principais estrategistas da política energética da União Europeia. Em seu novo livro, propõe uma ideia radical: o mundo está a poucos passos de iniciar uma nova revolução industrial. A internet está no centro dela. Mas ainda falta um detalhe para o processo se concretizar.

O livro se chama “The Third Industrial Revolution” – A terceira revolução industrial. Segundo Rifkin, revoluções industriais ocorrem a partir do encontro de duas inovações tecnológicas. Uma é uma nova ferramenta de comunicação. A outra, uma solução energética mais eficiente do que o que havia antes. O resultado deste encontro é uma mudança profunda na economia, na sociedade, na política.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

A primeira ocorreu no século XIX.

Energia a vapor começou a mover gente mais rápido por navios e trens. E a impressão usando linotipo e rotativas permitiu a publicação mais rápida de jornais, livros, revistas. Comida fresca e outros produtos começaram a chegar mais rápido. Nasceram as escolas públicas e o estado de bem estar social. Repentinamente, era possível ao Estado botar um livro na mão de cada aluno.

A segunda é do século XX.

Rádio e televisão de um lado, energia elétrica distribuída e motor a combustão do outro. Unidas, estas inovações criaram o mercado de amplo consumo e, com isso, países de classe média no Primeiro Mundo. Ficou incrivelmente mais barato distribuir produtos por todo canto, assim como a produção barateou.

Revoluções industriais têm algumas características em comum, diz Rifkin. Uma delas é o controle sobre tempo e espaço. Fica mais fácil e rápido levar gente ou coisas a lugares. Assim como fica mais fácil circular ideias. O resultado destes fenômenos é que as sociedades ficam complexas e sofisticam seus processos de inovação.

No caso das duas primeiras revoluções industriais, ele continua, há outras características comuns. Foram centralizadoras e não é difícil entender o porquê. É que custaram caro. O tipo de infraestrutura exigida saiu por uma fortuna em ambos os casos. Eram caros os trens como eram caras as rotativas. E ainda mais caro saíram as redes de energia elétrica e as emissoras de TV.

Os complexos industriais nascidos neste contexto se concentraram em algumas regiões para ter acesso à infraestrutura. Exigiram bancos grandes e fortes para seu financiamento. Assim como foi necessário um aparato militar de peso para garantir acesso a energia – seja no desenvolvimento da nuclear, seja no fornecimento do petróleo. E, com tanta concentração de poder na indústria, no setor financeiro e nas forças armadas, não surpreende que um governo central forte também tenha acompanhado o processo.

Onde atingiram seu potencial máximo, as duas revoluções industriais geraram riqueza. Mas há um limite. Agora, segundo o economista, a segunda, ancorada pesadamente em combustíveis fósseis, está entrando em colapso. Conforme a indústria neste modelo se espalha por todo o mundo e novas sociedades enriquecem, limites são atingidos mais e mais rápido. Entra em crise o setor financeiro, entram em crise a política, os governos. E o planeta.

A nova tecnologia de comunicação já está aí.

Ela é diferente de todas as anteriores: não é centralizada, é distribuída. Hoje, dois bilhões de pessoas em todo o mundo têm acesso a publicar vídeos, fotos e textos simultaneamente na rede. É verdade que há cinco bilhões de excluídos. Mas dois bilhões é mais do que jamais foi possível. Um número inimaginável alcançado em apenas 15 anos.

Falta, evidentemente, uma nova solução energética. Não é um problema simples de resolver mas, se o economista estiver certo, ele será resolvido nos próximos anos e décadas. Parece muito. Perante a História, é pouco. E o mundo mudará radicalmente. Na União Europeia, já seguem sua cartilha investindo no futuro enquanto o passado entra em colapso.

Pedro Dória/Estadão

Design e Meio Ambiente: Vestido que purifica o ar

Confeccionado com o uso de nanotecnologia.
As fibras são capazes de funcinarem como um filtro que purifica o ar em volta do vestido.
Utiliza Catalisadores nas fibras, mas maiores informações sobre o processo não foram divulgadas.
Desenvolvido em colaboração com university of sheffield, london college of fashion, e university of ulster.

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Tecnologia – Gravação de 300 DVDs em um

Daqui a cinco ou dez anos, uma coleção de 300 DVDs de filmes ou séries de TV caberá em um único disco do mesmo tamanho.

A possibilidade foi aberta por um trabalho feito por pesquisadores na Austrália, que mostraram como é possível desenvolver um super-DVD com dados gravados em cinco em vez de duas ou três “dimensões”.

Isso aumentará a capacidade do disco de 4,7 gigabytes (a de um DVD padrão) para até 10 terabytes — 2.000 vezes mais.

Tanto os CDs de música quanto os DVDs com imagens ou dados são discos ópticos, que dependem da luz laser para serem gravados e lidos. Microscópicos buracos e elevações na superfície do disco armazenam as informações ao refletirem o laser de maneira diferente.

Já o super-DVD australiano incorpora duas novas dimensões, uma baseada no espectro luminoso — a cor — , outra baseada na polarização, uma espécie de alinhamento no mesmo plano dos raios de luz.

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A pesquisa foi feita por Peter Zijlstra, James Chon e Min Gu, da Universidade de Tecnologia Swinburne, de Hawthorn, Austrália, e está descrita na edição de hoje da revista “Nature”.

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A novidade foi incorporar microfilamentos de ouro — ou nanobastões — na superfície do disco. As nanopartículas são “queimadas” pelo laser durante a gravação e refletem a luz durante a leitura de acordo com seu formato. Isso permite gravar os dados no mesmo ponto do disco, em outras camadas.

“Nós fomos capazes de mostrar como material nanoestruturado pode ser incorporado em um disco para aumentar a capacidade de armazenamento sem aumentar o tamanho físico do disco”, declarou o líder da pesquisa, Min Gu.

“Nós pudemos gravar com grau zero de polarização. Em cima disso, gravamos outra camada de informação com 90 graus de polarização, sem que uma interfira na outra”, declarou James Chon.

Os pesquisadores têm um acordo com a empresa Samsung para desenvolver o super-DVD comercialmente.
O que permite o grande aumento da estocagem de dados é o modo como eles integram as cinco “dimensões” em experimentos que envolveram até dez camadas de armazenamento.

Um dos experimentos usou dois canais de polarização e três diferentes comprimentos de onda. O resultado mostrou que, num disco óptico do mesmo tamanho de um CD ou DVD, seria possível armazenar 1,6 TB (terabyte) de informações (isto é, 1.600 gigabytes). Em 1 TB é possível gravar 300 filmes de longa metragem ou 250.000 músicas.

E, se for reduzida a espessura das camadas entre as que registram os dados, o disco poderia chegar a 7,2 TB — mesma capacidade de armazenamento que 1.531 DVDs comuns.

O novo disco pode facilitar o armazenamento das pesadas imagens médicas feitas por ressonância magnética, ou dados financeiros, de segurança e militares. A maior disponibilidade de armazenamento também poderá facilitar a proteção dos dados pela criptografia.

Se os filamentos forem de prata em vez de ouro, o custo de produção poderia ser reduzido em cem vezes, diz o grupo.

Ricardo Bonalume Neto – Folha de S.Paulo