Por que a Globo foi rebaixada?

Ontem o Globo deu mais uma de suas manchetes contra Dilma.
Era mais ou menos isso: “Agora Dilma culpa a Lava Jato pela crise econômica”.

William Bonner,Rede Globo,Jornal Nacional,Blog do Mesquita

Bonner será visto cada vez menos no JN

É que Dilma dissera que a Lava Jato estava cobrando um preço sobre a economia do país, com o cerco prolongado – e para muitos exagerado – a grandes empresas nacionais.

Tudo isso posto, seria interessante saber como o Globo daria na manchete o rebaixamento de sua nota pela agência de avaliação S&P, uma das maiores referências para grandes investidores de todo o mundo. Bancos também consultam a S&P quando examinam o pedido de empréstimo de uma corporação para minimizar o risco de calote.

Tenho a convicção de que o Globo terceirizaria a culpa, no mesmo estilo que o jornal criticou tão brutalmente em Dilma.

“Instabilidade na economia brasileira faz nota da Globo baixar”: seria mais ou menos esta a manchete.

E seria a linha seguida pelos comentaristas econômicos da casa, de Míriam Leitão a Sardenberg.

A Globo foi vítima, portanto.

Tudo bem, não fosse isso um sensacional autoengano.

Não que a turbulência do momento na economia não possa ter tido algum peso. Mas o grande fator do rebaixamento está na própria Globo.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

A Globo opera num setor – a mídia – que passa por um processo que vai além de transformação. Estamos diante de uma disrupção. Ou, para usar um célebre conceito de Schumpeter, presenciamos na mídia uma “destruição criativa”.

Morre um mundo, aquele em que a Globo parecia inexpugnável, e ergue-se outro em que a empresa é mais um na multidão.

A internet está fazendo com as companhias tradicionais de jornalismo o que os automóveis fizeram com as carruagens há pouco mais de cem anos.

Sabia-se, faz tempo, que a mídia impressa estava frita. Mas se imaginava que a televisão poderia escapar da internet. Não. Os sinais são claros de que o destino da tevê como a conhecemos – aberta ou paga – é o mesmo de jornais e revistas.

A internet está engolindo a televisão. Em seus tablets ou celulares, as pessoas vêm vídeos como querem, na hora em que querem – e sem precisar de emissoras de tevê.

A Reuters acaba de lançar um serviço de vídeo cujo slogan diz tudo: “O canal de notícias para quem não vê mais televisão”.

Bem-vindo ao Novo Mundo.

Nele, os protagonistas serão empresas como Netflix, e não Globo ou qualquer outra emissora.

Como esquecer um depoimento recente de Silvio Santos, ao vivo, no qual ele disse não ver televisão? SS afirmou que gasta seu tempo com a Netflix, e recomendou aos espectadores que fizessem o mesmo.

Quanto tempo até os anunciantes fazerem, no Brasil, o mesmo percurso dos consumidores e irem para a internet?

No Reino Unido, a internet em 2015 responderá por metade do bolo publicitário. No Brasil, o pedaço digital está ainda na casa dos 15%.

Todas as audiências da Globo, do jornalismo às novelas, despencam sob o impacto da internet.

O Jornal Nacional se esforça para não cair abaixo dos 20 pontos, e novelas em horário nobre, como Babilônia, descem a abismos jamais vistos na história da emissora.

O público se retirou, e quando os anunciantes fizerem o mesmo, o que afinal é inevitável, a Globo estará em apuros sérios, como é o caso, hoje, da Abril.

Na internet, a Globo jamais conseguirá reproduzir a dominância que tem na tevê – e muito menos os padrões multimilionários de receitas publicitárias.

Tudo isso pesou na avaliação da S&P.

A Globo tenderá a justificar seu rebaixamento colocando a culpa em Dilma, mas o problema está nela mesma.

Sobra a piada que a Globo usou contra Dilma.

“Dilma é culpada até pelo rebaixamento da Globo.”
Por Paulo Nogueira Batista

O que está por trás do ataque de Míriam Leitão à ‘direita hidrófoba’ que emburrece o país

Ela defendeu corajosamente JB, aspas

Faltou citar Jabor
Por Paulo Nogueira ¹

Tinha já prometido a mim mesmo não falar mais num determinado blogueiro de extrema direita que, em poucos dias, foi transformado num minizoo por três mulheres.

Uma o chamou de rottweiller, por latir, outra de pato, por fazer várias coisas e todas mal, e a terceira de burro, por razões fáceis de entender.

Mas a repercussão alcançada sobretudo pela última delas – a que chamou o blogueiro de burro, Míriam Leitão — me obriga a voltar a ele. Porque se instalou uma perplexidade: o que está acontecendo na mídia corporativa e conservadora? Por que a dissonância recente depois de tanta concordância?

O marco zero, para mim, foi um artigo em que Noblat bateu forte em Joaquim Barbosa, tratado como semideus pela mídia. Aquilo não estava no roteiro, não em Noblat, não no Globo.

Notei. E especulei, na época, que poderia estar havendo um cansaço nos colunistas que, para encurtar, são pagos para defender os interesses e privilégios de seus patrões.

Mesmo os melhores salários são insuficientes quando você olha o espelho pela manhã e se diz: lá vou eu contribuir, como faço todos os dias, por um país tão iníquo quanto este.

E existe também a questão da posteridade. Carlos Lacerda fez o mesmo em seu tempo: hoje é amplamente desprezado pela história como um canalha que usou o jornalismo para defender os poderosos.

Ninguém quer ser tido pela posteridade como um canalha, um vendido, um homem vil como Carlos Lacerda.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Que os bilionários donos de empresas de mídia se batam fervorosamente pelas mamatas – benesses estatais — que os fizeram acumular fortunas fabulosas é compreensível. Mas que jornalistas assalariados os ajudem nisso, em detrimento da sociedade, dos pobres, dos favelados, isso é outra questão.

Chega uma momento em que você explode.

É dentro desse contexto que entendo Suzana Singer qualificar certo novo colunista como ‘rottweiler’. Ela não aguentou. Jorrou dela, no instinto e não na razão, a coluna revoltada não contra o colunista, mas contra o jornal que o convidou.

Tenho para mim que este tipo de coisa vai acontecer cada vez mais: revoltas nas redações explosivas, súbitas contra empresas jornalísticas que, como a Folha de Singer, radicalizaram sua luta por privilégios e contra um Brasil socialmente justo.

Também Míriam Leitão escreveu com o instinto, mas com seus cuidados habituais de boa funcionária da Globo. Falou na “direita hidrófoba” representada por certo colunista, mas não citou expoentes desse grupo dentro da Globo, como Jabor. Falou em Rodrigo Constantino, mas para este ninguém liga, dada sua irrelevância.

É divertido ler, em retrospectiva, um catatau em que o alvo de Míriam Leitão a atacava. Nele, era cobrado dela que se desculpasse ao senador Demóstenes Torres, que ela chamara de ‘famoso sem noção’. Ela é tratada como vigarista, mentirosa, falaciosa,  e recebe patéticas lições de economia sobre a questão cambial — tudo isso na defesa de Demóstenes.

Veja aqui quem quiser.

Há, também, uma outra lógica no ataque aos hidrófobos. Eles atrapalham a causa pela qual atabalhoadamente se batem. Não conquistam adeptos, mas afastam as pessoas que não são fundamentalistas como eles mesmos.

O certo polemista tratado como burro, pato e rottweiler: que eleição ele ganhou desde que apareceu, já na meia idade, para o jornalismo hidrófobo graças à radicalização da Veja?

Me parece que Míriam Leitão está sugerindo ao PSDB que se afaste dos hidrófobos de direita. Serra, por exemplo, é amplamente associado ao blogueiro-zoológico, e tão rejeitado na política como ele é entre os jornalistas de verdade.

Nisso, e pelo menos nisso, Míriam Leitão está certa: ou o PSDB se afasta dos hidrófobos, e sai da direita vociferante rumo ao centro em que surgiu, ou os hidrófobos acabam com o PSDB.

¹ O jornalista Paulo Nogueira, baseado em Londres, é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

Tópicos do dia – 04/03/2012

09:25:54
Projeto da tolerância zero de álcool será debatido no dia 20 de março
O debate em torno de penas mais duras para motoristas que dirigirem sob o efeito de álcool ou outras drogas será levado, no dia 20 de março, ao Comitê Nacional de Mobilização pela Saúde, Segurança e Paz no Trânsito. O comitê, formado por representantes da sociedade e do Poder Público, deverá se manifestar principalmente sobre o Projeto de Lei que criminaliza o ato de dirigir sob o efeito de qualquer concentração de álcool no sangue. O assunto será discutido na reunião a pedido do relator do projeto na Comissão de Viação e Transportes, deputado Edinho Araújo (PMDB-SP). O resultado da discussão, que terá também a participação de juristas e de técnicos em segurança de trânsito, deverá ajudar o relator na elaboração do texto final da proposta.

16:12:57
Assisti a reprise agora, e continuo incrédulo.
Miriam Leitão apresentando documentário contra, eu disse contra, regime militar. Falta só o Casoy e Alexandre Garcia se declararem petista desde criancinha. Ah o poder!


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Tópicos do dia – 27/11/2011

07:47:44
Mais verba do FGTS vai ajudar empreiteira amiga

A presidenta Dilma continua jurando que detesta a figura do empreiteiro Marcelo Odebrecht, mas seu governo gosta tanto que pode dar para a empresa mais dinheiro do fundo de investimentos do FGTS (mas sem autorização dos trabalhadores, de cujos salários saiu a grana). Colocou R$ 450 milhões numa das empresas do próprio grupo, a Embraport, e adquiriu 26,5% de uma terceira, a Foz, e 30% da Odebrecht Transports.

E vem mais
Agora, o governo autorizou o aumento do uso do FGTS para obras da Copa. Certamente já com destino certo para empreiteiros.

Cadê o juiz?
A Odebrecht constrói ou reforma quatro arenas para a Copa. Lançou site para acompanhamento das obras. Mas para seguir a verba…

Concretando a conta
Só no combalido Maracanã, no Rio, a empreiteira conquistou a conta de duas das três reformas bilionárias realizadas em apenas dez anos.

Terceiro tempo
Para um governo que jurava não colocar dinheiro público nos estádios, é curioso vê-lo abrir o cofre para as empreiteiras em ano pré-eleitoral.
coluna Cláudio Humberto

07:51:16
Pedófilos: cadastro do mal
Ex-delegado da PF, o deputado federal Fernando Francischini (PSDB-PR) apresentará projeto de lei que cria o cadastro nacional de pedófilos. Acha fundamental para a polícia com o avanço do crime na internet

09:57:55
Internet e ditaduras
A Internet demonstra agora, mais que nunca, o potencial como arma para mobilizar a opinião pública, atropelando com tecnologia avassaladora a vontade imperial e a violência praticada pelos Estados totalitários.
Apesar das ameaças a internet revela os pés de barro das ditaduras.
Quanto maior for a universalização do acesso, mais a verdade deverá se sobrepor à fúria censória e contumaz dos Estado totalitários e seus criminosos ditadores.

10:11:08
Brasil: Oásis no deserto
Crise mundial traz grandes fabricantes para o Brasil.
As grandes potências estão em crise e a salvação está nos países emergentes – os Brics (Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul). Destes, o mais promissor para os fabricantes de motocicletas é o Brasil. E não só para os modelos pequenos, como também para os de média e alta cilindrada. Clima, geografia e políticas de produção e importação favorecem o país.
A análise acima não é de um economista, mas de Massimo Bordi, vice-presidente da fábrica de motos esportivas MV Augusta. Engenheiro, Bordi tem na bagagem 15 anos à frente da também italiana Ducati e um enorme conhecimento de tudo o que se refere às máquinas de duas rodas.

– Se as coisas continuarem assim, o Brasil será nosso principal mercado em cinco anos – afirmou em entrevista exclusiva ao Extra, em Milão.
Jornal Extra 

10:39:02
“Pras e pros Mirians Leitão e Sardenbergs” da vida que acusavam o BNDES de ‘gestão temerária’:
Lucro do BNDES cresce 29,5% em nove meses.
Apesar de prever empréstimos menores neste ano, o BNDES ampliou seu lucro em 29,5% de janeiro a setembro. O banco foi beneficiado pelo ganho gerado na participação acionária em empresas e pela redução da inadimplência.
Em nove meses, o resultado somou R$ 7,9 bilhões – R$1,8 bilhão mais do que no mesmo período de 2010 (R$ 6,1 bilhão).

16:51:21
Brasil: da série “só doi quando eu rio”!
Depois do “a nível de”, do gerundismo do “estarei enviando”, agora é a praga do ecológicamente correto.
Informa o Ancelmo Gois:
“Acredite. Semana passada, um fiscal do Ibama parou um cacique e perguntou se ele tinha… licença para usar as penas de seu cocar.
O índio, claro, disse que não e… teve o cocar apreendido e ainda levou uma multa! A história, verdadeira, chegou a Dilma, que ficou uma fera, e mandou lembrar ao fiscal que índio usa cocar desde sempre.”


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Tópicos do dia – 06/11/2011

08:42:45
Êpa! Panella no fogo no Ministério do Trabalho.

Mais apropriado impossível. Sai a frigideira e entra a Panella.
Pois não é qie tem um sugestivo nome de Panella o acessor de Carlos Lupi,  Ministro do Trabalho – trabalho? há.há,há – enrolado em mais um “affair” envolvendo governo e ONGs.
Para ficar mais explícito o surrealismo do “imbroglio”, o nome da ONG é ÊPA!!!
Essas, apesar de não governamentais, estão mais governamentais que nunca.
Mais trabalho, com trocadilhos por favor, para a vassoura de D.Dilma.

09:02:33
Mirian Leitão terá domingo indigesto:
1. Dilma receberá 2ªfeira agora, da ONU, o título de Campeã Mundial na Luta contra a Fome!
2. Petrobras começa a ocupar espaços no exterior!
3. Multinacionais são atraídas por megaprojetos no Brasil.
4.  Bird reconhece que são impressionantes as conquistas de nosso país na redução da pobreza!
Ps. Notícias estão na Folha de S.Paulo, O Globo, Jornal Valor Econômico e O Estado de S.Paulo

11:38:43
Deputados Federais e a estafa.
Assim não é  não é possível!
Com uma pauta, eu disse pauta, dessas suas (deles) ex-celências perigam sofrer de altas estafas.
Sessões solenes para o mês de dezembro na Câmara Federal:
1. homenagem ao centenário do criador do Krav Magá
2. homenagem ao curso de Direito da Unip-Tatuapé (SP)
3. homenagem a José Graziano, da FAO
4. homenagem aos 51 anos do Sindicato dos Metalúrgicos de Canoas (RS)

11:48:27
Até na Suíça?
Do jornal “Le Matin” da Suíça:
“…desde o início do ano, 9,25 milhões de francos suíços já foram roubados em caixas eletrônicos no país.”
Na Suíça? Lá também? Jura por todos os juros?
Tradução livre.


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Eleições 2010: José Serra e o Banco Central

Na semana passada o tucano José Serra já havia respondido de forma atravessada à uma pergunta feita sobre o mensalão do Dem. Serra nitidamente não gostou da pergunta e teve uma atitude destemperada com o repórter que fez o questionamento.

Agora foi a vez do intempestivo candidato do PSDB ser agressivo com a jornalista Míriam Leitão, que não pode ser caracterizada como uma não simpatizante do poleiro tucano.

Serra, sem paz e sem amor, foi impressionantemente agressivo com a jornalista.

O editor


O que Serra pensa do Banco Central

O pré-candidato a presidente pelo PSDB, José Serra, disse que o Banco Central “não é a Santa Sé”, ou seja, está sujeito a cometer erros. Deu a entender que vai sempre expressar sua opinião a respeito do que considerar erros na condução da política monetária do BC.

Indagado em entrevista à rádio CBN se no caso de ser eleito seria também uma espécie de presidente do Banco Central, reagiu afirmando que “isso é brincadeira”.

Mas o tucano declarou de forma clara ter considerado um equívoco a forma como o BC conduziu a política monetária ao longo da crise financeira de 2008/09 –demorando mais do que os outros países para reduzir a taxa de juros no país.

Para ele, “simplesmente foi um erro” não ter baixado mais e mais rapidamente os juros durante aquele período, pois o Brasil não enfrentava nenhuma pressão inflacionária.

“Se alguém se assusta porque eu acho que a taxa de juros deve cair quando a inflação está caindo, quando tem quase deflação, é porque tem uma posição muito surpreendente do ponto de vista dos interesses do Brasil. Por outro lado, a mesa da economia brasileira eu ajudei a reerguer (…) Todo mundo sabe que eu não vou virar a mesa coisa nenhuma”, disse Serra.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

O tucano foi então confrontado com uma situação hipotética pela colunista de economia Míriam Leitão. O que faria, se fosse presidente e percebesse que o Banco Central está errando a mão? Serra demonstrou uma certa irritação ao responder:

“Espera um pouquinho. O Banco Central não é a Santa Sé. Você acha isso, sinceramente, que o Banco Central nunca erra?  Tenha paciência.

Agora, quem acha que o Banco Central erra é contra dar condições de autonomia e trabalho ao Banco Central? Claro que não. Agora, de repente, monta-se um grupo que é acima do bem e do mal, que é o dono da verdade e que qualquer criticazinha já vem algum jornalista, já vem o outro e ficam nervozinhos por causa disso. Não é assim. Eu conheço economia, sou responsável, fundamento todas as coisas que penso a esse respeito. E, a esse propósito, você e o pessoal do sistema financeiro podem ficar absolutamente tranquilos que não vai ter nenhuma virada de mesa”.

A jornalista insistiu para saber como Serra reagiria se for eleito presidente e perceber algum erro do BC. E o tucano:

“Imagina, Míriam, o que é isso? Mas que bobagem.

O que você está dizendo, você vai me perdoar, é uma grande bobagem. Você vê o Banco central errando e fala: ‘não, eu não posso falar porque são sacerdotes…’ Eles têm algum talento, alguma coisa divina, mesmo sem terem sido eleitos, alguma coisa divina, alguma coisa secreta tal que vc. não pode nem falar ‘ó, pessoal, vocês estão errados’. Ah, tenha paciência”.

Ainda nesse capítulo sobre política econômica, Serra foi perguntado se é a favor dar um mandato com tempo determinado ao presidente do Banco Central, como nos EUA. O tucano disse ser contra.

Do blog de Fernando Rodrigues

Eleições Americanas – Obama é o Lula dos gringos

Em seu comentário na CBN sobre a eleição americana, a jornalista Míriam Leitão, que também é colunista do O Globo e comentarista da TV Globo, traça um paralelo entre as eleições americanas e a brasileira que colocou um metalúrgico no Planalto.

Diz ela que, “se Barack Obama for eleito o primeiro presidente negro da história americana, produzirá transformações sociais muito além da fronteira. Toda criança negra, de qualquer país do mundo,toda criança de qualquer grupo discriminado, crescerá recebendo a mensagem de que barreiras podem ser superadas. Mesmo as que pareciam intransponíveis”.

Você pode gostar ou não gostar de Lula. Mas, a meu ver, foi o que ocorreu no Brasil com a eleição dele em 2002. A sua vitória marcou a possibilidade de um brasileiro de origem humilde, fora dos quadros, então, da elite econômica ou intelectual tradicional, ocupar a presidência da República. Viva a democracia !

Saiu no blog – Os vários erros do PSDB

Os emplumados tucanos, cujo dedo rígido foi sempre ágil em apontar para o quintal alheio, estão agora arguindo as mesmas desculpas que condenavam nos petralhas mensaleiros. Assim como o apedeuta do planaldo, o senador Azeredo tabém diz que não sabia de nada. Diz ainda que não houve mensalão e sim dinheiro para pagamento de despesas de campanha. Delúbio, gargalha às escâncaras. Sobre o tema, saiu no blog da Míriam Leitão:

“Eu estava numa cerimônia pública em Minas Gerais, quando o senador Eduardo Azeredo se aproximou:

-Miriam, você me criticou violentamente por aquelas denúncias ( do valerioduto mineiro), mas foi injusta. Eu não fiz nada, fiz apenas o que todos fazem – disse ele.

Esse é o ponto: ele acha que está tudo bem porque fez ” o que todos fazem”.

E assim reagiu o PSDB.

O caso quando foi denunciado pelo Globo em 2005 era uma grande oportunidade de o PSDB mostrar que pensa e age diferente. Mas o que os tucanos fizeram não deixam dúvidas.

1 – Ele era presidente do PSDB na época da denúncia de que teria usado o mesmo esquema – de foram embrionária – montado por Marcos Valério para pagar dívidas de campanha. Continuou presidente do PSDB. O partido nem pediu seu afastamento. Ele nunca foi punido. Ficou um pouco à deriva. Ou seja, o partido usou a moda tucana, finge que não está vendo a bomba no colo.

2 – O partido nunca apurou o que se passou, fingindo mais uma vez que não era com ele

3 – Recentemente no Senado o partido se mobilizou pelo arquivamento da denúncia com o mais torpe dos argumentos: o “acontecido” foi antes de ele ser senador. Isso, se for generalizado, legitima todo crime cometido por pessoas com mandato. Legitima, em ultima instância, a busca do mandato como proteção contra a Justiça.

4 – No episódio da renúncia do deputado Ronaldo Cunha Lima para fugir do julgamento do Supremo, o PSDB foi lamentável. Não apenas não condenou a manobra imoral do deputado para fugir do julgamento da Corte, como desrespeitou a inteligência do cidadão brasileiro. Os discursos de solidariedade a ele, inclusive do senador Arthur Virgilio, foram abusivos porque defendiam a tese de que ele tinha feito isso por “grandeza”, para enfrentar a Justiça que a pessoa comum enfrenta. Não há nada mais ofensivo do que duvidar da inteligência das pessoas.

5 – Na denúncia do Procurador da República feita ontem, a explicação dos líderes do partido, reunidos em convenção nacional, foi lastimável. O argumento tortuoso é de que os dois mensalões são diferentes, porque o do Lula foi usado para comprar deputados da base aliada, e o mensalão mineiro foi para pagar dívidas de campanha. Ora, ainda que o objetivo seja diferente, essa explicação de pagamento de divida de campanha sempre foi usada pelos próprios petistas, como Delúbio Soares.

Os tucanos perderam todos os trens que passaram nos últimos dois anos e que poderiam levá-los a um outro patamar na política brasileira. O caso Azeredo atinge diretamente o partido, tira dele a capacidade de se diferenciar, torna qualquer discurso anti-mensalão anêmico. O pior erro do PSDB foi a tibieza, a falta de fibra, a falta de reação ao caso Azeredo”.