Chefias do Dnit terão que ser ocupadas por servidores de carreira

Brasil: da série “me engana que eu gosto”!
Até parece que assim será!
O Editor


Determinação está em portaria do Ministério dos Transportes desta terça.
Órgão teve servidores demitidos em julho, após denúncias de irregularidades.

Portaria do Ministério dos Transportes, publicada nesta terça (6) no Diário Oficial da União, determina que apenas funcionários de carreira poderão ocupar cargos de chefia no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes.

Estão incluídos na nova regra os cargos de coordenadores gerais, superintendentes regionais e chefes dos serviços de Administração e Finanças e de Engenharia das superintendências regionais.

O objetivo da medida, de acordo com a pasta, é garantir a escolha de profissionais capacitados para postos de chefia e coordenação.

“A nova regra que tem como objetivo qualificar os quadros do DNIT, designando profissionais capacitados para o preenchimento de cargos comissionados, valoriza o desempenho dos servidores de carreira e pretende melhorar o desempenho da autarquia”, diz nota divulgada pelo ministério.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

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Em julho, cerca de 30 servidores do Dnit, Valec (estatal responsável por ferrovias) e do Ministério dos Transportes foram demitidos por suposto envolvimento em esquema de superfaturamento de obras e direcionamento de licitações, segundo denúncia publicada pela revista “Veja”.

As supostas irregularidades levaram à saída de Alfredo Nascimento do comando da pasta.

De acordo com a portaria, a Diretoria Colegiada do Dnit deverá elaborar em 45 dias proposta especificando os requisitos mínimos de capacitação e qualificação para a seleção dos servidores a cargos de alta hierarquia.

“Os cargos que estiverem ocupados por servidores sem vínculo com o órgão serão gradativamente preenchidos pelos servidores de carreira na medida em que ocorrer sua vacância”, explicou o Ministério dos Transportes em nota.

Ainda segundo a portaria publicada nesta terça, em até 90 dias, deverá ser concluído um Plano de Desenvolvimento Gerencial “para formação continuada de servidores” aptos a ocupar cargos comissionados.
Nathalia Passarinho/G1

Ministério dos Transportes e a ponte na China

Não há corrupção sem corruptor. Nem tão pouco sem a conivência e/ou omissão de Presidente, Ministro, DNIT, Empreiteiros, Políticos, etc.

Porque a Abin que não investiga esses caras antes de a posse ser feita?

E o Gabinete de Segurança Institucional que não alerta a presidente dos processos aos quais respondem essas pessoas? Serão as revistas semanais mais competentes pra revelarem o envolvimento dessas pessoas em todo tipo de desvios, nepotismos e corrupção?
O Editor 


Caso o ainda diretor Pagot e os representantes do Planalto se acertem nesse fim de semana e ele se mantenha discreto, sem fazer maiores revelações nos depoimentos à Câmara e ao Senado, mesmo assim as informações sobre o Ministério sempre acabarão vazando, como aconteceu semana passada com o impressionante vídeo da IstoÉ demonstrando que o ministro Alfredo Nascimento, há mais de 8 anos no cargo, não sabia nada sobre estradas e era feito de marionete pelo deputado Waldemar Costa Neto, que funcionava como se fosse o verdadeiro ministro e tinha até sala privativa no gabinete.

O pior são as comparações entre os custos da construção civil no Brasil do governo Lula Rousseff e nos outros países. Como se sabe, a China acaba de inaugurar a ponte da Baía de Jiaodhou, que liga o porto de Qingdao à ilha de Huangdao.

Tem 42 km de extensão, bem mais do que o dobro da Rio-Niterói, que tem 16 km.

Construída em apenas quatro anos, a gigantesca obra custou o equivalente a R$ 2,4 bilhões.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Na internet, circula um estudo comparativo realizado pelo matemático gaúcho Gilberto Flach, com base no projeto da nova ponte do Rio Guaíba, em Ponte Alegre, recentemente aprovado pelo Dnit de Pagot.

Com 2,9 quilômetros de extensão, a obra brasileira vai custar R$ 1,16 bilhão e também deverá ficar pronta em quatro anos. Espantado, o matemático começou a fazer as contas, que foram publicadas pelo jornal Zero Hora, o mais importante do Rio Grande do Sul.

Os números indicam que, se o Guaíba ficasse na China, a obra seria concluída apenas em 102 dias, ao preço de R$ 170 milhões, vejam só que absurdo.

E se a Baía de Jiadhou ficasse no Brasil, a ponte chinesa não teria prazo para terminar e seria calculada em trilhões.

Além disso, se a construção da ponte sobre o Rio Guaíba fosse na China, como a corrupção seria logo descoberta, tal a disparidade dos números, os criminosos teriam execução rápida e suas famílias ainda seriam obrigadas a pagar pela munição gasta no fuzilamento.

Carlos Newton/Tribuna da Imprensa

Senado pagava auxílio-moradia a ministros

Brasil: da série “o tamanho do buraco”!

Suas (deles) ex-celências continuam com a bocarra escancarada devorando o seu, o meu, o nosso sofrido dinheirinho.

A três “impolutas” figuras, a exemplo do capitão mor do Maranhão, também metem a mão no bolso do contribuinte e recebem, ilegalmente, o indecente auxílio moradia. Um deles, sintomaticamente nominado de Lobão, verdadeiro lobo mau do nepotismo, é afilhado político de quem? Hein? Isso mesmo! Do Sarney!

Argh!

Alfredo Nascimento, Hélio Costa e Edison Lobão receberam ao todo R$ 345.800 mesmo tendo assumido cargos no Executivo

Ministros avisam que não sabiam que pagamento era ilegal e que vão devolver o dinheiro se houver decisão do Senado nesse sentido

A tentativa de regularizar o pagamento de auxílio-moradia no Senado colocou em situação ilegal três ministros: mesmo depois de terem trocado o Senado pela Esplanada, Alfredo Nascimento (Transportes), Hélio Costa (Comunicações) e Edison Lobão (Minas e Energia) continuaram recebendo o benefício, o que é proibido.

Até este mês, os três ministros receberam um total de R$ 345.800. A direção do Senado mandou suspender os pagamentos a partir deste mês e estuda pedir o dinheiro de volta.

Desde 2005 como ministro, Hélio Costa recebeu irregularmente R$ 178.600 de auxílio-moradia; Alfredo Nascimento, R$ 110.200, e Lobão, R$ 57.000. Lobão pediu a suspensão do pagamento em abril deste ano, segundo sua assessoria, após ter dúvidas sobre se poderia ou não receber o benefício.

Os três ministros informaram que não sabiam da ilegalidade nos pagamentos e avisam que devolverão o dinheiro se houver uma decisão do Senado neste sentido.

O ato que regulamenta o auxílio-moradia foi revalidado na semana passada, após a Folha revelar que o mesmo havia sido revogado em dezembro de 2002. Para evitar que todos os senadores tivessem que devolver o dinheiro recebido no período sem regra, o Senado revalidou o ato com efeito retroativo a 5 de dezembro de 2002.

Folha de São PauloDe Andreza Matais e Adriano Ceolin: