Lula e a política externa brasileira

A oposição e boa parte da imprensa parece não compreender que a política externa de um país é uma política de Estado, e não ações exibicionistas de um chefe de Estado. O Brasil, com seu multiculturalismo, pode não ser uma grande potência, mas pode ter alguma influência na tentativa de se encontrar uma saída para o conflito que envolve judeus e palestinos. Talvez, por se relacionar com os dois lados e por ser equidistante, geográfica  e politicamente, possa o Brasil ter alguma voz no debate onde fracassaram os Estados Unidos e a União Europeia.

O Editor


Visita e Muros

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]As visitas do presidente Lula a Israel e ao território que um dia será a Palestina foram encontros que afirmaram a justeza da política externa do governo brasileiro. Crítico que sou de seu governo, não misturo no mesmo saco acertos e erros. Seria estúpido e injusto.

A posição de Lula é clara; apóia a paz na região baseada na justiça. A atitude de Avigdor Lieberman, ministro de relações exteriores de Israel, ao não comparecer às cerimônias protocolares da visita de Lula àquele estado, demonstra a intolerância e prepotência de setores majoritários do estado sionista.

Fundado em 1948 para ser um símbolo da eternidade dos judeus em sua identidade e territorialidade, hoje é o único estado do mundo que não tem fronteiras delimitadas. É adepto da “lesbenraum” do fascismo hitlerista. Seu território cresce cada vez mais com a cumplicidade da comunidade europeia e dos EUA.

Os palestinos hoje são os judeus perseguidos até 1945, fim da segunda guerra mundial. O fenômeno é exoticamente perverso. Povo perseguido milenarmente, o estado hebreu hoje inverteu os papéis e passou a ser um estado perseguidor. Massacram palestinos, tiram-lhes até o direito à água, ao emprego e a vida. Constroem muros para garantir assentamentos de judeus em terras desde os tempos bíblicos palestinas. Não querem um estado palestino integro no seu sentido político e geográfico, sim batustões separados por cercas e muros.

Muros existem para cair. Assim, foi com os muros de Auschiwitz, Dachau, Treblinka e outros territórios de terror que os nazistas, construíram para exterminar o povo judeu. Não conseguiram. Assim também foi o muro de Berlim. Portanto, o sionismo também não conseguirá exterminar os palestinos e sua futura pátria.

Lula e seu governo entendem, como a maioria do povo brasileiro, ser necessária uma pátria palestina. Se é justo ou não conversar com Ahmadinejad, presidente do Irã, é outro assunto. É um dos pretextos que Israel atualmente usa para não ceder um milímetro em seu expansionismo nazifascista. Se Israel já tivesse aceitado uma pátria palestina, existiria o perigo nuclear iraniano tão alardeado por Israel e seus aliados ocidentais?

Desta forma, Lula segue viagem pelo Oriente Médio, estando hoje com autoridades palestinas. Não parece que tais visitas alterarão o miserável quadro da política naquela conturbada região. Contudo, é um “beau geste” do presidente ex-operário colocar o Brasil naquele tabuleiro, até para dizer que existimos e quem somos.

Edson Khair/Tribuna da Imprensa

Brasil já tem tecnologia para desenvolver bomba atômica

Tupiniquins pegai vossas bordunas que a coisa tá prometendo.

Não sei como é que fica essa estória aí, uma vez que o  Brasil assinou um acordo de não proliferação de armas nucleares. Nunca antes na história “destepaiz” houve algum início de que vai rompê-lo.

Pode ser que isso, a notícia abaixo, seja somente mais uma jogada de marketing político pra “cutucar” o doidivanas do Caribe. O Chávez, que anda perambulando lá pras bandas do Irã, gêmeos nos desvairados?, anda espalhando que a Venezuela tem tecnologia pra desenvolver artefatos nucleares. Dizem os gaiatos de plantão que tal artefato venezuelano é um prato de feijão com ovos e repolho. Outros, que para destruir qualquer país é só exportar os políticos brasileiro. Isso sim é que é uma bomba de alto poder destrutivo.

Já Zé Bêdêu, o derradeiro abestado crédulo da Praça do Ferreira, em Fortaleza, com a candura de um buldog, sugere que o teste da bomba seja feito em Brasilia. Preferencialmente sobre o congresso em dia de sessão.

“Ô raça”!

PS. Se o documento é sigiloso como é que foi parar na boca do povo?

O editor

Uma revolucionária tese de doutorado produzida no Instituto Militar de Engenharia (IME) do Exército – Simulação numérica de detonações termonucleares em meios Híbridos de fissão-fusão implodidos pela radiação – pelo físico Dalton Ellery Girão Barroso, confirma que o Brasil já tem conhecimento e tecnologia para, se quiser, desenvolver a bomba atômica. “Não precisa fazer a bomba. Basta mostrar que sabe”, disse o físico.

Mantida atualmente sob sigilo no IME, a pesquisa foi publicada num livro e sua divulgação provocou um estrondoso choque entre o governo brasileiro e a Agência Internacional de Energia Atômica (AEIA), responsável pela fiscalização de artefatos nucleares no mundo inteiro.

O pesquisador desenvolveu cálculos e equações que permitiram interpretar os modelos físicos e matemáticos de uma ogiva nuclear americana, a W-87, cujas informações eram cobertas de sigilo, mas vazaram acidentalmente.

Barroso publicou o grosso dos resultados da tese no livro A Física dos explosivos nucleares (Editora Livraria da Física, 439 páginas), despertando a reação da AIEA e, como subproduto, um conflito de posições entre os ministros Nelson Jobim, da Defesa, e Celso Amorim, das Relações Exteriores.

A crise vinha sendo mantida em segredo pelo governo e pela diplomacia brasileira.

A AIEA chegou a levantar a hipótese de que os dados revelados no livro eram secretos e só poderiam ter sido desenvolvidos em experimentos de laboratório, deixando transparecer outra suspeita que, se fosse verdade, seria mais inquietante: o Brasil estaria avançando suas pesquisas em direção à bomba atômica.

A AIEA também usou como pretexto um velho argumento das superpotências: a divulgação de equações e fórmulas secretas, restritas aos países que desenvolvem artefatos para aumentar os arsenais nucleares, poderia servir ao terrorismo internacional.

Os argumentos e a intromissão da AIEA nas atividades acadêmicas de uma entidade subordinada ao Exército geraram forte insatisfação da área militar e o assunto acabou sendo levado ao ministro da Defesa, Nelson Jobim.

No final de abril, depois de fazer uma palestra sobre estratégia de defesa no Instituto Rio Branco, no Rio, Jobim ouviu as ponderações do ministro Santiago Irazabal Mourão, chefe da Divisão de Desarmamento e Tecnologias Sensíveis do MRE, numa conversa assistida pelos embaixadores Roberto Jaguaribe e Marcos Vinicius Pinta Gama. A crise estava em ebulição.

Jobim deixou o local com o texto de um documento sigiloso entitulado Programa Nuclear Brasileiro – Caso Dalton, entregue pelo próprio Mourão. Mandou seus assessores militares apurarem e, no final, rechaçou as suspeitas levantadas, vetou o acesso da AIEA à pesquisa e saiu em defesa do pesquisador.

Num documento com o carimbo de secreto, chamado de Aviso 325, ao qual o Jornal do Brasil teve acesso, encaminhado a Celso Amorim no final de maio, Jobim dispara contra a entidade.

“A simples possibilidade de publicação da obra no Brasil e sua livre circulação são evidência eloquente da inexistência de programa nuclear não autorizado no País, o que, se fosse verdade, implicaria em medidas incontornáveis de segurança e sigilo”, criticou o ministro no documento.

De Vasconcelo Quadros – Portal Terra

Direitos Humanos. Governo cria anteprojeto para a área de direitos humanos

Impressiona o nível de desinformação que a maior parte da população tem sobre a importância da legislação de Direitos Humanos. Cada vez que acontece um homicídio ou quando a justiça, sob a observância estrita da lei liberta um suspeito, a população aponta o dedo às organizações de direitos humanos, acusando-as de somente se importarem com os criminosos.

É necessidade pedagógica, urgentíssima, que a OAB desenvolva campanha sobre estas questões relativas aos direitos humanos.

Da coluna Claudio Humberto

A Comissão de Direitos Humanos da Câmara debateu, em audiência pública, as prioridades do Ministério das Relações Exteriores com relação à Organização das Nações Unidas, à Organização dos Estados Americanos (OEA) e ao Mercosul.

Durante a reunião, a coordenadora da Assessoria Internacional da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Cristina Cambiaghi, informou que o governo está elaborando um anteprojeto de lei, a ser concluído em junho, que pretende regulamentar a aplicação no País de recomendações de organismos internacionais sobre direitos humanos.