Nasa lança site que permite navegar robô Curiosity em mapa 3D de Marte

Pouso do robô em Marte completa três anos nesta quinta-feira (6). 
Mapa interativo de Planeta Vermelho também é lançado.

O pouso do robô Curiosity em Marte completa três anos nesta quinta-feira (6) e, para comemorar, a Nasa lança duas ferramentas online que permitem a qualquer um explorar o Planeta Vermelho.

Uma delas, a Experience Curiosity, tem uma interface 3D com “cara” de game que permite ao usuário guiar o robô por um modelo realista do planeta.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

O programa simula o terreno de Marte com base nos dados atuais do Curitosity e do satélite Mars Reconnaissance Orbiter (MRO). Nele é possível explorar ferramentas do Curiosity e ver Marte através de suas câmeras.

O robô Curiosity pousou em Marte no dia 6 de agosto de 2012, após uma viagem de 567 milhões de quilômetros e quase nove meses. A exploração do robô em Marte constatou, entre outras coisas, emissões de metano, nitrogênio fixado em sedimentos e evidências de água líquida. Os cientistas buscam saber se o planeta reunião condições favoráveis para a possibilidade de vida no planeta no passado.

Mapa interativo

Outra ferramenta lançada nesta quinta é o Mars Trek, um mapa interativo de alta definição que oferece detalhes do Planeta Vermelho usando dados de 50 anos de exploração da agência espacial americana.

Mapa interativo Mars Trek mostra detalhes da superfície de Marte (Foto: Reprodução/ Mars Trek)Mapa interativo Mars Trek mostra detalhes da superfície de Marte
(Foto: Reprodução/ Mars Trek)

O aplicativo tem ferramentas para medir as características da superfície do planeta e permite imprimir o mapa em impressoras 3D para um modelo físico do planeta. Astrônomos, amantes da ciência e estudantes podem tirar proveito da ferramenta, sugere a Nasa.

De fato, uma equipe de cientistas da agência já está usando o aplicativo para ajudar na seleção de possíveis locais de pouso para o próximo robô da Nasa, que deve ser lançado em 2020. O site também será usado como parte do processo seletivo de candidatos à primeira missão de exploração humana, prevista para 2030.
G1

Como a Índia chegou a Marte gastando menos que um filme de Hollywood

O programa espacial da Índia conseguiu, na primeira tentativa, o que outros países tentam há anos: enviar uma missão operacional para Marte. A missão da Índia a Marte foi uma das iniciativas interplanetárias mais baratas já realizadas

Credito: AP

O satélite Mangalyaan foi confirmado na órbita do planeta vermelho na terça-feira. Um feito considerável.

A missão foi orçada em 4,5 bilhões de rúpias (cerca de US$ 74 milhões, ou R$ 178 milhões), o que, para os padrões ocidentais, é incrivelmente barato.

A sonda americana Maven, que chegou a Marte na segunda-feira, está custando quase dez vezes mais.

Em junho, o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, brincou que a ‘aventura na vida real’ da Índia custava menos do que o filme de ficção de Hollywood Gravidade, orçado em US$ 100 milhões.

Mesmo os filmes de ficção científica de Bollywood, como Ra.One, custam menos que o que foi gasto para levar Mangalyaan a Marte.

Como a Índia fez isso?

Gerenciando custos

Com certeza, os custos com pessoal são menores na populosa nação de 1,4 bilhão de pessoas, e os cientistas e engenheiros que trabalham em qualquer missão espacial são sempre a maior fatia do preço da passagem espacial.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Componentes e tecnologias domésticas também foram priorizadas em detrimento das caras importações estrangeiras.

Mas, além disso, a Índia teve o cuidado de fazer as coisas de forma simples.

“Eles mantiveram o satélite pequeno. A carga pesa só cerca de 15 kg”, diz o professor Andrew Coates, da Grã-Bretanha, que será investigador-chefe da missão da Europa a Marte em 2018.

“É claro que essa complexidade reduzida sugere que a missão não será tão cientificamente avançada, mas a Índia foi inteligente ao priorizar algumas áreas que irão complementar o que os outros estão fazendo.”

Missão

O Mangalyaan está equipado com um instrumento que vai tentar medir o metano na atmosfera. Este é um dos tópicos mais quentes na pesquisa em Marte no momento, após observações preliminares sobre o gás.

A atmosfera da Terra contém bilhões de toneladas de metano, a grande maioria proveniente de micróbios, como os encontrados no trato digestivo dos animais.

A suspeita dos cientistas é que alguns organismos produtores de metano, ou metanogênicos, possam existir em Marte se viverem no subterrâneo, longe das duras condições da superfície do planeta.

Imagem enviada pela sonda indiana e publicada no Twitter

Os cientistas ocidentais também estão animados de ter a sonda indiana na estação. Suas medições de outros componentes atmosféricos complementarão as medições da Maven e as observações feitas pela europeia Mars Express.

“Isso significa que estaremos recebendo as medições de três pontos, o que é muito importante”, diz o professor Coates.

Isto irá permitir que os pesquisadores entendam melhor como o planeta perdeu o grosso de sua atmosfera bilhões de anos atrás, determinar que tipo de clima o planeta pode ter tido, e se era ou não propício à vida.

Gerador de riqueza

Mas há muitas críticas a respeito do programa espacial da Índia.

Uma delas parte do princípio de que a atividade espacial é um brinquedo melhor deixado para os países ricos e industrializados, sem valor para as nações em desenvolvimento.

Para os que defendem este argumento, seria melhor aplicar o dinheiro do contribuinte indiano em saúde e saneamento básico.

Mas o que essa posição muitas vezes ignora é que o investimento em ciência e tecnologia também constrói aptidão e capacidade, desenvolvendo o tipo de mão-de-obra que beneficia a economia e a sociedade de forma mais ampla.

A atividade espacial é geradora de riqueza. Algumas das coisas feitas no espaço fazem circular dinheiro aqui embaixo. As nações industrializadas sabem disso e essa é uma das razões pelas quais eles investem pesadamente na atividade espacial.

O Reino Unido, por exemplo, aumentou drasticamente seus gastos com espaço nos últimos anos. O governo até identificou a área de satélites como sendo uma das “oito grandes” tecnologias que podem ajudar a reequilibrar a economia do país.

Credito: Reuters
Investimento em ciência em tecnologia pode beneficiar todo o país

A Índia quer embarcar nesta tendência. Com o Mangalyaan e os outros programas de satélites e foguetes, o país está se posicionando fortemente em mercados internacionais de produtos e serviços espaciais.

Índia, Marte e a miséria

Por que não professo o otimismo, principalmente quando o ator é o Estado.

A Índia com todos os problemas de miséria e indigências resolvidos, aplicou o dinheiro que deve estar sobrando, e lançou uma nave espacial para fazer pesquisas em Marte.
O que diria Sidarta?


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Sonda marciana faz foto da própria sombra

Jipe-robô Opportunity estuda a cratera Endeavour.
Sonda está há oito anos no planeta vermelho
Ele ainda não tem Instagram, mas o jipe-robô marciano Opportunity já sabe os macetes para ter uma foto de sucesso.

Na borda da cratera Endeavour, a sonda tirou uma foto da própria sombra.

Para deixar o efeito mais bonito, alterou as cores da imagem com a ajuda de filtros. A fotografia foi divulgada pela agência espacial americana (Nasa).

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O Opportunity chegou a Marte em janeiro de 2004.

Sua missão ia até abril, mas ele continuou trabalhando e não parou até agora.

Já são oito anos no planeta vermelho – sete anos e nove meses a mais do que o previsto. Seu jipe irmão, o Spirit, parou de funcionar em 2010.
G1


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Design – Tecnologia – Veículo Espacial

Para a prevista chegada do homem ao Planeta Marte em 20230, a LIQUIFER Systems Group projetou um veículo e uma habitação para os astronautas. O Human Mission To Mars (Missão Humana a Marte) e RAMA – Rover for Advanced Mission Aplications (Veículo para Aplicação de Missões Avançadas). O grupo LIQUIFER Systems, é líder em design de sistemas, e tem interesse em arquitetura espacial, robótica e vida futura. A designer Barbara Imhof, co-fundadora do grupo e arquiteta multipremiada, é o nome mais conhecido dessa empresa.

Barbara se graduou em Arquitetura na Universidade de Artes Aplicadas, em Viena. Possui mestrado da International Space University, em Estrasburgo, e PhD em arquitetura espacial pela Universidade de Tecnologia, em Viena. Barbara Imhof trabalhou em diversos projetos, inclusive como perita em arquitetura espacial, para clientes como a NASA e a Agência Espacial Europeia. A arquiteta dá aulas e publica regularmente nos campos de arquitetura terrestre e espacial.

No 3º capítulo do livro “Musing towards a new genre in [space] architecture“, Barbara diz em um trecho: “O espaço não é determinado por fatores convencionais, físico, estrutural e funcional; porque perdeu seu status material e não é mais possível predefinir seu propósito específico. O resultado é uma tendência a deslocar a atenção de estratégias de ordem do espaço para pontos conectantes e efeitos, ações e eventos.”

© LIQUIFER Systems Group, RAMA em Marte.

 

© LIQUIFER Systems Group, RAMA em Marte.

 

© LIQUIFER Systems Group, RAMA em Marte.

 

© LIQUIFER Systems Group, RAMA em Marte.

 

© LIQUIFER Systems Group, RAMA em Marte.

 

© LIQUIFER Systems Group, RAMA em Marte.

 

© LIQUIFER Systems Group, RAMA em Marte.

 

© LIQUIFER Systems Group, RAMA em Marte.

 

© LIQUIFER Systems Group, RAMA em Marte.

 

© LIQUIFER Systems Group, RAMA em Marte.

 

© LIQUIFER Systems Group, RAMA em Marte.

 

© LIQUIFER Systems Group, RAMA em Marte.

 

© LIQUIFER Systems Group, RAMA em Marte.

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