Marina Silva – O mutismo conveniente e omisso

Cadê a rainha das selvas, a candidata melancia – verde por fora vermelho por dentro?

[ad name=”Retangulo – Anuncios – Esquerda”]Os 20.000.000 de votos não são capazes de tira marina Silva de cima do muro?
Marina é muito mais PT do que a própria Dilma, que no Rio Grande do Sul era do PDT e apenas filiou-se ao PT quando foi convidada para ser ministra.

Marina é uma obscurantista secular que se acha uma divindade, uma enviada de Deus, acima do bem e do mal, superior aos reles mortais.
Agora, a verde fingi-se de morta enquanto o país pega fogo.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

Brasil: Eleições 2018

O pulverizado tabuleiro político da sucessão presidencial em 2018

Palácio do Planalto iluminado com as cores da bandeira brasileira por conta da Olimpíada do Rio, em abril.

Resultado das eleições municipais dá a largada para a corrida pelo Palácio do Planalto

Geraldo Alckmin, Aécio Neves, Ciro Gomes, Henrique Meirelles, José Serra, Marina Silva, Ronaldo Caiado, Flavio Dino, Jair Bolsonaro. As eleições municipais deste ano ampliaram as chances de alguns desses nomes pleitearem candidaturas presidenciais em 2018. A hecatombe política com o fracasso retumbante do PT no pleito municipal abriu uma avenida de possibilidades para outros nomes, seja à esquerda ou à direita.

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda vinha liderando as intenções de voto para o próximo pleito presidencial em pesquisas de diferentes institutos feitas nos últimos meses: Datafolha, Vox Populi, CNT/MDA. Mas, a rejeição à legenda nas urnas e o fato de Lula ter sido três vezes indiciado pela Lava Jato mostra que são poucas as chances de o ex-presidente sobreviver politicamente até 2018. O partido conquistou a prefeitura em 254 cidades neste ano, com derrotas simbólicas como no ABC paulista, berço do partido. Em 2012, obteve vitória em 638.

Por ora, o grande destaque que emerge após as eleições municipais é, sem sombra de dúvidas, o governador de São Paulo. O tucano Alckmin já tinha sido consagrado no primeiro turno com a eleição em primeiro turno de João Doria (PSDB) em São Paulo, seu afilhado político, o que o fez largar na frente com folga na corrida para 2018. Neste segundo turno, além de eleger aliados em cidades estratégicas do PT, como São Bernardo e Santo André, o PSDB de Alckmin chegou a 167 prefeituras do Estado.

A vitória de seus afilhados dá musculatura ao governador para lidar com a disputa pela candidatura presidencial dentro do seu próprio partido. O PSDB segue sob o comando do senador Aécio Neves, que perdeu por pouco a eleição de 2014 para Dilma Rousseff e vinha sustentando algum protagonismo na oposição até a chegada de Michel Temer (PMDB) ao Palácio do Planalto. A competição interna chegou a levar a boatos de que Alckmin poderia se lançar à presidência pelo PSB.

Mas, para sorte de Alckmin, Aécio amargou neste domingo a derrota de seu afilhado político João Leite, para o empresário Alexandre Kalil, em Belo Horizonte, base política do senador. Resta agora a disputa com outro tucano, José Serra, atual ministro das Relações Exteriores do Governo Temer, que também tem pretensões presidenciais.

Se o PSDB, o segundo partido que mais ampliou o número de prefeituras nesta eleição – 807 em todo país, 16% a mais do que em 2012 –, bate cabeça na hora de encaminhar a sucessão presidencial, a situação do PT é ainda mais complicada. Refém da figura do ex-presidente Lula, o partido deixa 2016 sem perspectivas para 2018. A grande baixa neste xadrez municipal foi Fernando Haddad, que não chegou nem para o segundo turno em São Paulo.

É nesse vácuo petista que entra o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT), que se apresenta como alternativa de esquerda e tem feito várias aparições públicas na tentativa de reunir partidos desse espectro político em torno de seu nome. A reeleição neste domingo do seu aliado em Fortaleza, Roberto Claudio, dá fôlego para novas investidas de Gomes, que já se declara pré-candidato à presidência. Ao todo, o PDT obteve 335 prefeituras no país.

Outra alternativa de esquerda que se apresenta é o governador do Maranhão, Flavio Dino (PCdoB), que tem se estabelecido como alternativa de poder à família Sarney em seu Estado e ajudou a triplicar o número de prefeituras comunistas por lá na última eleição. “Não teremos no Brasil uma ‘onda conservadora’ duradoura. Por várias razões. Uma delas que isso fortaleceria a desigualdade, já absurda”, tuitou ele nesta segunda, à luz dos resultados eleitorais que apequenaram a esquerda. Seu partido conquistou 81 prefeituras, 50% a mais que em 2012. “A esquerda deve olhar menos para trás e mais para frente. Novo programa sustentado por uma frente ampla”, defende o governador maranhense. Falta a Dino, entretanto, a amplitude nacional que Ciro Gomes conseguiu ao ter atuado como ministro nos Governos Itamar Franco e Lula e por já ter concorrido à Presidência duas vezes, em 1998 e 2002.

Quem também depende de uma maior exposição nacional, caso venha a pleitear a cadeira de presidente da República como se cogita, é o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, filiado ao PSD. Para se viabilizar, Meirelles dependeria ainda do sucesso do Governo Michel Temer na tentativa de retomar o crescimento da economia nacional, uma incógnita diante de uma política de austeridade que entra com a PEC 241. Do sucesso do Governo Temer também dependeria um eterno presidenciável: José Serra, que embarcou no Governo via Ministério das Relações Exteriores de olho em 2018. Apesar de ter perdido espaço no PSDB, poderia migrar de partido – o PMDB seria a legenda – para se lançar ao Palácio do Planalto. Além de Serra, o PMDB cogita outros nomes, inclusive o de Temer, ou ainda entrar em aliança com o PSDB. O partido que o governa o país atualmente elegeu 1.038 prefeitos, um pequeno crescimento em comparação com 2012 (1.021).

Os planos do Partido Republicano Brasileiro (PRB) para 2018 ainda são uma incógnita, mas não há dúvidas que a legenda passa a ambicionar um protagonismo nacional, depois de eleger Marcelo Crivella no Rio, e conquistar 105 prefeituras, 31% a mais do que em 2012. O candidato derrotado à prefeitura de São Paulo, Celso Russomano, já avisou que pretende encarar essa disputa dentro da legenda.

Na outra ponta do tabuleiro, entre aqueles que saíram menores do processo eleitoral, está a ex-senadora Marina Silva, idealizadora e grande nome da Rede Sustentabilidade, que ficou de fora das prefeituras e câmaras das maiores capitais do país em sua estreia nas urnas, com exceção de Macapá. Clécio Luis foi reeleito prefeito da capital do Amapá e firmou o nome do partido entre os grandes municípios. No balanço nacional, a Rede conquistou sete cidades, mas esperava-se um desempenho muito melhor pelo tamanho de Marina na última eleição presidencial, quando obteve 22 milhões de votos.

Outras legendas correm por fora, como o Democratas. Na esteira do impeachment de Dilma Rousseff, o DEM ressurgiu após as eleições municipais com a expressiva reeleição de ACM Neto na prefeitura de Salvador logo no primeiro turno. Conquistou, ainda, outras 265 prefeituras no país. Um dos nomes mais importantes do partido hoje, Neto defende que o partido discuta um projeto nacional a partir deste segundo turno e já sugeriu o nome do senador Ronaldo Caiado (GO) para concorrer ao Planalto. Candidato à Presidência em 1989, Caiado se destacou nos últimos anos como opositor ferrenho do Governo Dilma, o que lhe credenciou como alternativa para o eleitorado de direita.

Um nome de sucesso entre os eleitores direitistas é o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que foi o parlamentar mais votado do Rio de Janeiro em 2014 e tem sido recebido por apoiadores em diversos aeroportos do país. Uma candidatura Bolsonaro, porém, está muito longe de se provar competitiva, mas o entusiasmo de seus apoiadores deve contribuir para tumultuar, ao longo dos próximos dois anos, o já conturbado cenário político brasileiro que levará à eleição do próximo presidente da República.
Rodolfo Borges

PT e PSDB: o buraco onde nos enfiaram

Acabou o flá-flu, alerta Renato Janine Ribeiro

Em texto imperdível, ele alerta: “PT e PSDB, os dois melhores partidos que tínhamos, perderam o protagonismo. Autoritários e fisiológicos voltaram com tudo enquanto os irmãos inimigos se esgotaram de tanto brigar. Pior é que não perceberam ainda o tamanho do buraco”

Essa expressão virou lugar comum para indicar a briga, cada vez mais áspera, entre PT e PSDB. Marina Silva tentou, pelo lado do bem, pôr fim a ela, abrindo um diálogo que juntasse as pessoas – vou usar um termo meio antigo – “de boa vontade”.

Não deu certo. O flá-flu acabou mesmo pelo lado do mal, com o PT despencando e o PSDB rachado.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

O flá-flu começou após o impeachment de Fernando Collor, em 1992, quando nossos então dois melhores partidos, em vez de se aliarem, se tornaram os principais antagonistas na política brasileira.

Isso, contudo, não foi ruim. Com Fernando Henrique Cardoso chefiando centro-direita e direita, e Lula liderando centro-esquerda e esquerda, os nostálgicos do autoritarismo e os fisiológicos perderam o protagonismo. Reduziram-se a coadjuvantes. Na época, foi bom.

Mas tal configuração durou tempo demais. Os coadjuvantes ficaram no poder por mais tempo do que PT ou PSDB, pois apoiaram um e outro indistintamente. PT e PSDB saíam, o PMDB (e outros) ficavam. Até que o coadjuvante roubou a cena. Os autoritários e fisiológicos voltaram com tudo, enquanto os irmãos inimigos se esgotaram de tanto brigar.

Que projetos temos hoje em cena? Partidos rachados conseguem propor o futuro? É fácil enxergar o PT enfraquecido, mas o PSDB não vai muito melhor -tem cargos, mas não a narrativa.

A inclusão social, na qual os petistas foram tão bons, está recuando, antes mesmo de ser concluída. A retomada da economia, promessa tucana, é mero artigo de fé, de pouca credibilidade, já que o governo que assumiu o poder com essa bandeira só agravou o deficit e os gastos com a cúpula da função pública. O flá-flu acaba, sim, mas os dois lados saem derrotados.

Já a Rede, se tem uns bons candidatos a prefeito, também sente o silêncio de sua principal e inconteste líder, cujo único tema é sugerir novas eleições.

Sim, é certo que uma mudança de orientação, como a representada pelo atual governo – que aplica, aliado à antiga oposição, o programa que o eleitorado derrotou em 2014 – , precisaria ser legitimada nas urnas ou, pelo menos, por um referendo. Marina tem razão, como Tarso Genro e outros, em querer o recurso ao povo soberano. O vazio, todavia, é mais fundo.

Que horizontes temos hoje? Como proposta de país, um corte brutal nos investimentos públicos é muito pouco. A sociedade talvez até o aceitasse, caso vislumbrasse algum projeto. Mas tudo se esgotou.

Os tucanos só prometem a economia. Os petistas só pensam na inclusão social. Esta última é mais nobre, é a grande tarefa ética do Brasil, equivalente à abolição no século 19. Para incluir, entretanto, a economia tem que crescer, e isso o governo Dilma não conseguiu.

Já a coalizão que sustenta o atual governo não convence quanto aos meios (retomada do crescimento) nem propõe nenhum fim, meta ou valor ético para além dele.

Nosso valor ético deveria ser completar a inclusão social, pois só ela pode gerar a igualdade de oportunidades. Sem isso, nosso país continuará disputando as primeiras posições na indecência mundial.

Ninguém ganha com a destruição de PT e PSDB. Quando surgiram, foram dois prêmios para o Brasil, partidos bem melhores do que os que tínhamos. A polarização destrutiva entre eles, a recusa a dialogar nesses últimos dois anos, nos fizeram um mal danado.

O pior é que não perceberam, ainda, o tamanho do buraco. Petistas estão acabrunhados com a derrota. O problema dos tucanos é acreditar que venceram. Estão, apenas, no governo. Não se sabe para quê.

* Renato Janine Ribeiro é professor titular de Ética e Filosofia Política da Universidade de São Paulo (USP) e foi ministro da Educação em 2015 (governo Dilma Rousseff). Artigo publicado originalmente no jornal Folha de S. Paulo nesta quinta-feira (1set).

Dona Marina Silva e a política melância

“Nova política” da Rede Sustentabilidade tem alianças com DEM, PSDB e PMDB

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Criado sob o lema de uma “nova política”, a Rede Sustentabilidade fará alianças com partidos que vão da esquerda à direita nas eleições municipais de outubro.

Levantamento da Folha de S.Paulo deste domingo (14) mostra que DEM, PSDB, PMDB e Psol são algumas das siglas que terão apoio ou apoiarão candidatos próprios do partido de Marina Silva.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Em sua estreia em eleições, a Rede terá candidatos próprios em 11 capitais brasileiras. Em algumas das demais capitais, o partido de Marina fez alianças bem heterodoxas.

É o caso do prefeito de Macapá, Clécio Luís, um dos nomes mais competitivos da Rede e que disputa a reeleição com o apoio do DEM, PSDB, PCdoB e apoio informal do Psol e do PCB.

Senador Aécio Neves (PSDB) recebeu apoio de Marina Silva no segundo turno das eleições presidenciais Senador Aécio Neves (PSDB) recebeu apoio de Marina Silva no segundo turno das eleições presidenciais.

A Rede vai apoiar, também, candidatos do PSB. A aliança não é nova, já que Marina integrou a aliança que teve Eduardo Campos (PSB) como cabeça de chapa e, após a morte trágica do ex-governador de Pernambuco, assumiu a candidatura na eleição presidencial de 2014. Em duas outras capitais – Porto Alegre e Curitiba

Visto por cientistas políticos e especialistas no cenário nacional como o partido mais fisiológico e menos ideológico do espectro de mais de 30 legendas, o PMDB vai receber apoio da Rede Sustentabilidade em pelo menos duas capitais.

Até o momento, candidatos peemedebistas são apoiados pelos integrantes do partido de Marina Silva em Porto Alegre e em Curitiba.

À reportagem do jornal, o porta-voz nacional da Rede, afirma que o partido aposta na “indignação com o sistema político” e que a ordem é firmar alianças “programáticas”: “A ‘nova política’ está para além do rótulo do que é um partido”, argumenta o representante da Rede Sustentabilidade.

Por que a Lava Jato não trilha determinados caminhos

Propina, suborno e corrupção não são procedimentos que balizam o Estado de Direito; não estão adequados aos padrões da democracia.

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E uma das razões por que devemos apoiar a Lava-Jato é o fato de que seus protagonistas pretendem fazer com que a lei se sobreponha ao arbítrio. Ai, um bando de idiotas logo sai em marcha, achando que a cadeia responde a todos os desafios do Brasil e que a Lava-Jato pode fazer pelo país o que a política não faz.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Foi o que disse Marina Silva. Segundo a ‘melancia”, uma das possiblidades é promover a reforma política. É um pensamento de jerico. E tanto a extrema esquerda como a extrema direita, além logicamente da turma de miolo mole, resolveram embarcar na tese das novas eleições. Isso é o que menos precisa o país nesse momento.

A Lava-Jato não chegou agora ao PMDB. Já havia chegado. Todos os figurões do partido estão sob investigação. Isso não está em debate. As perguntas são outras, senão vejamos; os motivos alegados pelo PGR para pedir a prisão dos três ladravazes chefes da quadrilha do PMDB fazem algum sentido?

Há nas conversas conhecidas evidências de crimes?; é aceitável que dez ministros do Supremo sejam informados pela imprensa de que PGR quer prender o presidente do Congresso, um senador e um ex-presidente da República? Qualquer pessoa medianamente informada do direito sabe que, se há motivos para prender a trinca, certamente não são aqueles alegados pelo PGR. É evidente também, ser um despropósito “colocar a faca no peito” do Supremo com vazamentos que procuram tirar dos ministros a capacidade de julgar com isenção.

O Brasil está quebrado, desde o último General, nós brasileiros, estamos sendo dominado por várias Quadrilhas: PMDB, PSDB, PDT, PT… o PSol, PCDOB, DEM e as demais sopa de letrinhas de aluguel são petista que dividiram para poder conquistar!

Nós não temos políticos, e sim ladrões da república! Graças do bom Deus que a profecia do Gal. João Batista não vingou: “…para tirar esse partido do poder (PT) sangue de brasileiros serão derramado…” .

Se cassarem os golpistas, sem foro privilegiado eles vão cair no colo do Sérgio Moro e se o Moro mandar os golpistas para cadeia – haaaa! – para os indignados seletivos, o Sr. Moro vai passar de Herói para bandido

Supor o conhecimento de Temer em toda esta bandalheira me parece, a esta altura, um exercício da mais pura lógica. Isto não faz nem Dilma nem o PT mais inocentes ou os conduz a categoria de quase santos. Ambas as legendas fizeram parte de um conchavo para assaltar os cofres públicos.

Mas o que podemos fazer a não ser cobrar da justiça celeridade para comprovar estas acusações de forma cabal para se exigir também o afastamento dos envolvidos que ainda não foram implicados pelas investigações? O problema em Brasília parece ser mesmo o fato de todo mundo saber sobre todo mundo.

Aí, todos se calam para que não venha à tona o que cada um andou fazendo nos verões passados. Parece que a nossa única solução é mesmo pegar a todos nas investigações em curso, já que as urnas parecem ser extremamente tolerantes com alguns corruptos mais populares, transformando-se em tribunal de absolvição de gente sacana comprometida apenas com a roubalheira desenfreada!

Temer e Silvério dos Reis

Se o Temer soubesse o que estava por vir, teria renunciado antes de assumir.

Temer,Cunha,Corrupção,Brasil,Blog do Mesquita,Nani

Começou tendo que se curvar ao balcão de negociatas, amorais, para conseguir fatiar os ministérios entre os abutres que pularam fora da imoral e subserviente base de sustentação,  aos 45” do segundo tempo.

Imagine quando tiver que enfrentar as greves e manifestações quando enviar ao Congresso medidas amargas retirando direitos consagrados dos trabalhadores! Quando tiver que conter o desemprego, e a inflação em curto prazo, e não conseguir? Aí verá a fria que entrou! Irá ficar só!

Ou alguém pode confiar na fidelidade de ladravazes oportunista como os Romeros, os Agripinos, os Cunhas, os Cássios… e o resto do bando e tais?

Ele deve saber como ninguém que os aliados de hoje, serão os traidores de amanhã! Ele haverá, como diz o samba, de pagar na mesma moeda a traição – e aqui não entro no mérito do impeachment – que fez à Dona Dilma. Aqui se faz, aqui se paga.

Haverá de provar da própria Cicuta. Esse governo já nasceu morto! Ninguém acredita num político sem voto, sem carisma, sem popularidade e sem caráter.

Dilma disso só teve os votos, e caiu! Imagine esse Silvério dos Reis.

Mesmo às vésperas de ser cassado, o deputado Eduardo Cunha continua dando as cartas. Indicou 0 líder do governo, com biografia pouco recomendável, e agora, negocia a indicação de seu sucessor.

O governo, acuado pelo “centrão”, se curva diante das possíveis ameaças do Eduardo Cunha que, já afirmou que se for cassado, levaria mais de 150 deputados para a “fossas”.

Eduardo Cunha é o Richelieu dessa súcia.


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Com citações a Marina e Serra, Lava Jato amplia atmosfera de suspeita em Brasília

Após danificar cúpula política nacional, vazamentos de acordos de delação atingem presidenciáveis.

Marina Silva lança a campanha 'Nem Dilma, Nem Temer' em abril.
Marina Silva lança a campanha ‘Nem Dilma, Nem Temer’ em abril.
ELZA FIUZA AGÊNCIA BRASIL

Após mais de dois anos de existência, a Operação Lava Jato segue expandindo a sombra de desconfiança que paira sobre a política brasileira desde que o doleiro Alberto Youssef denunciou as primeiras irregularidades do escândalo da Petrobras.

Responsável por derrubar ministros tanto no Governo da presidenta afastada Dilma Rousseff quanto no do presidente interino Michel Temer, a investigação alcança agora, ainda que pelo frágil e tortuoso caminho dos vazamentos, dois políticos cotados para disputar a presidência no futuro: a ex-senadora Marina Silva e o chanceler José Serra.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

A menção de um nome em depoimento de colaboração, ainda mais quando o acordo está na fase inicial, de negociação, está longe de significar que o mencionado tem culpa no cartório. Basta lembrar os casos do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), que apareceu entre os suspeitos na famigerada lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em março do ano passado, mas acabou retirado da investigação, e do senador Aécio Neves (PSDB-MG), que segue investigado, mas tinha sido descartado da lista por duas vezes.

Dos pouco mais de cem casos finalizados em primeira instância pela Justiça do Paraná até agora, 18 (16% do total) resultaram em absolvição.

Terceira colocada na eleição presidencial de 2014, Marina teria pedido ao grupo OAS contribuição para o caixa dois de sua campanha presidencial em 2010, segundo o empresário Léo Pinheiro, que negocia acordo de delação premiada. A informação foi publicada pelo jornal O Globo.

Cotada como uma das presidenciáveis com maior capital político atualmente — ainda mais como uma das únicas lideranças nacionais que ainda não tinha sido tocada pela mácula da Lava Jato —, a ex-senadora se defendeu em nota: “Nunca usei um real sequer em minhas campanhas que não tivesse sido regularmente declarado”.

Além de Marina, o empresário Guilherme Leal, candidato a vice-presidente na chapa da ex-senadora, divulgou sua defesa na página de Facebook da ex-senadora para dizer que “infelizmente, no Brasil de hoje há uma clara tentativa de alguns em colocar todos na vala comum”.

Leal nega que tenha intermediado o pedido de caixa dois, como alegaria Pinheiro em sua delação, mas reconhece que se encontrou com o empreiteiro no dia 31 de maio de 2010, para discutir “propostas de economia e sustentabilidade da campanha que se delineava, como fizemos em outras reuniões com empresários de vários setores econômicos”.

Um dos donos da Natura, o empresário diz que a reunião foi intermediada pelo ex-deputado Alfredo Sirkis, então dirigente do Partido Verde (PV), e a relação entre o PV e a OAS acabou resultando na doação registrada de 400.000 reais para o PV no Rio de Janeiro.

“Querem afirmar que todos são iguais, todos são corruptos, e não há o que fazer além de se conformar e, consequentemente, buscar um grande acordo para que todos se salvem”, reclama Leal, que acrescenta: “caso esta alegação [de pedido de caixa dois] se confirme no contexto da delação premiada, este senhor responderá criminalmente no âmbito da operação Lava-Jato e também pela grave ofensa a minha honra e reputação”.

Delações

No caso de José Serra, que dirige o Itamaraty na gestão Temer, as suspeitas partiriam das delações de executivos da OAS e da Odebrecht, como informou o jornal Folha de S.Paulo. Serra, que já disputou a presidência da República duas vezes e costuma aparecer entre os nomes presidenciáveis, não se manifestou sobre o vazamento, mas poderia acabar implicado entre os mais de 200 políticos que foram expostos pela Lava Jato na lista da Odebrecht, divulgada em março deste ano.

Depois de se tornar pública, a lista foi posta em sigilo pelo juiz Sérgio Moro, pois não deixava claro se os valores relacionados com cada político tinham sido repassados de forma lícita ou não. Mas a relação de possíveis envolvidos em ilícitos dos mais diversos partidos já indicava que o escopo da investigação tendia à expansão. Ainda mais quando, após mais de cem condenações, as informações que os delatores têm a oferecer valem mais se envolverem atores que ainda não foram condenados.

É nesse contexto que seguem surgindo nomes, também em informações vazadas, como o da deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ), mencionada em depoimento pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. Feghali teria solicitado dinheiro para sua campanha e Machado teria recorrido a uma empreiteira (Queiroz Galvão) , fornecedora da Transpetro, para atender ao pedido da deputada. Feghali já rechaçou a menção a seu nome, dizendo que as doações a sua campanha estão todas registradas legalmente.

O quadro se torna ainda mais preocupante para os mais altos círculos do poder em Brasília quando detalhes de outras delações ainda não são conhecidos, como é o caso do acordo de Marcelo Odebrecht. Nesta terça começaram as especulações sobre o presidente da Câmara afastado, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), derrotado no Conselho de Ética, e cercado pela força tarefa da Lava Jato e pelo Supremo. Cunha também pode acabar resultando em uma potente colaboração premiada, algo que teria potencial de incendiar o Governo Temer — o deputado afastado pelo STF nega essa possibilidade, pois diz que não cometeu crime e que, portanto, não teria o que delatar.

Supremo

Se o envolvimento de Marina, Serra e Jandira com a Lava Jato ainda está por se comprovar, o Supremo Tribunal Federal (STF) segue avançando sobre autoridades suspeitas de corrupção no âmbito da operação. Nesta terça-feira, o STF abriu inquérito para investigar a cúpula do PMDB no Senado para apurar denúncia de pagamento de propina na construção da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará.

O inquérito tramita em segredo de justiça e envolve o presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), e os senadores Valdir Raupp (RO), Romero Jucá (RR) e Jader Barbalho (PA). Os quatro foram mencionados pelo senador cassado Delcídio do Amaral em acordo de delação premiada como recebedores de äo menos 30 milhões de reais”, em uma negociata que envolveu PMDB e PT.
Rodolfo Borges/ElPais

Delator mostrará caixa dois de Marina em 2010, diz jornal

De acordo com o colunista Lauro Jardim, de O Globo, o ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, contará em delação premiada detalhes do caixa dois que, segundo ele, irrigou a campanha de Marina em 2010

Segundo o jornal O Globo deste domingo (12), na negociação de delação premiada do ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, o empresário prometeu contar detalhes do caixa dois que, segundo ele, irrigou a campanha de Marina Silva à Presidência em 2010.

De acordo com o colunista do jornal, Lauro Jardim, o pedido a Pinheiro foi feito por Guilherme Leal, um dos donos da Natura, candidato a vice-presidente de Marina naquela eleição.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]Oficialmente, na prestação de contas de sua campanha ao TSE, Marina não registrou doações da empreiteira. Ainda deve ser citado por Léo Pinheiro o empresário Alfredo Sirkis, que acompanhava Guilherme Leal quando a negociação foi fechada.

Tanto a ex-senadora, quanto o ex-candidato da vice-presidente na chapa de Marina Silva, Guilherme Leal, negaram que a campanha de 2010 tenha recebido recursos ilícitos conforme relatos de Léo Pinheiro.

Em nota, Marina Marina alegou que nunca usou “um real sequer” em suas campanhas que não tivesse sido regularmente declarado. A ex-senadora ainda aproveitou para afirmou que dá todo apoio à Lava Jato.

Guilherme Leal afirmou que, “de fato houve uma reunião em 2010 com a presença de Léo Pinheiro, Alfredo Sirkis, então dirigente nacional do PV e responsável pela pré-campanha, e Leandro Machado, seu assessor.

“Na oportunidade, apresentamos as propostas da candidatura e houve sinalização da OAS em apoiar a campanha por meio do PV, certamente nos termos da lei, com o devido registro na Justiça Eleitoral. Qualquer outra insinuação é uma inverdade”, conta Leal.

Ainda segundo apuração de Lauro Jardim, a OAS e a Odebrecht prometem detalhar aos investigadores um esquema de caixa dois para a campanha do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB). Paes também nega irregularidades e diz que “todas as doações às suas campanhas eleitorais ocorreram de forma oficial e legal e foram declaradas à Justiça Eleitoral”.

Leia a íntegra da nota de Marina Silva:

“Todo apoio à Lava Jato’

Neste sábado, recebi a notícia de que estaria sendo divulgado em alguns jornais e sites uma suposta menção a meu nome em delação premiada à força-tarefa que investiga a corrupção na Petrobras. Segundo essas fontes, dinheiro de uma empreiteira teria sido destinado ao “caixa-dois” da minha campanha à Presidência da República em 2010.

Como ressaltou recentemente o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, “da esquerda à direita, do anônimo às mais poderosas autoridades, ninguém, ninguém mesmo, estará acima da Lei”. Por esse motivo, quero que as autoridades deem a devida atenção a essa acusação.

De minha parte, reafirmo que a Operação Lava Jato não pode sofrer nenhuma tentativa de interferência ou constrangimento para apurar denuncias de corrupção, posso alegar que nunca usei um real sequer em minhas campanhas que não tivesse sido regularmente declarado.

Guilherme Leal, que foi candidato a vice em minha chapa à Presidência em 2010, sempre foi fiel ao compromisso ético e à orientação política de que todos os recursos de financiamento da campanha teriam origem e uso inteiramente legais e não acredito que nenhum dirigente do PV possa ter usado meu nome sem ter me dado conhecimento, ainda mais para fins ilícitos.

Posso assegurar à opinião pública brasileira que, neste momento em que a sarjeta da política já esta repleta de denunciados, o melhor caminho é confiar no trabalho do Ministério Público e da Polícia Federal. Por isso reitero meu apoio e confiança no trabalho da Justiça.”

Leia a íntegra da nota de Guilherme Leal:

“Solicitado a me manifestar sobre a alegação do Sr. Leo Pinheiro, ex-presidente da OAS, envolvendo doação à campanha presidencial de 2010 e se referindo à minha pessoa, informo que: de fato houve reunião em 1 de semestre de 2010, com a presença de Léo Pinheiro, Alfredo Sirkis, então dirigente nacional do PV e responsável pela pré-campanha, e Leandro Machado, meu então assessor. Na oportunidade, apresentamos as propostas da candidatura e houve sinalização da OAS em apoiar a campanha por meio do PV, certamente nos termos da lei, com o devido registro na Justiça Eleitoral. Qualquer outra insinuação é uma inverdade”.

Leia a íntegra da nota do prefeito Eduardo Paes:

“O prefeito Eduardo Paes afirma que todas as doações às suas campanhas eleitorais – sejam aquelas feitas diretamente a ele ou via diretórios municipal, estadual e nacional do seu partido – ocorreram de forma oficial e legal e foram declaradas à Justiça Eleitoral. Paes ressalta que as contas de campanha foram devidamente aprovadas pela Justiça Eleitoral”.

Leia a matéria do O Globo

Mais sobre Marina Silva

Imprensa, dinheiro e voto: Cuspindo no prato

Corrupção NepotismoUma página inteira do jornal O Estado de S. Paulo traça, na edição de sexta-feira (12/9), um perfil malicioso da educadora e socióloga Maria Alice Setubal, conhecida como Neca Setubal, acionista do Banco Itaú e coordenadora da campanha da ex-ministra Marina Silva à Presidência da República.

As três faces da personagem estão presentes na reportagem, mas o diário paulista se interessa especialmente por outro aspecto: o papel dela como principal financiadora individual da candidatura do PSB.

O conjunto de textos também informa que o Banco Itaú é um dos 20 maiores doadores entre pessoas jurídicas, com quase RS$ 11 milhões distribuídos entre os partidos até o fim de agosto, período coberto pelo levantamento.

No que se refere ao financiamento direto dos candidatos à Presidência da República, o banco só havia dado dinheiro para a oposição: o senador Aécio Neves, do PSDB, e o ex-governador Eduardo Campos, candidato do PSB até sua morte num acidente de aviação, receberam R$ 2 milhões cada um, e até José Maria Eymael, do “nanico” PSDC, foi contemplado, com uma ajuda de R$ 50 mil. A candidatura da presidente Dilma Rousseff, do PT, não recebeu um centavo do Itaú.

Pessoalmente, Neca Setubal dirigiu todo seu apoio financeiro ao partido que assessora, enquanto o banco do qual é acionista apostou pesadamente no PSDB: além da ajuda direta a Aécio Neves, o partido recebeu do Banco Itaú nada menos do que R$ 3,07 milhões para distribuir entre outros de seus candidatos.

Em segundo lugar na lista de beneficiários vem o PSB, que foi agraciado com R$ 2,15 milhões; na terceira posição fica o PMDB, que recebeu R$ 1,38 milhão.

O Partido dos Trabalhadores ficou em quinto lugar na preferência do banco, com R$ 995 mil, abaixo do PSD.

Entre os textos que ocupam a página há uma referência à Cenpec, entidade dirigida por Neca Setubal, que foi beneficiada por convênios nos governos do ex-presidente Lula da Silva e de Dilma Rousseff, com verbas que totalizaram R$ 32,2 milhões.

No conjunto, o material produz um efeito negativo tanto sobre a imagem da socióloga quanto sobre a reputação do banco, considerando-se o contexto belicoso que é criado no calor da disputa eleitoral.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Conspiração e jornalismo

A pergunta que não quer calar: que motivações teria o jornal paulista para colocar o Banco Itaú e a educadora Maria Alice Setubal numa circunstância claramente depreciativa, quando a escaramuça entre candidatos escala o setor financeiro entre os vilões nacionais?

O fato de terem sido destacados nada menos do que cinco jornalistas para fazer a reportagem, entre eles o principal analista de pesquisas da redação, indica que se trata de uma pauta prioritária.

Curioso observar que o diário paulista faz questão de mostrar a educadora como uma oportunista que se beneficia de convênios com governos do PT e passa a apoiar a oposição. Ao mesmo tempo, coloca o Itaú na situação dúbia de haver sido beneficiado, como os outros bancos dominantes, pela política de estímulo ao crédito dos governos petistas, e, em seguida, apostar no PSDB e no PSB.

Num contexto de alta carga emocional como é a reta final das disputas eleitorais, o jornal está fornecendo munição pesada para os marqueteiros da campanha de Dilma Rousseff.

Por que o interesse específico na figura da socióloga que é também acionista de um banco que foi durante anos credor e avalista do grupo que publica o jornal? Estaria o Estado de S.Paulo interessado em fazer jornalismo puro e simples, para variar?

O histórico recente do jornal, protagonista destacado do poderoso consórcio da mídia tradicional que vem atuando como uma agremiação política de oposição, autoriza o observador a buscar outra razões.

Segundo a Folha de S.Paulo, a tendência dos votos foi revertida nos últimos dias e a candidatura da presidente Dilma Rousseff se recupera rapidamente na faixa mais influente do eleitorado – a classe média com renda familiar entre cinco e dez salários mínimos – e oscilou duas vezes para cima na região Sul, onde passou de uma situação de empate com Marina Silva para uma vantagem de 7 pontos percentuais.

Teorias conspiratórias são fontes interessantes na investigação jornalística, mas a verdade deve ser bem mais simples: a imprensa hegemônica pode estar revendo suas apostas.
Por Luciano Martins Costa/Observatório da Imprensa

Eleições 2014: Marina uma profissional esperta

Máscaras,Blog do Mesquita,Eleições  2014,Aécio Neves,Dilma Rousseff,Eduardo Campos,Marina SIlvaSobre o avião, Marina não sabia de nada, usou o aparelho sem perguntar. Podia ter perguntado quem emprestou e por quê, já que quem empresta sempre espera alguma coisa em troca.

Vou me desviar um pouco do meu esporte favorito que é comentar a Presidente Dilma Rousseff e seu governo medíocre e falar um pouco da nova pretendente ao cargo, Marina Silva. Nova em termos, já que já foi Senadora da República, Ministra do governo Lula e também pretendente à Presidente nas eleições de 2010.

Marina quer renovar a política – uma “nova forma de fazer política” ela – diz pô-la a serviço do cidadão. O invólucro é bom, mas qual é o recheio? Só platitudes, banalidades, trivialidades. Nada de concreto.

Na entrevista ao JN foi obrigada a falar sobre o avião que o PSB recebeu, emprestado, ou arrendado, ou sabe-se lá o quê, adquirido por amigos proprietários com dinheiro transferido por laranjas. Ela não sabia de nada, usou o aparelho sem perguntar. Podia ter perguntado quem emprestou e por quê, já que quem empresta sempre espera alguma coisa em troca. Até aí, ainda vá lá. Mas uma nova forma de fazer política deveria se preocupar com isso.

Sabendo, agora, que o jatinho foi adquirido com aporte de dinheiro de laranjas, e percebendo que é dinheiro “sujo”, certamente produto de propinas pagas por pessoas com interesses em contratos de governo, não deveria imediatamente exigir do seu partido uma explicação definitiva?[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Não seria esse um princípio de uma “nova política”? O seu vice, deputado federal Beto Albuquerque, disse que o partido não tinha nada com isso. Então quem? Aliás, ele é, por acaso, o símbolo da nova política? Ela teve que, como na velha política, se submeter ao partido?
Vamos adiante.

Ontem na Fenasucro, em reunião com os usineiros, Marina, que nunca morreu de amores por eles, e os tinha como verdadeiros predadores da natureza, admitiu que o setor procurou se ajustar para produzir com sustentabilidade, com mecanização da colheita de cana para evitar “mão de obra de penúria”. E diz que é possível falar de agricultura e pecuária com a preservação do meio ambiente. Mais uma platitude. Promete um “marco regulatório”. O que quer dizer isso?
Essa é a nova política? Existe algo mais velho que esse discurso para agradar plateias específicas em períodos eleitorais? Marina não é amadora, é profissional, e esperta. Não tem nada de novo.

Ela fala sem consistência: “o Brasil terá de escolher e apostar no sonho de que possamos ter um Estado eficiente, escolhendo os melhores e não os indicados por interesses partidários”. Só isso? Escolher os melhores é, sem dúvida, uma obrigação do dirigente público. Mas para fazer o quê? Como fazer o Estado eficiente? É preciso dizer.

Agora a recessão, sem vírgula.

Eu não poderia deixar de falar do Mantega. Já o respeitei mesmo quando fazia avaliações do futuro no estilo de Polyana, personagem de uma escritora americana. Polyana queria uma boneca mas ganhou um par de muletas que não precisava. O pai lhe ensinou assim que deveria ficar contente por não precisar usar as muletas. E a menina ficou contente, e essa atitude passou a se chamar de “jogo do contente”. Agora a nossa Polyana, Guido Mantega, fica contente com os índices de nossa economia que ele dirige por tanto tempo ( talvez o mais longevo dos Ministros da Economia ). Com índices baixos de desemprego, segundo ele, tudo vai bem.
Mas pra azar da nossa Polyana, acaba de sair a informação do IBGE sobre o PIB do 2% semestre: menos 0,6%. Como o do primeiro semestre, depois da revisão, é de menos 0,2% temos o que se chama de recessão técnica.

O Brasil parou. Parou não. Recua. Como temos crescimento vegetativo da população, o PIB per capita tem uma queda expressiva. Dilma já se sabe. Acabou. E Marina vai propor o quê? Os próximos capítulos prometem.