Mensalão de Minas e o Tremsalão: pânico no ninho do PSDB

Porcos de luxo Blog do MesquitaA mesma roupagem que o PSDB vestiu no PT, agora serve na medida para a túnica de pseudovestais da Tucanagem do Paulistério.

O PSDB tentou ao longo dos últimos anos criar uma cínica diferença entre o mensalão do Eduardo Azeredo em Minas e a roubalheira do PT.

Mesmo ambos tendo o onipresente Marco Valério como caixa.

Tentou o PSDB caracterizar o mensalão tucano de Minas, como caixa 2, enquanto derramou sobre o PT a pecha de compra de parlamentares.

Como se na lama houvesse diferença entre os porcos.

Afinal, uma das características mais emblemática da sarjeta é quem ali chafurda faz parte da mesma súcia. Os ratos mesmo de cores diferentes, são ratos.

Para tentar aparentar que há diferenças, os tucanos, ao contrário do PT, demitiram logo o então senador Azeredo da presidência do parido.

O PSDB se vê agora em um nível de preocupação exponencialmente maior que a turma do mensalão.

Quanto mais detalhes são divulgados sobre os escabrosos negócios conectando os túneis do metrô de São Paulo à alta plumagem de tucanos envolvidos, mais os líderes do partido se enrolam em explicações estéreis, todas confeitadas com o cínico jargão Lulista do “eu não sabia”.

Todos tiram o braço da seringa com um fingindo espanto de “quem. Eu?”. “Mas eu estava em Zanzibar caçando borboletas. Não sei de nada.” E a credibilidade de tais explicações escoa pelo ralo.

Todos devem “royalties” ao Lula.

Na comparação de valores monetários – pois na indecência ambos empatam na parte mais rasteira de uma escala de valores – o mensalão do PT foi coisa de tostões se comparado ao tremsalão do PSDB.

Como informa documento da polícia Suíça “A Alstom destinou mais de US$ 20 milhões em propinas ao Brasil e parte do dinheiro foi parar em cofres de partidos políticos.”

Cofres de Partidos Políticos!

Mais claro do que isso somente quando o Cartelão Tucano  for completamente esclarecido.


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Tópicos do dia – 22/08/212

18:53:38
Mensalão – Lewandowski surpreende no voto

O Ministro Ricardo Lewandowski surpreende – até agora. Até agora! – aos que o consideram perfilado às hostes petista, prolata voto extremamente técnico, aprofundando-se nas provas do processo, acorda com o relator Joaquim Barbosa, e, me parece, vira o ventilador para a farofa dos mensaleiros. Ou, tudo é boi de piranha. Se é que me entendem. Dependendo do desenrolar do julgamento explicarei a ilação entre o presente voto e a expressão popular ‘boi de piranha’.

18:58:17
Joaquim Barbosa diz que presença dele no Supremo incomoda e faz críticas à imprensa

O ministro Joaquim Barbosa, relator do processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal, disse  que a presença dele no Tribunal incomoda alguns veículos da imprensa. Sem citar nomes, o ministro também criticou a cobertura jornalística do julgamento.
“Gostaria de corrigir umas bobagens que foram ditas na imprensa. Há muita intolerância no Brasil. E para alguns periódicos neste país, incomoda muito a minha presença neste Tribunal”, disse Barbosa, em entrevista coletiva após sessão plenária de segunda-feira.

O ministro acredita que a imprensa polarizou de forma equivocada o debate sobre o formato de julgamento do mensalão, o que classificou como “falta de assunto” e “grande bobagem”. O plenário acabou acatando a proposta de Barbosa, que fatiou o julgamento por capítulos, em detrimento da proposta do revisor Ricardo Lewandowski, que defendia a leitura do voto de cada ministro por inteiro.

De acordo com Barbosa, não havia mistério sobre a disposição de seu voto, pois ele tornou seus critérios públicos em junho, em reunião administrativa para discutir o cronograma de julgamento da ação penal. Ele ainda disse que ocupou um posto “marginal” na discussão ocorrida na última quinta-feira passada sobre a metodologia do julgamento, e que o debate mais robusto foi travado entre os ministros Carlos Ayres Britto, Ricardo Lewandowski, Luiz Fux e Gilmar Mendes.

Barbosa ainda disse que pode mudar seu ponto de vista após exposição dos colegas e que cabe apenas ao presidente decidir se o ministro Cezar Peluso deve antecipar seu voto. “Não é da minha alçada, é da alçada do presidente. Minha preocupação aqui é proferir um voto, se eu estiver na presidência eu decidirei”.

Peluso se aposenta compulsoriamente no próximo dia 3 de setembro, e a última sessão dele na Corte será no dia 31 de agosto. O ministro só conseguirá votar por completo caso se antecipe ao relator e ao revisor em determinados temas (fatias) do julgamento. O regimento do Supremo abre brecha para o adiantamento do voto, mas a manobra é tratada como exceção.
Débora Zampier/Agência Brasil


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Restrições a sites e blogs da Lei Eleitoral são incosntitucionais

Um deputado comunista —, sim, ainda existem tais jurássicas. Olhem o nome dele e completem: Dino — e um senador mensaleiro — Eduardo Azeredo, o inventor de Marcos Valério — tratam de projeto de lei para censurar blogs e sites.

Humor Cartuns Internet Eleições

Contra a censura. Sempre! Antes que Cháves.

O editor

Parque dos dinossauros

Só para lembrar: as restrições ao trabalho de sites e blogs contidas na lei eleitoral aprovada na Câmara e que passaram por duas comissões do Senado são inconstitucionais. Que isso não tenha sido levado em conta, bem, o fato informa a que ponto chegamos. Adiante.

Representantes do Senado e da Câmara tentam encontrar uma redação que torne a lei… constitucional! Se o Brasil não fosse triste, seria uma farra.

O que começa mal não pode terminar bem. Quem cuidou da matéria na Câmara? Um deputado do PC do B do Maranhão chamado Flávio Dino. Um Dino no mundo contemporâneo? Como pode? Mas como seria do PC do B se Dino não fosse? O que entende de liberdade um partido que ainda é, imaginem só, stalinista e não reconhece nem as críticas que o ditador Krushev (Santo Deus!) fez ao ditador que o antecedeu?

Ele deu uma declaração aparentemente óbvia, aparentemente inocente. Vejam a candura do comunista:

“É preciso ter uma regra que distinga claramente jornalismo de propaganda política. Não pode ficar sem regra nenhuma porque, aí, se instauraria o vale-tudo na internet”.

É verdade, deputado Dino! Vai que, de liberdade em liberdade, a gente chegue ao mundo contemporâneo, não é mesmo? Quanto vocês querem apostar que Dino está entre aqueles que consideram “jornalismo” as notícias que são boas para ele e seu grupo e mera “propaganda política” as que são ruins? O deputado, aliás, tem um blog — que ninguém lê, coitado! No caso, não é nem jornalismo nem propaganda.

Azeredo

“O Senado está pagando o pato por um assunto que a Câmara aprovou”, observou o relator do projeto na Comissão de Ciência e Tecnologia, senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG). Pois é, senador… Só que o barulho do seu silêncio sobre aquela porcaria chegou a ser comovente. Não fossem os protestos, o texto teria seguido adiante.

O leitor estará certo se notar certa irritação deste escriba com o assunto. Ter de escrever a respeito, defendendo o óbvio, dá conta do nosso atraso.

blog Rainaldo Azevedo