Eleições 2010: Lula cortou a cabeça de senadores desafetos

Lula impõe derrota aos algozes e remodela o Senado

Tasso e Virgílio, dois dos ‘pesos pesados’ da oposição que a ‘onda Lula’ engolfou

A infantaria acionada por Lula contra os “algozes” de seu governo surtiu efeitos devastadores no Senado.

Foram à bandeja os escalpos de vários pesos pesados da oposição. Entre os senadores que tiveram a cabeça apartada do pescoço estão:

Arthur Virgilio (PSDB-AM), Tasso Jereissati (PSDB-CE), Marco Maciel (DEM-PE), Efraim Morais (DEM-PB), Heráclito Fortes (DEM-PI) e Mão Santa (PSC-PI).

Do grupo de desafetos que Lula jurara de morte eleitoral, salvou-se apenas José Agripino Maia (RN), reeleito no Rio Grande do Norte.

Na hipótese de prevalecer sobre José Serra no segundo turno da eleição presidencial, Dilma Rousseff terá no “novo” Senado uma maioria larga.

Sob Lula, o governo arrostou dificuldades para aprovar até leis ordinárias. Emendas constitucionais, que exigem 49 votos, só saíam a fórceps.

Há no Senado, 81 cadeiras. Na nova composição, a maioria governista passa dos 50 votos.

Só o PMDB e o PT, sócios majoritários do consórcio que gravita ao redor do comitê de Dilma, somam 35 votos.

Levando-se ao balaio os senadores de legendas menores – PP, PR, PSB, PDT, PRB e PCdoB — chega-se a 53 votos. Adicionando-se o PTB, atinge-se 58.

Expurgando-se três dissidentes do PMDB – os já conhecidos Jarbas Vasconcelos (PE) e Pedro Simon (RS) e o eleito Luiz Henrique (SC)-, fica-se com 55.

É um quorum de sonho. Se dispusesse de semelhante maioria em 2007, Lula talvez tivesse impedido o enterro da CPMF.

A presidência do Senado de 2011 continuará nas mãos do PMDB, cuja bancada foi tonificada. Tinha 18 senadores. Agora dispõe de 20.

O PT saltou da quarta para a segunda posição. Sua bancada foi de oito para 15 senadores. Só não chegou a 16 porque Aécio Neves não permitiu.

Além de eleger-se senador por Minas, o tucano Aécio carregou consigo Itamar Franco (PPS). Com isso, deixou pelo caminho Fernando Pimentel (PT).

Entre as novas estrelas do PT no Senado estão: Marta Suplicy (SP), Jorge Viana (AC), Lindberg Farias (RJ), Gleisi Hoffman (PR)…

…Wellington Dias (PI), Walter Pinheiro (BA) e José Pimentel (CE) – um dos responsáveis pela primeira derrota eleitoral da carreira de Tasso Jereissati.

De resto, reelegeram-se os petistas Paulo Paim (RS) e Fátima Cleide (RO), esta última uma estrela apagada.

Na composição atual, PSDB e DEM dividem a segunda colocação, cada um com 14 senadores. No “novo” Senado, a oposição vai definhar.

Os tucanos passarão a compor a terceira bancada –dez senadores. Entre eles Marconi Perillo, que disputa o governo de Goiás. Elegendo-se, ficam nove.

Seriam oito tucanos, não fosse uma surpresa produzida pelas urnas de São Paulo. Elegeu-se ali, à frente de Marta Suplicy, o grão-tucano Aloysio Nunes Ferreira.

O DEM foi, entre todas as legendas, a que mais definhou. De seus 14 senadores, restaram seis. A tribo ‘demo’ compõe agora a quarta bancada.

Um pedaço do infortúnio do DEM em Brasília se deve ao seu sucesso nos Estados. Dois titulares do DEM viraram governadores. Raimundo Colombo prevaleceu em Santa Catarina. Rosalba Ciarlini, no Rio Grande do Norte.

Ambos dispunham de mais quatro anos de mandato no Senado. A cadeira de Colombo será herdara por Casildo Maldaner (PMDB).

No assento de Rosalba será acomodado Garibaldi Alves (PMDB). Vem a ser o pai de Garibaldi Alves Filho (PMDB), reeleito neste domingo junto com Agripino Maia.

Para enfrentar no Senado um eventual governo Dilma, restaria a tucanos e ‘demos’ tentar uma aliança com outras legendas miúdas.

Porém, ainda que promovam acordos pontuais com PSOL, PMN e PPS, os dois maiores partidos da oposição reunirão em torno de si algo como duas dezenas de votos.

Lula tanto fez que proveu para Dilma o Senado que não teve. Se vencer, José Serra terá de atrair os partidos que hoje dão suporte ao governo petista.

Difícil não é. Partidos como o PMDB e assemelhados têm vocação para o governismo. Apoiam qualquer governo. Desde que recebam cargos e verbas.

Serra teria de se recompor com José Sarney. Velho desafeto do tucano, Sarney fez barba, cabelo e bigode neste domingo.

No governo do Maranhão, manteve-se a filha Roseana. Para o Senado, reelegeram-se os amigos Edison Lobão (MA) e Gilvan Borges (AP). E elegeu-se João Alberto (MA).

De quebra, renovou o mandato Renan Calheiros (PMDB-AL), aliado de todas as horas. Com esse cacife, Sarney já cogita recandidatar-se à presidência do “novo” Senado.

blog Josias de Souza

Senador acusa mesa diretora do senado de fraude

Brasil: da série “Acorda Brasil!”

Perdulário, inoperante e se revelando cada vez mais inútil, o Senado dessa pobre e depauperada república dos Tupiniquins, não dá sossego. Novamente, o inefável José Sarney, está à frente da mamata.

Eternamente de férias da moral e da ética, suas (deles) ex-celências, não perdem a oportunidade de meter a mão, descaradamente no bolso do contribuinte. Um caminho que resta aos Tapuias e demais tribos de abestados é não reeleger essa súcia.

Lembrem-se: A urna corrige!

O Editor


Senador Gerson Camata acusa Mesa do Senado de fraude.

Sua assinatura estava na decisão sobre cota de passagens: ‘O ato é falso’, diz.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Na pressa de agradar os senadores num ano eleitoral, a Mesa Diretora do Senado incluiu entre os seis parlamentares que aprovaram o ato autorizando o uso este ano da verba de transportes aéreo do ano passado o senador Gerson Camata (PMDB-ES), que nem mesmo estava em Brasília. Camata disse que, naquele dia e hora, estava em São Paulo.

Em resposta ao pedido de Camata para que fosse investigado, a diretoria-geral do Senado limitou-se ontem a republicar o ato, com uma inovação: no lugar de Camata colocou o nome do senador Aldemir Santana (DEM-DF). Camata afirma que a medida não valida o ato e nem resolve o “dano moral” que teve ao ser incluído na lista dos responsáveis por mais uma das mordomias do Senado. “O ato é falso e inconstitucional, como me informou a advocacia do próprio Senado. Você não pode carregar recursos de um ano para usar no outro”, alega.

A decisão revoga uma das anunciadas medidas moralizadoras adotadas pela Casa no ano passado, no auge do escândalo dos atos secretos. Ficou acertado, quando da tentativa de conter a farra das passagens aéreas, que a sobra do dinheiro retomaria aos cofres da Casa.

Para o presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Demóstenes Torres (DEM-GO), a republicação do ato com o nome de outro senador não acaba com a sua nulidade. “É muita baderna”, reconhece. “O certo é que o ato é nulo de pleno direito e, para valer, a Mesa teria de reiniciar todo o processo.” Já o primeiro-secretário, Heráclito Fortes (DEM-PI), trata a troca dos nomes como sendo “uma questão subjetiva”.

Os patrocinadores do ato são o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e os senadores Serys Slhessarenko (PT-MT), Mão Santa (PSC-PI) e Patrícia Saboya (PDT-CE).

Não foi a primeira vez que a Mesa Diretora revogou uma “medida moralizadora”, como o próprio Sarney gosta de chamar as decisões para acabar com abusos na administração da Casa. Em setembro, recuou na medida que proibia a transferência para os Estados de servidores comissionados das lideranças dos partidos. Na época, Sarney disse no plenário que a autorização atendia a “todos os líderes”. Ficou constatado depois que somente seis integrantes da Mesa sabiam da novidade e que os líderes dos maiores partidos não foram consultados sobre o assunto.

Rosa Costa/Estadão

Senadores pagam jatinhos com verba do senado

Suas (deles) ex-celências, continuam voando nas asas do erário.

O “todo-todo” Heráclito Fortes iracundo cobrador de punição para os aloprados, e o histriônico marido da “Adalgisinha”, Mão Santa, na desfaçatez dos cínicos, ousam falar em moral e ética. Aquele, só é forte mesmo em imputar desvios de condutas nos outros, esse, cuja mão está mais pra boba que pra santa, foi cassado do governo do Piauí por corrupção.

Os crédulos e os beócios acreditam que Mão Santa, Heráclito Fortes, José Agripino, Arthur Virgílio e companhia, são oposição e baluartes dos bons costumes. Quando o desmantelo é obra dos petralhas, essas tristes figuras não saem da ribalta. Quando a porcaria é descoberta em seus (deles) ninhos, quedam-se em tumular silêncio.
E a turma dos petralhas não fica nada devendo. A conta do celular do senado que “papai” Tião Viana, PT, emprestou para a filhinha querida em viagem ao México, custou R$14.000, 00 aos Tupiniquins.

Argh!

O editor

Heráclito usou verba do Senado para fretar jatinho

Primeiro-secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI) utilizou em 2005 um jatinho fretado com dinheiro do Senado para receber uma homenagem em Luzilândia, no norte do Piauí. O fretamento, no total de R$ 28.078,66, foi feito na empresa JK Táxi Aéreo Ltda., usando a verba destinada para passagens aéreas.

O pagamento pelo Senado à empresa, em nome de Heráclito, consta do Siafi (sistema eletrônico de acompanhamento orçamentário) e foi levantado pela ONG Contas Abertas.

O senador voou de Brasília para Teresina, de lá para Luzilândia e de volta para a capital federal, em 21 de dezembro de 2005. Segundo sua assessoria, ele precisou recorrer a um jato porque não poderia se ausentar por muito tempo do Senado, em razão da votação do Orçamento. Era pegar o jato ou perder a homenagem. O procedimento foi autorizado pela direção do Senado, diz o senador.

Heráclito recorreu a um expediente não previsto no artigo 62, de 1988, que regulamenta o uso da cota de passagens aéreas mensais a que cada senador tem direito para ir e voltar de seu Estado. Ele pediu à direção-geral para converter seu saldo não usado de passagens em crédito para o aluguel de um jato.

Na semana passada, a Folha revelou que o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), dono de um avião, gastou quase R$ 500 mil do Senado fazendo essa conversão. Pelo menos outros dois senadores — Jefferson Praia (PDT-AM) e Mão Santa (PMDB-PI) —, além do ex-senador Maguito Vilela (PMDB-GO), já fizeram o mesmo.

da Folha de São Paulo

Senado e os inocentes

Brasil: da série “perguntar não ofende”!

No Ceará tem um programa de TV que aborda o noticiário o policial. Em UM dos quadros do programa o repórter entrevista as pessoas detidas nas delegacias, acusadas de ilícitos diversos. Anos seguidos, nunca, o repórter Eli Aguiar, conseguiu que um só acusado se declarasse culpado ou reconhecesse saber de alguma coisa. O quadro passou a ser conhecido como “Os Inocentes“.

Assim também está o Congresso Nacional. Ninguém sabia de nada que estava acontecendo com as verbas indenizatórias, aviões, mansões e castelos ocultos, além, de nepotismos os mais amplos e diversos.

No Senado, “renovado” pelo inacreditável, inefável e neo paladino da honestidade e da transparência – argh!, que palavrinha mais indigesta –  José Sarney, 81 “inocentes” senadores, nas entrevistas, se mostram surpresos com as mais rastaqueras evidências de ilícitos.

Quer dizer, caras pálidas, que nenhuma de suas (deles) excelências, não tinha a menor desconfiança nem conhecimento do que estava acontecendo? Senadores com anos de mandatos sucessivos, não sabiam que existem 130, isso mesmo, CENTRO E TRINTA DIRETORES!!!, dirigindo o que meu Deus?, e vejo no jornal da TV, iracundos e virginais senadores Arthur Virgílio e Álvaro Dias, exigindo que essas mazelas sejam corrigidas. Em que planeta habitam Pedro Simon, Jarbas Vasconcelos, o sonífero Suplicy…?

Aguardo que o dedo acusador mais rápido do senado, o bufo senador Mão Santa, se manifeste com a peripatética verborragia de quem foi casado pela Justiça Eleitoral do cargo de governador da sempre valente terra da Guerra dos Jenipapo, cujos bravos combatentes — batalha memorável, fundamental para a independência do Brasil travada em 13 de março de 1823, na qual os piauiense venceram as tropas portuguesas — nomeie todos os pares de seu (dele) partido, envolvidos em mais esse escândalo.

E o que dizer do rotundo senador piauiense Heráclito Fortes, agora 1º secretário da mesa diretora, solicitando a lista de todos os parentes de funcionários contratados como terceirizados? Sua (dele) ex-celência, não sabia de nada?

Ah!, a pureza dos inocentes parlamentares.

Realmente são uns “inocentes”!

Senado Federal: o sumidouro do nosso dinheiro

Brasil: da série “o tamanho do buraco”!

Olhem aí prá onde escoa o seu, o meu, o nosso sofrido dinheirinho. Suas (deles) ex-celências, os Senadores, não pedem nem licença pra cometer o assalto.

Escreva pro seu senador e solte os cachorros na sem-vegonhice dos caciques que infelicitam a vida dos Tupiniquins.

No Senado, são 55 funcionários para cada uma de suas (deles) ex-celências. Nem tente entender como é que em gabinetes com a média de 25m², cabem tantos “assessores”.

No total, para atender os 81 nababescos senadores “trabalham” nas dependências do Senado federal, nesta ré-pública macunaímica, 4.507 servidores.

Vou repetir: 4.507 servidores para 81 Senadores!

Apesar de toda tecnologia, só na taquigrafia, (gente anotando, por exemplo, a sandices de um Mão Santa ou registrando a baba iracunda de um Arthur Virgílio, são cem empregados, que, tem a chance de “tirar um cochilo” quando na tribuna está o sonífero Suplicy, também conhecido como ”internet discada”) são 100, isso mesmo uma centena, de funcionários.

Impolutos 157 jornalistas tratam da divulgação do exaustivo labor dos parlamentares, todos abrigados na Secretaria de Comunicação Social.

Para cuidar da saúde de tão ilustres figuras públicas, estão lá 55 médicos e 27 enfermeiros.

Para proteger suas (deles) ex-celências do do assédio de fãs agradecidos pelo brilhante desempenho em favor do povo, existem 414 policiais de uma tal Polícia Legislativa.

Arg!!!

PS. Ganha o direito de escutar um disco inteirinho do Guilherme Arantes, quem descobrir o valor da folha de pagamento dessa sinecura.

Tucanos receberam R$ 8 milhões da Alstom

O tempo passa, o país se infelicita exponencialmente com a classe política, e a tucanalha vai mostrando a sujeira que tem nas penas.

Enquanto isso as vestais do moralismo e da verdade, Arthur Virgílio, José Agripino, o patético Mão Santa, entre outros, quedam-se em cúmplice silêncio, e recolhem os acusadores e hirtos dedos, somente reservados à oposição.

Os petralhas, chafurdando, como sói ser de suas (deles) naturezas, estão se deliciando com o farisaísmo do PSDB.

O povo, ora o povo, só resta repetir Cícero: “o tempora o mores!”

>> Biografia de Marcos Tulio Cícero

Do blog do Noblat

Documento da Alstom cita propina de R$ 8 mi a tucanos

De Mário César Carvalho e José Ernesto Credêndio:

Documentos de promotores da Suíça obtidos pela Folha apontam que a Alstom francesa acertou o pagamento em outubro de 1997 de um suborno de 7,5% a alguém ligado ao governo de São Paulo para obter um contrato de R$ 110 milhões da Eletropaulo. O percentual da propina corresponde a R$ 8,25 milhões.

O documento que cita o percentual do suborno é um memorando manuscrito em francês atribuído a dois executivos da Alstom, Bernard Metz e André Botto. O papel traz o timbre da Cegelec, empresa do grupo Alstom, e é datado de 21 de outubro de 1997.

Gastos de senadores mantidos sob sigilo

Brasil: da série “o tamanho do buraco”

É, senhores e senhoras. O descalabro com o seu, o meu, o nosso sofrido dinheirinho, continua a grassar na planície onde trabalham suas (deles) ex-celências. Vamos aguardar, — afinal a esperança, segundo alguns ingênuos, é a última que morre — que os dedos implacáveis das vestais da moralidade, como o do furibundo Senador Artur Virgílio, e a ínclita verborragia do ex-Arenista e ex-Pefelista Agripino Maia, não esqueçam que esperamos com ansiedade suas (deles) defesas da ética, que ao que parece, somente a eles pertence.

Até agora, não se assistiu ao patético Senador Mão Santa subir à tribuna para enquadrar os “gastões” como aloprados, nem tão pouco, o bisonho Senador Flexa Ribeiro arquear o seu (dele) arco da indignação contra “tudo isso que está aí”.

De Leandro Colon: Correio Braziliense

Os senadores gastaram R$ 2.739.773,38 desde fevereiro com a verba indenizatória oferecida aos parlamentares, segundo levantamento feito pelo Correio. Desse valor, R$ 1.131.074,55 foram usados para locomoção, hospedagem, alimentação e combustíveis, R$ 550 mil com aluguel de escritório político, R$ 473 mil com consultorias, R$ 388 mil na divulgação da atividade parlamentar e o restante na compra de material de consumo.

Alguns senadores apresentaram despesas arredondadas entre fevereiro e maio, quando, teoricamente, esses gastos deveriam variar mês a mês. Outros ultrapassaram o limite mensal de R$ 15 mil, alguns chegando a dobrar esse valor. Identificar uma irregularidade é uma tarefa quase impossível. O Senado guarda a sete chaves a prestação de contas dessas despesas. E o Tribunal de Contas da União (TCU) analisa isso apenas por amostragem por causa da enxurrada de notas fiscais apresentadas pelos senadores. Ou seja, não há qualquer garantia de que todo esse dinheiro tenha sido usado de maneira regular.