Fatos & Fotos – 17/02/2021

Boa noite.
Identidade
Mia Couto

Preciso ser um outro
para ser eu mesmo

Sou grão de rocha
Sou o vento que a desgasta

Sou pólen sem inseto

Sou areia sustentando
o sexo das árvores

Existo onde me desconheço
aguardando pelo meu passado
ansiando a esperança do futuro

no mundo que combato
morro
no mundo que luto
nasço

Fotografia de Beatriz Imizcoz


Que safado. Conje virou homem de negocio… Empresa que contratou Conje é controlada por holding em paraíso fiscal americano. Está claro agora, Brasil?

– Priorizamos bares e não escolas
– Priorizamos aparelhamento e não especialistas
– Priorizamos cura mágica e não vacinas
– Priorizamos aglomeração e não pesquisa
Educação, ciência, saúde e vidas não são prioridades no Brasil.


Rodrigo Maia cometeu um grande erro político ao se negar a liberar pedidos de impeachment e apostar em sua reeleição, ainda que negue. Quis contemporizar com o fascista e agradar os neoliberais e agora corre o risco de voltar à irrelevância.


Gravura – Xilogravura de Xiang-Silou


Vamos esclarecer. Bolsonaro não é louco. O “louco” é aquele que sofre de uma psicose, delira e alucina porque rompe com a realidade. Essa trupe que nos “governa” é perversa. O perverso não perde o senso de realidade, mas a distorce a seu bel prazer, conscientemente. Um sociopata.


Pazuello falando sobre o plano de vacinação extrapola a incompetência. De tão simplórios os argumentos do ministro, a impressão é de extrema má-fé e descaso com a gravidade da pandemia.


Sobre o arrependimento do Gabeira? Quero mais que ele e o arrependimento vá pra PQP! Não tenho empatia pelos arrependidos! A gente tá na vala da humanidade por causa desse povo que se dizia intelectual mas não escolheu um professor e sim um asno pra Presidente!


Da série:”o Brasil para principiantes”.
Antes de ser preso a PF deixou o deputado gravar um vídeo. Seria o mesmo que deixar um bandido terminar o assalto para depois prender. Não tem lógica isso.


Senador Pacheco (quem?), sobre deputado: “Não elevaremos episódio à crise institucional”.
Um bundão. Mole!


Daniel Silveira: resumo de um Brasil doente. Pretensioso, afetado, desrespeita gente viva, gente morta, acha que entende de liberdade, bajulador de Jair Bolsonaro, desconhece valores republicanos, democracia. Gente ruim por inteiro. Quem ele representa? Os que compartilham do mesmo perfil.


Desenho de Ivan Shishki


Por que não prendem o Ratinho? Liberdade de expressão não dá direito a pregar a ditadura, fuzilamento evasão do país, por se pensar diferente.


Arquitetura – Das Park Hotel Linz, Austria


Daniel Silveira cometeu crimes? A menos que se ache que a liberdade de expressão e a imunidade abrigam ameaçar um Poder da República, a resposta é “sim”. Mais: ameaça a próprio Poder e os ministros tomados individualmente.


Essa gentalha e quadrilhas não querem cultura, não querem arte. Não entendem, são toscos. Está além de sua compreensão. Consideram desperdício de tempo e de dinheiro. Só entendem o consumo e o prazer hedonista, mas sem qualquer sensibilidade ou poesia. Um doce pra quem souber de quem estou falando.


Design – Aldravas e Puxadores#Design #Aldrabas #Puxadores #Portas #Blogdomesquita


Escultura de Marc Perez


Escrúpulos? Não bastasse o engulho da cloroquina, Bolsonaro vai enviar comitiva a Israel para comprar spray nasal anticovid. Mas a mãe dele ele já vacinou.


O Brasil não é para iniciantes.
Deputado Daniel Silveira preso por elogiar o AI-5 e pedir o fechamento do STF.
A prisão é baseada na Lei de Segurança Nacional, entulho autoritário da ditadura.
E se defende com base na #imunidade parlamentar prevista na Constituição, que chamou de merda.


Georges Croegaert –  Al Cafe de la Paix 1883


O Direito à Liberdade de Expressão não é absoluto. O Código Penal Brasileiro baliza esses limites no Capítulo que trata dos Crimes Contra a Honra. No âmbito constitucional, doutrina Norberto Bobbio que a consequência lógica da liberdade de expressão ser um princípio é a sua inerente possibilidade de colisão com outros direitos fundamentais. Isso quer dizer que ela não é absoluta, e que ao mesmo tempo em que é importante resguardar a liberdade de expressão, também é necessário que se tenha uma proteção a outros direitos fundamentais igualmente resguardados constitucionalmente.


Jacques Taillefer, 1969


Por uma questão de coerência, os defensores do AI-5 e do fechamento do STF não deveriam evocar os direitos fundamentais ou o princípio da legalidade quando fossem presos..


Folha corrida de do Deputad Daniel Silveira:
-investigado por venda de anabolizantes em academias de Petrópolis.
– 4 anos como soldado da PM RJ, 80 dias preso, + de 70 punições por #indisciplina.
– obteve seguidas licenças médicas pra não ser expulso – eleito Dep. federal com 32 mil votos.
Foi Eleito pelo Rio de Janeiro, assim como Hélio Negão, Carlos Jordy, Flordelis, Márcio Labre e também responsável por eleger diversas vezes Jair Bolsonaro, mesmo ele nunca ter feito nada pelo estado, sempre foi reeleito! O problema não são os políticos safados, mas a sociedade. Fico me perguntando como nós, brasileiros, elegemos tantos bandidos, das mais diversas estirpes! Será que nós deixamos enganar coletivamente ou nosso sistema eleitoral e muito ruim?


Por que só agora a prisão deste deputado, se muito antes o filho n° 3 desfeiteou o STF e ameaçou reeditar o AI-5 e nada aconteceu? Cortina de fumaça para desviar a atenção do caos sanitário provocado pelo governo federal? Ou está em curso a ursupação do poder pela milícia?


A demora na vacinação em massa no país não é por acaso. Estamos sob o tacão uma necropolítica pentecostalibã que vem se instalando no Brasil, liderada pelo pior presidente da história.


Hugo Chaves – dezenas de vezes saudado e elogiado da tribuna da câmara pelo cramulhão – começou assim; afagou os militares, com poder e mordomias, com a maioria no congresso mudou a constituição aumentando número de juízes no Supremo da Venezuela. Com isso implantou a ditadura por lá. Aqui no Brasil, o cramulhão já conseguiu 50% dessas metas.


Ou a Câmara, Centrão incluído, cassa o mandato desse cafajeste Daniel cro magon Silveira, que fala com a linguagem de um miliciano, de um gangster, ou já não se terá controle de mais nada. Ou isso ou as milícias tomarão definitivamente o Poder



A “nova política” do eu faço e arrebento é fascista. Marombado acha que pode tudo. Querem uma terra sem lei. Ou melhor, que eles sejam a lei.


Foto do dia – Fotografia de Swede Johnson


Victor Órban, presidente da Hungria, extremista da direita, minou a imprensa e só ficou as que falam bem dele. Essas compraram a parte falida. Elegeu para o Congresso a maioria apoiadora dele, mudou leis, sufocou as esquerdas.Tudo dentro da democracia. Isso lembra o que está em curso em um certo país tropical?


Pintura de Gustave Leonard de Jonghe


A extrema direita no Brasil é de uma estupidez imensurável. É um estranho pais onde uma pessoa vai presa por pedir um novo AI-5 e o pessoal pede sua soltura alegando que é preciso respeitar a Constituição. É consequência de uma dieta de alfafa estragada ao molho de cocô de ameba.


Barroso, Fux e Fachin, são exatamente os três ministros que estão nos diálogos da Lava Jato. Fica claro porque eles continuam defendendo o indefensável. Resta saber se terão a dignidade de se considerar suspeitos para julgar qualquer coisa do processo.



Tudo que sei de Luciano Huck  sei dele na política é que torceu por Aécio e Bolsonaro. Mas a imprensa diz que ele estaria contratando um especialista em fake news – o cara que trabalhou pro Maurício Macri. A se confirmar, creio ele tem o dever de desmentir ou explicar. E aí, Huck, vai criar o Caldeirão do Ódio?


Alguém aí lembra do Queiroz, da sua mulher, do tal anjo? Quem tá preso? Como tiram um assunto de cena, né?

Sergio Moro teve almoço secreto com Luciano Huck dias após prender Lula em 2018

Revelação da Folha de S.Paulo diz que o ex-juiz e ex-ministro bolsonarista Sergio Moro e o apresentador global Luciano Huck almoçaram juntos em 30 de outubro passado na varanda do duplex de Moro no Bacacheri, bucólico bairro de classe média de Curitiba

Encontro sigiloso ocorreu a três dias da data final para que apresentador decidisse ser candidato a presidente.

Mas a relação íntima entre ambos é bem mais antiga. Vem, ao menos, desde abril de 2018. Huck e Moro tiveram um outro convescote privado há dois anos e meio, revelou numa breve nota o repórter Roberto José da Silva, o Zé Beto, ex-correspondente da revista Placar (em seus anos áureos) em Curitiba e atualmente titular de um blog sobre política local em Curitiba.

Eu fui atrás de mais detalhes e procurei Moro e Huck. O ex-ministro bolsonarista confirmou o almoço; o global preferiu não fazer comentários, mas não se atreveu a negar o encontro que se deu numa sexta-feira, 27 de abril de 2018. Naquela manhã, o apresentador tinha gravações de um quadro de seu programa de televisão em Colombo, região metropolitana de Curitiba.

Aproveitou para pedir uma conversa privada com Moro. A pedido de Huck, foi agendada mesa numa sala reservada, longe da vista dos demais comensais, no Vindouro, um misto de loja de vinhos finos e bistrô elegante que ocupa uma casa discreta no Juvevê, bairro de classe média alta da capital.

O local não foi escolhido por acaso. O Vindouro tem salas privativas e está localizado a pouco menos de 1,5 quilômetro de distância da sede da Justiça Federal em Curitiba. Àquela época, Moro era juiz da Lava Jato.

A provinciana cidade fervia com a recente chegada do preso mais ilustre de sua história: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em 5 de abril, 22 minutos após o Tribunal Regional Federal da 4ª Região autorizar a execução provisória da pena de Lula, Moro mandou prendê-lo. O petista se entregou na noite de 7 de abril. Vinte dias depois, Huck e Moro estavam frente à frente no Vindouro.

Sobre a mesa, um lombo de bacalhau escoltado por batatas ao murro. A mim, Moro jurou que o almoço foi um pedido de Huck e “encontro meramente social”. Mas, a menos que Huck estivesse curioso para saber quais as favoritas do magistrado na discografia do Capital Inicial ou segredar-lhe os últimos bafos do Projac, é difícil acreditar. Por um motivo: faltavam três dias para que Huck se confrontasse com o Dia D de sua candidatura presidencial.

É claro, portanto, que o prato principal foi a conjuntura político-eleitoral, de que Moro era ator principal. O apresentador ensaiava disputar o Planalto desde o início de 2017. Foi encorajado por figuras como Fernando Henrique Cardoso e o economista Armínio Fraga. Mas, num artigo em que se comparou ao Ulisses, da “Odisséia” de Homero, recuou – os vultosos contratos dele e da esposa, Angélica, com a Globo, falaram mais alto.

Só que a condenação de Lula na segunda instância em fins de janeiro recolocou o nome de Huck na mira de dirigentes partidários. Cabe lembrar que na sentença os juízes não divergiram sequer sobre a duração da pena a ser aplicada, eliminando um possível recurso do petista e, na prática, tirando-o da disputa presidencial devido à lei da ficha limpa. Em fevereiro, o apresentador voltou a negar a disposição de concorrer, mas a decisão estava longe de ser definitiva. Só seria no fim da noite de 30 de abril, última data do calendário eleitoral para que pré-candidatos se filiem às legendas pelas quais pretendem figurar nas urnas.

O almoço no Vindouro se deu no último dia útil antes do 30 de abril. A sexta-feira tornava a data estratégica: seja lá o que ouvisse do (e confidenciasse e prometesse ao) então juiz, Huck teria o fim de semana para ruminar a respeito em casa com a família e, caso assim decidisse, a segunda-feira para se filiar a algum partido e anunciar a candidatura. Tudo a tempo de causar uma reviravolta na eleição que alçou a extrema direita ao poder no Brasil.

Refestelados após o bacalhau e a conversa, Moro e Huck ainda tiveram tempo para ouvir pedidos de fotos de funcionários do restaurante. O juiz, que à época fingia não agir sempre com um olho na política, preferiu se manter oculto, mas o apresentador não se fez de rogado. A foto de uma das funcionárias com Huck (que enverga o mesmo casaco corta-vento e a camiseta clara da selfie que tirou em Colombo) está no site da casa.

Não deixa de ser curioso que Moro tenha se recusado a deixar surgirem provas do “encontro meramente social” com Huck. Há quem ache que Moro merece o benefício da dúvida. A esses, lembro que até os fãs de carteirinha Deltan Dallagnol e Roberson Pozzobon já acharam difícil acreditar no ex-juiz.

Como se sabe, Huck não mudou de ideia sobre concorrer à Presidência em 2018. Moro, se ficou desapontado com o apresentador, não precisou esperar muito para alçar voo rumo a Brasília. Aceitou o convite para ser ministro de Jair Bolsonaro em 1º de novembro, exatos 30 dias após levantar o sigilo da controversa delação de Antonio Palocci às portas do primeiro turno da eleição.

Huck também cerrou fileiras com Bolsonaro. Afirmou ver no ex-militar de extrema direita alguém capaz de ressignificar a política no Brasil. Um dos braços direitos da natimorta campanha do global foi parar no governo – o ministro da Economia Paulo Guedes.

Se Guedes ainda se sustenta no governo mesmo sem entregar nada do que promete, Moro e Huck, traídos pelo capitão, voltaram à mesa em 2020 e, entre uma garfada e outra, tentam se reembalar como centristas. Um centro algo terraplanista, em que há espaço até para o vice-presidente Hamilton Mourão, de verve golpista e fã confesso do torturador condenado Brilhante Ustra. Numa descrição mais precisa, trata-se mesmo de uma extrema direita refinada, que arrota vinhos caros e gosta de exibir à mesa guardanapos de pano presos com elásticos dourados.

Mas o almoço de 2018 não deixa de ser mais uma evidência de que Huck aventou sua candidatura presidencial em 2018 até a última hora – ou seja, de que a decisão de ficar no Caldeirão lhe foi custosa. E de que Moro já fazia política muito antes de despir a toga, curvar a espinha e se tornar cão de guarda de Bolsonaro.

Curiosidade: o Vindouro pertence à esposa de um político tucano que à época já estava na mira da Lava Jato – seria preso ainda em 2018. Na resposta que me enviou, o ex-juiz e ex-ministro afirma que “não tinha conhecimento sobre quem era o proprietário do estabelecimento, que depois foi preso pela Lava Jato por ordem do próprio magistrado”.