Que navegador para celular usar? Os pontos positivos e negativos de cada um

Alguns dos aparelhos lançados nesta segunda-feira. (Foto: Emmanuel Dunand/AFP)

Ainda que nos celulares seja muito comum usarmos vários aplicativos, eventualmente precisamos navegar na internet para tarefas específicas, como baixar um arquivo. Mas será que a velocidade é o único fator que pesa? Qual será o melhor navegador? Conheça os prós e contras dos cinco navegadores mais conhecidos.

1. Mozilla Firefox

Foto: Mozilla

Firefox foi o primeiro a desafiar o Explorer, da Microsoft. Logo mordeu 8% do mercado, por suas simplicidade, estabilidade e grande número de possibilidades. Agora, tem novas versões para Linux, Mac, Windows e Android.

Pontos fortes: é bom na sincronização de marcadores de favoritos (bookmarks) e abas entre dispositivos, seu tradutor de páginas, seu modo de economia de dados e na navegação de forma privada.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Ponto fracos: não existe uma versão para iOS (sistema operacional do iPhone) nem Windows Phone. Não dispõe de uma versão de 64 bits. Embora seja o que mais disponha de complementos e plugins, utilizar todos eles compromete seu rendimento.

2. Google Chrome

Foto: GettyImage copyright Getty

É o navegador mais usado no mundo. Desenvolvido pelo Google, Chrome é funcional, claro e simples. Está disponível gratuitamente em serviços específicos. Tem versões para Windows, Mac, Linux, Android e iOS.

Pontos fortes: é completo e conta com telas personalizadas, sincronização entre dispositivos, modo incógnito, sessão para convidados, salvar páginas em formato PDF e uma vasta oferta de aplicativos e jogos para web. Uma característica que pode ser útil com alguns sites é a “economia de dados”. O Google pré-carrega e comprime sites antes de enviá-los ao celular. Isso pode tornar a conexão mais veloz e gerar economia para os planos de dados do telefone.

Pontos fracos: não existe uma versão para Windows Phone, o que faz com que os usuários destas plataformas não disponham de abas e preferências no celular. É o navegador que mais recursos de hardware consome. Requer uma conta do Google para configurar a sincronização, ou seja, não se pode utilizá-lo sem uma conta de Gmail.

O Google acaba de anunciar que seu novo Chrome será atualizado para ser mais rápido. Um novo algoritmo permitirá um ganho de velocidade de 26% na compressão de arquivos.

Leia também: Por que o iPhone e a China preocupam a Apple

3. Dolphin

Foto: DolphinImage copyright

Dolphin é considerado um dos mais potentes navegadores para Android, mas não é tão conhecido como Mozilla ou Chrome.

Pontos fortes: é elogiado por sua funcionalidade gestual, rapidez e uso em iOS e Android. A chave do Dolphin é a inclusão do Flash, não sendo necessário instalar nada além de um complemento ao navegador chamado Dolphin JetPack. O navegador em general é muito rápido e pode ser sincronizado com navegadores do PC, ainda que não se utilize o mesmo programa no smartphone.

Pontos fracos: sem o complemento Dolphin JetPack, o Dolphin se converte em um dos que mais demora a carregar páginas da internet.

Leia também: Dez truques para usar melhor o WhatsApp

4. Safari

Foto: SafariImage copyright

Safari apareceu em 2003, quando a Apple decidiu remover de sua plataforma a edição do Internet Explorer que a Microsoft desenvolvia para usuários de OS X. Este navegador da Apple cresce a cada dia no mercado. Mas está longe de ocupar o primeiro lugar.

Pontos fortes: sincronização automática entre dispositivos, sem intervenção do usuário. É o navegador que melhor faz uso de CPU e memória no Mac, e raramente fica lento ou não responde. É o único com suporte para iCloud e Apple, e se destaca pelo desenvolvimento de motor para JavaScript que consegue ser mais rápido entre as opções para OS X.

Pontos fracos: só está disponível para computadores e celulares Apple. Não tem várias das funcionalidades incluídas no Chrome e no Firefox. Apple não permite personalizar o navegador, então não é possível escolher temas, cores ou a disposição da interface.

5. Opera/Opera Mini

Foto OperaImage copyright

Um dos pioneiros da web. Apareceu em 1995 junto ao Internet Explorer e foi também um dos primeiros a dispor de uma versão para celulares (Opera Mini). Atualmente conta com mais de 350 milhões de usuários, segundo a própria empresa.

Pontos fortes: É um navegador básico que inclui navegação privada, uma seção para noticias e seu famoso modo off-road para ajudar a navegação em conexões ruins, que reduz a quantidade de dados transmitidos.

Pontos fracos: instalar complementos reduz significativamente a velocidade do produto, fazendo seu uso impossível em equipamento de desempenho. Seu motor muitas vezes falha ao carregar certos sites, deixando a página em branco. Não conta com uma versão de código aberto.
BBC

Vírus: Shamoon, o malware que formata seu PC

Além de deixar seu computador zerado, o trojan também rouba suas informações.

Um novo trojan ameaça a segurança do Windows. (Fonte da imagem: Reprodução/Securelist | Kaspersky Lab)

Um novo grande inimigo do Windows começa a rondar o mundo virtual, e não estamos falando de uma nova versão do Mac OS ou de uma nova distribuição de Linux.

O vilão da vez para o sistema da Microsoft é o trojan Shamoon, capaz não apenas de roubar dados, mas também de apagar informações do disco.

Ele pode, inclusive, deletar arquivos importantes do sistema, tornando impossível a sua inicialização — o que seria resolvido apenas com a formatação da máquina.

O malware é um arquivo de apenas 900 KB que aparece de forma criptografada, como visto na imagem acima, divulgada pelo Kaspersky Lab.

O pequeno diabo

Conforme relato da companhia Seculert, especialista na área de segurança na web, o Shamoon ainda não se tornou uma praga ainda e está infectando apenas máquinas de algumas empresas específicas.

Ainda de acordo com a postagem, o malware também conhecido como Disttrack infecta um PC conectado à internet e então faz o mesmo com todas as demais máquinas ligadas a ele pela rede.

A Symantec, dona do antivírus Norton, foi a única empresa que já atualizou suas defesas para combater a nova ameaça. As gigantes do ramo dos antivírus ainda trabalham para descobrir quem está por trás do Shamoon.
Douglas Ciriaco/Tecmundo

Leia mais em:http://www.tecmundo.com.br/seguranca/28610-shamoon-o-malware-que-formata-seu-pc.htm#ixzz245HJPZET

Hackers os piratas do século 21

Entre os cinco maiores hackers da internet, há quatro americanos e um japonês. São os ciberpiratas do século 21.
Hildeberto Aleluia

Mais parece uma luta de fantasmas travada nas sombras. Nessa história de hackers ou crackers, também parece fantasia na hora de apontar este ou aquele. Quase ninguém conhece um hacker ou um craker. Mas eles existem sim. Há até um site que os qualifica como os do bem e os do mal. E os relacionam por nome, idade e origem. É o IT Security, dos Estados Unidos. Recentemente ele listou os cinco maiores hackers éticos, aqueles que seriam os hackers do bem, e os dez maiores hackers malignos. Eu chamaria estes de crackers.

[ad#Retangulos – Anuncios – Esquerda]Os cinco maiores hackers conhecidos até hoje, desde o aparecimento da internet, fazem parte de uma lista em que se destacam os americanos Stephen Wozniak, um dos fundadores da Apple; Tim Berners-Lee, o inventor da web, Linus Torvalds, inventor do Linux, e Richard Stallman, inventor do projeto GNU de software livre. O quinto gênio da lista é o japonês Tsutomu Shimomura, tido como o homem que destruiu outro hacker famoso chamado Kevin Mitnick, considerado o maior, desde o advento da rede.

O japonês teve seu computador invadido pelo Mitnick e como vingança o denunciou ao FBI, a polícia federal americana, que o rastreou e o colocou na cadeia onde cumpriu pena.

Como já vimos aqui, nesse mundo de hackers e crackers o bem e o mal caminham juntinhos. Os hackers clandestinos são poucos, comparados à multidão que hoje opera legalmente contratada por empresas e governos, para testarem os sistemas de segurança. Outros chegam à legalidade ao invadirem sites de empresas e governos, sem permissão, e depois tentam vender seus serviços de proteção, atuando no mesmo estilo conhecido da velha máfia.

O certo mesmo é que não existe internauta imune às suas táticas e que não tenha sido vítima de seus vírus ou prejudicado pela queda de servidores que eles derrubam com seus ataques.

Aos poucos, o chamado cibercrime está deixando de ficar impune e muitos dos gênios do mal já repousaram ou repousam atrás das grades. Como a utilização da Internet ainda é muito recente, cada país busca uma legislação específica para reger e punir os criminosos da rede. Não tem sido fácil essa caminhada, desde a tipificação do que é crime no mundo cibernético até a articulação legal entre os países para fazer frente aos crimes de alcance global, como existe nos casos de crimes tradicionais.

Um bom exemplo seria a Interpol (polícia internacional). Num assalto a banco tradicional, todos sabem o que fazer para buscar, prender e punir os criminosos. Num assalto virtual, um hacker instalado em sua casa no Rio de Janeiro, Brasil, pode muito bem invadir um banco e roubar seus fundos em Portugal, na Europa ou na Tailândia, na Ásia. Ainda não existe um manual de como fazer para prender e punir esse ladrão. E também por isso é grande a onda de crimes praticados na Internet.

Nos últimos anos, diminuiu bastante o ataque solitário de um hacker. Agora eles passaram a atuar em grupos. É claro que as coisas mudaram muito desde 2005. A segurança da rede hoje é bem maior e a vigilância também.
Outro fato interessante é que mais de 90 por cento dos criminosos são homens, com idade entre 15 e 35 anos, no máximo. Cuidado com eles.

Tecnologia: chega ao mercado o menor computador comercial

CWare tem menor PC do mundo em plataforma Atom a partir de R$ 700

Modelo possibilita uma redução de 90% energia em relação aos desktops.
Versátil, pode ser adaptado à traseira do monitor ou TV de LCD.

Com processador Intel Atom 230 integrado, o computador CAPE7 230, da PCWare, possibilita ao usuário uma redução de energia de até 90% se comparado aos desktops convencionais.

O modelo já está à venda nas principais lojas do varejo a partir de R$ 700 com 2 GB de memória RAM, HD de 320 GB, teclado e mouse.

O equipamento, que pode ir com o sistema Linux ou Windows 7, foi projetado para atender as necessidades dos usuários que buscam mais espaço e redução de custo para utilização do aparelho em ambientes domésticos, tais como acesso a internet, chat, planilhas, editor de texto e mercados mais específicos como thin client, Call Center e automação comercial, o modelo oferece alto desempenho em suas funcionalidades.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Considerado o menor gabinete em plataforma Atom do mundo, com 170mm x 140mm (menor que um mini-ITX), o modelo pode ser carregado no bolso e traz a solução “fanless”, totalmente silenciosa, permitindo ao usuário que o carregue para qualquer lugar, pois o computador se adapta em todo tipo de ambiente.

O CAPE 7 230 é tão adaptável a vários ambientes que pode ser utilizado na versão pedestal ou na versão VESA, sendo que nesta o mesmo é perfeitamente adaptado na traseira do Monitor/TV LCD e ou LED. Nessa montagem, o modelo entrega ao usuário a sensação de um ALL in one de baixíssimo investimento.

Consome aproximadamente 22 W, ou seja, disponibiliza aos usuários uma redução de energia significativa, se comparado aos desktops convencionais o que representa cerca de 90% de economia de energia elétrica.

O modelo foi projetado e produzido sob os requisitos das normas européias ROHS e WEEE, que são respectivamente; a restrição ao uso de substâncias nocivas no processo de fabricação de componentes e de montagem do aparelho, o que o torna uma solução “verde”, além de ser um produto de baixíssimo consumo.

Versátil, moderno e compacto, o modelo contempla memória SO-DIMM DDR2 667 MHz de até 2 GB, rede Realtek Gigabit 8111DL 10/100/1000, som Realtek ALC 662 2 canais, 6 portas USB 2.0 e resolução de vídeo de 1024 x 768.

Características técnicas

Processador: Atom 230
Placa-mãe: 170mm x 140mm com Northbridge SIS 672 e Southbridge SIS 968
Memória: SO-DIMM DDR2 667 MHz de até 2GB
Disco Rígido: SATA 2 de 2,5 polegadas
Resolução de video: 1024 x 768
Rede: Realtek Gigabit 8111DL 10/100/1000
Som: Realtek ALC 662 2 canais
USB: 6 portas USB 2.0
Fonte: Externa DC 19 V, 2.1 A / 40 W
Dimensões do gabinete: (D) 172.5mm x (W) 153.5mm x (H) 20mm
Cor: Preta

G1

Computação em nuvem: o que é e como usar

Mesmo sem saber, usuários já aderem à computação em nuvem.
Dados publicados na web vão parar em servidores invisíveis aos usuários.
Redes sociais e até mesmo conta de e-mail estão baseados nessa estrutura.

Você já está na nuvem, mas não sabe. Toda vez que você envia uma mensagem pelo Hotmail, busca um endereço no Google ou publica uma foto no Orkut, seus dados são processados e armazenados por um sistema conhecido como computação em nuvem. É a aposta de gigantes da computação, capaz de colocar do mesmo lado a Microsoft, criadora do Windows, e Linus Torvalds, gênio inventor do Linux. Todos querem sair do seu computador pessoal e partir para as nuvens.

“O mundo da tecnologia da informação passa por várias mudanças. Estamos agora evoluindo para uma estrutura de nuvem. O Google já nasceu na nuvem”, disse Francisco Gioielli, engenheiro do Google Brasil.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]De acordo com Gioielli, existem duas características básicas para definir a computação em nuvem. Primeiro: os aplicativos são acessados pelo navegador. Ou seja, o usuário não precisa ter o programa instalado no computador, apenas o browser. A partir do navegador ele poderá acessar sites e ferramentas, como editores de texto e imagens, tudo armazenado na internet.

Depois, explica Gioielli, os dados ficam hospedados em uma infraestrutura que está invisível para os usuários, os servidores, onde as informações de várias pessoas são compartilhadas e armazenadas. Alguns usuários que acessam a nuvem frequentemente não imaginam que estão colocando informações nesses computadores.

“No momento que uma pessoa acessa um site via navegador, significa que as informações não estão rodando na máquina. O que mostra que ela já está consumindo uma nuvem”.

Nuvem na máquina local

Usuários como o publicitário Felipe Salles, de 26 anos, acreditam que computação em nuvem é apenas o que funciona remotamente por meio da internet. Salles utiliza, diariamente, sites como Facebook, Orkut, Twitter, e-mail e mensagens instantâneas. Além disso, por trabalhar em frente ao computador, ele fica on-line em torno de 12 a 14 horas por dia.

“Para mim, computação em nuvem é poder usar um programa como o ‘Microsoft Office’ sem precisar instalar nada. Ou seja, é tudo que está remoto, que você não precisa ter na sua máquina”, disse Salles.

Otávio Pêcego, arquiteto de soluções sênior da Microsoft Brasil, explica que, nesse caso, para acessar a nuvem sempre será necessário um software local trabalhando na máquina ou no celular. “Os usuários veem de vez em quando o Windows Update entrar. Esse é um exemplo de programa na máquina local que conversa com a nuvem para saber as informações que precisam ser baixadas”.

Outro exemplo de interação entre a nuvem e o sistema local é o programa Google Earth, que a empresa chama de geobrowser. “O Google Earth trabalha instalado na máquina do usuário mas, para funcionar, ele precisa se conectar aos servidores do Google”.

As empresas cada dia mais falam e apostam nessa tecnologia. Porém, Pêcego acredita que o fim dos softwares locais não está tão perto.

“A tendência está mostrando o contrário. Estamos tendo uma grande explosão de aplicações voltando. Há muitas pessoas que utilizam o Twitter por meio do navegador, mas outras preferem instalar um aplicativo para acessar o microblog”.

O que pode acontecer, segundo Pêcego, é o disco local funcionar como um lugar temporário onde os usuários podem acessar rapidamente para trabalhar e, aos poucos, transmitir e sincronizar o que está na rede. A nuvem ganharia, então, a função de “backup” (cópia de segurança).

“Por causa da demora, o usuário vai trazer a informação, trabalhar ela localmente e depois enviá-la para a nuvem”, explica Pêcego.

Como se proteger

Agora que você já sabe que está na nuvem, é importante entender que há um risco inerente de colocar todas suas informações na rede. O primeiro passo é entender o que está se usando. Ou seja, muitas vezes o internauta publica um conteúdo na rede sem saber quem pode acessá-lo.

“Precisamos educar nossos usuários para que eles saibam usar esses serviços que estão na nuvem. Mesmo assim, é importante que os internautas conheçam as políticas de cada empresa”, disse Pêcego.

Para Gioielli, não se trata apenas de como o site trabalha aquele conteúdo, mas do usuário saber o que publica nele.

“Tem o aspecto das informações pessoais, como aquelas fornecidas em sites de relacionamento. O usuário deve evitar colocar dados, como o número do cartão de crédito, e até mesmo endereços”, disse.

Laura Brentano/G1

Tecnologia: Criador do Linux prevê o fim dos sistemas operacionais

Sistema operacional para PCs vai se tornar irrelevante, diz criador do Linux

Para Linus Torvalds, computação na nuvem e celulares são nova fronteira.

Finlandês falou com exclusividade ao G1 durante sua 1ª visita ao Brasil.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]O homem responsável por escrever as linhas mais influentes do mundo contemporâneo poderá, enfim, tirar férias no lugar de seus sonhos. “São apenas três dias em Fernando de Noronha, é tempo suficiente?”, pergunta o finlandês Linus Torvalds, 40 anos. As férias haviam começado oficialmente minutos antes, quando ele recebeu os aplausos das cerca de 800 pessoas que acompanharam seu discurso de abertura do LinuxCon 2010, em São Paulo. O evento reuniu programadores, distribuidores e entusiastas do sistema operacional livre Linux.

Torvalds escreveu as primeiras linhas de código de programação do núcleo do Linux em 1991, quando estudava ciências da computação na Universidade de Helsinque. “Era apenas um hobby. Ainda é um hobby, na verdade”, contou Torvalds em entrevista exclusiva ao G1. “O fato de que também é meu trabalho é, para mim, secundário. Eu ainda desenvolvo o Linux não porque me pagam, mas porque é a coisa mais interessante que eu me imagino fazendo.”

Vinte anos depois, o hobby do jovem “hacker”, que queria apenas ver se era capaz de criar seu próprio sistema operacional, é praticamente onipresente. Ele é a base da internet: mais de 50% dos computadores que armazenam e distribuem conteúdo da web utilizam o sistema.

Até quem está longe da Internet acaba tendo, mesmo que indiretamente, contato com a obra de Linus Torvalds. Há desde elevadores a cafeteiras elétricas com controle baseado em Linux. Desde 2006, o programa está nos computadores que fazem o controle do tráfego aéreo nos Estados Unidos. As transações financeiras das bolsas de valores de Nova York, Tóquio, Chicago e Londres, por exemplo, são registradas em supercomputadores rodando Linux – das 100 máquinas mais potentes em operação no mundo, apenas dez usam sistemas diferentes.

Android, do Google: sistema operacional para telefones baseado em Linux. (Foto: Divulgação)

Do outro lado do espectro de poder computacional estão os pequenos telefones celulares, que também são capazes de rodar Linux. O Android, sistema criado pelo Google, é baseado em Linux. “Nos EUA, o Android vende mais que o iPhone. Isso facilita no desenvolvimento do sistema, fica mais fácil encontrar pessoas dispostas a criar programas para este formato”, comemora Torvalds.

A telefonia celular é uma chance do Linux, enfim, ser o sistema preferido do usuário comum. Na era dos computadores pessoais, o domínio ficou, claramente, nas mãos da Microsoft. O Windows está em 91% dos PCs. “Isso não importa, em breve o sistema do computador vai se tornar irrelevante”, prevê Torvalds.

Não, Torvalds não aposta na substituição dos computadores tradicionais por máquinas como o iPad da Apple. “Acho inconveniente, é grande demais para colocar no bolso, a não ser que você tenha um bolso bem grande.”

Mas para ele,a irrelevância do sistema operacional passa pelo telefone celular e pela própria internet. “Haverá o celular, onde temos presença forte, e os programas na nuvem, pela internet, acessados pelo navegador. E quem tem mais de 50% dos servidores de web? Nós.”

Pelo modelo, o Linux está registrado sob uma licença de uso especial, conhecida como GPL (sigla para GNU Public License).

Escrita pelo ativista e “hacker de todos os hackers” Richard Stallman, a GPL estabelece que o programa deve ser livre para qualquer pessoa possa utilizá-lo e até alterá-lo – desde que, como contrapartida, essa alteração também seja disponibilizada publicamente sob a mesma licença. Pela ética hacker, programas registrados sob GLP são como um presente para a humanidade.

Richard Stallman, hacker e ativista, criou modelo de software livre. (Foto: Anders Brenna/CC-BY)

“Há pessoas do mundo inteiro que colaboram para o Linux. Dos Estados Unidos, Alemanha, México… Muita gente do Brasil, inclusive”, diz Torvalds. Da versão atual do kernel do Linux, Torvalds é autor de cerca de 2% do código. “Hoje em dia eu programo pouco, eu acabo organizando o que outras pessoas escrevem. Respondo e-mails o dia inteiro.” A ele resta o controle, a palavra final sobre cada solução de programação proposta para entrar no código do kernel.

O Linux, acredita, já estaria pronto até para continuar evoluindo sem a ajuda de seu criador. “Eventualmente, sim, eu não estarei à frente do desenvolvimento do ‘kernel’ para sempre. Posso ficar doente ou mesmo morrer mergulhando em Fernando de Noronha”, brinca. “Mas há pelo menos 10 pessoas que estão preparadas para assumir meu trabalho a qualquer momento.”

Então por que o finlandês não para e aproveita sua fortuna estimada em US$ 20 milhões para ficar mais do que três dias no arquipélago brasileiro? “Não é que o Linux não pode sobreviver sem mim, eu é que gosto de fazer isso, não consigo me imaginar fazendo outra coisa. Eu sou apaixonado pelo que faço, e acho que vou continuar assim por muitos e muitos anos.”

Leopoldo Godoy/G1

Tecnologia – O ciborg sueco

Sueco ‘veste’ computador e vislumbra era dos ciborgues.
Óculos com tela integrada permitem ver informações o tempo todo.
‘Computador é uma janela para o mundo virtual’, diz criador.
Tela acoplada a óculos faz com que ‘janela’ de

O futurista americano Raymond Kurzweil, um dos maiores defensores do conceito conhecido como transumanismo, acredita que a tecnologia vai servir, em breve, para ampliar as capacidades humanas e, eventualmente, nos transformar em seres imortais. O pesquisador sueco Martin Magnusson quer fazer com que parte desse futuro chegue mais cedo. Ele desenvolveu um computador portátil, que ele carrega e utiliza durante todo o tempo, mesmo quando está prestando atenção em outras tarefas do dia-a-dia.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

O “ciborgue” de Magnusson utiliza um par de óculos com tela integrada, conectada um pequeno computador feito em casa. Um pequeno teclado serve para inserir dados. O sistema operacional escolhido foi o Linux. Sem fios, via bluetooth, a máquina é ligada a um iPhone, que serve para ligar o computador à internet. O sistema fica guardado em alça de bolsa do tipo carteiro, pendurada no ombro do usuário.

A ideia surgiu quando Magnusson identificou limitações dos computadores tradicionais. “O computador é uma janela para o mundo virtual”, afirma Magnusson em seu blog. “Mas assim que eu me levanto e me afasto da máquina, a janela fecha e fico limitado à realidade física. Minha máquina permite que essa janela siga aberta, o tempo todo”, acredita.

A máquina de Magnusson é fruto de um conceito plantado nos primórdios da computação moderna. Quando o pesquisador americano Douglas Engelbart apresentou, no final dos anos 60, o primeiro mouse e o primeiro sistema com um ambiente gráfico, já se discutia a chamada ampliação do intelecto humano por meio de computadores. O homem do futuro, afirmava Engelbart, iria terceirizar para as máquinas funções que até então dependiam apenas do cérebro.

“Não preciso mais memorizar minha lista de coisas a fazer e minha agenda para um determinado dia. Elas ficam expostas o tempo todo no canto do meu olho”, conta o pesquisador sueco.

Equipamento desenvolvido por sueco é ligado a iPhone para transmitir dados via internet.

G1

China desenvolve o chip Loogson para concorrer com AMD e Intel

Loogson: O Chip Chinês para enfrentar a Intel e a AMD

Foto: Konstantin Lanzet/Creative Commons

Christopher Mims escreve na Wired (em inglês) sobre a linha de processadores desenvolvida na China, chamada Loongson (foto), para concorrer com a Intel e a AMD. É interessante comparar o projeto chinês, que deu origem a chips que já estão no mercado, com o brasileiro de atrair uma fábrica de semicondutores.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]O Brasil já teve sete fábricas de semicondutores, instaladas por aqui na década de 1970 pelas multinacionais Philips, Motorola, Siemens, NEC, Fairchild, Texas Instruments e National Semiconductors. Todas elas deixaram o País, por causa das restrições impostas pela reserva de mercado de informática. Em 2009, o Brasil importou cerca de US$ 3,2 bilhões em semicondutores, segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).

O governo brasileiro tentou atrair uma fábrica de semicondutores na época da decisão sobre o sistema de TV digital a ser implantado aqui, sem sucesso. Ao contrário do que chegou a ser anunciado, os japoneses, donos do padrão, nunca se comprometeram a instalar uma fábrica no Brasil.

Enquanto o Brasil tenta atrair uma fábrica sem sucesso, os chineses decidiram desenvolver seus próprios chips. O projeto Loongson começou em 2001, no Instituto de Tecnologia Computacional de Pequim, com o objetivo, segundo Mims, de criar “um chip que fosse suficientemente versátil para equipar qualquer coisa, de um robô industrial a um supercomputador”. O primeiro PC com o processador, chamado Fuloong, foi lançado em 2006.

O texto publicado pela Wired cita o tamanho do mercado chinês de PCs, que somou 39,6 milhões de unidades em 2008, como uma das justificativas para o projeto. No mesmo ano, foram vendidos 12 milhões de computadores no Brasil. Por não serem compatíveis com a plataforma Intel, as máquinas com o Loongson rodam software livre, como o sistema operacional Linux.

blog Renato Cruz

Computadores sem marca. Vendas continuam estáveis

Mercado cinza de PCs resiste a cair no Brasil, diz pesquisa
Queda em 2008 foi de apenas um ponto percentual: de 35% para 34%.
Para este ano, vendas de computadores no país deve ficar estável.

Fazem parte do mercado cinza os equipamentos sem marca, de origem não comprovada. A participação de computadores do chamado mercado cinza — equipamentos sem marca, com peças de origem não comprovada — resistiu a cair em 2008, apesar do crescimento do mercado legal e dos incentivos do governo.

Em 2008, segundo dados apurados pela consultoria IT Data a pedido da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), a participação dos PCs cinzas nas vendas totais de microcomputadores caiu apenas 1 ponto percentual, de 35% para 34%.

No caso específico dos computadores de mesa (desktops), o índice ficou estável em 35% na comparação com 2007, segundo a consultoria. Já nos notebooks, o índice caiu 2 pontos, para 32% das vendas de 2008.

A expectativa inicial da Abinee era que as vendas de PCs em 2008 crescessem 30% em volume, mas o início da crise financeira global a partir do segundo semestre fez com que a alta fosse, na verdade, de 20%.

Incentivos fiscais

Desde 2005, o governo federal concede incentivos fiscais para os microcomputadores de baixo preço fabricados no Brasil, com a isenção de PIS e Cofins. Por conta das medidas, as vendas anuais saltaram de 5,6 milhões naquele ano para 12 milhões em 2008.

A desvalorização do dólar até o ano passado também contribuiu para reduzir os preços dos equipamentos, mas não impediu que o mercado cinza continuasse a controlar mais de um terço das vendas.

Os computadores com sistema operacional Linux, que fizeram parte do programa Computador para Todos, e que contavam ainda com mais incentivos, como o financiamento ao varejo, tiveram um recuo de 60% nas vendas em 2008, de acordo com a pesquisa da ITData. No ano passado, foram vendidas 190 mil unidades do programa, ante as 490 mil comercializadas em 2007.

do G1

Google lança navegador para brigar com o Internet Explorer da Microsoft

A turma do Google não dorme na fama. Acredita que “inovar sempre” é fundamental para a sobrevivência.

Da Folha de São Paulo

O Google anunciou nesta segunda-feira (1º) o lançamento do seu navegador de internet, chamado Google Chrome. O programa estará disponível em versão beta a partir de terça-feira (2), em mais de cem países.

A empresa promete lançar um programa “moderno” e “simples”. “Como a página homepage do Google, Google Chrome é limpo e leve”, afirma um post no blog oficial da empresa.

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O Google também diz que o software, que terá código aberto, “roda melhor os complexos aplicativos de internet”. Por enquanto, o programa estará disponível apenas para Windows. No futuro, devem existir versões para Mac e Linux.

Até agora, o Internet Explorer, da Microsoft, é o mais utilizado para acesso à internet. Em julho, o programa foi utilizado para 90,7% dos acessos à rede no Brasil –queda de 2,5% em relação a janeiro. O Firefox, da Fundação Mozilla, teve 8,2% dos acessos, uma alta de 34% em relação ao primeiro mês do ano. Outros navegadores tiveram em julho 1,03% dos acessos.

No âmbito mundial, a participação do navegador da Fundação Mozilla é maior. As várias versões do Firefox representam 18,41% do mercado mundial de navegadores, segundo a NetApplications. Mas o Internet Explorer ainda domina o mercado, com 73,75%.