A profecia de Brizola sobre o aparelhamento do estado pelos evangélicos

Como Leonel Brizola previu o aparelhamento do estado por grupos evangélicos e a ascensão ao poder de Eduardo Cunha

Brizola eduardo cunha
Leonel Brizola e Eduardo Cunha

Bem que Brizola avisou.

Em dezembro de 1998, ele e Anthony Garotinho, então governador do Rio, tiveram uma briga em torno da escolha do secretariado.

Dizia uma matéria da Folha: “Brizola não aceita a indicação do ex-presidente da seção fluminense da Ordem dos Advogados do Brasil Sérgio Zveiter para secretário de Justiça, nem a de Eduardo Cunha, presidente da Telerj no governo Collor (90-92), para a Habitação.”

A questão envolvendo Cunha era, para começar, o desconforto pelo fato de ele ter sido presidente da Telerj por obra de Fernando Collor.

Cunha era uma indicação de um deputado federal evangélico chamado Francisco Silva, que apoiou Garotinho na campanha. Dono da rádio Melodia, do Rio, Silva fez fortuna produzindo o inesquecível Atalaia Jurubeba, beberagem para o fígado.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Foi ele quem levou Cunha para os cultos da igreja Sara Nossa Terra há 20 anos, introduzindo-o no pentecostalismo (hoje o presidente da Câmara é membro da Assembleia de Deus em Madureira, maior e mais influente). EC ainda faz inserções diárias na Melodia, encerradas com o bordão “afinal de contas, o povo merece respeito” (rs).

De volta: em 2000, o aparelhamento evangélico no Rio de Janeiro chamou a atenção de Brizola. “O governo tem de ser mais discreto, está vivendo um protestantismo exagerado”, declarou.

Brizola estava incomodado com a Cehab, comandada por Cunha, dona de um dos maiores orçamentos do governo fluminense. Organizou um abaixo assinado pedindo o afastamento de Eduardo Cunha “devido à má-gestão e também aos seus antecedentes”, de acordo com outra reportagem da Folha de S.Paulo.

Seu descontentamento incluía o subsecretário do Gabinete Civil, uma figura chamada Everaldo Dias Ferreira — que viria a se transformar no Pastor Everaldo, aquele que formou com Aécio Neves uma das duplas mais desprezíveis das corridas eleitorais em todos os tempos. Everaldo era ligado à vice-governadora Benedita da Silva, do PT, também evangélica.

“Qual a legitimidade de tantos pastores no governo? Quem são esses pastores da Benedita?”, dizia Brizola. “Vivem posição ambígua, se queixam de tudo, começam a fazer denúncias, mas não deixam os cargos que ocupam. Ora, se o caminhão tá ruim, é só pedir para desembarcar.”

Cunha deixou o cargo naquele ano, após denúncias de irregularidades em licitações. Os processos abertos no Tribunal de Contas do Estado foram arquivados em 2004 e reabertos em 2012.

Brizola enxergou a ocupação evangélica e os monstros que se criavam. O capeta quis que Cunha se tornasse, 15 anos depois, o messias do fundamentalismo religioso no Brasil. Morto em 2004, Leonel Brizola escapou de testemunhar o país ser subjugado por um exército de fanáticos de ocasião.
Por:Kiko Nogueira, DCM

Eleições 2014: E se aparecer a banda “Fora PT”?

Política Justo Veríssimo Chico Anysio Blog do MesquitaMarina Silva está no PSB. Está?

Disputará a vice (mas pode não disputar) de Eduardo Campos, que até o mês passado estava na base de apoio do governo.

Marina tomou uma decisão imperial e fechou o acordo com o senhor do PSB em menos de 24 horas.

Disse que fez uma “aliança pragmática”, mas logo corrigiu-se: “programática”. Em torno do quê, não se sabe.

Se disso resultar apenas uma chapa, tem tudo para ser nova parolagem. Se dessa aliança nascer uma tentativa de frente antipetista, o caminho e a conversa serão outros.

Em matéria de chapa esquisita, ninguém superará a de Tancredo-Sarney.

No entanto, aquilo era uma frente contra o que a rua chamava de “isso que está aí”, e Tancredo foi eleito (indiretamente) sem ter apresentado programa.

Precisava?

Mário Covas, Ulysses Guimarães e Leonel Brizola não podiam imaginar que o segundo turno da eleição de 1989 seria disputado por Lula e Fernando Collor. Eram dois candidatos contra aquilo que estava ali.

Quem foi para a rua em junho saberá nos próximos meses que o Supremo está pronto para diluir as sentenças do mensalão.

Aquilo que Marina Silva exageradamente classificou de “chavismo” é apenas um aspecto do jogo bruto do comissariado petista.

Ele foi sentido nos tribunais, nos bancos oficiais, na porta giratória das agências reguladoras e na monumental trapalhada da proposta de Constituinte exclusiva.

Isso para não se falar nos grandes circos com padrão Fifa.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

A aliança dos dois ex-ministros do governo de Lula tanto pode acabar numa pirueta movida a palavrório como em algo maior.

Sinal de seu anacronismo é a notícia de que Fernando Bezerra Coelho harmonizará a aliança “pragmática”, ou “programática”. Até outro dia era ministro da doutora Dilma.

Faz parte do clã que controla Petrolina há meio século. O PT respondeu às ameaças mais encorpadas com a voz das urnas e prevaleceu porque o eleitorado preferiu “o que está aí”.

O comissariado buscará em 2014 a extensão do seu mandato até 2018. Serão 16 anos corridos. Jamais na história brasileira um partido conseguiu essa marca dentro de um só regime constitucional.

Os conservadores do Império tiveram 14 anos (1848-1862). Getúlio Vargas teve 15 (1930-1945), com três regimes e uma ditadura.

Os militares tiveram 21, com quatro ordens constitucionais. No 16º ano de vida, seu partido, a Arena, estava estilhaçado.

Já o PT, vai bem, obrigado, sonhando com uma reforma política que criaria o financiamento público das campanhas (dinheiro na mão do comissariado) e a instituição o voto de lista (o mesmo comissariado alinha os candidatos).

Não se tratará apenas de uma tentativa espichar o tempo de mando. O que há na mesa é um projeto explícito. Jogo jogado.

Para os costumes brasileiros, a longevidade petista seria uma novidade.

Contudo, nas quatro maiores democracias do mundo (Estados Unidos, Alemanha, França e Inglaterra), a sociedade deu o poder a blocos de poder longevos que fizeram grandes reformas.

O marqueteiro João Santana acha que Dilma Rousseff será reeleita graças a uma oposição viciada pela “antropofagia de anões”.

Marina Silva com Eduardo Campos tanto podem representar isso, devorando o tucanato, como podem formar uma banda tocando “Fora PT”.

Os eleitores decidirão quem dança.
Elio Gaspari/Folha de S.Paulo

Educação e o boicote aos CIEPS do Brizola

Educação CIEPS Brizola Darcy RibeiroOs CIEPS planejados por Darcy Ribeiro e construídos por Leonel Brizola foram o melhor, o mais importante e a maior ação política educacional já intentada na ‘Terra Brasilis’.

Os dois homens públicos sabiam que a educação era a mais importante ferramenta para debelar os males crônicos que assolam a Taba dos Tupiniquins. Mas, e tem sempre um, o projeto foi boicotado e descontinuado por não ser do interesse dos que queriam, e, querem a manutenção desses males para o controle e manutenção do poder.

Darcy e Brizola, com seus erros e acertos, mais aqueles que esses, são sinônimos de educação pública de qualidade. Mas os donos do país não queriam mudanças, e a sociedade assistiu indiferente a destruição do projeto.

Quando de um debate entre candidatos a presidente da república, transmitido pela televisão, Fernando Henrique Cardoso, logo ele, perguntou ao Brizola: “você não acha os CIEPs uma obra muito cara?”
Brizola respondeu de bate-pronto: “caro meu amigo é a ignorância.”

José Mesquita – Editor
PS. Os CIEPs, idealizados por Darcy Ribeiro -, foram inspirados na obra de Anísio Teixeira, fato que o fundador da Universidade de Brasília, Darcy Ribeiro, não cansou de reconhecer de público.
José Mesquita – Editor


Projeto dos CIEPs foi descartado porque não interessa educar o povo
Roberto Nascimento/Tribuna da Imprensa

Sempre que é citado aqui no Blog da Tribuna o visionário governador Leonel Brizola, sente-se tristeza pela atual falta de amor pela Educação Básica, demonstrada pelos dirigentes e políticos que nos governam hoje. O projeto dos CIEPs foi literalmente abandonado.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

O tripé Leonel Brizola, Oscar Niemeyer e Darcy Ribeiro protagonizou uma revolução em todos os sentidos, no conceito de Educação Sistêmica. O que é isso: em primeiro lugar, as instalações, o prédio arquitetônico, as salas de aula, a biblioteca, à área coberta para práticas esportivas.

Em segundo, o horário integral para as crianças poderem completar todas as fases do ensino, com atendimento médico e odontológico.

Era progressista demais para as cabeças conservadoras da elite dirigente do país. Elas pensaram: quando esses jovens estiverem formados, irão competir em igualdade com as nossas crianças preparadas para exercer o poder. Então, vamos detonar o projeto dos CIEPs. Foi exatamente o que aconteceu.

A consequência da falta de visão dos nossos governantes se processa nestes 2013, quando iremos importar trabalhadores europeus altamente qualificados e que estão desempregados em seus países por conta da tsunami econômica desencadeada em 2008. Não teria sido bem melhor que brasileiros ocupassem esses postos vagos por falta de mão de obra?

Agora vem o pior: Mesmo com o exemplo fático, real e cristalino, nada está sendo preparado para mudar a situação atual cujos reflexos se farão sentir talvez em 2020, 2030, sei lá. Ou não, bom dia Caetano.

Segregando o povo

O projeto dos CIEPS foi descartado porque não interessa educar o povo, preparando-o para a revolução tecnológica, mas sim deixá-lo hibernando em berço esplêndido, calmo, tranquilo, sem muitas exigências materiais e sociais e votando nos mesmos de quatro em quatro anos. Essa é a realidade atual.

Em relação aos estádios de futebol, trata-se de desperdício de dinheiro público. Os clubes é que deveriam se ocupar das arenas, como exemplo o estádio do Morumbi construído pelo São Paulo Futebol Clube.

Outra coisa, de que adianta espaços para 100 mil pessoas, se o máximo de uma partida não está passando de 50 mil torcedores?

Ao invés de arenas, à moda romana, para proporcionar espetáculos midiáticos de futebol e também musicais, fariam bem os governantes se espalhassem escolas de ensino básico e técnicas de norte a sul do Brasil. Contudo, isso não se traduz em votos, logo por que fazer?

Quanto à afirmação do presidente, governador de Minas e senador Itamar Franco, sobre a alma dele ficar do lado de fora da tribuna, demonstra a insatisfação do político mineiro com a inoperância da representação senatorial. Sabia ele, como sabem os outros, que o Senado, constituído pelos 81 membros pouco ou nada, pode fazer pelo povo.

Tópicos do dia – 17/05/2012

09:01:55
Dilma proibiu Brizola Neto de ‘aparelhar’ ministério
Quando convidou Brizola Neto para o cargo de ministro do Trabalho, a presidenta Dilma, ex-PDT, foi gentil, mas direta: “Menino, você vai ter uma autonomia como nenhum outro ministro do meu governo”. De fato, autorizou-o a escolher a equipe, recomendou que honrasse a família (referindo-se a Leonel Brizola e a João Goulart) e ordenou que o ministro resista à pressão dos políticos para “aparelhar” o ministério.

09:14:38
MP do Rio denuncia Thor Batista por homicídio culposo
Também foi pedida a suspensão imediata do direito de dirigir do filho de Eike Batista; ele estava a 135 km/h quando atropelou e matou o ciclista Wanderson Pereira dos Santos, em março deste ano.

11:44:12
Pensão por morte na mira da Previdência Social
O Ministério da Previdência Social (MPS) prepara mudanças na concessão da pensão por morte. O benefício hoje é responsável por uma despesa de R$ 60 bilhões/ano para os cofres do INSS, o que equivale a 27% de tudo o que é pago aos segurados do Regime Geral de Previdência Social (RGPS). São 6,8 milhões de beneficiários, incluindo as viúvas e seus dependentes. As propostas são polêmicas porque mexem na integralidade, restringem a idade para a concessão do benefício, além de alterarem a repartição da pensão entre o titular e os dependentes.

Um grupo de técnicos do ministério estuda os regimes de outros países para comparar as regras e propor as mudanças no sistema brasileiro. A expectativa do governo federal é encaminhar a proposta ao Congresso Nacional no segundo semestre deste ano. Antecipando-se, o ministro da Previdência Garibaldi Alves defende a necessidade de mudanças do sistema, entre elas a adoção de uma idade mínima para pleitear o benefício. É bom lembrar que as alterações só valem para os futuros beneficiários. Pernambuco tem 324 mil pensionistas e uma despesa mensal de R$ 207 mil.

O Brasil é um dos poucos países onde a pensão por morte é vitalícia e integral. Tem mais. Nos últimos anos, mudanças vêm ocorrendo no comportamento dos casais. Homens mais velhos se casam com mulheres mais jovens e ao morrer deixam o benefício vitalício para a companheira. Estatísticas do ministério mostram que em duas décadas o prazo de pagamento da pensão por morte passou de 17 para 35 anos. São as viúvas jovens que recebem o benefício por mais tempo, onerando o caixa da Previdência.

Outras propostas em discussão são a proibição do acúmulo da pensão e da aposentadoria e a perda do benefício no caso de novo casamento do companheiro. “Acho que essas propostas não devem avançar pela dificuldade no Congresso”, diz Jane. Em relação à idade mínima, ela considera uma questão complexa, porque mexe com a intimidade e a vida das pessoas.
Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR

13:57:08
Cantora Donna Summer, a rainha da música disco, morre aos 63 anos de idade
LaDonna Adrian Gaines, nome real da cantora, nasceu em Massachusetts em 1948.
Rainha do disco lançou 17 álbuns de estúdio e hits como ‘Last dance’. Ela já vendeu aproximadamente 130 milhões de discos em todo o mundo. Cantora tinha câncer e morreu na madrugada desta quinta-feira (17).
Donna ganhou cinco prêmios Grammy e fez sucesso, principalmente nos anos 70, com músicas como “Last Dance,” “Hot Stuff”, “She Works Hard for the Money” e “Bad Girls”.

18:38:37
Morre o ator Irving São Paulo
O ator Irving São Paulo morreu aos 41 anos de idade nesta quinta-feira, por volta do meio-dia, no Hospital Copa D’or, no Rio de Janeiro. Ele sofria de pancreatite.
Irving São Paulo estava internado desde o último dia 31. A família não divulgou, por enquanto, o local do velório e enterro.
Natural de Feira de Santana, Bahia, o ator era filho do cineasta Olney São Paulo e irmão do também ator Ilya São Paulo.
Ele começou a atuar aos 6 anos. No seu currículo estão participações nas novelas Final Feliz (1982), Champagne (1983), Bebê a Bordo (1988), Torre de Babel (1998) e Estrela-Guia (2001).
No filme, participou de Cascalho (2004), Luz Del Fuego (1982), Muito Prazer (1979) e A Noiva da Cidade (1978)

19:41:38
Propriedade de nomes na Internet
“O Itaú/Unibanco ganhou ontem na Justiça a briga contra a Valdery dos Santos Decorações, que registrou os nomes de domínio itauunibancoholding.com.br e unibancoholding.com.br.
A empresa terá de devolver os nomes e pagar R$ 12 mil. Causa do escritório Montaury Pimenta, Machado & Vieira de Melo.”
O Globo


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