Caixa 2: governador eleito Anchieta Júnior, do PSDB, pegue com a mão na cumbuca

Mais uma vez fica provado que caixa 2, ou melhor dizendo no vocabulário de Delúbio Soares, não privilégio somente do PT.

Todos os partidos tem as duas mãos enfiados na origem escusa do dinheiro usado em campanhas políticas.

Que os iracundos do PSDB façam primeiro um “mea culpa” antes de posarem de vestais da moralidade e somente apontarem o dedão contra os mensaleiros do PT.

Estão todos afundados na mesma sarjeta.
O Editor

PS. Ainda se haverá de conhecer todo o “imbroglio” que envolve o atual Senador Eduardo Azeredo — o primeiro usuários dos ‘serviços’ de Marcos Valério —, cujo processo, com denúncia aceita, está em andamento no STF.


Grampos indicam que tucano ‘comprou’ votos em RR

Grampos telefônicos revelam que a campanha de José de Anchieta Jr. (PSDB), reeleito governador de Roraima, trocou dinheiro e benefícios por votos.

O tucano Anchieta prevaleceu, no segundo turno, com uma margem mixuruca: encassos 1.700 votos.

Deve-se a revelação dos diálogos aos repórteres Renata Lo Prete e Fábio Zambeli.

Nas fitas, soam as vozes de familiares e assessores do governador.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Numa, a mulher do governador, Shéridan Anchieta, promete incluir moradores de um determinado bairro no programa de complementação de renda gerido por ela.

Em conversa com uma potencial beneficiária a primeira-dama é incisiva: “O que está faltando para esse voto? Fala aí”.

Shéridan enfatiza: “Então diga: o que a senhora quer pra votar no Anchieta?”

Noutro grampo, o procurador-geral de Roraima, Francisco das Chagas Batista, negocia repasse de dinheiro a uma comunidade indígena.

Ele pergunta ao líder da tribo, José Newton Simão de Lima, quanto seria cobrado para “ajudar o 45″. Uma alusão ao número que identificou Ancieta na urna eletrônica.

O procurador vai ao ponto: “O que você precisa pra nos ajudar lá?”. O interlocutor fala de cifras. E o assessor do governador: “Quanto, homem?”.

Um dia depois do segundo turno, uma agenciadora de votos, Márcia Sebastiana da Silva, toca o telefone para o irmão de Anchieta Jr., Janser José Teixeira.

Ela cobra o cumprimento de uma promessa monetária: R$ 200 por voto. Rememora o compromisso que assumira com um grupo de 30 eleitores:

“O homem ganhando, eu tô repassando os R$ 200 pra cada pessoa e foi o que eu prometi pra eles, entendeu?”.

Jansen discorda de Márcia apenas quanto à data. Não a contradiz nos valores: “Eu falei o seguinte: ele ganhando, a gente resolve. Eu não determinei um dia”.

Os diálogos serão incorporados a uma ação que será protocolada nesta quinta (16), no TRE-RR, por Neudo Campos (PP). Rival de Anchieta, ele foi o segundo colocado na disputa.

Na peça, Neudo pede a cassação do registro do eleito, cuja diplomação está prevista também para esta quinta.

blog Josias de Souza